Bem feito pra mim.
Passei à noite me punindo mentalmente por achar que sua despedida dizia mais do que parecia.
Por motivos idiotas achei que tudo podia ser diferente. Não que eu estivesse a procura de um romance. Entretanto, não nego que achei sim, que tivemos um lance legal. Mesmo eu sabendo que isso não poderia ir a diante não cogitei que ele simplesmente me ignoraria.
Bem feito pra mim.
Está é a única frase que martela em minha mente na volta pra casa perto do dia clarear.
Exausta pulei na piscina de roupa e tudo. Me senti mais uma vez observada e decidi ignorar. Deixei à água lavar meus anseios e depois de deixá-lá escorrer um pouco. Entrei renovada no elevador.
Tomei um banho e enrolada no roupão fui até a cozinha em busca de algo para me alimentar.
Peguei um pacote de biscoito recheado e enchi até a borda um copo com refrigerante. Meu corpo pedia cama imediatamente. Porém, meu estômago roncava em protesto.
Pegando meu lanche fui em direção ao meu quarto. Eu ainda estava no corredor quando uma suave batida na porta chamou minha atenção. A fome e o cansaço me diziam para continuar meu caminho. Mas, antes que eu o fizesse, a batida de tornou mais exigente.
Já imaginando ser a síndica reclamando. Abri a porta com desânimo.
*
Thiago
Não fui escalar. Passei à noite me odiando por tê-la tratado mal. Eu não tinha direito algum de estar aborrecido e agido feito um canalha da pior espécie. Não sei o que aconteceu comigo. Sempre deixo claro para as mulheres que saio que não teremos nada. Porém eu as trato com respeito e nunca finjo que não as conheço se por algum motivo nos cruzarmos por aí.
Claro que prefiro pegar as modelos que somente estão de passagem pelo Rio.
Passei à noite de um lado pro outro até que cochilei um pouco na rede da varanda. Olhos castanhos magoados me encaravam em sonho, me fazendo despertar minutos antes dela chegar.
Vi seu carro entrar no condomínio e pela janela, discretamente observei seu andar cansado. Um pulo na piscina parecia ser um pedido silencioso de renovo.
Eu sabia que ela estava exausta. Sabe-se lá dê quê! Entretanto, eu me corroia querendo me desculpar.
Deixei a janela e fui tomar um banho na tentativa de relaxar. À noite estava quente e o dia que logo se iniciaria, não mostrava que seria diferente.
Usando apenas a calça do meu pijama fiz um café forte e voltando para a janela não mais a vi.
Optei em falar com ela quando eu retornasse à noite do escritório. Todavia, um conflito interior me dominava.
Deixando a caneca, agora vazia sobre a bancada da cozinha. Saí sem pensar.
Bati levemente em sua porta. Ainda na dúvida se estava fazendo o correto.
Se eu fui até ali. Então era melhor eu resolver isso de uma vez. Bati com mais firmeza.
Escutei a porta ser destrancada e tudo que eu pretendia falar me fugiu com a imagem dela descabelada usando apenas um roupão felpudo roxo.
Os olhos do sonho se tornaram reais, fazendo assim meu incômodo aumentar. A mágoa era palpável.
Palavra alguma poderia expressar meu arrependimento.
Nos encaramos por um longo tempo. Ou foi um tempo curto? Não sei dizer. Mas sei que para mim pareceu uma eternidade.
-O que você quer? -indagou ríspida, colocando o pacote de biscoito no bolso do roupão.
Ainda mantendo nosso olhar. Respondi:
-Me desculpar.
-Não precisa. Entendi bem o recado.
-Entendeu errado Grazi. -Falei olhando para o copo de refrigerante que ela levava aos seus lábios carnudos e desejáveis.
-Relaxa Thiago, ter você na minha cama foi uma opção minha. Eu sei que não fazemos um o tipo do outro. Ciente deste fato. Nada do que você faria à seguir, me decepcionária.
-Eu não tive motivos para agir daquele jeito ontem. Sei que não foi o correto. Nunca tratei assim uma mulher que já dormiu comigo. -expliquei.
-Entendi. Como disse antes. Não se preocupe. Eu só transou no primeiro encontro quando não tenho interece em ficar novamente com o cara. -Proferiu sem pestanejar
Suas palavras feriram. No entanto, eu conhecia bem a arte de atacar para se esconder. Se defender.
-Você vai mesmo discutir isso comigo aqui em pé do lado de fora? . - Interpelei controlando minha vontade de morder aquela boca atrevida.
-O que sugere? Que eu te convide para um café da manhã? -Questionou debochada.
-Então estou desculpado Grazi? -perguntei preparando mentalmente meu próximo passo.
-Sim! Satisfeito agora? -Respondeu colocando a mão na porta para fechá-la na minha cara.
-Se não teve importância e você não ligou. Vem tomar um café da manhã descente comigo na minha casa. - convidei em um tom desafiador. Sabendo que somente assim funcionaria.
-Cara, eu estou morrendo de cansaço. Minhas pernas doem e eu quero dormir.
-Vai dormir bem melhor se alimentando direito. Se não significou nada. Porque está fugindo de mim? -joguei meu golpe final. Sabendo que eu estava diante de uma mulher orgulhosa.
-Ok. Se isso vai fazer você me deixar em paz, eu tomo café na sua ilustre residência. Vou trocar de roupa e te encontro lá.
-Não precisa, pode ir assim mesmo. Isso não é um encontro e somente meu jeito de saber que não deixei você magoada.
-Precisaria bem mais para me magoar. -Falou fechando a porta e passando por mim com o nariz em pé.
Quero descobrir se realmente ela não tem interesse.
Se ela não tivesse, teria fechado a porta na minha cara e me mandado pro inferno. Ou eu estou enganado?!
Assim que ela passou pela porta, tirei o copo de refrigerante da sua mão e o biscoito do seu bolso. À aproximidade me fez fechar os olhos com a invasão do seu cheiro amadeirado.
Abusada e mostrando não ter se abalado. Se afastou e sentou-se no sofá ajeitando a almofada em suas costas.
-Fique à vontade. -Falei indo para a cozinha.
Fiz ovos mexidos enquanto as torradas ficavam prontas. O suco de abacaxi deixado pela faxineira, estava na metade da jarra.
Sabendo que ela estava cansada. Arrumei em uma bandeja e levei para ela na sala.
Seu corpo volumoso estava recostado no braço do sofá. Seu braço direito servia de apoio para sua cabeça e sua respiração entregava que ela dormia.
Com a bandeja ainda na mão, me aproximei admirando suas feições. Suas bochechas salientes completava a beleza de seu rosto de menina. Um cacho fino de seus cabelos, cruzava seu rosto e descansava sobre seu nariz. Seus lábios faziam um pequeno biquinho devido sua posição.
Os pés pequenos e gordinhos pareciam um pouco inchados com suas unhas pintadas de escuro.
Dormindo parecia um anjo. Porém, acordada era uma demônia. Não. demônia não. Era uma abusada quente.
Eu não sabia se a deixava dormir ou se à alimentava. Deixei a bandeja no aparador próximo a janela e me reaproximei com passos suaves.
Me incline preparado para seu protesto. Contra todas as variáveis ela se aconchegou em meu peito me envolvendo pelo pescoço. Caminhei com ela em meu colo. Minha única dificuldade foi resistir procurar seus lábios com os meus. A deitei cuidadosamente. Uma parte do roupão deixou seu seio e coxa a mostra, enquanto ela se acomodada inconscientemente na minha cama.
Tirei os cabelos do rosto dela e o simples roçar suave dos meus dedos em sua face, lhe trouxe um sorriso pacífico. Mesmo ela ainda dormindo.
Sem pensar nas consequências. Fechei as cortinas e me deitei ao seu lado. Meu peito foi imediatamente feito de travesseiro enquanto suas mãos delicadas envolveram minha cintura e sua perna direita foi pousada sobre as minhas. A abracei com cuidado. Temendo acordá-la. Dormi ao som do seu suave e delicado ronquinho.
Que para mim, inexplicavelmente, parecia com uma canção de ninar.
Tudo isso é novo para mim. Mas a paz que sinto com ela em meus braços parece ser viciante e isso me assusta. Assusta muito.
Acordei com ela deixando meus braços. Seu olhar confuso suavisou com o barulho do seu estômago sendo seguido por uma gargalhada.
No criado mudo... O relógio marca dez e dez. Dormi sem pausa por quatro horas. Estava atrasado uma hora e dez. Porém, pela primeira vez eu não me importei.
Não me questionou como foi parar ali. Não saiu correndo do quarto. Apenas sorriu e perguntou:
-Onde está meu café da manhã?
Gargalhamos juntos.
Na cozinha, sentada sobre o balcão ela esperava desejosa nosso café ficar pronto enquanto eu mandava para meus irmãos uma mensagem dizendo que eu chegaria na hora do almoço.
De pé entre suas pernas grossas. Nos alimentei. Dividimos o suco e antes que ela tentasse descer. Tomei seus lábios do jeito que desejei assim que ela abriu aquela porta mais cedo.
Eu sabia que ela queria o mesmo que eu. Contudo, por seu desaforado discurso de hoje cedo. Somente deixei rolar quando ela num sussurro gemeu meu nome. Com ela envolta da minha cintura tive que ser forte para não sucumbir e esperar chegarmos no quarto para nos proteger.
Seus lábios suaves sobre minha pele valeu cada segundo esperado. Senti-lá se entregar na minha boca valeu o atraso.
Dividir o banheiro no banho, me fez sair depois do meio-dia com a promessa de quê à noite ela me prepararia o jantar. Para não correr o risco de sermos interrompidos, sugeri que o preparasse aqui em casa.
Marcamos às sete e mesmo que jantar seja macarrão instantâneo, não me importarei se a sobremesa for ela.
🌻🌻🌻
💐Oi amores, eu não disse que voltaria.
💐💐Por favor! Não esqueçam de votar e comentem à vontade.
VEJO VOCÊS NO ANO QUE VEM. FELIZ ANO NOVO!🌠
💋Beijos da Aline💋💋.
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