Capítulo 6 ~ | P E R I G O ~
4 meses depois...
A cada dia que se passava me afastava de Sarah, e eu me forçava a não conversar com ela, e toda vez que eu a via, a ignorava, eu tinha me humilhado de mais por causa de um mísero beijo, mas era inevitável, eu não conseguia esquecê-la, definitivamente eu estava admitindo para mim mesmo que estou apaixonado por aquela mulher, eu não queria aceitar que esse sentimento se tornasse real, mas acabou sendo mais forte do que eu, fazia dois meses que eu não a via, suas amigas diziam que ela foi viajar, outras diziam que ela se mudou, nada fazia sentido, então me fechei. Nesse fim de semana era meu aniversário, praticamente tinha chamado a Faculdade inteira e não eu não a chamei, por que se não, aquela vontade de querer beijá-la aumentaria ainda mais, então eu não quis que tudo voltasse. Era uma sexta-feira eu e os meus amigos estávamos no supermercado comprando coisas para a Festa que estava planejando fazer.
— O que acha? — Felipe disse em dúvida sobre as Cervejas — Qual delas? Skol , Brahma ou Heineken?
— Leva todas — Disse
— Chamou muitas gatas David? —Diego disse olhando os preços das carnes.
— Praticamente a Faculdade inteira — ri.
— Nossa essa festa vai bombar! — João disse
— Vai mesmo — Felipe disse.
— Chamou a sua namorada? — Diego disse rindo
— Que namorada?
— Ah, não se faz de bobo cara. A Sarah, gostosinha — ele suspirou.
— Não quero que fale sobre ela assim, e não eu não a chamei.
— Por que?
— Por que nós brigamos ok? Ela está tocando a vida dela e eu a minha, e também já faz uns dois meses que não a vejo, então está de boa pra mim !
— É mesmo gente, ela está sumida, será que aconteceu alguma coisa? — Felipe disse.
— Ela não tinha falado alguma coisa sobre casamento? — João disse
E por um instante eu travei, mas era óbvio, ela pode estar fazendo os preparativos para o casamento, por isso esse sumiço, droga, eu tinha que fazer alguma coisa!
— O David, você tá ouvindo o que eu to falando? — Diego disse
— O que você disse?
— Mas, você é lerdo em — disse ele pegando alguns salgadinhos — Picanha , pão de alho , Lombo, e o que mais ?
— Cara, leva tudo! — revirei os olhos
2 meses antes ...
— De agora em diante você vai trancar a faculdade garota — Minha mãe disse, toda nervosa entrando na sala, enquanto eu assistia tv.
— O que? — Disse e meu pai entrou na sala.
— Marcamos seu casamento com Lucas —meu pai esbanjava um sorriso.
— Não vou me casar com aquele idiota! Pai, ele é um falso, um filho da puta, ele me humilhou e me agrediu no meio de um bar.
— Já chega Sarah Collins — minha mãe disse — Não venha com essa história outra vez, nós sabemos que Lucas é um amor de pessoa, ele jamais faria um mal a você.
— Quanto ele te paga pra você falar tão bem dele assim em? Mãezinha? — Disse e ela me deu um tapa na cara.
— Me respeita, eu sou sua mãe
— Ah, isso se você fizesse seu papel de mãe! Mães apoiam as filhas, mães AMAM as filhas — ela me bateu e me jogou no chão — Está vendo pai ? Essa é a mulher que o senhor casou, a verdadeira!
— Eu... — logo minha mãe olha para ele — Filha, sua mãe está certa.
— O quê? Como o senhor pôde fazer isso comigo? Eu sou sua filha! Ela me bate e o senhor não faz nada? É sempre assim? Qualquer coisa que ela faça você abaixa a cabeça e concorda?
— Cala boca agora Sarah — meu pai gritou, ele nunca havia gritado comigo desse jeito.
— Você irá se casar sim! — disse minha mãe com um olhar superior.
— Sim, ela irá se casar, já estamos fazendo os preparativos pro casamento, sairemos da cidade a partir de amanhã, não quero saber de você tentar fugir, ou tentar me enganar, por que nem que eu tenha que manter você trancafiada dentro de um muquifo, você vai se casar e pronto!
Atualmente...
Chegou o grande dia, meu aniversário, tudo estava perfeito, bebidas, DJ, gente bonita e muita loucura, gente ficando bêbada e o resto você já sabe, não é? Tocava música eletrônica e uma garota chegou perto de mim.
— Tá solteiro gato? — Perguntou
— Por que a pergunta?
— Uai, só vivia com a "gata" da Faculdade — revirou os olhos
— Hoje eu sou todo seu — Disse pegando-a pela cintura e a beijando, os caras começaram a gritar e comemorar. Começou a tocar um funk e eles empolgaram, já estavam super bêbados. Quando fomos ver já eram cinco da manhã e eu não estava nem ligando, e continuava a dançar e beijava todas.
— Que isso David — Diego disse —Tá pior que eu em?
— Tô esperto .
— Aprendeu comigo em parceiro! — fizemos o nosso toque.
— Aí! — Felipe disse ao barman — Quero uma dose de tequila.
— Opa, eu também — dissemos em uníssono até que meu telefone toca.
— Alô? — disse, mas o som estava muito abafado.
— David... — era Sarah, reconheceria sua voz em qualquer lugar — Por favor me ajuda, me tira daqui — ela começou a chorar.
— Sarah? O que está acontecendo?
— Eu não sei onde eu estou... só sei que estou trancada aqui num quarto.
— Para de chorar e explica direito.
— David, eles querem me obrigar a casar... Será daqui uma semana — ela disse ainda chorando muito — Me salva David, por favor!
— Fica tranquila eu vou tirar você daí!
—Por favor — ouço um barulho no fundo.
— Com quem você tá conversando? — disse uma voz feminina.
— Ninguém mãe — logo ouvi uma outra voz que reconheceria também muito bem.
— Acho que sei quem é, Srta. Collins, é o bastardo que anda intrometendo em nossas vidas, querendo nos separar — logo pegou o celular — Ora, ora, ora, se não é o famoso David.
— Lucas — disse rangendo os dentes de ódio e colocando meu celular na viva voz e os meus amigos começaram a me olhar e ouvir também.
— Hoje é seu aniversário não é meu caro amigo? Nosso casamento será o seu presente.
— Eu não sou seu amigo, filho da puta! Fique sabendo que eu vou te encontrar... se fizer alguma coisa com a Sarah, eu te mato!
— Ah, fique tranquilo não irei fazer nada com Sarah, a não ser que ela tente fazer algo que me deixe muito irritado e ela sabe o que irá acontecer com ela.
— Eu te odeio! — Sarah disse, deu para ouvir ela cuspir nele.
— Como eu disse — ficou um silêncio por alguns segundos — Agora, ela me deixou muito irritado e terá consequências — ela
grita alto de dor.
— Filho da puta!
— Faça o que você quiser David, você não irá conseguir encontrá-la e nem a salvar! Não comigo por perto, você não me conhece! Você não sabe o que sou capaz!
— É mesmo Lucas? Vamos ver quem ganha esse jogo, se sou eu ou você
— Estou morrendo de medo, vem logo seu merdinha, espero que você aguente a pressão, por que eu sou seu pior pesadelo!
— Será? Eu acabo com a sua raça seu otário... ou eu não me chamo David Williams — Sorri sarcasticamente.
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