Capítulo: 03

(Atualização 2023) 

"[…] O qual está sempre louco.

Que nunca me chama de bebê, 

Esse é o que eu quero, 

Todos vocês, garotos, não são ele […]".

Melanie Martinez - Gingerbread Man

        Bill se encontrava observando Mabel dormir ao seu lado, não fazia muito tempo que acordara naquela manhã, mas bastou alguns minutos para ficar entediado.

Para não acordar a morena que dormia pacificamente ao seu lado, resolveu observar melhor os traços delicados do rosto da garota. Ficava admirado em como cada detalhe daquela criatura lhe fazia querer a abraçar e nunca mais soltar, Mabel carregava uma beleza quase angelical, o que contradiz e muito a sua descendência demoníaca. 

Eventualmente - aproximadamente meia hora depois - Mabel começava a mostrar os primeiros indícios de que estava acordando, a morena inspirou mais pesadamente.

Bill de maneira suave, mesmo que não admitisse esse fato caso alguém visse tal coisa; sem pressa nenhuma começou a fazer cafuné nos grossos cabelos castanhos da menor, a ação a fez se espreguiçar e se aconchegar em si novamente - em algum lugar de sua mente ele com certeza a comparou com um gatinho -.

O demônio realmente quis apertar a garota naquele momento, não o levem a mal, ele era sim uma criatura luxuriosa e sádica, mas Mabel…  Ela era täo absurdamente gentil a todo momento, era encantadora aos seus olhos, ele que nunca tivera alguém que olhasse para ele e visse mais do que um monstro, mais do que ele mesmo via em si mesmo, encontrara aquela meia humana, que mesmo que ainda fosse ingênua demais para seu próprio bem, via nele algo bom, acreditava que aquilo bastava para confiar em si. 

Um lampejo de memória de sua família invadiu seus pensamentos; o loiro mordeu o lábio inferior tentando controlar seu temperamento explosivo, que fora desencadeado só pela mera lembrança de seu pai, o mesmo pai que lhe rendara uma vida miserável, que lhe transformou na criatura amargurada que é hoje e lhe tirou seu irmão gêmeo a mais de milênios atrás. 

Bill continuou divagando para si mesmo, estava tão concentrado e tão fundo em suas dolorosas memórias que sequer notou quando a garota ao seu lado finalmente acordou. 

        — No que você tá’ pensando? — A voz da garota era rouca pelo sono, seus olhos estavam entreabertos após ela dar um longo bocejo. 

O Cipher estala para fora de sua bolha pessoal e sorri gentilmente para a morena, que agora lhe encarava com olhos ainda opacos de sono, ah, ele não perderia a chance de perturbar sua menina…

Mabel viu o exato momento em que o sorriso angelical - aquilo poderia mesmo ser considerado real? - do loiro se transformou em um sorriso perverso. 

        — Ora, ora, seja bem-vinda ao mundo, Bela Adormecida. Estava começando a pensar que te matei com o meu charme irresistível. Como eu explicaria ao mundo o porquê há uma mulher enterrada no meu quintal? — O demônio disse teatralmente, sem perder nem por um segundo o sorriso maldoso nos lábios. 

Mabel bufou e revirou os olhos, decidindo que não estava com humor para discutir com aquele imbecíl a aquela hora da manhã - seja lá que horas fossem -.

Com um beicinho nos lábios, a morena abraçou o corpo do demônio ao seu lado, passando uma das pernas nos quadris do mesmo. Bill não fez questão de afastar a garota de si, pelo contrário, abraçou a cintura fina da mesma e a trouxe para impossivelmente mais perto de si, praticamente a colando em seu corpo. 

Mabel estava muito ocupada em se sentir confortável para notar a malícia na ação. 

        — Você dormiu antes de mim seu canalha, sem contar que você continua sendo um demônio muito mais resistente que eu… Aposto que você nem precisa dormir! — A garota exclamou acusadoramente, não recebendo mais do que uma risada debochada do… Namorado?

Na verdade ela não tinha certeza sobre o que eles eram, ficantes talvez? Urg, pensar nisso estava lhe causando dor de cabeça.

 Quem sabe só mais alguns minutinhos de sono…

___________

        Bill tinha um olhar entediado no rosto, fazendo pouco caso da cara de poucos amigos de Mabel. 

        —  EU NÃO LEMBRO COMO FIZ AQUILO, OKAY?! — Mabel explodiu de estresse, se sentando na grama abaixo de si e cruzando os braços. Bill riu da reação estupidamente fofa. 

        — Se não quiser ser arrastada por um demônio aleatório toda vez que abrir um portal acidental, sugiro que se esforce um pouco mais… Precisa de algum incentivo? — O loiro sugeriu maliciosamente, não perdendo o rubor vermelho que tomou conta das bochechas da morena. 

        — C-Cala a boca! Doritos estúpido, portal estúpido, poderes estúpidos… — E ela continuou resmungando insultos a tudo a sua volta enquanto fechava os olhos e tentava novamente se concentrar em abrir um portal dimensional. 

Porém, Mabel Pines não era conhecida por sua majestosa paciência.

Em poucos minutos ela já estava vivendo um sonho colorido em sua mente: brilho, purpurina, ursinhos de pelúcia falantes, sol de verão e música dos anos 80 preenchendo cada um de seus pensamentos.

Foi em meio a isso que seus dedos formigaram, a sensação familiar da magia correndo por suas veias a fez abrir os olhos com expectativa. Ela olhou para todos os cantos possíveis da floresta fechada, procurando por um portal que não estava lá em lugar nenhum. 

A garota franziu as sobrancelhas. 

        — Não aconteceu nada. Estranho, eu tinha certeza qu- — Mabel foi interrompida quando uma “bolinha” brilhante se moveu em sua frente, cintilando no sol.

Com curiosidade, a morena segurou a bolinha rosa pastel que parecia ter sido confeitada com 3 pacotes de purpurina.

De olhos arregalados, a morena observou aquela bolinha se abrir. Pequenas asas brilhantes se estenderam, adornando uma pequena criaturinha de vestido brilhante e cabelos compridos, no topo da cabeça residiam pequenos chifres brancos com furos, esses que foram preenchidos por correntinhas e pedrinhas brilhantes. 

Demorou alguns minutos para a Pines voltar a órbita. Ela se manteve estática, como se de alguma forma assustasse a criatura em suas palmas caso respirasse alto demais.

Ela estava indo muito bem. 

Até que sua criação abriu um sorriso e toda a calma de Mabel foi pelos ares. 

        — Eu… FIZ UMA FADA! — O grito fez a careta de Bill se aprofundar. O demônio observava a criatura que a garota criou com puro descontentamento.

Mas a morena estava muito afobada para notar esse fato. Em segundos Mabel estava de pé dando pulinhos de alegria, a fadinha em suas mãos não parecia nenhum um pouco incomodada, na verdade, tilintava, compartilhando da mesma alegria de sua criadora. 

Mesmo que claramente incomodado, Bill não resistiu a sorrir olhando para Mabel, quase como se estivesse orgulhoso de uma aprendiz. 

        — Já é um começo… — Ele suspirou e invocou uma xícara de chá, ignorando o restante do universo, pelo bem de seus ouvidos. 

        — Mabel, por favor, se acalme! – A fadinha disse pacificamente, sua voz acompanhada de guizos ocasionais. 

Mabel parou de pular e concordou afoitamente, se sentando ao lado de Bill na mesa de jardim. 

        — Então… Qual seu nome?! — A Pines questionou entusiasmada, colocando delicadamente a criaturinha de pé em sua frente na mesa. 

        — Me chamo Irene¹, minha Senhora. — O pequeno ser respondeu educadamente, se curvando. Uma mão nas costas e outra espalmada em seu peito.

        — Oii Irene! você é muito linda! —  Mabel respondeu acariciando os cabelos sedosos de Irene com a ponta do dedo indicador, quase como uma mãe falando com seu bebê recém nascido.

 A fada corou levemente mas não fez nada para afastar sua mestra. 

        — Serei sua conselheira na sua busca por poder, estarei sempre ao seu dispor, minha Senhora. Basta chamar meu nome. — Ela se curvou mais uma vez e desapareceu em uma nuvem brilhante. Deixando apenas uma pequena flor em seu lugar.

Mabel estava radiante naquele momento,pronta para compartilhar de sua conquista com Bill, mas notou que o loiro parecia desconfortável. 

        — Bill, você tá’ bem? — Ela perguntou em um tom preocupado, atraindo a atenção do Cipher, que tomou o último gole de seu chá e deu de ombros. 

        — Não se preocupe com isso, Shooting Star²,  a voz das fadas é apenas extremamente irritantes para demônios puros. — O loiro falou de maneira despreocupada, fingindo que seus ouvidos não zumbiam em protesto. 

        — E porque você não me falou? Eu teria ido pra’ outro lugar. — Mabel sorriu quando o rosto do loiro se iluminou em um fraco rosa envergonhado. 

        — Você apenas… Parecia feliz. — Bill respondeu, olhando para tudo que não fosse Mabel e seu sorriso de aparelho colorido. 

Mas ele não pode fugir do abraço apertado que recebeu da garota. 

        — Ow, você é tão fofo quando quer! — Mabel esfregou a bochecha nos cabelos macios do demônio. Bill, apesar de não querer suas emoções mais íntimas tão visíveis assim, não afastou a morena. 

Afinal, estava tudo bem, era… Ela. Mabel poderia ver seu lado mais sensível sem problema algum, apenas porque… Ela era ela. 

__________

        Parece que Bill não estava brincando quando sugeriu um incentivo e na verdade, ela estava adorando.





⚠️ ️(Atenção!

 Cenas explícitas de sexo abaixo 

Você foi avisado(a)⚠️)







Os dedos dos pés da Ômega se apertaram assim como os das mãos cravaram nas costas do loiro que rosnou pelo estímulo. 

Mabel sorriu, moendo os quadris nos do maior, uma vez masoquista, sempre masoquista. Mas ela não teve tempo de se aproveitar daquilo, pois um grito saiu garganta afora quando a ponta de seu mamilo foi mordiscada. 

Em conjunto uma das mãos do loiro - que ainda apertavam sua cintura - desceu rapidamente até encontrar por debaixo da saia a abertura da sua calcinha. 

A morena se transformou em geleia viva e revirou os olhos ao primeiro dígito estar dentro de si e torcer-se até achar seu ponto mágico; lubrificação escorreu pelo prazer sentido e uma súplica surgiu na voz desesperada da Pines. 

Em segundos ela foi deitada na cama e a sensação dentro de si foi perdida, o olhar raivoso na direção do Cipher o fez rir, ali estava sua menina, com os olhos brilhando em rosa, ela sabia que estava mostrando seu lado sobrenatural? Provavelmente não, mas aquilo iria tornar tudo muito mais interessante. 

Em resposta o mais velho tirou a camisa que vestia juntamente com a jeans e pelos deuses…

Se aquilo não era a visão do paraíso ela não sabia mais o que era. 

Sua entrada pulsou com a necessidade de estímulo, se ela era uma depravada naquele momento ela não poderia se importar menos. 

        — Abra as pernas. — A ordem saiu da boca do loiro e tudo que a garota perdida no próprio nirvana fez foi obedecer. 

Coxas brancas e pernas esguias diante de si fizeram o lado demoníaco do loiro estalar para que tomasse logo aquela meia humana para si. Mas Bill decidiu que a morena ainda estava pouco marcada. 

Gemendo mais alto, Mabel recebeu com prazer os agora dois dígitos do namorado dentro de si, iam fundo e com força, mas sempre com cuidado para não machucar a entrada virgem da garota. 

Mabel se perdeu naquele momento, os chupões e mordidas por seu corpo e a ardência que os acompanhavam era a única prova de que ainda estava acordada e não em uma espécie de sonho surrealista novamente. 

Porém foi quando o 3º dígito entrou em si que ela estalou em desconforto. Imediatamente o loiro parou os movimentos e continuou com mais suavidade enquanto mordia a nuca sensível da garota. 

Com o prazer voltando a si novamente a morena ronronou em êxtase, começando a mexer os quadris a procura de mais daquela sensação de ser tão preenchida pela primeira vez. 

Bill estava tão malditamente no seu limite que apertava com força a guarda da cama a ponto de que a madeira começava a estalar. Mabel estava exibindo o pescoço em pura submissão enquanto praticamente jogava aos ares gemidos cada vez mais necessitados, Bill já podia imaginar o quão linda ficaria sua marca naquele pescoço alvo enfeitado de chupões. 

Foi no quarto dígito dentro da garota que o Cipher retornou ao pouco de sanidade que o restava e afundou o rosto no meio dos seios da garota. 

Rubor enfeitava as bochechas da menina, em parte por agora ter que olhar para o namorado, em parte pelo calor do momento. 

Um breve silêncio tomou o quarto e a noção do que viria a seguir tanto assustou quanto emocionou a Pines. Ela não sabia como seria, nem se iria gostar da sensação - Depois do que sentiu até agora algo a dizia que iria implorar por mais. - mas tinha tanto sentimento em saber que iria conectar sua alma com aquele que tanto amava que tudo à sua volta pareceu irrelevante. 

Se erguendo em cima da morena com os olhos vacilando entre amarelo e vermelho olhando o corpo febril da garota, Bill retirou as últimas peças de roupa que os separavam - deixando apenas a saia rosa pastel, Mabel ficava absurdamente sexy naquilo. - .

Uma nova onda de excitação fez a menor gemer e puxar o loiro para perto de si. Uma pequena troca de olhares deu a confirmação da primeira posição que iriam fazer, olhar nos olhos um do outro enquanto se uniam pela primeira vez de muitas, era tão clichê, exatamente o que a mente adolescente de Mabel queria - Bill queria pensar que era só a dela -.

Em um instinto primitivo, o demônio roçou o membro molhado de pré gozo na genital da menor e sorriu com malícia expondo as presas grandes, prontas para morder e partir a pele da menor, marcando aquela garota como sua propriedade. 

O loiro puxou a namorada pela cintura de forma firme, alinhando suas intimidades. Aquela pegada arrepiou Mabel por inteiro, aquela maldita pegada que o Cipher tinha era uma das coisas que ela mais amava. 

Já o maior se mostrava disposto em satisfazer a Pines, afinal raramente a morena entrava nas suas provocações. 

Devagar então o membro do Cipher escorregou pela entrada da morena. Mabel arregalou os olhos e ofegou com a sensação de estar tão cheia, um grito perfurou o ar quando ela sentiu o preenchimento. Mas a dor inicial foi esquecida quando o loiro estava totalmente dentro e bateu no seu ponto G. 

Um ofego alto foi solto e a Pines sequer se sentiu estranha quando percebeu que aquela era a melhor sensação que já teve. 

Mabel estava se sentindo… Engraçada. Tinha algo dentro dela. Algo grande. E esse algo era seu ex arqui-inimigo, que nesse momento tentava a distrair da dor e possivelmente se distrair. 

Alguns segundos bastaram para os quadris vacilantes da garota se moverem. Um segundo orgasmo a atingiu e ela sinceramente sequer lembrava quando o primeiro veio. 

Ritmo aumentando e prazer subindo por sua espinha a fizeram gemer cada vez mais alto, seus olhos reviraram cada vez que sentia uma nova onda de prazer. 

O maior também não estava muito longe disso. Sentia o corpo queimar ao perceber o quão perto estava de marcar aquela garota como sua. 

        — E-Eu vou… — A tentativa da garota de dizer algo foi parada pelos beijos que tiravam as lágrimas de prazer que escorriam por suas bochechas. 

Bill sorriu para a menina e a abraçou com força trazendo uma das pernas que tremiam até seu ombro para entrar o máximo que podia na morena. 

Ele segurou carinhosamente uma das mãos da garota embaixo de si, com as pupilas dilatadas de prazer.

       — Pode vir, Shooting Star. — Quase como uma ordem absoluta a garota venho em um gemido alto e todo seu corpo tremeu. O nome do loiro saiu garganta afora pela talvez 5° vez naquela noite. 

Seu corpo até agora arqueado cedeu ao colchão macio e entrou em uma nuvem de prazer ininterrupto, esse que se expandiu ao sentir o loiro se aproximar de seu pescoço e deixar inúmeras mordidas e chupões ali. 

Inferno, Bill precisava casar com aquela mulher.

__________

        Dipper olhava com expectativa para Ford - que estava arduamente tentando localizar o paradeiro de Bill - quem poderia o culpar por estar tão eufórico afinal? Sua irmã gêmea estava desaparecida a quase 3 meses e então a estátua daquele maldito demônio se partiu.

E isso não podia ser uma mera coincidência.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Notas finais:

Dicionário:

Irene¹ - Significa “a pacificadora”. Vem do nome grego Eiréne, a partir da palavra eiréne, que quer dizer “paz”.

Shooting Star² - Apenas o inglês de “Estrela Cadente”.

Espero que tenham gostado do capítulo! Por favor, comentem sua opinião e favoritem pra’ trazer engajamento pra’ fanfic.

Tchau! 💋

Última atualização: 27/02/23 às 16:16

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top