Baile de Máscaras

Depois de prender bem meus cabelos, coloquei meu smoking.
Não nego que fico muito bem vestido assim, mesmo não sendo minha praia.
Gosto mesmo e de roupas esportes, que combina bem com meu belo físico malhado e meu cabelo longo e loiro.

Com a Máscara em mãos, desci para a garagem. Hoje vou estrear meu novo brinquedinho.

Um belo Lanborghini Huracán preto. Este carro não anda, ele voa.

Entreguei minhas chaves ao manobrista, porém o orientei a me entregar assim que possível, e com a localização exata da minha nave.

Na entrada do salão tem paparazzo para todos os gostos. Não sou super famoso, mais aqui tem muita gente que é.
Mesmo de máscara minha chegada foi notada. Meu cabelo e meu porte me entregam sempre.
No entanto não me importo, afinal quem escolhe a presa sou eu.

Assim que passei pelo tapete vermelho, senti um arrepio passar pelo meu corpo e disfarçadamente olhei em volta.

Nada. Não vi nada que pudesse me trazer tal sensação.

Já na mesa de honra, meu pai sorria animado para um homem negro alto.

Curioso com tal animação me aproximei e logo descobri o porquê. O tal homem é dono de uma enorme e bem administrada Fazenda de gado em Minas gerais e agora quer abrir um frigorífico aqui no Rio.
Não tem nada que deixe meu pai mais feliz do que gente rica.

Nisso ele sempre foi bem diferente da minha mãe. Minha mãe sempre teve dinheiro, no entanto o quê a encantava mesmo eram as coisas simples da vida.

Assim que fui apresentado a ele me senti incomodado, pois o homem me olhava bem nos olhos parecendo avaliar um touro reprodutor.
Cláudio Alves, esse é o nome dele. Espero que não seja um desses homens que amam um cara mais novo. Sem preconceito, mas eu estou fora.

Em meio ao papo, fiquei surpreso ao saber que ele quer se mudar aqui no Rio para ficar mais perto da filha rebelde.
Meu pai até tentou falar mais com ele sobre negócios. Entretanto o homem educadamente falou que aqui não era o local.

Logo Thiago e Thomas chegaram e depois das devidas apresentações,  fomos desfilar com nossos belos corpos por aí.

-E aí, já escolheu em quem vai dar o bote? -Me perguntou Thiago animado.

-Ainda não cara, acabei de chegar. -Respondi pra disfarçar, já que não  pretendo pegar negra nenhuma.

-Vamos curtir, por que depois da meia-noite a caça começa de verdade. -Fala ele rindo.

E ali bem próximo ao bar, ficamos jogando conversa fora.
Novamente fui pego com aquela estranha sensação. Porém desta vez ignorei e tirei uma mulher para dançar. Era uma atriz que veio acompanhando um velho milionário.

Valsa. -Esse é o ritmo que está tocando e será assim até dar meia-noite.

Meia-noite em ponto, após o jantar meu pai faz seu longo discurso e vai embora, junto com a maioria do pessoal de mais idade.

O DJ entra em ação e a pedido de Thiago toca um Funk nacional.

-Que porra de música é essa Thiago? -pergunto sorrindo e já vendo a pista lotar.

-Se prepara irmão, agora as negras entram em ação e a gente também. -Responde ele já arrastando um Thomas sorridente pra pista.

Peguei minha água com gás e limão.
Desde que minha mãe morreu eu não bebo mais. Me encostei no balcão de bebidas e fiquei ali admirando as bundas que rebolavam sem parar na pista.

Se enganou quem pensou que só haveria negras, todas as mulheres estão dançando e alguns homens também.

Já dispensei mais de uma dúzia de mulheres. loiras, ruivas, morenas e até negras, nenhuma me chamou verdadeiramente à atenção.

Mais de uma hora depois...

Uma negra se aproxima de mim e logo Thomaz aparece., e sem nada dizer se afasta um pouco com ela. Tira a máscara de ambos e tasca um beijo na mulher, que em resposta joga ele com vontade contra a parede.
-Eita que á noite dele parece que vai ser boa. -Pensei sorrindo.

Em minutos os dois somem e sem muito pensar, já sei que ele a levou para fora daqui e está a caminho de casa com a sua presa.

Outra coisa que nunca faço. Não levo mulheres pra minha casa, lá é meu lar, um lugar que gosto de ter como sagrado para meu descanso e não com mulheres me enchendo o saco na manhã seguinte.

Novamente um arrepio passa pelo meu corpo, e eu acredito ser por causa de uma música Internacional que começou a tocar mostrando seu clipe no telão e tem uma pegada pra lá de sensual.

Ledo engano! Ao passar meus olhos pela pista de dança meu corpo reage de imediato ao ver uma negra de vestido longo preto que discretamente mexe o corpo e o alisando com as próprias mão.

Essa mulher tem curvas que a razão desconhece, e como um imã meus olhos procuram pelos dela detrás da máscara. Será que realmente foi ela que me causou tal sensação!

Ela não me olha. Quando pensei em ir sua direção, um cara se aproximou a chamando para dançar e Thiago aparece. Perco ela de vista e contrariado vou para o banheiro sendo seguido por meu irmão do meio.

-Fala irmão já achou seu alvo?

-Eu não ia pegar ninguém, sabe que negra não é a minha praia.

-Nem a minha, porém o desafio não é esse? Só vim mesmo te falar que já estou indo. Só falta você descolar a negra da vez ou então desafio perdido bonitão.

-Pode deixar que vou cumprir direitinho esse desafio. -Falei com convicção, sabendo bem quem agora era meu alvo.

Ele sai apressado me deixando sozinho no banheiro. Ao retornar olho em todas as direções e não a encontro em lugar nenhum.

Estou a mais de quarenta minutos conversando com uns amigos e ela não voltou a aparecer. Frustrado e cansado da semana corrida, resolvo encerrar minha noite sozinho mesmo.

Como dizia minha amada mãezinha...
"Antes só que mau acompanhado"

De posse da chave da minha nave, fui em direção ao elevador, que dá  acesso a garagem, que fica no subsolo. Antes que as portas do mesmo se abrissem, vejo ela passando em direção ao banheiro.

A pequena bolsa que ela tem nas mãos cai no chão e me apresso em pegar. A entregando em seguida.
Sinto uma sensação estranha ao leve toque nossos dedos. E chego a questionar se era ela mesmo a responsável por meus arrepios. Acho que estou divagando. Nunca uma pessoa poderia fazer a outra se sentir assim.

-Boa noite e obrigada! -falou ao pegar a tal bolsinha.

-Não tem dê quê.

Sim! Como um idiota foi só isso que eu disse. No entanto, fiquei ali parado esperando ela retornar.

Ela voltou com o batom retocado e ainda com a máscara. Ao me ver abriu os lábios em um sorriso genuíno. Fato que me fez ficar completamente sem ação. Que porra de sensação é essa?

-Oi! Prazer sou Rebeca. -Ainda sorrindo, ela me estende a mão.

Saindo do transe. Seguro delicadamente sua mão e a levo aos meus lábios, deixando um suave beijo sobre ela.

-Thales. O prazer é todo meu Rebeca. -falei sem soltar sua mão.

-Thales Parker, já ouvi falar de você, parabéns pelo evento -falou tirando a mão da minha.

-Obrigado! Que bom que gostou.

-É o primeiro ano que venho, não imaginava que um evento desse poderia ser tão animado.

Claro que é o primeiro ano, nunca antes distribuímos convites por aí.

-Verdade, depois da meia-noite sempre fica melhor. Está sozinha? -me apresso em saber.

-Estava sim, mas já estou partindo.

-Se gostou tanto porque não fica mais um pouco?

-Acho que já cansei de tanto dançar, não é fácil fazer isso nestes saltos. -falou esticando aquelas belas pernas e levantando um pouco o pé.

-Então vamos sair daqui e conversar um pouco.

-E não é isso que estamos fazendo? -fala sorrindo.

Me aproximo, ficando bem próximo a ela, que de salto quase tem a mesma altura que eu.

-É sim Rebeca, mas eu queria mesmo era estar fazendo isso. -Colo meus lábios nos dela, que sem resistência se abrem pra mim.

Sentindo um gosto de menta e chocolate, a seguro pela cintura enquanto ela me envolve pelo pescoço. Com dois passos a encosto na parede e nosso beijo continua. Tudo a minha volta parece parar, mesmo assim escuto muito bem o baixo gemido que ela deixou escapar dos seus lábios, quando chupei sua língua e me pressionei duro contra seu ventre.

A aperto mais, nossos lábios somente se afastam um pouco, o suficiente para recuperar o fôlego e voltarem a se encontrar.

Desci minhas mãos para sua bela bunda e ela gentilmente afasta nossas bocas dizendo:

-Se controla gato, estamos em público.

Olho em volta voltando pra terra. Ainda bem que este banheiro e bem afastado e não tem movimentos no corredor.

-Desculpa, você tem razão, posso te levar a um local mais reservado? -Ela me olha parecendo ter dúvidas, fato que me surpreende, pois a maioria já teria pulado em meu pescoço dizendo que não via a hora.

-Pode sim -Fala olhando em meus olhos.

Sabia! Ela não é diferente das outras.

-Então vamos. -Falei com um belo sorriso molha calcinha no rosto.

Ela concorda com um leve balançar de cabeça.
Dou-lhe mais um beijo e a conduzo com a mão em sua fina cintura, até o elevador.

Será uma experiência muito interessante transar com ela e abrir meu leque de opções. -Pensei com um sorriso no rosto.
    
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