Acabou
🌹Fiquei inspirada🌹
A semana mais uma vez se arrasta, me entrego cada vez mais ao trabalho e aos exercícios físicos.
Uma maneira inútil de aplacar meu ódio.
Hoje é sexta-feira, ter ciência que hoje ou amanhã ela estará se casando, fode mais com minha mente.
À noite fui para a boate. Porém, acabei não ficando.
Aceitei o convite de Thomas para jantar amanhã na casa dele com a namorada.
Cheguei no jantar atrasado, passei tempo demais socando o saco de areia no treino de box.
Sorri, assim que uma linda negra abriu a porta. Me perguntei como não desconfiei destes dois antes.
Júlia e a definição de menina meiga e com seus sorrisos fez à noite ser muito agradável.
Fiquei muito feliz por meu irmão, mesmo ele estando tenso. Ver os olhos dele com aquele brilho, não tem preço.
Assim que Júlia saiu da sala ele me contou em voz baixa.
-Estou fodido irmão, estou muito apaixonado por ela.
-Por que fodido? Ela parece sentir o mesmo.
-Ontem ela disse que me amava e eu fiquei mudo, mas bem feliz.
-Aproveita Thomas, poucos homens tem a sorte de ter quem ama. -Falei tentando esconder minha dor.
-Desculpa irmão.
-Pelo o quê?
-Eu aqui feliz e você sofrendo.
-Quê nada parceiro, estou muito feliz por vocês dois e me desculpe se te fiz pensar diferente é que mesmo eu tentando eu não consigo esquecer aquela vaca.
-Já te falei para você conversar com ela.
-Agora é tarde! Ontem ou hoje, ela se casou. E se fez isso é porque o ama, nunca teve espaço para mim.
-Sinto muito irmão.
-Relaxa donzela, já estou me sentindo melhor e como dizia mamãe" O que não tem remédio, remediado está." Ver você é Thiago bem é o que mais importa.
Julia retornou com a sobremesa e falamos um pouco de Thiago.
Engraçado como sempre me sinto bem ao lado de Júlia e antes de sair já a tinha como um novo membro da nossa pequena família.
O problema é que minha felicidade por eles não durou muito.
Saindo dali fui para uma boate e assim que cheguei, Karina veio falar comigo.
Karina era uma das que eu transava por mais de uma noite.
-Nossa Thales! Quanto tempo. -Falou deixando um beijo próximo aos meus lábios.
-É verdade.
-E aí o que conta de novidade?
-Nada, estou na merda. -Declarei sorrindo sem graça.
-Duvido! Você na merda é impossível.
-Estou mal mesmo Karina.
-Se eu não estivesse com as meninas te fazia uma bela companhia está noite.
Não sei porquê, mais sorrindo convidei.
-Vamos para meu apartamento, leve elas, só quero beber um pouco e jogar conversa fora, aqui não posso beber porque estou dirigindo.
-Seu apartamento? -Perguntou ela sem acreditar.
-Isso. -limitei a dizer.
-Não perco está oportunidade por nada.
-Chame-as e vamos.
Depois de me apresentar as três amigas, saímos no meu carro direto para um posto para comprar bebidas.
Karina pediu para passar em casa para pegar uma muda de roupa e saiu de lá com uma lâmpada diferente nas mãos.
Já no apartamento, ela dominou a cozinha, fez uma Tabúa de frios e uns coquetéis carregados no álcool.
Na sala a amiga colocou a tal lâmpada na tomada, apagou a luz principal e conectou o celular no meu som, liberando músicas eletrônicas.
Percebi que a noite ia ser quente, um pouco animado pela única doze forte de drink, as deixei na sala e foi tomar um banho.
Na volta. Uma estava dançando alegremente na sala e as outras três sorrindo e bebendo na varanda.
Determinado a fazer Becca evaporar da minha mente caminhei em direção a Karina. Assim que pus a minha mão em sua cintura, me senti observado.
Me afastei olhando para baixo. Já que eu estava na varanda. Procurei saber de onde vinha essa sensação.
Saí e me sentei no sofá, na mesma hora várias mãos começaram a passear por meu corpo. O clima estava quente. Porém meu amiguinho aqui parecia com preguiça.
Pedi um tempo, abri a porta e desci, lá fora. Nada! Olhei para todos os lados e aquela sensação não estava mais comigo.
Na volta cansado desta merda, chamei Karina para o banheiro e fiz algo realmente ridículo.
-Toma um banho e usa isso aqui, se suas amigas forem participar, pede para fazerem o mesmo, estou no meu quarto esperando você, com ou sem elas. -Falei lhe entregando o sabonete íntimo de Becca e saindo.
Deitado nu, a porta se abriu dando passagem à duas lindas loiras nuas de tirar o fôlego de muito marmanjo por aí, menos o meu.
Karina foi a primeira a se deitar ao meu lado e quando aquele cheiro tomou conta do ambiente, virei para o lado apagando a luz ao mesmo tempo que a amiga colocava a boca em meu pau.
De olhos fechados me deixei levar pelo cheiro e pegando a camisinha meto com força em Karina enquanto acariciava a outra.
Gozei rápido e só me afastei para trocar o preservativo. Quando a amiga gemeu meu nome eu fui tomado pela ira e sem me controlar sei um tapa muito forte em sua bunda e comecei a chamá-las de puta, piranha e outras coisas mais.
Minha ira despertou nelas desejo e à noite rendeu.
Quando abri meus olhos pela manhã me senti um lixo, a dor de cabeça também estava presente junto com aquelas duas mulheres enroladas em meu corpo.
Tentei sair sem acorda-las. No entanto, Karina acordou e me deixando um beijo saiu da cama em direção ao banheiro. Deitado vi claramente a marca das minhas mãos em seu traseiro.
Olhei para a que ainda dormia e mais marcas ali também.
Passei a mão no rosto e cabelo, arrependido e confuso foi me desculpar com Karina no banheiro.
-Karina me desculpe, acho que perdi o controle.
-Eu adorei, e se for sempre assim pode continuar à me chamar de Becca. -Falou piscando para mim.
Engoli seco e sem ter o que dizer achei prudente me calar.
Depois delas partirem, até me senti bem, de alguma forma eu estava me curando. Chega! Acabou.
BECCA
Na volta ao trabalho, Bruno continua me dando forças. Juntos na semana passada, avisamos a todos os convidados que o nosso casamento não aconteceria.
Mesmo eu querendo pagar o prejuízo sozinha ele não permitiu.
Estamos mais unidos que antes e agora realmente vejo como fui mal amiga. Bruno é contido demais nos assuntos do coração e aos poucos estou entendo a razão.
Laura foi namorada do meu irmão e trabalha conosco na empresa, cada olhar dela para ele, o faz mudar a respiração. Será que tem algo a mais aí? Perece que sim.
Sim a dor ainda está aqui. Entretanto, eu não posso me entregar e continuar a sofrer por alguém que nem ao menos notou a minha presença por tantos anos.
Hoje é sábado e seria nosso casamento. Para comemoramos nossa "liberdade" fomos para um bar.
Depois de beber bastante, Bruno me confidenciou que sempre gostou de Laura.
-Vocês já ficaram juntos? -Questionei realmente interessada.
-Não, nem vamos. -Respondeu ele alterado.
-Por que?
-Eu não posso.
Levando ele para casa algum tempo depois, ele chorou como criança ao meu lado e abriu seu coração.
Ele se sente mal, porque com à proximidade dos meus pais ele acha que está tomando o lugar do meu irmão. Em resumo: disse que estava vivendo a vida que deveria ser de Robson e não dele.
Me contou também que se interessou por Laura logo no primeiro período de advocacia. Porém, era tímido demais para tentar algo.
Acabou se aproximando como amigo e isso também aproximou Laura e Robson.
Mesmo eu dizendo que já havia se passado quase oito anos da morte do meu irmão, ele não conseguia aceitar esse sentimento e por isso não se prendia a ninguém. Aceitou nosso possível casamento pelos mesmos motivos que eu. Aplacar a dor dos meus pais e por tabela um pouco da nossa.
Renan o deixou em casa primeiro e mais uma vez na volta pedi sem resistir para passar em frente ao prédio de Thales.
Estávamos no carro cinza, ele estacionou e eu desci, me dirigi para a pracinha em frente e antes de me sentar olhei para seu apartamento.
Luzes piscando e uma música agitada tocava, pelo adiantar da hora mesmo o som não estando tão alto eu ouvia.
Na varanda umas três mulheres e uma estava até dançando.
Mesmo doendo eu fiquei ali na esperança de ao mesmo de longe conseguir ver o homem que tanto amo, mesmo o odiando.
Me levantei e fiquei quase atrás de uma árvore em um local bem mais escuro. Assim fiquei até ele aparecer na varanda.
Ele se aproximou de uma loira alta e a envolveu pela cintura, depois se afastou abruptamente. Se encostando no parapeito ficou olhando tudo ao redor. Minha respiração ficou suspensa até ele passar rapidamente as mãos nos cabelos e voltar para dentro do apartamento.
Saí da escuridão com lágrimas rolando. Eu sofrendo e ele se divertindo cercado de mulheres.
Deitada em minha cama decidi.
Já passou dá hora de seguir em frente.
Chega! Acabou.
🌸🌸🌸
🌹🌹Próximo capítulo "O CONFRONTO"
Votem bastante que eu volto antes do que vocês possam imaginar.
💋Beijos da Aline💋💋.
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