A proposta
Ao entrar na empresa, Thales já sente o clima animado, finalmente a data do baile de máscaras foi confirmada.
Em um mês seria o grande evento.
Seu olhar percorre o local tentando entender o porquê de tanto alvoroço. Entre as mulheres ele até entende, já que todo ano uma tenta ser a privilegiada a se deitar em sua cama ou na dos irmãos. Sim! O baile é a única chance que elas têm para fazê-lo, já que é contra as regras da empresa o envolvimento entre os funcionários.
Regra que ele está cansado de saber que é quebrada. Para ele pouco importa se o pessoal se pega depois do expediente.
Quando chega a sua sala, não se surpreende em ver seus irmãos o esperando. É sempre assim nas segundas-feiras, já que cada um ao completar vinte e um anos, deixaram a casa do pai para morarem sozinhos, em seus respectivos apartamentos, cumprindo assim o desejo de sua mãe.
Assim como também fez seu pai ao manter a tradição do baile de Máscara ao estilo de Veneza.
A verdade, é que sua mãe criou o evento na esperança dos filhos um dia se apaixonaram por mulheres de verdade, e não aquelas modelos frias que por anos ela conviveu.
A ideia nasceu quando Thales tinha apenas um ano e a amiga disse que teria uma menina para no futuro se casar com seu filho.
Helena Parker, tinha a esperança que eles enxergassem o interior, algo além da beleza.
— Bom dia donzelas! Já pediram café? Contem qual a novidade do fim de semana? - falou não deixando de perceber a cara de desanimo dos irmãos que na certa refletiam a dele.
Thomas o mais novo, só coloca a mão no bolso e se vira para Thiago, esperando este falar.
— Nada de novo, comi mulher, bebi umas cervas, joguei videogame, ou seja, tudo na mesma. E vocês, o que aprontaram, cambada?
— Quase a mesma coisa, só não comi ninguém - Respondeu Thales sem ânimo.
O mais novo dos Parker se surpreende e logo indaga:
— Por que, Thales? Está perdendo o jeito?
— Pior que não! Estou cansado mesmo. É sempre tudo igual. Sou solteiro e me sinto casado. Troco uma modelo por outra, mas se eu as colocarem umas do lado das outras, vai dar tudo na mesma.
Agora o Parker do meio gargalha alto e fala:
— É assim comigo também, a diferença é que se eu as colocarem lado a lado, nem sei quem é quem.
— Precisam parar com isso e arrumarem uma namorada, ao menos eu sei onde coloco meu pau.
Thales não resiste e provoca o caçula.
— Por três meses, né? Porque depois põe as coitadas para correr, as pobres ficam crentes que serão a futura senhora Parker.
Eles riem alto, já que nenhum dos três tem desejo algum em se casar, para desgosto do pai que não quer ver sua linhagem terminar.
— Aí já não é culpa minha. Não prometo nada a elas.
— Animados para o baile? — Pergunta o mais velho mesmo sabendo a resposta.
Thiago, o Parker do meio responde desanimado.
— Porra nenhuma! Todo ano é a mesma coisa, um monte de mulher feia pensando que vai me ter como prêmio. Ainda bem que tivemos aquela ideia há cinco anos.
Thales, há cinco anos mandou fazer máscaras exclusivas e de cores diferentes, cada um entregava a uma convidada para ter certeza que seria essa à escolhida da noite, isso graças ao baile ser aberto ao público que tivesse condições de pagar o convite de cinco mil reais, é claro!
Este dinheiro era destinado a caridade. A arrecadação ia direto para o orfanato que levava hoje o nome de sua amada mãe. Esse valor era somente um montante, pois a obra era mantida orgulhosamente pelos três Parkers.
— Não entreguei a minha a ninguém ainda, e vocês? — confidência e pergunta Thales.
Os outros dois negam prontamente e isso é a maior prova que realmente não estão animados.
O Parker provocador parece ter uma ideia e sem pestanejar a lança para os irmãos.
— Esse ano, podíamos foder umas negras, só pra variar um pouco — propõe Thiago.
O Parker mais velho logo se opõe.
— Você está louco! Papai na certa nos mataria.
Agora é Thomas quem fala:
— Ele nem saberia. Porque todo ano ele abre o baile e meia noite se retira, seria somente uma brincadeira inocente.
Eles se calam e um momento de dor passa pelo local, porém Thiago continua com sua ideia absurda.
— Seria perfeito, ao menos íamos provar algo diferente dessa vez, e manteríamos tudo em sigilo e depois dividiríamos à experiência.
— E onde arrumaremos tantas negras, temos no máximo dez na folha de pagamento. E convenhamos que as de fora, não devem ter grana para pagar os convites. Certo? — pergunta Thales que já está quase aprovando a ideia.
— Oh bicho preconceituoso, fala isso porque não conhece minha nova vizinha — se apressa Thiago em dizer.
Thomas começa a entender:
— Porra irmão, está nos usando como desculpa pra meter com a vizinha por acaso?
— Claro que não, aquela lá na certa, não frequenta esses eventos e para piorar ainda é gorda. — Faz cara de nojo.
Calam-se parecendo pensar em tal proposta.
— Pede para sua assistente trazer umas amigas, dê uns convites a ela — Fala Thiago já animado para Thomas.
— Quem te garante que as amigas dela são negras? — pergunta pensativo.
— Quase sempre são. Elas andam em bando, nunca reparou? — pergunta Thales.
O mais novo acha graça:
— Eu não, mas pelo que vejo você já, então tem uma quedinha pelas neguinhas?
— Até parece! É que quando as vejo, trato logo de esconder meu celular e a carteira — responde rindo alto.
Na verdade, ele já fez isso uma vez, e a menina o xingou tanto que ele queria ter na época um buraco para se enfiar de tanta vergonha que ficou.
Não pelo ato em si, mas pelo escândalo que ela fez na praia.
— Ah gente, vamos lá! Vamos animar um pouco, ano que vem pegamos umas asiáticas, vamos deixar esse baile mais divertido, desafio vocês a conseguir uma negra no baile — insiste Thiago.
Os irmãos se olham e o mais novo balança afirmativamente a cabeça, sabendo bem em quem já tinha em mente. Mas é o mais velho quem concorda acrescentando:
— Desafio aceito, mas teremos que mandar uma foto no nosso grupo para provar que conseguimos.
O irmão do meio se anima todo e diz:
— Sim, quando tiver dentro dela, eu te mando.
— Não seu imbecil, basta uma foto dela na cama e não vale foto de internet.
— Por quem me tomas irmão, sabe que tenho qualquer mulher aos meus pés pelo tempo que eu desejar — responde o caçula.
O do meio não se faz de rogado ao completar:
— Temos, né?
— Temos mesmo, agora fora da minha sala, pois tenho que trabalhar — ordena Thales Parker, o irmão mais velho.
Depois de acertarem o dia se despedem. Thiago e Thomas vão para suas respectivas salas, uma em cada canto daquele enorme edifício.
A verdade é que tal brincadeira deu um novo ânimo a Thales, mesmo esse achando difícil conseguir dividir a cama com uma negra, seria divertido ver os irmãos tentarem fazerem tal feito.
À tarde o bom humor se foi quando encontraram o pai para sua reunião mensal, Theodoro mesmo se retirando das empresas ainda ditava as regras do local.
Por conhecer tão bem os filhos, Theodoro percebeu alguma coisa diferente no ar, mesmo não sabendo o quê.
🌸🌸🌸
17/ 06/18.
🌹Espero que gostem.
Eu já estou amando e doida para bater neles.🌹
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💋Beijos da Aline💋💋.
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