Capítulo 10
Após sairmos de casa, entramos no carro e Sabrina começou a dirigir em direção ao Shopping, que fica um pouco longe de onde a gente mora. Fiquei sentado no banco de trás, enquanto Samantha ficava no banco do passageiro, nem fiz questão de ir na frente, vai que a Sabrina queira me espancar.. Fiquei olhando para a janela enquanto escutava música usando os fones de ouvido que estavam conectados ao meu celular. No entanto, fiquei preso aos meus pensamentos, o mundo ao meu redor não parecia nem existir durante este tempo. Às vezes fico me lembrando de quando eu era apenas uma criança, bom, não posso dizer que tive uma infância que todas geralmente tem, mas para mim, a minha infância foi relativamente normal. Isto é, nunca ter conhecido os próprios pais, ser criado por um Ghoul, que na verdade te trata como um animal - Ou não, pois nem animais são tratados daquele jeito - , ou um escravo, eu acho...
(Samantha)_ Juuzou! - Gritou Sam, instantaneamente olho para ela e esqueço dos meus pensamentos.
(Juuzou)_ Que?..
(Samantha)_ Vamos logo! Já chegamos!
(Juuzou)_ Ah.. Ok.. - Claro que, antes de ter saído de casa, coloquei o disfarce. Estou começando a ficar pensativo em relação a Sabrina não ter abrido a boca para não falar nada o trajeto inteiro. Digamos que ela tem bastante costume de gerar conversas paralelas para passar o tempo. Saímos do carro e entramos no Shopping através da entrada do estacionamento, que fica abaixo do mesmo.
(Samantha)_ Vamos ir comer primeiro?
(Sabrina)_ Ah, claro. - Fomos para a praça de alimentação e eu apenas fiquei em silêncio.
(Samantha)_ Juuzou!
(Juuzou)_ Hum?.. O que foi?..
(Samantha)_ A mamãe está falando com você!
(Juuzou)_ Ah.. Desculpe.. Me distraí...
(Sabrina)_ O que você quer para comer?
(Juuzou)_ O que?.. N-Não, tudo bem.. Não estou com fome..
(Sabrina)_ Pode pedir, eu sei que você quer comer algo e só não quer pedir porque está com vergonha de mim, não sou um monstro de sete cabeças, você sabe disso. Viveu com a gente esse tempo todo, não viveu?
(Juuzou)_ Vivi, mas... Eu estava disfarçado como sua filha.. É óbvio que você trataria ela bem.. Eu sou só um estranho..
(Sabrina)_ Tá legal, " estranho " , faça logo o seu pedido - Ela riu e eu continuei quieto - Tome - Ela me entregou cinquenta reais - Compre alguma coisa para você comer, vamos ficar ali na fila do McDonald's. - Elas saíram e eu fiquei olhando para os lados. Se vocês estavam pensando que eu iria comprar sushi, então vocês acertaram. Fui até o estabelecimento que continha Sushi e escolhi os que eu mais gostava. Deu no total trinta e cinco reais. Entreguei a nota de cinquenta e o homem do caixa me entregou o troco. Fui para o local onde ficavam as mesas e fui até uma mesa em que a Samantha estava. Me sentei na cadeira que ficava do lado oposto ao dela e ela me olhou.
(Samantha)_ O que é isso?..
(Juuzou)_ Sushi. Quer um?
(Samantha)_ Tá bom, pode ser. - Ela pegou um e colocou na boca, após mastigar ela fez cara de nojo e cuspiu em um guardanapo o resto - Eca! Isto está cru! E tem um gosto horrível! - Sério, nunca ri tanto na minha vida, mas achei muito engraçado a reação dela.
(Juuzou)_ Ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha! Boba! Sushi é assim mesmo.
(Samantha)_ Sério?! Ecaa! Mas como você consegue comer isso?! Isso tem um gosto horrível!
(Juuzou)_ Não tem não. Aliás, lá onde eu morava, é muito normal comer Sushi, aqui não tem muitos tipos, mas dá para o gasto.
(Samantha)_ Estou vendo que Tóquio não seria um lugar para eu morar, hi hi! Ainda mais porque Japonês é uma língua muito complicada..
(Juuzou)_ Você acha? Para mim português foi muito mais difícil.
(Samantha)_ Ah, claro, você morava lá, é óbvio que saberia falar a língua do próprio país que você nasceu. - Olho para o lado e Sabrina senta do meu lado segurando uma bandeja com dois lanches e algumas batatas fritas.
(Sabrina)_ Ah, já comprou a sua comida?
(Juuzou)_ Ah, sim - entrego o troco para ela e ela me olha.
(Sabrina)_ Então esse é o tal sushi que vocês, de lá do Japão, comem?
(Juuzou)_ Aham. Quer um?
(Samantha)_ Não come, você vai se arrepender.
(Juuzou)_ Sam, Sushi é comida, tá? Não veneno para você estar falando assim..
(Samantha)_ Eu sei.. Mas isso é muito ruim mesmo assim.. - Revirei os olhos e peguei um sachê de molho shoyo e coloco na tigelinha. Mergulho um pouco o sushi ali e como. Hum..! Gostei! É muito bom o sushi daqui! Estávamos comendo quando eu avistei o Fernando, pai da Samantha. Ele se sentou do lado dela e ficou me encarando. Isto não é nada bom.. Nada bom, mesmo...
(Sabrina)_ Oi querido.
(Samantha)_ Oi papai!
(Fernando)_ Oi.
(Juuzou)_ Oi.. - Ele me encarou sério, se ele está bravo assim.. É porque aconteceu alguma coisa.. - Saiu cedo do trabal....
(Fernando)_ Calado, mostre quem você realmente é, moleque sem vergonha. - Engoli a seco. Ferrou. Ele sabe.
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