Tudo parecia bem
O tempo estava passando e eu até estranhei a ausência dos telefonemas do meu pai, mas por outro lado, era até bom ele não me ligar para falar merda. Vivian também não apareceu na empresa e eu estava bem satisfeito com isso.
Realmente tudo estava bem. Thales e Becca se entenderam e a felicidade estava estampada no rosto dele. Thiago, por outro lado, era o único dos irmãos a não admitir que está amando Grazi. Tive a certeza dos sentimentos dele, quando ele mudou totalmente de humor porque minha cunhadinha vai viajar para Vegas, à trabalho, com um ex. Porra! Ex é foda.
Eu o entendo muito bem, porém acho que seria bem mais fácil se ambos admitissem se amar. Quando eu admiti, me senti livre de um peso. Foi como olhar as estrelas pela primeira vez.
Estou saindo com Júlia, sempre que temos tempo e meu anjo Não está muito cansada. Uma vez por semana ela vai pra casa dela e esse único dia me faz rolar na cama sentindo sua ausência. Da primeira vez, eu até fui com ela, mas ai já viu, não deixei ela organizar nada e a mantive na cam comigo até o dia seguinte.
*
Grazi, organizou um bota fora, então vamos jantar em sua casa. Julia até se ofereceu para lhe ajudar na preparação, mas Grazi falou que meu anjo ajudava chegando na hora marcada.
Estou feliz em ver como elas se dão tão bem, Grazi até a convidou para se juntar a ela é Becca em um projeto que ambas participam visitando hospitais par alegrar as crianças que estão em tratamento. Júlia se encantou e seu rosto não nega que ela ja está se imaginando com as crianças, perceber isso, me lembrou que ainda não a levei ao orfanato. Tenho que fazer isso logo, Júlia exala amor e sei que é disso que aquelas crianças precisam, por outro lado; não me sinto pronto para dividi-lá com tantas outras pessoas. Júlia é serena e sua doçura encanta a todos, sem nem ao menos ela abrir a boca, basta seu lindo e perfeito sorriso tímido.
Grazi e muito divertida e a noite estava perfeita. O papo estava fluindo e planos de futuro sendo expostos com naturalidade.
-Não sabia que os irmãos Parker eram chegados em um chocolate quente. -Grazi fala em meios as suas risadas.
-Thales e Thiago, eu não sei. Porém, Thomas sempre saiu com mulheres loiras. -Completa Júlia me encarando.
Becca que até o momento sorria, parou e olhou para Thales. Pronto! O clima ficou tenso e eu me senti perdido.
Thales se apressou na despedida e eu fiz o mesmo, mas não nego que quase sorri ao ver o disispero de Thiago ao ficar sozinho com Grazi. Quase, pois na mesma hora percebi que me sentia igual ao olhar para Júlia que continuava a me olhar sem nada falar.
Se sentou no carro sem me esperar abrir a porta, cruzou os braços e olhou para a janela.
-Gostou do jantar amor? -tentei.
-Uhum.
-Fico tão feliz em ver que meus irmãos também estão amando assim como eu.
-Sei.
-O que você tem amor?
-Em casa conversamos. -fechou os olhos e encerrou minhas tentativas.
Entrou em casa com toda calma, colocou a bolsa no lugar sem mostrar estar chateada, mas seus atos me deixava mais nervoso por não saber o que viria. Temeroso me calei.
-Sente-se Thomas. -pediu, calmamente sentando-se no sofá.
Fiz o mesmo.
-Fala amor! -tentei parecer tranquilo.
-Não tente me enrolar e me conta que armação foi essa dos irmãos Parkers? -seus olhos não saíam dos meus, e eu sabia que não adiantava mentir.
-Um mês antes do baile fizemos uma brincadeira entre irmãos.
-Continue.
-Tínhamos que passar à noite com uma mulher negra.
-Qual era o prêmio? Perguntou sem se alterar.
-Não tinha prêmio, era apenas para nós animar um pouco.
-Entendi! Somos palhaças? Oi apenas por essa brincadeira de mal gosto que você transou comigo?
-Não vai por essa caminho amor. Eu não menti quando disse que te desejava desde quando te vi pela primeira vez, não menti quando falei que era irresistível te ver todos os dias na empresa e me manter distante, e principalmente, não minto ao dizer que te amo anjo.
-Sabe só por que não vou surtar com você? Porque naquela noite eu saí de casa pronta para tentar te seduzir -me senti aliviado e sorri, ela desviou o olhar. -Eu sempre falava para Paula que me casaria virgem e que o único homem capaz de mudar isso era você.
-Pensei que era por me amar. -tentei brincar.
-Eu ainda não te amava, mas te desejava muito.
-Era recíproco anjo.
-Então só me dei o convite por isso?
-No começo sim, era minha única chance com você. Depois desisti e achei que você merecia essa distração. Já que andava tão tristinha.
-Se eu não fosse ao baile, seria qualquer outra?
-Provavelmente... Mas ainda bem que você foi.
-É. Ainda bem. -se levantou e foi pro quarto.
Marquei alguns minutos e fui atrás. Ela pegava sua camisola azul e o travesseiro.
-Vai pra onde?
-Dormir no outro quarto, quero pensar em tudo isso.
-Não amor, não quero dormir mais uma noite longe de você, já chaga ontem -seguro seu braço. -não se afaste de mim.
-Eu preciso assimilar tudo isso.
-Amor, não importa como começamos. O importante é onde estamos. Eu te amo e você me ama. Não precisamos brigar por algo do passado.
-No fundo sei que você está certo, mas... -a calo com um beijo.
-Eu te amo e preciso de você em meus braços para dormir em paz.
Ela cede e meu coração encontra a paz. Uma paz que apenas ela consegue me trazer.
*
Hoje antes do almoço meu celular tocou. Na tela o nome de meu pai. Deixei tocar cinco vezes antes de atender e estava pronto pra brigar se fosse preciso.
-Oi filho! Senti saudade. Volto na próxima segunda. Avise a seus irmãos. -sua voz estava diferente e ele desligou antes que eu pudesse falar qualquer coisa.
No entanto algo se apertou em meu peito me trazendo uma tristeza que não consegui explicar, depois me convenci que era medo da reação dele perto da Júlia.
Nesta mesma noite não consegui dormir direito. Júlia foi pra casa dela e eu passei uma noite atormentada relembrando as palavras duras que disse ao meu pai.
Na manha seguinte nem os sorrisos dela conseguiram me trazer paz. Sozinho em minha sala disque o número dele e todas as vezes que dava caixa postal, meu peito doía. Fechei os olhos e pedi aos céus que ele estivesse bem, pois se algo lhe acontecesse eu sei que me sentiria culpado.
*
Pelo resto da semana, me senti angustiado e sem me dar conta, me fechei novamente em meu mundo. Júlia insistia em me questionar e acabamos discutindo. Ela acabou indo dormir na casa dela na quinta-feira e eu quase fui atrás dela. Sem conseguir dormir, mais uma vez. Liguei e ela me atendeu pacientemente se sendo que não estava chateada comigo, mas que gostaria que eu falasse o que havia me deixado distante. Lhe pedi perdão por minha ausência. Entretanto, não tive coragem de repetir para ela as palavras que disse ao meu pai no mês passado.
*
Sexta-feira
Assim que cheguei, a chamei para minha sala. A beijei com tanta saudade que acabamos perdendo o controle e nos amamos sobre minha mesa e também perdi uma reunião externa por não ser capaz de deixá-la sair dos meus braços. Passamos a manhã juntos naquele pequeno sofá em meu escritório e mesmo assim algo em meu peito agora doia de maneira diferente.
Quase no fim do expediente, Thales me interfona aflito e me manda ir até a sua sala.
Congelei ao ver meu pai sentado de cabeça baixa.
-Sente-se Thomas. -Thales falou ao me entregar um copo com água.
me sentei e Thales se sentou ao meu lado. Ficamos de frente ao meu pai, que estava na cadeira de Thalea
-O que aconteceu pai? -Questionou meu irmão.
-Quando o outro chegar eu falo. -Respondeu com a voz arrastada.
Eu não consegui falar nada, o medo e o remoço me corruiam. Meus dedos variam nervosos sobre minha perna.
Thales apertou minha mão, e notei eu que estava quase chorando, respirei fundo tentando me recompor.
Vinte minutos de muita angústia depois... Thiago chega e meu pai se levanta com extrema dificuldade. Eu não conseguia encará-lo, principalmente quando ele disse ter sofrido um AVC há um mês. Algo dentro de mim se partiu e eu tive a certeza que eu fui o culpado. Um mês atrás, eu tinha sido extremamente duro com ele e minhas palavras ditas em um momento de raiva, quase se cumpriram. Se ele estava ali em minha frente, mesmo debilitado. Era Deus me dando uma chance de acertar as coisas entre nós.
Meu pai nos contou sobre sua divida no jogo e sobre o estresse que o levou até seu atual estado. Eu parecia ouvir tudo muito distante.
Quando ele se retirou, sendo acompanhado por uma enfermeira, senti meu corpo estremecer. Depois de ouvir meus irmãos, ainda em silencio. Resolvi expor o que eu realmente sentia:
-Enquanto estávamos nos divertindo ele passava por tudo isso sozinho, desde o baile que mudamos com ele, passamos a evitá-lo por saber que ele nunca aprovaria nossas escolhas. -Desabafo. Sei que não foi apenas eu quem o queria distante. Nossas atitudes eram prova disso.
-Podemos até ter mudado. Entretanto, não temos culpa dos vícios de jogo dele. Ele joga antes mesmo de mamãe falecer. -Esclareci.
-Cara, eu me sinto tão culpado. -Admite Thiago.
-Não temos culpa e já falei que vou resolver isso tudo. -Thales se pronúncia.
Uma batida na porta interrompe nossa conversa. Após Thales liberar a entrada. Júlia aparece sorrindo e congela ao me olhar. Porra! Eu preciso falar com ela.
Quando dou o primeiro passo em sua direção Thales sussurra pra mim:
-Não faz merda cara.
-Júlia vamos para minha sala. - saio com ela atrás de mim.
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Amores! Meus pais fazem 50 anos de casados no mes que vem. Fui visitar um espaço para comemorarmos e me esburrachei no chão. Machuquei o quadril e o punho. Graças a Deus não quebrei nada. Mas imaginem eu com meu corpinho no chão. Acho que meu excesso de gostosura amortece a queda. Meu pulso ainda dói e o quadril também. Mas estou melhorando aos poucos e com muito diclofenaco.
Lembrem-de que seus comentários e votos me incentivam bastante. Saudades de vocês amores.❤
💋Beijos da Aline💋💋.
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