Festa do caos - Parte 4 (Mia Vargas)
Olhei a minha volta a festa surpresa organizado pela Milena para mim e meu estômago se afundou ainda mais de culpa.
Bernardo estava sentado ao meu lado, esperando eu decidir qual momento seria mais adequado para tentarmos falar com ela sem sermos afastados por ataques e berros dela.
Resolvi jogar prudência de lado e, assim que ela se levantou para ir no banheiro, arrastei Bernardo comigo atrás dela. Ele parecia tão chocado com o fato de eu simplesmente sugerisse isso que se esqueceu de tentar evitar que eu o levasse. Alcancei ela alguns segundos antes de ela entrar e me coloquei na frente da porta.
Milena: Sai. Da. Minha. Frente, Mia.
Mia: Temos que conversar primeiro.
Milena: Não tenho nada pra falar com você. Saia da frente. - rosnou ela.
Mia: Por favor!! - choraminguei. - Eu não queria te magoar, só estava tentando achar o melhor jeito de contar para te proteger!
Milena: Me proteger? Me proteger?! Do que, Mia? Do meu ex-namorado de 4 ANOS atrás? Fala sério!
Palavras erradas, Milena. No mesmo instante, nós duas nos viramos para o Bernardo, que assumira uma estranha postura de superioridade ao olhar para a Mi.
Bernardo: Já que eu sou TÃO insignificante pra você, então por que fazer esse show todo?? - minha irmã parecia ter levado um soco. Não sabia se ficava brava ou culpada.
Eu até me assustei com a frieza de Be ao pronunciar essas palavras, mas ele ainda não tinha acabado. Milena tinha ferido o seu orgulho. Ele tinha que dar o golpe final.
Bernardo: Sugiro que você fale logo com a sua irmã. A sua infantilidade não precisa estender essa briga mais do que o necessário. E, quando acabar de resolver as coisas com ela, acho que devíamos conversar. Mas é você quem deve decidir se vai ou não falar comigo, só peço que decida rápido porque não vou perder meu tempo esperando a noite toda por alguém que claramente não vê muita importância na minha existência.
Com isso, ele virou as costas e saiu sem olhar para trás, deixando apenas as duas Vargas olhando abobadas para onde, segundos antes, estava o motivo da briga em pessoa.
Milena: Melhor você sair, Mia. Eu quero usar o banheiro. - enxugando uma lágrima solitária da bochecha, ela me empurrou levemente para o lado e entrou no banheiro sem esperar uma resposta.
Fiquei alguns segundos ali parada sem saber direito o que fazer. Então resolvi juntar um resto de dignidade e voltar para a festa.
Assim que o banheiro sumiu de vista, trombei com alguém que parecia perdido. Ele me estendeu a mão e eu gelei.
Não, não era possível. Mas não havia a menor dúvida de quem era, reconheceria aquele rosto em qualquer lugar.
De repente, entendi perfeitamente o significado de carma e de ditados do tipo "aqui se faz, aqui se paga".
Não sei quanto tempo eu demorei para me recompor, realmente não tenho ideia. Só sei que sai do meu transe com uma voz impaciente falando:
Gustavo: É muito difícil pegar na minha mão ou você consegue fazer o serviço??
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