Almoço - Parte 2 (Diego Campbell)

As três garotas que subiram no palco logo estavam tocando uma música country bem animada, a ruiva no violino, a loira no violão e a Maia cantando. Não foi necessário muito tempo para as pessoas começarem a dançar no espaço livre numa espécie de pista de dança improvisada.
O idiota do Victor parecia estar gostando muito da apresentação e, vez ou outra, falar alguma coisa no ouvido da Luiza com o poder de fazê-la rir instantaneamente. Em algum momento, ele ofereceu a mão para ela e os dois se levantaram para dançar e foram logo acompanhados por uma Natália e um Lucas muito envergonhados e vermelhos.
Na pista, meu amigo mal encostava na garota e isso me fez revirar os olhos. Eu sabia que o Lucas estava interessado no projeto de estilista desde que a vira pela primeira vez lá na faculdade e, apesar de ele não me dizer, sabia que eles estavam passando muito tempo juntos na última semana. Ouvi eles dando as desculpas mais idiotas para despistarem a marrentinha. Já o Victor estava encostando até demais, ficava girando a Luiza o tempo todo. Que cara otário! Não sei como ela não fica tonta.
Continuei assistindo os dois casais cada vez mais carrancudo, até chegar no ápice da minha raiva quando o garçom chegou com a comida e eu estava sentado lá sozinho como um idiota. Resolvi que devia fazer algo a respeito.
Peguei o meu copo e coloquei um pouco de refrigerante. Caminhei até a Marrentinha e o idiota e fingi tropeçar no pé de alguém que estava por perto, derramando o conteúdo que estava no copo na minha mão. Apesar de ter acertado a maior parte do alvo inicial, uma quantidade considerável caiu nos longos cabelos lisos e escuros da Luiza.
Diego: Desculpa!! Só queria avisar que a comida chegou.
Luiza: E não podia olhar por onde andava??
Victor: Relaxa, Lu. É só um pouco de refri. A comida chegou?
Diego: Não, não. Eu tô aqui pra dançar sozinho com um copo na mão.
Victor: Nossa, quanta ironia... - disse rindo.
Que cara imbecil!!
Diego: Se a minha resposta foi irônica, é porque a sua pergunta foi idiota. Espero vocês na mesa. - abri meu sorriso mais falso e virei as costas a tempo de ouvir a Luiza me xingar e o Victor rir da minha cara. Acho que vou socar alguém antes de sair daqui.
Um tempo depois, as meninas desceram do palco com uma chuva de aplausos. Na realidade, a Maia parecia ser realmente boa em música, fiz uma nota mental para lembrar de conversar com ela sobre algumas dicas em outra ocasião.
O resto do almoço correu bem, tirando as provocações ocasionais do Victor que eu sempre respondia com grosseria, chegamos a um ponto que a Maia resolveu intervir:
Maia: Vi, dá um tempo, vai. Deixa ele comer em paz.
Victor: Relaxa, Maia. Só estou vendo quanto tempo ele aguenta antes de me bater, já superou a Luiza faz tempo - e apontou para um trecho de seu rosto que estava vermelho.
Fiquei me perguntado o que teria feito ela dar um tapa na cara dele, mas algo dentro de mim se alegrou um pouco ao saber disso.
Quando estávamos deixando o restaurante, peguei o braço da Maia.
Diego: Eu vi que você toca muito bem... Será que poderia me dar o seu número??

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