Capítulo XXXV
Penúltimo capítulo 🥺
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Na manhã seguinte, antes de ir para a Universidade, Juliette entregou a esposa um caderno e lhe explicou que ali, ela havia escrito as coisas que lhe aconteceram durante o período que ficou desmemoriada e que dias atrás, tinha lhe pedido que só lhe entregasse aquilo quando tivesse recuperado a memória e não se lembrasse de que a tinha perdido e nem o que tinha vivido nesse tempo.
- Eu escrevi isso? - ela olhou curiosa para o objeto que a outra lhe estendia.
- Sim! Sua médica te deu a ideia de fazer isso pra que você tivesse a oportunidade de saber através de seu próprio relato, o que viveu e passou.
Sarah apenas assentiu, pegando aquele caderno de capa dura.
- Bom, eu já vou. Nos vemos mais tarde. - Juliette lhe deu um beijo rápido.
- Bom trabalho!
- Obrigada!
Assim que ela saiu, Sarah foi até a cozinha e avisou Lumena que ia estar no escritório caso a procurasse, a mulher apenas assentiu.
Após se acomodar em sua cadeira no escritório, Sarah abriu aquele caderno. A primeira página parecia como uma introdução.
''Olá, Sarah!
Se você estiver lendo isso agora é porque nossa memória já deve ter voltado por completo e você não deve se lembrar do que nos aconteceu nesse meio tempo em que ficamos desmemoriada. Camilla, nossa médica, deu a idéia de escrever esse ''diário''. Aqui escreverei o que nos aconteceu desde o dia em que despertamos desmemoriada, até onde continuarmos assim. Tentarei expressar da melhor forma possível nessas folhas, os momentos que vivemos e espero que mesmo não se lembrando dos fatos aqui descritos, você possa ao menos sentí-los ou imaginá-los. ''
A economista virou a página e ali estava o primeiro capítulo intitulado: ''Um despertar com a mente vazia.''
Ela então começou a ler...
''Era uma manhã de um dia qualquer, eu dormia, quando de repente ouvi meio que ao longe, uma voz suave e doce pronunciar um nome: ''Sarah''. Depois senti uma mão macia acariciar minhas costas e novamente, ouvi a mesma voz chamar só que agora mais perto, aquele nome desconhecido por mim. Devagar fui abrindo os olhos e me deparei com a imagem de uma linda e desconhecida mulher ali perto de mim. Ela me sorria docemente enquanto seu olhar cheio de ternura me fitava.
Eu não fazia ideia de quem ela fosse!
Meio confusa e desconcertada com a presença dela, a questionei a respeito de quem ela era e também, que nome era aquele pelo qual ela me chamava. No exato instante que lhe lancei essas perguntas, vi seu sorriso sumir e seus olhos me encararem em confusão. Ela me perguntou séria se eu estava brincando com ela para lhe dizer aquilo. Prontamente, eu neguei isso e lhe reafirmei que não fazia ideia de quem ela fosse, nem que nome era aquele pelo qual ela me chamava e muito menos, que lugar era aquele em que me encontrava.
Notei que ela ficou imediatamente assustada com isso assim como eu já estava desde que despertei e nada reconheci. Olhei bem ao redor onde me encontrava e o desespero bateu em mim ao perceber que por mais que eu tentasse, não conseguia reconhecer aquele quarto e nem aquela mulher que se encontrava diante de mim.
Sentia a cabeça completamente vazia ao tentar buscar alguma lembrança nela e foi aí que meu desespero aumentou.
O que tinha me acontecido?
Por que não conseguia me lembrar de nada?
Onde estavam minhas lembranças?
Angustiada nervosa e totalmente desconcertada e desesperada por não conseguir encontrar as respostas para essas perguntas que vinham espocando em minha cabeça, eu então, caí em prantos. Enquanto chorava compulsivamente, senti aquela mulher que eu ainda nem sabia o nome, me abraçar... Segundos depois, ela também chorava junto comigo. Passamos longos minutos assim, chorando juntas e abraçadas. Depois mais calmas e sem chorar, nós começamos a trocar algumas palavras. Ela se ''apresentou'' a mim, disse seu nome: Juliette. E o que era para mim: Esposa. Éramos casadas há catorze anos, foi o que ela me disse, mas eu não me lembrava disso e nem de nada. Estava desmemoriada, porém, naquele momento, ainda não havia me dado conta disso.''
Ainda continuando naquele mesmo capítulo, Sarah descobriu que logo após ter lhe contado quem era, Juliette pegou uma caixa no closet e começou a tirar de dentro dela várias fotos delas duas juntas, outras de Sarah com os filhos, com os amigos e mais outras. A cada foto que ela lhe mostrava lhe contava quando, onde e em que momento ela fora tirada. Juliette também lhe contou sobre a vida dela, em que trabalhava, sobre seus amigos, sobre elas duas, o namoro, casamento, filhos e tudo mais.
'' ... Eu ouvia com toda a atenção tudo o que Juliette ia me dizendo. Olhava para aquelas fotos e aquelas pessoas que estavam comigo nelas, mas não conseguia me lembrar delas. Isso era frustrante. Passei um bom tempo conhecendo minha história por intermédio daquelas fotos e das coisas que Juliette ia me relatando. ''
Seguindo mais um pouco, ela leu como foi o primeiro encontro com o filho pequeno que ao saber que ela o tinha esquecido lhe gritou que ''não gostava mais dela''; a tristeza que foi ouvir aquilo e ver o garotinho chorar; e mais a noite, sua escolha em dormir no quarto de hóspedes e não no mesmo quarto que a esposa.
Parágrafos...
Capítulos...
E folhas foram sendo lidas.
A economista soube que no início ela se isolava da família e que por conta desse fato teve a primeira briga com Juliette, mas no dia seguinte elas fizeram as pazes e ela ainda lhe prometeu que tentaria não se isolar mais da esposa e das crianças. Soube também, sobre a vez que Juliette ficou doente por conta de uma tremenda chuva que pegou e que isso fez com que ela ficasse bastante preocupada com a professora. Que nesse mesmo dia dormiu pela primeira vez ao lado da esposa. E que foi a partir dessa noite que ela passou a dormir todas as noites ao lado de Juliette, pois foi tão bom acordar ao seu lado que Sarah não queria mais voltar a dormir sozinha no quarto de hóspedes como vinha acontecendo.
Depois teve a primeira consulta com sua neurologista; a descoberta da gravidez de Juliette; a sua readaptação em viver daquela forma desmemoriada; a redescoberta de gostos, costumes e hábitos que lhe eram comuns antes de perder a memória que foram ressurgindo com o passar dos dias, semanas e meses, tal como, a sua reaproximação da família que foi também acontecendo nesse mesmo período, igualmente ao carinho e amor que fora adquirindo pelos filhos e principalmente, pela esposa, como pode ler em determinado parágrafo.
'' ... A cada dia que passa, eu vou me encantando mais e mais com a Juliette. Ela é uma mulher sensacional! Uma mãe extremamente admirável. E uma esposa adorável! Vejo em seus olhos, em suas atitudes e em seus cuidados comigo, o grande e incondicional amor que ela tem por mim. Ela me ama tanto e eu sinto que começo a amá-la também. ''
A riqueza de detalhes com os quais os fatos eram narrados, proporcionaram a Sarah poder imaginá-los. A cada nova página, ela descobria fatos e mais fatos. Coisas e mais coisas que não imaginava que tivesse vivido.
''Hoje Juliette e eu, fomos a médica dela para a primeira consulta do bebê. Mas tivemos uma surpresa ao saber que ''o bebê'' na verdade, são ''os bebês''. Juliette está grávida de gêmeos. Confesso que levei um susto com essa notícia assim como Juliette também. Passado o susto, nós então, ouvimos pela primeira vez o coração dos bebês.
Nossa!! ... Foi o som mais lindo que eu já ouvi. Ele ainda está gravado na minha mente até agora. Se fecho os olhos, sou capaz de ouví-lo perfeitamente ecoando dentro de minha cabeça: ''Tuntum... Tuntum... Tuntum...''. Céus!! Na hora que ouvi esse som senti algo tão indescritível. Uma emoção sem tamanho e nem proporção. Foi um momento mágico e inesquecível esse em que ouvi bater pela primeira vez os corações dos MEUS FILHOS!''
Naquele instante lágrimas escorriam pelo rosto de Sarah ao ler aquilo. Ela não se lembrava daquele momento vivenciado e relatado por ela mesma, mas se fechasse os olhos e se pusesse a tentar imaginá-lo, era perfeitamente capaz de sentir aquela magia e aquela emoção mencionadas.
Mais algumas páginas e Sarah então, deu uma parada naquela leitura. Incrivelmente já havia passado um pouco da metade daquele diário, e várias, tinham sido suas descobertas!
- Quanta coisa aconteceu!! - suspirou profundamente enquanto encarava o teto e ia tentando processar cada informação e/ou situação descoberta durante sua leitura.
De repente, ela ouviu o som alto de uma buzina e minutos depois veio às vozes de seus filhos que acabavam de chegar da escola. Assim que os ouviu, Sarah resolveu encerrar por hora sua leitura para ficar com os filhos e mais tarde retomaria novamente a leitura daquele diário.
❤️❤️❤️
Era quase quatro da tarde. Tom dormia ao seu lado em sono profundo. O garoto e a mãe estavam acomodados no quarto de Sarah. Os dois, a pedido do menino, tinham subido horas atrás para ver TV, mas minutos após estarem acomodados ali, o garoto pegou sono.
Sarah aproveitou esse momento e também o fato de que naquele instante estava sozinha em casa já que tanto Lumena quanto Bia tinham acabado de sair, a primeira foi fazer uns pagamentos para Juliette e a segunda foi estudar na casa da amiga Penélope. E sendo assim, a economista achou que aquela seria uma boa hora para terminar de ler sossegada, as folhas que restavam no diário.
Com cuidado para não acordar o filho, Sarah levantou-se da cama e saiu do quarto rapidamente para ir ao escritório pegar o que lia mais cedo. Em pouquíssimos minutos a loira já se encontrava de volta ao quarto e em sua cama com seu filho ainda dormindo.
Pela segunda vez, naquele mesmo dia, Sarah abriu o diário. Folheou as várias páginas lidas até que chegou onde havia parado muitas horas atrás, e dali, então, retomou sua leitura.
''... Após uma pequena bateria de exames, Camilla descobriu o motivo pelo qual ando de umas semanas pra cá, sentindo sucessivas pontadas e dores na cabeça. Os exames revelaram que tenho uma véia entupida na cabeça e minha médica me disse que preciso fazer uma cirurgia pra desentupí-la. Na hora que ela disse isso, eu fiquei temerosa. Uma cirurgia na cabeça? Isso com certeza implicaria em riscos e eu me assustei com essa possibilidade. Questionei Camilla se era tão necessário fazer essa cirurgia e ela me disse que sim, pois evitaria que eu viesse a ter futuramente, graves problemas como, por exemplo, um AVC ou uma nova perda de memória. Diante disso, não tive outra opção senão aceitar me submeter a essa cirurgia. ''
No parágrafo seguinte Sarah soube que foi durante essa consulta que sua médica lhe deu a idéia de escrever esse diário que agora ela lia. Posteriormente, ela leu sobre a primeira vez que disse a Tom que o amava, após o garotinho ter lhe presenteado com um papel que dizia: Mamãe, eu te amo. Esse acontecimento emocionou muito Sarah quando o leu; depois veio a conversa que tivera com Juliette onde descobriu algumas coisas sobre sua mãe e também sobre seu pai. E nessa mesma conversa, ela propôs a esposa que fossem passar uns dias na outra casa delas em Búzios, que soubera que tinham por conta de uma conversa horas antes com Lumena. Sua proposta fora aceita de imediato por Juliette.
Aí teve os dias que antecederam a viagem; depois a própria viagem e a chegada aquela casa onde segundo Juliette, Sarah havia vivido sua infância e adolescência. A loira não reconheceu o lugar, mas sentiu imediatamente uma sensação que chegou até a achar que fosse se lembrar de algo, só que isso não aconteceu.
Veio o dia seguinte na praia; suas brincadeiras com os filhos e Penélope que a divertiram muito durante estarem ali; o enorme incomodo que sentiu em determinado momento, ao ver de longe um sujeito desconhecido se aproximar de Juliette que estava sozinha na mesa delas, depois o tal sujeito se sentou com ela e ficou de papo com a morena.
''Foi desagradável e incômodo ver outro homem ficar perto da Juliette. E isso ficou pior quando ouvi a tagarela da Penélope, dizer que talvez aquele... Imbecil, estivesse lá, dando em cima da minha esposa. Isso me fez sentir algo que naquele momento, eu não sabia bem o que era, mas que agora sei, tratava-se de... Ciúmes. Eu, pela primeira vez, me vi sentindo ciúmes da Ju, da minha esposa... A mulher por quem eu me apaixonei completamente pela segunda vez... ''
Sarah esboçou um pequeno sorriso ao ler esse trecho final. Logo em seguida continuou lendo o restante do capítulo que contava que ela tinha ido até Juliette e o tal sujeito, que falava com ela e confrontado o sujeito, além de tê-lo ''alertado'' gentilmente que mantivesse distância da mesa onde sua esposa estava.
- Pelo visto, estar desmemoriada me fez expor mais abertamente o meu lado ciumento. - comentou, virando a página e lendo o restante do capítulo.
Nele se leu sobre sua conversa com Lumena logo após chegarem da praia, onde ela lhe confessou seus sentimentos por Juliette; depois sobre a sugestão da ajudante de Sarah chamar a esposa para dar uma volta, só as duas para que assim, quem sabe, ela não conseguisse se abrir para ela. Sarah aceitou a sugestão feita por sua ajudante, assim como Juliette aceitou seu convite para darem uma volta, mais tarde.
Outra página e ela chegou ao capítulo que contava com riqueza de detalhes sobre sua saída a sós com a esposa; a conversa a beira-mar iniciada por Juliette que fez com que Sarah logo depois, criasse coragem e enfim lhe revelasse seus sentimentos; o primeiro beijo que trocou com Juliette nesses mais de quatro meses de convivência e por fim, a primeira noite de amor delas.
''... Meu coração parecia uma locomotiva sem freio à medida que eu ia beijando a Ju mais e mais, à medida que eu ia despindo-a e descobrindo como era seu corpo. Minha boca ia tocando cada parte de sua pele que era exposta. Eu ia sentindo seu gosto e sua maciez, e isso ia me deixando entorpecida.
Sentia suas mãos me acariciarem com tanta delicadeza e carinho que me vi mais apaixonada ainda por aquela mulher. Confesso que sem memória, eu não sabia como seguir em frente naquilo, nem como fazê-lo. Naquele momento e naquela situação, eu era uma completa inexperiente. Porém mesmo assim, eu fui indo... Deixei-me levar pelo momento... Pelo desejo... E pelo amor, e assim, as coisas foram acontecendo linda e magicamente. Posso dizer que aquela noite em que tive Juliette em meus braços pela primeira vez, foi simplesmente... Mágica!
(...)
Não faço idéia de como foi anos atrás a nossa ''outra primeira vez", mas algo me diz que ela foi tão mágica e especial quanto essa nossa ''segunda-primeira vez" que tivemos dias atrás. ''
Imediatamente Sarah recordou-se da ''outra'' primeira vez delas que aconteceu mais de quinze anos atrás, no apartamento em que Juliette morava, e sorriu bobamente com essa recordação. De fato, a primeira vez tinha sido, exatamente como ela mencionara ali: mágica e especial.
De volta a sua leitura, ela soube ainda como foram os outros dois dias em Búzios; depois com elas já de volta ao Rio novamente, ela leu sobre mais uma consulta com Camilla, nessa foi acertada o dia da operação a qual Sarah se submeteria; ainda teve alguns fatos sobre o seu dia-a-dia com a família que ela já amava mais que tudo; sua relação com Juliette, bem como o seu amor por ela que só fazia aumentar mais e mais a cada dia.
Deus, como ela já a amava! E esse amor, podia ser sentido pelas palavras usadas por ela para descrever o sentimento que lhe tomava por dentro. Mesmo desmemoriada, ela conseguia traduzir seu amor pela esposa exatamente da mesma forma, como traduziria agora, com suas memórias de volta.
Era fato e Sarah pode comprovar isso pela leitura dos últimos parágrafos, que estando sem memória ou com, seu amor e encantamento por Juliette sempre seria fortemente descrito da mesma forma e com a mesma intensidade.
Por fim, ela chegou ao último capítulo onde relatava sua primeira lembrança após meses desmemoriada, bem como as outras que foram ressurgindo em sua mente. A loira ficou enternecida ao descobrir que a primeira coisa que lembrou foi do dia que conheceu Juliette, e ficou surpresa ao saber que foi a blusa que ela usou naquele dia, blusa essa que Juliette ainda guardava todo esse tempo, que havia sido a responsável por lhe trazer aquela lembrança de volta.
❤️❤️❤️
Acomodada na cama do hospital tendo sua esposa ao seu lado segurando em sua mão, Sarah aguardava sua médica vir para levá-la ao centro cirúrgico para ser realizada sua operação. Mesmo a médica tendo lhe dito que não havia grandes riscos, ainda sim, Sarah estava nervosa em fazê-la.
- Ju??
- Oi, amor!
- Vai dar tudo certo, não vai?
Juliette via a sombra do medo estampar os olhos verdes da esposa e tratou logo de dissipá-la dali.
- Claro que vai, meu amor! - acariciou o rosto dela.
- Estou com medo! - ela acabou, confessando em um fio de voz segundos depois.
- É compreensível, mas vai dar tudo certo. Camilla já lhe disse que você não correrá riscos na operação.
- Só que ainda sim, não consigo deixar de sentir medo.
- Nós já superamos o mais difícil que foi a sua amnésia, agora vamos superar também essa operação sem problemas, está bem?
Sarah assentiu e logo depois ganhou um beijo da esposa.
- Nossos filhos vão vir depois da escola pra cá? - a loira quis saber.
- Sim. Disse a Lumena pra trazê-los quando chegassem.
- Não queria que eles me vissem depois da operação principalmente, o Tom. Ele ainda é pequeno.
- Mas eles querem estar aqui, perto de você. Não pode privá-los disso... Ah, Gil avisou que ele e os demais virão pra cá também depois do almoço.
- Não tem necessidade deles virem pra cá. Vão estar esgotados por conta do trabalho e...
- Eles fazem questão de estarem aqui. - ela a interrompeu.
- Eu acho que não existe ninguém que tenha a família e os melhores amigos que eu tenho.
- Acho que não mesmo!
Elas sorriram.
Instantes depois a médica chegava para levar Sarah para realizar a operação.
❤️❤️❤️
- Juliette pára de andar de um lado para o outro e se senta, por favor, ou esses bebês vão acabar nascendo prematuramente, mulher.
- Eu não consigo ficar sentada, Gil. Já tem horas que essa operação da Sarah está acontecendo.
- Eu li que essas cirurgias costumam demorar mesmo, então se acalma, Ju. - Vitória tentou tranquilizar a amiga.
- Eu estou tentando me acalmar, Viih, mas não consigo.
- Olha, Ju aposto que os bebêzinhos aí dentro da sua barriga já devem estar enjoados de tanto que você fica andando. Então dá uma sossegada e senta aí para os pobrezinhos pararem de sacolejar um pouco.
Mesmo nervosa ela riu do comentário de Fiuk e os outros fizeram o mesmo.
- Fiuk só você pra me fazer rir agora.
Lumena que tinha ido levar Thomás ao banheiro e Bia que havia ido comprar uma água para a mãe, voltaram naquele instante para onde Juliette e os amigos estavam.
Minutos mais tarde a médica de Sarah aparecia ali na sala de espera. Nem bem ela ia abrir a boca e Juliette já foi crivando-a de perguntas.
- Camilla como foi à cirurgia?... Correu tudo certo?... Minha mulher está bem?
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