(02) take care of the warning
Depois de rodar a enorme casa de Jay, eu pude descansar no meu "quartinho" --- só meu quartinho tinha o espaço da minha casa inteira. A cama era boa, tinha janelas enormes cobertas por cortinas tom azul bebê. Não tinha muito luxo como o resto da casa, se não o abajour mais barato e um vaso de samambaia no porta objetos. O guarda-roupa era pequeno, mas eu não tinha tanta coisa, então era suficiente. Dei um suspiro longo e cansado, não condenava a profissão e aceitava bem o meu destino, mas não podia evitar de me sentir um tanto quanto invejoso. Gostaria de viver em uma realidade no qual eu era o que dava as ordens e errava o nome dos meus funcionários.
ㅡ Mamãe. ㅡ Absorto em meus pensamentos, voltei à órbita quando meu celular tocou. O som quase ensudecente das máquinas industriais tampavam a voz falha e rouca, me sentei tentando ouví-la melhor. ㅡ Mãe... Eu já disse pra não voltar a trabalhar aí. É perigoso demais e você não tem mais idade de estar correndo riscos!
ㅡ Ah, meu querido, não sou tão velha assim, e você sabe que não consigo ficar em casa sem fazer nada. Além do mais... eu gosto daqui. Gosto das pessoas. Estou acostumada. ㅡ Reviro os olhos com tanta força que sinto as pálpebras doerem.
ㅡ Como pode gostar de quem viu você perder a mão e não fazer nada pra ajudar? ㅡ Fui direto, ela deu um esgar bruto. ㅡ Você devia ganhar uma idenização, mãe, mas não teve nem um pedido de desculpas... ㅡ Suspirei e agarrei meus joelhos analisando mais o quarto com os olhos.
ㅡ Porque se desculpariam se foi um acidente? Ai, Jungwon, não vamos falar sobre isso, quero saber como você está. Estão te tratando bem? Como é seu chefe, querido? A família é legal?! ㅡ Sorri, ela simplesmente me encheu de perguntas bastante empolgada.
ㅡ Ah, mãe... você sabe como são esses ricos. Sempre em busca de alguém pra pisar em cima e mostrar o quanto são ricos. ㅡ Caminhei pelo quarto tocando alguns objetos aleatórios. ㅡ Im Jay é só mais um pra cota. Mas devo admitir que ele é bonitão, pena que deve ser podre por dentro. E ele tem um filho, que infelizmente é do mesmo jeito que o pai. Não tenho o que reclamar da casa, mas ela é grande demais para um único esfregão.
ㅡ Hahaha, você vai sobreviver, meu amor? Ainda bem que te ensinei direitinho como cuidar de casa e de gente.
ㅡ Eu vou, contanto que eu receba meu salário, não me importo com a arrogância do senhor Im. Afinal de contas, não precisamos ser amigos, só preciso que me pague. Irei enviar o dinheiro assim que eu receber, mãe. Eu vou te tirar dessa fábrica e vamos viver uma boa vida, eu prometo pra senhora. ㅡ Ela fica um pouco em silêncio, com certeza emocionada. Era um fato que estava dentro daquele quartinho bem arrumado por causa dela.
ㅡ Eu te amo muito, Jungwon. Você é o meu tesouro. Pelo menos aquele traste do seu pai me deu algo de bom, você. ㅡ O momento foi cortado pelas minhas gargalhadas. ㅡ Preciso desligar agora, Won. Até breve.
ㅡ Até breve. ㅡ Desliguei o celular e senti minhas bochechas quentes, nada como ter a força revigorada pelo carinho e apoio da minha mãe. Bati com a palma em meus joelhos e despertei, tinha que guardar meus pertences do melhor jeito possível. Assim que abri o guarda-roupa, tive uma grande surpresa ao encontrar uma caixa, com roupas e brinquedos de bebê. Até pensei ser relíquia de Haechan, mas estavam com cheiro de novo, e alguns sequer tinha saído do plástico. Engoli a seco.
ㅡ Ah... eu tinha esquecido disso aí. Desculpa, depois eu... eu dou um fim nisso, Jungkyu. Aliás, você pode levar essa caixa para o depósito? ㅡ Quase desci pro inferno com a voz de Jay atrás de mim. Já estava vestido com um terno chique, colares diferentes e um relógio de ouro em seu pulso.
ㅡ Jungwon. E, eu sei que a casa é sua, mas pelo menos no meu quarto, é bom um pouco de privacidade, não é? ㅡ Ele me mostrou o pulso, o qual olhei sem saber o que fazer até perceber estar desabotoado. ㅡ Ah. ㅡ Virei para si para abotoar.
ㅡ Perdão. Só quis saber se estava bem instalado ou precisando de alguma coisa. Vim avisar que estou saindo para o trabalho e Haechan irá visitar um amiguinho. Talvez fique por lá a tarde inteira, ele... bom, ele não gosta muito de casa. Faça o jantar, volto às seis da noite.
ㅡ Okay... Alguma comida em especial? ㅡ Aproveitei pra amarrar o nó da gravata, ainda dançando desengonçada em seu pescoço. Ele olhou reto para meu rosto, senti meu coração na garganta. Pude ler dentro dos seus olhos, realmente, ele era muito bonito e me deixava vacilante. Engoli a seco, ele se levantou depois de dois segundos e se arrumou outra vez.
ㅡ Eu não tenho frescura com comida, mas Haechan gosta de torta de maçã. De repente, é uma boa pedida. ㅡ Assenti com a cabeça. ㅡ Até mais, Jungkook. ㅡ Se despediu de costas e sumiu do meu alojamento. Jay era um tanto quanto misterioso e esquisito.
ㅡ É Jungwon! ㅡ Suspirei, mas ele já tinha deixado o quarto. Olhei bem para os objetos da caixa e pensei que eram bastante valorosos para serem jogados fora. Apenas guardei de volta e terminei de arrumar minhas coisas.
Se Haechan e Park saíram, significa que eu tinha aquele casarão inteiro só pra mim, podia curtir um pouco da sua vida luxuosa. Sentei no sofá confortável, comi umas uvas frescas, brinquei com seus objetos e peças de porcelana cara, bebi do whisky que guardei no balcão... Até mesmo imitei o jeito indiferente e antipático que falava, até me impressionar com o tamanho da televisão. Era quase uma tela de cinema, e quando a liguei por mera curiosidade, fez um som tão alto que senti a vibração no meu peito. A claridade me fez cerrar os olhos rapidamente e esbarrar na mesinha de centro, derrubando um porta-retrato da família.
O vidro tinha quebrado, claro, mas o conteúdo da foto era bem mais curioso. Jay estava acompanhado de uma garota vestida de noiva.
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