(01) let's all get out the way and make our way

Tirei meus fones de ouvido desinteressado, assim que meu corpo estava em frente ao enorme casarão, talvez o maior daquela rua deserta. Estava fazendo um pouco de frio, mas não por isso estava sentindo meu estômago borbulhar com alguns calafrios. Engoli a seco, trouxe minha mala mais para perto e aqueci os dedos os apertando contra a palma antes de ter coragem de tocar a campainha. Achei que teria que me apresentar ou pelo menos dizer meu nome, para uma câmera bem visível ali fora, mas antes que eu pudesse dizer algo o portão havia se abrido, revelando um espaço ainda maior no lado de dentro. A grama era bem verdinha, tinha uma piscina coberta pois estava no período de chuva, alguns instrumentos de jardinagem e o jardim. Os carros estavam à vista, a fachada e tudo mais era de encher os olhos.

Me imaginei sendo dono daquilo por miseráveis 10 segundos e sorri, mas foi uma imaginação boa. Fazia um silêncio absurdo, até o momento em que pus o pé dentro da sala. Fui cercado por quatro cachorros que se duvidar batiam na minha cintura, começaram a latir alto e agitados e um deles ainda avançou em mim, fazendo meu corpo ínfimo pender para trás. Eu não tinha problemas com cachorros --- quando não estavam em cima de mim.

ㅡ SOCORRO! Socorro! Alguém tira esse cachorro de cima de mim! ㅡ Eu grito, quase explodindo com minhas cordas vocais. Ele era tão pesado que literalmente me derrubou, eu estava sendo devorado por quadrúpedes. Até que, no fim da sala, eu avisto um homem bem vestido, com o pescoço adornado em colares brilhantes de prata e ouro. O cabelo estava penteado para trás e remexia um copo de wiskey com wiskey, eu suponho. A mão livre estava dentro do bolso. ㅡ Hey, me ajuda! não vai fazer nada!? ㅡ Eu berro outra vez, vendo o homem apenas dar um sorriso de lado e um gole em sua bebida, enquanto os cachorros tentavam me deixar nu puxando cada parte da minha vestimenta.

ㅡ Hey, hey, passa! ㅡ Falou contra os cães, com uma voz suave e ao mesmo tempo dominadora, que poderia ter me deixado arrepiado, se eu não estivesse com um puta cheiro de cachorro. Assim que foram ao seu encontro, eu pude me recompor, me levantei rápido ao contrário de si. Ele agachou e fez carinho de um por um, deixando seu rosto ser lambuzado com o tal beijo de cachorro. ㅡ Iti, Melzinha, Pandora, Thunder e Choco! Eu já avisei que não podem comer os humanos, não importa o quão apetitosos eles aparentem ser! A comida de vocês é a ração, hm?

ㅡ Ay, que nojo! ㅡ Eu falo comigo mesmo, ao sentir minha calça jeans novinha porque queria causar uma boa impressão, toda babada.

ㅡ Nojo? Eu alimento meus cães com uma ração de marca francesa, não é qualquer coisa. ㅡ Ele dá um pequeno comando com a mão e os quatro monstrinhos saem correndo malucos pelo quintal.

ㅡ Tsc... Eles são cachorros. Apenas, cachorros. Eles vão comer seu lixo se deixar, porque gastar tanto assim? ㅡ Resmunguei, ainda bravo pelo incidente, até me tocar que era um comentário inoportuno. Sorri amarelo e depois de me julgar apresentável, estendi a mão para o mesmo. ㅡ Eu sou Yang Jungwon, é um prazer conhecê-lo.

ㅡ Hmn, vamos ver se é mesmo. ㅡ Ele não me cumprimenta de volta e me dá um rosto esnobe. Vira o corpo em direção ao balcão em busca de gelo. ㅡ Você deve ser o empregado que minha mãe indicou, ela sabe que odeio, que faça as coisas por mim, mas faz mesmo assim. ㅡ Engoli a seco, parecia ser um daqueles riquinhos extremamente difíceis de lidar. ㅡ As tarefas, são bem simples. Você só tem que limpar, arrumar, cozinhar, colocar a comida dos cachorros e cuidar de Haechan.

ㅡ Haechan? Quem é... Haechan? ㅡ Questionei confuso, a mulher que me trouxe até a masmorra do sofrimento não havia me passado a informação. O homem deu um esgar voltando a passar por mim.

ㅡ Você não o viu? Está sentado na sala. É meu filho pré-adolescente. ㅡ Ele suspirou, levei meu olhar para o cômodo onde realmente tinha um garoto concentrado no seu joguinho de celular, com um headset ao redor do crânio e uma jaqueta bem inflada. Chutei 13 anos. ㅡ Haechan, venha cumprimentar o novo empregado, por favor...

ㅡ Não enche o saco. ㅡ Ele respondeu curto e grosso, ri comigo mesmo, enquanto o pai apenas brindou sozinho com o copo de wiskey compressando os próprios lábios.

ㅡ Se conseguir tirar o celular dele eu aumento seu salário em 15%. ㅡ Meus olhos simplesmente cintilaram com a proposta, esfreguei uma palma na outra ansioso. ㅡ Vai receber um salário e todos os outros benefícios, menos o transporte, não vai precisar se transportar pra lugar nenhum. Satisfeito, Kibum?

ㅡ É Jungwon, e está bom demais! Não irei decepcioná-lo, senhor Jay. ㅡ Dei uma breve reverência ouvindo uma risada soprada saltar. Me entregou o copo vazio, apenas com uma pedra de gelo sambando no fim dele, até com certa força. Pendi um pouco para trás.

ㅡ Espero que não. Eu não gosto de pessoas preguiçosas. E depois que você lavar esse copo e guardar meu wiskey, te levo pra conhecer seu quarto. ㅡ Levantei as sobrancelhas surpreendido, mas fui logo me concentrar no afazer. Ele me olhava com tanta força que eu sentia me atravessar, pelo menos haviam condições adequadas de trabalho. As luvas eram alaranjadas e a pia era inox, mas estava suja e sem brilho. Minha mãe me mataria se encontrasse uma pia desse jeito.

ㅡ E lava isso aqui também, Jungwoo. ㅡ Haechan peitou em meu corpo, dei um balanço pro lado tendo mais um prato com migalhas de pão e um copo de suco para serem lavados.

ㅡ Jungwon! ㅡ Respondi tentando ser o mais simpático possível, Haechan parecia um adolescente mal humorado, mas é típico da idade dele. Não era tão complicado lavar um prato, então terminei rápido.

ㅡ Você tem que fazer seu dever, Haechan. ㅡ O pai o barrou antes que pudesse sumir da cozinha de novo.

ㅡ Não enche o saco. ㅡ O loiro apenas disse isso, me segurei pra não sorrir. Ele não tinha moral alguma para com o filho. Um suspiro longo lhe ocorreu e assim se direcionou a mim.

ㅡ Okay, Jungkyu, agora vamos conhecer seu quarto.

ㅡ É Jungwon...

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