💦 ~ N o n a O n d a ~ 💦
Adrien entrava em pânico, afinal o que havia acabado de acontecer?! Porque levaram Marinette daquela forma tão brusca? E porque ela lhe disse para não fazer nada e ficar escondido?! Ele estava confuso, os humanos eram complexos demais para aquele simples peixinho, ele estava preocupado e angustiado. Por outro lado, Chat Noir exalava fúria e ódio, ele não era tolo ao ponto de não perceber qu tipo de tratamento era aquele, e se quando encontrasse Marinette ela estivesse sequer com algum arranhão ele afogaria aquela merda de cidade inteira, ninguém devia mexer com o que é seu.
Tudo o que Adrien pôde fazer foi seguir nadando, tentando acompanhá-la de longe. No entanto, quando os homens seguiram para o centro da cidade, distante da água, ele não conseguiu mais prosseguir, estava a um fio de se entregar a raiva de Chat Noir, mas a lembrança de Mari o pedindo para esperar conteve a ação impulsiva.
[Adrien, não seja fraco, eles vão machucá-la!]
- Mari pediu para esperar - Ele disse duvidando de suas próprias palavras - Não vamos intervir, não podemos...
[Se não quer agir, ache alguém que faça]
- O que quer dizer? - O loiro ouviu a risada rouca do espírito ecoar em sua mente.
[Vamos atrás daquele seu amigo humano idiota]
- Nino! - Gritou eufórico se agarrando ao fio de esperança que surgira - Ele disse que seguiria atrás de nós!
[Se usar meus poderes chegará a ele facilmente]
- Mas o que vai querer em troca? - Perguntou duvidoso, ainda não tinha total confiança no gato malandro do mar.
[Quero minha princesa de volta]
Ele assumiu o controle do corpo, tornando os olhos escuros e deixando que as marcas negras se espalhassem pelo corpo do loiro, pela facilidade da possessão ele notou, nunca estivera em harmonia com seu hospedeiro quanto agora, eles estavam em uma perfeita sintonia. Aquela garota realmente controlava-os ao ponto de fazê-los trabalhar juntos, era irônico já que não passava de uma simples humana, mas era sua humana.
Enquanto o tritão e o demônio seguiam até seu objetivo, uma certa garota de cabelos azuis estava sentada no canto da sela do castelo de Paris, diferente do que os guardas pensavam, ela não estava quieta por medo ou angústia, Marinette não era assim. Ela simplesmente parou de xingar os guardas e começou a raciocinar, possuía diversas alternativas para escapar, mas tinha de pensar se sair daquela prisão fajuta realmente a ajudaria em sua situação atual, afinal a azulada estava presa e sequer saiba o motivo disso.
Foi quando ela lembrou, conhecia aquele castelo como a palma de sua mão, exatamente por isso sabia que alguns andares acima de sua cela se encontrava o quarto da verdadeira dona de Paris, a soberana que controlava o Rei e tudo o que bem entendesse. O melhor de tudo era que essa poderosa arma era sua aliada. A princesa da França, Chloé Bourgeois.
Desde pequena, Marinette visitava o quarto da pequena abelha rainha, ela se lembrava das reclamações que Chloé fazia sobre seu luxuoso cômodo. A loira discutia todas as vezes que em um canto perto da cama havia um buraco, não era grande, mas o suficiente para que sons dos andares abaixo penetrassem o lugar, o que a irritava, era sua chance!
- CHLOÉ! - Ela se esforçou para gritar, tinha só alguns segundos antes que os guardas a mandassem calar a boca - SUA LOIRA FALSIFICADA! - Ela ficou no cantinho do buraco acima, subindo na ponta dos pés - ABELHUDA MANDONA! - Os guardas estavam prestes a abrir a cela para castigá-la quando de repente um grito agudo soou pelo castelo, aquele era um som que todos conheciam o rugido do dragão. Marinete só pôde rir dos brutamontes que estremeceram calados, Chloé realmente dava medo.
Foram alguns minutos até que sua salvadora realmente chegasse. O vestido dourado luxuoso com bordados pretos, o cabelo loiro preso no alto da cabeça enfeitado com uma coroa deslumbrante, a maquiagem selvagem e a pose superior, era impossível não reconhecê-la, a princesa do reino.
- Podem me dizer o que minha joaninha está fazendo em uma cela fedida?! - Rosnou.
- P-Princesa, e-ela é uma criminosa - Um dos homens disse nervoso.
- Está me dizendo, que nossa convidada de honra, Marinette Dupont Cheng, é uma criminosa? - Debochou cruzando os braços.
- P-Princesa, com todo o respeito, nós recebemos uma carto do ducado Cheng, alertando que a princesa havia falecido no mar, e que qualquer outra pessoa seria acusada de falsificação e seria responsável pelo assassinato do Conde Tom Dupont Cheng - Marinette arregalou os olhos, seu pai estava morto? Como isso era possível? Ela balançou a cabeça negativamente, um problema de cada vez, primeiro sairia da cela, depois teria de lidar com a morte dele.
- Que ridículo - Ela revirou os olhos, pegou as chaves da mão do homem e abriu as grades puxando a azulada para perto de si - Por acaso sabe como a filha do Conde se parece para afirmar que está aqui - Apontou para ela - É uma farsante?
- B-Bem...
- A guarda real é uma decepção - Ela riu irônica - Vamos, Marinette.
- E-Espere, princesa! - O outro chamou atenção da loira - Mesmo que esteja dizendo isso, foram ordens diretas do rei! Não podemos simplesmente - Ele foi interrompido por ela.
- Se o problema é o rei, porque não resolvemos isso agora? - Ela sorriu afiada e voltou a andar saindo rapidamente do local, sendo seguida pelos dois guardas.
Rapidamente eles chegaram a sala do trono, a qual uma reunião parecia estar acontecendo. Marinette só pôde rir da situação e sentir pena do pobre Bourgeois, mas a única chance que tinha de se livrar do crime falso era a abelha rainha, mesmo que fosse afetar ainda mais a imagem do "escravo" da princesa.
- Chloé, meu amor - O velho soou tenso - Pode voltar em outro momento?
- Papai - Ela disse melosa - Você prendeu minha joaninha em uma cela escura e suja?
- Claro que não, minha princesinha - Ele mandou um sinal para que os Duques presentes na sala saíssem - Sinto lhe dizer, mas a senhorita Cheng fale - Ele parou de falar quando Chloé empurrou a azulada para frente, finalmente mostrando-a - Santo Deus! - Ele empalideceu - Como uma farsante pode ser tão real?
- Sério, papai? - A loira bufou - Marinete, lembra daquela vez na sala de jogos real? - O homem voltou a si.
- Ah, sim - A mestiça riu - Quando o rei apostou e - O velho gritou histérico para interromper a conversa.
- P-Parem, parem! - Ele gaguejou nervoso - Eu acredito! Guardas, podem se retirar e rasguem a acusação contra essa jovem imediatamente! Ela não é uma farsa! - Ele suspirou ao ver as duas sorrirem travessas.
- Muito obrigado, vossa majestade - A mestiça se curvou ainda rindo - Não sei como esse mal-entendido ocorreu.
- É o que eu também gostaria de saber, senhorita Cheng - Ele esfregou as têmporas suspirando - Mas antes de conversarmos, acho que Chloé deveria lhe dar algumas roupas e um devido descanso.
Depois de trocarem algumas palavras as duas garotas seguiram até o quarto da princesa. Marinette recebeu um devido banho e roupas mais "apropriadas", logo em seguida tendo de ir a um chá acompanhado do rei, seguido da princesa e sua acompanhante, Sabrina. A conversa fluiu naturalmente. Foi complicado explicar a eles como havia chegado ao porto, já que não poderiam sequer desconfiar que ela fazia parte de uma tripulação pirata. Ela descobriu um pouco depois que a carta havia sido enviada pro sua irmão mais nova, Lila, e que o rei não tinha total certeza se o pai de Marinette realmente estava morto, já que ela ser uma farsante também se tornou mentira. O assunto principal da conversa agora, era um dos motivos secretos do baile que aconteceria em breve, mais precisamente, amanhã a noite.
- Então, Mari - Chloé começou a falar - Convidei só os mais bonitos - Ela se gabou - Óbvio que os amigos velhos do papai vem também - Ela revirou os olhos com a expressão ofendida do rei - Mas deixei bem claro que nenhum desses babões podem chegar perto de você!
- Chloé, é muito gentil, mas eu - Ela foi interrompida pela amiga tagarela.
- O herdeiro do Ducado do norte vem! O tal Nathaniel, mesmo que digam que ele tem preferência por homens - Ela parou pensativa - Não custa tentar, né? - Ela riu - O pintor famoso também, sabe? Aquele que usa um coque e uma barba rala no queixo, enfim, esqueci seu nome - Revirou os olhos azuis - E o principal, Luka Couffaine - Os olhos de Marinette brilharam por alguns segundos - Você lembra dele, não é? - A loira riu maliciosa - Claro que lembra, sei que a família dele ficou hospedada em sua mansão quando foram passar as férias, sei muito bem que vocês dois de deram bem - Ela sorriu ao ver as bochechas rosadas da mestiça.
- M-Mas, Chloé - Ela interrompeu, voltado a realidade ao lembrar de sua sardinha verde - Eu já - De repente a porta abriu bruscamente, revelando três sombras - O que - Um homem loiro, de alta estatura e muito bem vestido se aproximou da mesa.
- Eu exijo a soltura de minha noiva neste exato instante! - Rosnou batendo na mesa - Ou então - As palavras sumiram quando ele se deparou com a garota de cabelos azuis que segurava uma xícara de chá - Mari?
- ADRIEN?! - Ela pulou da cadeira - O que está fazendo aqui?!
-" Mari"? - Chloé repetiu irritada - Quem você pensa que é?!
- Noivo? - Ele repetiu ainda sem entender o que esta acontecendo - Mari, você não estava presa?
- Marinette - Chloé repetiu - Você já está comprometida?! - A loira gritou indignada - Pensei que gostasse de Luka, onde está nossa amizade?! Você nem me conta coisas importantes como essa?!
- Quem é Luka?! - Adrien rosnou novamente.
- Rei, por favor - A azulada suplicou ao velho que a ajudasse a resolver a confusão. No entanto, ele apenas sorriu e voltou a tomar seu chá tranquilamente dizendo apenas uma coisa.
- Sala de jogos - Ah, era oficial. Ela tinha de lembrar de nunca mais ameaçar contar sobre aquele segredo ou perderia o apoio daquele velho rancoroso.
- Nino?! Alya?! - Ela chamou pelos outros que se encontravam um pouco atrás da mesa.
- Resolva seus problemas - Alya disse mal-humorada sentando na mesa e acompanhando o velho. Ela estava irritada com a azulada por ter se preocupado a toa, afinal enquanto ela tomava chá com bolinhos tranquilamente, os três zarpavam desesperados em direção ao castelo, quase bateram o barco no porto, o mínimo que ela podia fazer era receber aquele pequeno castigo.
- Desculpe - Nino riu e sentou ao lado da morena.
- MARINETTE! - Os dois loiros gritaram em uníssimo som.
- Ah, deus...
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Se tiverem erros por favor aguardem que eu vou corrigir com calma :3
Os flores! Espero que tenham gostado do capítulo!
UMA VIDA PRA POSTAR ESSA BUDEGA MANO!!! SCR
Não se preocupem que agora mesmo estou escrevendo o final da história então possivelmente ela vai ter o fim hoje, com direito a extras obviamente ;3
Bem, no início era pra essa hsitoria não passar de uma one-short... Mas aí né, deu no que deu ksksks
Tem algumas flores que estão reclamando pela fanfic estar muito pequena, e que já vai e tals, mas realmente esse foi o fim que eu escolhi pra ela... Então espero que sejam compreensivos ~♡
Bem... É isto -^-
Um beijo pra quem quiser >3<
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