Cap. 8
— Só pode ser sacanagem.
Murmurei, vendo ele entrar sem permissão alguma, já se apossando do sofá, e olhando diretamente em meus olhos. Eu fiquei meio boquiaberta, perplexa e sem resposta nenhuma, ou qualquer pergunta que pudesse vir. As palavras me abandonaram.
— Digamos que eu esteja aqui para esclarecer umas coisinhas.
— Certo, ta. Então...esclarece. — Voltei a caminhar lentamente, fazendo a maior das caras de dor quando me sentei na poltrona dura. — Escuta, eu acho que deve ser mentira toda essa putaria ai...porque, meu nenê, se eu fosse tudo isso ai mesmo, por que eu to assim? Toda dolorida?
— Calma. Posso falar?
— Certo, fale.
Ele fez uma pausa dramática, que quase me fez cochilar no sofá, e só então ele resolveu falar alguma coisa.
— Você é filha dele sim, e bom, você não se cura, porque precisa ter relações sexuais para isso. — Depois são os adolescentes que fumam erva. — Cada um dos príncipes, seus irmãos, representam um pecado capital. Ira, avareza, gula, preguiça, inveja e soberba. Eles se tornam mais fortes e intensos, quando as pessoas fazem tais atos com cada vez mais freqüência.
— Nossa, quer dizer então, que enquanto eu estiver falando que estou com inveja de algo, eu vou estar alimentando meu irmão espiritualmente?
— Corretamente.
— Caralho, bem louco. — Fiz uma careta, dando de ombros. — E o quê que eu tenho haver com isso.
— Você representa a luxúria, um dos mais fortes pecados. Por isso, quando transam, sua força aumenta cada vez mais. E para se curar de ferimentos intensos, você precisa ter relações sexuais.
Minhas sobrancelhas se ergueram de imediato, o encarando em completo silêncio. Olha, isso fazia um pouco de sentido, ainda mais por eu ter transado com o tal Brandon dentro do hospital, e metade de minhas fraturas sumiram.
— Mas um deles me-
— Pelo amor de Deus, eles são demônios, é lógico que vão te zoar. — Ele respondeu na lata, me encarando diretamente nos olhos. — Então, luxúria... Ja entendeu o recado.
— Você só pode estar de sacanagem para com a minha cara, é isso? — Ele começou a rir com ironia, me deixando extremamente nervosa. — você vem aqui com essas conversas babacas, achando que vai me convencer? A, vai dar o cu.
— Garota maldosa você...mas então, se quiser fazer o teste, é uma ótima chance. Você de muleta. Toda arrebentada... Seria bom você melhorar isso ai de alguma forma.
— Entendi...— Sussurrei, olhando para baixo por poucos segundos, e quando ergui a cabeça, ele já havia sumido. Completamente. — Ah, ótimo. Onde vou arrumar alguém... Será que...
Falei baixinho encarando o chão, esperando que alguém realmente quisesse me explicar o que estava acontecendo. Era uma orgia de coisas na minha mente, e tudo se embolava mais e mais. Eu realmente era filha daquele coisa, e tinha irmãos. Represento a luxúria... Hm. Isso não fez sentido nenhum.
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