CAPÍTULO 5

De dentro do carro observo o grande prédio espelhado da família McCartney. O escritório de advocacia que está completamente falido graças a irresponsabilidade e egoísmos da minha mãe.

__ Vamos lá Luara,__ falo para mim mesma quando saio do carro.__ Você já fez coisas muito piores para estar nervosa em assumir a empresa da sua família.

Caminho de cabeça erguida até a recepção e assim que me vêem todos me observam e abrem espaço. Entro no elevador e aperto o último andar, não posso deixar de notar o burburinho ao meu respeito mas irei colocar tudo nos eixos de novo e fazer essa empresa voltar a ser a melhor da Califórnia e do país.

A recepcionista assim que me vê fica de pé imediatamente e a chamo com o dedo até a sala que era do meu pai, já que não vejo a secretária dele. Todos aqui já me conheciam e já deveriam saber que a qualquer momento eu iria assumir, todos menos eu, já que a minha mãe me escondeu o testamento.

Abro a porta do escritório e a cena que vejo é deprimente. Um homem está sem camisa e apenas uma cueca estranha de algodão. A mulher em sua frente finge gemer enquanto o homem parece estar tendo uma convulsão.

__ Com licença.__ grito e eles se assustam virando para mim que encaro o homem barrigudo e de pênis pequeno me segurando para não rir.__ Poderiam fazer o favor de se vestir.__ ordeno firmemente e a garota arruma o vestido enquanto o homem se veste apressado.

__ Quem pensa que é para invadir minha sala desse jeito?__ pergunta o homem tentando se fazer de durão.

__ Por acaso seu nome é Anthony McCartney?__ pergunto.

__ Obviamente.__ responde sério e me aproximo dele com um olhar mortal.

__ Prazer, meu nome é Luara McCartney,__ falo e sua olhos se arregalam a ponto de sair para fora.__ Quero que saia da minha empresa agora mesmo ou irei chamar a polícia seu saco de merda!

Eu sei que deveria manter a elegância, mas se vou comandar isso tudo, vai ser do meu jeito. O homem sai e encaro a mulher com nojo. Eu não posso acreditar que ela estava transando por dinheiro e ainda por cima na sala que era do meu pai!

__ Qual é sua função?__ pergunto.

__ Sou secretária.__ abaixa a cabeça mas a faço me olhar nos olhos tocando seu queixo de leve.

__ Não se rebaixe por tão pouco,__ falo e vejo seus olhos brilharem.__ Infelizmente te darei um castigo.

__ Só não me demita por favor, eu preciso desse emprego, tenho uma filha para cuidar e contas para pagar.

Respiro fundo e coloco minha bolsa na cadeira e olhando para as duas mulheres na minha frente imediatamente penso em uma solução.

__ Você__ aponto para a recepcionista__ vai ser minha secretária a partir de agora, e você__ aponto__ vai ficar no lugar dela.

__ Sim senhora.__ dizem em uníssono e as dispenso.

Olho para a decoração da sala e sinto uma nostalgia em lembrar dos momentos que passei com meu pai aqui dentro na adolescência e quando engravidei vinha aqui com frequência, até que ele inventou aquela viagem de negócios e morreu.

__ Preciso redecorar.__ sussurro tirando todos os enfeites dele da mesa.

Eu não iria conseguir me concentrar com a presença dele por todo o lugar. Meu pai não era muito presente mas era quem eu mais confiava e conversava, toda noite ele chegava e ia direto falar comigo, ele era carinhoso do jeito dele.

Pego os papéis de dentro da gaveta, mas como nunca consigo fazer nada sem ser desastrada deixo todos os papéis caírem no chão. Me abaixo para pegar mas um nome me chama atenção, recolho os papéis e confiro se realmente era o que pensei.

Por que diabos meu pai teria negócios com Erick Flynn?

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