CAPÍTULO 16
A casa estava uma bagunça completa enquanto Jenny e Amara corriam de um lado para o outro com suas bonecas. Demorou um tempo para que a mãe dela a deixasse vir, mas prometi a ela cuidar da pequena durante o fim de semana.
Jenny é um amor de menina, tranquila e divertida o que faz com que as duas se dêem bem. Amara nunca trouxe uma amiga para casa pois onde moravámos era muito pequeno, mas ver que finalmente ela está curtindo a infância torna tudo mais tranquilo. Eu não tive muito tempo para brincar, Margareth nunca me permitiu sair quando os filhos de seus amigos apareciam por ter vergonha de mim, a filha gorda não desejada. Por isso tento educar minha filha, tendo deixar com que aproveite cada momento na medida certa.
_ Onde está o seu pai?_ seguro minha filha pelo braço quando tenta passar correndo e ela me olha surpresa_ tenho um ótimo reflexo.
E um ótimo treinamento para lidar com situações extremas. Jhonny mandou muito bem nos ensinando, quem diria que serviria contra filhos inquietos também.
_ Ele disse que ia lá na garagem buscar uma mala que a vovó Margareth pediu.
A solto e ela volta a correr com Jenny por toda parte. Caminho até a garagem desconfiada de que Flynn está aprontando alguma coisa. Margareth jamais deixaria suas malas caríssimas na garagem onde poderiam se desgastar e perder o valor.
Abro a porta e está parcialmente escuro, acendo a luz e não o vejo, mas o sinto, sei o que ele pretende e vou deixar com que prossiga com sua brincadeira. Viro em direção a porta mas antes que eu alcance a mesma, como previ ele me agarra por trás segurando meus braços para que eu não me mexa.
_ Está perdendo o jeito Lua_ beija meu pescoço e me arrepio completamente_ Você já foi mais ágil.
_ Você quer dizer assim?_ não o deixo responder e ataco dando um pisão em seu pé.
Abro um sorriso para ele ao colocar minha perna rapidamente entre as suas para o derrubar. Coloco meu pé em seu pescoço e pisco para ele que ri se rendendo.
_ Fácil assim Flynn? Cadê a emoção da coisa?_ zombo o ajudando a se levantar.
........
ERICK POV
Luara continua muito boa mas eu também havia melhorado em algumas coisas, principalmente com estratégias.
_ Seu nariz está sangrando_ diz fingindo preocupação e não evito sorrir.
_ Por que será?_ reviro os olhos_ Você continua muito boa, achei que tivesse perdido a prática.
_ Eu sou muito boa com tudo que faço Erick_ diz dando de ombro com um sorriso convencido.
_ Você é tão metida sabia?
_ Eu sei_ solta uma risadinha_ Na verdade acho que sou mais realista do que metida.
Saímos da garagem e voltamos para dentro da casa onde encontramos Margareth e as meninas sentadas no tapete. Noto um olhar de estranheza em Luara que se senta ao lado delas.
O que será que há entre ela e a mãe? Sempre que eu perguntava ela apenas fugia do assunto.
......
LUARA
Encaro Margareth sem entender o que ela está querendo ao se aproximar da minha filha.
_ Luara, eu estava contando para as garotas sobre sua infância_ diz animada.
_ E o que você sabe sobre isso?_ resmungo e ela revira os olhos.
_ Eu sei mais do que você imagina, eu passava horas te observando, mesmo que de longe_ sorri para mim mas não retribuo.
_E quando ela caiu vovó? Ela chorou?_ Amara se empolga .
_ Na verdade acho que nunca vi Luara chorar, ela sempre foi uma menina forte e independente.
Isso por que a cada dia ela não ia ao meu quarto. Se nunca me viu chorar é porque nunca deixei que me visse derramar lágrimas por tudo que passava em casa.
_ Eu nunca fui uma boa mãe, tenho plena consciência_ olha em meus olhos_ mas estou tentando mudar isso.
_ À essa altura do campeonato?_ arqueio a sombrancelha.
_ Nunca é tarde para pedir perdão.
_ Talvez seja sim Margareth,_ despejo frieza_ talvez você não tenha se dado conta do ano em que estamos e das coisas que passaram ao longo do tempo mas tenha certeza de que eu estou certa de tudo que você deixou passar.
_ Meninas que tal um cachorro quente_ Erick puxa as garotas para fora e suspiro.
Tenho que aprender a controlar meu temperamento explosivo ou vou acabar fazendo besteira. Margareth nem sempre foi uma mãe ruim, eu me lembro de quando eu tinha cinco anos e fomos ao central Park, brincamos de pega e me lembro do sorriso feliz que ela carregava no rosto, era minha inspiração no dia a dia, mas ela mudou depois de um tempo, eu era a filha perfeita e de uma hora pra outra passei a ser a filha indesejada.
_ Acho que posso te explicar o motivo de eu ter ficado tão insuportável, mas preciso que tenha a mente aberta para isso.
_ O que você pode ter para explicar? O dinheiro sempre foi sua prioridade!
_ Não!_ diz e pela primeira vez vejo lágrimas nos olhos dela_ Eu amo você mais do que posso explicar, eu posso explicar mas não aqui, essa casa tem ouvidos.
Estranho o que ela quis dizer mas assinto. Não vou morrer por ouvir o que ela quer dizer.
_ Me encontre na empresa amanhã_ falo saindo da sala_ eu espero que seja plausível e tenha bastante argumentos.
Saio da sala balançando a cabeça mas de repente ouço um barulho estrondoso. Volto correndo para a sala e encontro Hanna completamente ferida sendo segurada por dois homens e uma mulher parada ao lado deles com um sorriso diabólico. Fico em choque e não sei como reagir.
_ Mamãe!_ ouço o grito de Amara mas quando tento correr mas sinto algo bater em minha nuca.
Minha visão escurece e sinto apenas o impacto do meu corpo no chão.
Oiê
Gente eu sinto muito pela enrola do capitulo mas minha mãe sofreu um acidente e tive que redobrar minha atenção sobre ela. O acidente foi muito feio e ela passou por uma cirurgia no fêmur e estou de enfermeira dela no momento.
Mas prometo mesmo que vou tentar postar capítulo todos os dias, as oito da noite. O que acham disso?
Estou com uma imaginação aflorada kkk mesmo sofrendo um pouco.
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