Transformação a vista

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Amber deu mais uma olhada no relógio antes de entrar no Jeep da Chloe, encolheu os ombros, estava frio naquela noite.
Mas não lhe incomodava mais do que o seu nervosismo, a rua estava coberta de neblina, o céu encoberto pelas nuvens ocultava as estrelas, deixando a lua solitária como única testemunha da quietude.
Amber se eriçava com gritos agourentos de corujas ecoavam pela noite, cortando o silêncio com sua melodia sinistra e arrepiante.
— Obrigada por vim comigo, prometo que antes das dez, a gente vai está em casa. – Disse Chloe.
— Tudo bem, vou confiar em você. – Amber se acomodou no banco. –  mas quero saber, o que você tem pra me falar.
— La eu conto pra você, mas é segredo. – Chloe colocou a chave na ignição.
Legou seu dedo indicador até o rádio, Amber notou que Chloe usava um anel de prata, com uma pedra rosa. Amber lembrou do anel de sua mãe, era muito parecido. Até os símbolos estranhos, "forever young" ecoa baixinho.
— Espero que não seja encrenca.
— Não é. Mas eu também não prevejo o futuro, fui pega de supresa também. – Explica. – e falando nisso, eu ia voltar, mas Katrina disse que ia te levar até em casa.
— E onde você estava? – Amber arqueou a sobrancelha.
Chloe tentou dizer algo, mas resolveu que queria ficar calada, Amber apenas encostou sua cabeça no banco confortável do carro. Ficou assim o caminho todo, até chegar em uma rua estreita e cercada de plátanos.
Amber desceu do carro, levou suas mãos até o bolso da sua jaqueta jeans, um brisa morna soprava as pontas dos seus cabelos, o cheiro do asfalto batia contra seu rosto. As ruas estavam quase coberta pela neblina espessa.
Chloe ativou o alarme do Jeep assim que desceu, pendurou seu chaveiro em sua calça jeans, um lobo cinza de pelúcia, balançava de um lado para o outro, conforme Chloe andava.
— Tem que ir andando, tem uma trilha aqui. – Chloe deu passos largos ao sai do asfalto úmido, Amber a seguiu.
— Aonde é esse tal riacho?
— Logo depois dessa trilha, tem uma ponte antiga, lá embaixo fica o riacho. – Chloe olhou para trás, seus cabelos estavam soltos, Amber pode sentir seu cheiro de morango. – Mas vamos ficar lá no velho trilho, está abandonado há muito tempo, os adolescentes usa pra beber escondido, ou mais pra dar uns pega em alguém.
Amber apenas acenou, observou o velho Carvalho, estava praticamente sem folhas, vários sapatos velhos o enfeitava, como uma árvore de natal.
— Uau!
Chloe olhou para Amber que estava impressionado com o velho Carvalho.
— Aquele ali e o meu. – Chloe apontou para o all star cor de rosa. – Eu pendurei ele ali no ano passado, esses sapatos e da maioria dos alunos de Chlowood hill, tem que fazer um pedido antes de jogar.
Amber parou por alguns segundos, queria muito jogar, mas não queria ficar com os pés no chão úmido, e das pedras da estreita trilha.
— Você pode jogar quando quiser, mas é bom quando a lua tá cheia. – Continuou Chloe. — ou quem sabe quando estiver apaixonada por alguém.
Amber olhou para Chloe, seus cabelos loiros tingidos era jogado para seu rosto, Amber imaginou que Chloe estivesse muito apaixonada quando jogou seus par de sapatos, seus olhos azuis mostrava a emoção que teve ao fazer aquilo, se recordando do momento.
— Vamos. – disse Chloe.
Chloe agarrou em sua mão, as duas caminhava em silêncio, Amber agradeceu que pode ver a velha ponte de madeira, não iria demorar pra elas chegar no velho trilho.
— Ainda bem que não está tão longe, aqui e tão bonito.
Amber olhou ao redor, bosque cercado de planaltos, imaginou como a trilha ficaria no outono.
— Esses bancos são para olhar as estrelas, essa bosque esquenta muito em dia de festa. – Chloe sorriu. – algumas adolescente apaixonadas perderam sua virgindade aqui.
— Que nojo, era pra ser romântico.
— Mas é.
Amber apenas sorrio, pode ver as luzes de longe, perto do riacho o clima ficava mais frio, ao passar pela ponte, pode ver as rochas lá embaixo.
Amber caminhou com a Chloe pelo velho trilho, adolescente em suas Harley's e Bonneville, um rapaz testava o motor da sua moto, usava calça de couro e colete com um lobo e duas espadas bordados bem em sua costa.
Luzes de cor amarela iluminava junto a lua, dois trem velhos e enferrujado era ocupado  por um grupo de garotos se reunia, trazendo nova vida a esse lugar esquecido.
— O que vai ter aqui?
— Luta, eu amo ver.
Chloe se sentou em um banco feito de um enorme tronco de árvore, uma garota irlandesa e magricela, servia as doses do outro lado do balcão.
— Uma dose de vodca – pediu a Chloe, seus olhos azuis encontram os da Amber. - Quer um?
— Não, mas obrigada.
— Me traz duas, por favor.
A garota acenou, ajeitando seus óculos.
— Mas eu disse que não queria.
— Você vai tomar sim.
Chloe segurou os dois copos assim que a garota serviu, Amber segurou, Chloe fez questão de dar um brinde, depois virou e bateu o copo sobre a mesa, Chloe não fez nem careta.
— Como consegue?
Chloe não respondeu, apenas sorrio.
Amber pois a mão na boca, após provar apenas um pouquinho, seu rosto ficou vermelho, Chloe sorrio da reação da Amber.
— vai, bebe. – disse Chloe empolgada. – só um gole, apenas para esquentar o corpo.
— Acho melhor não, não sou acostumada e não quero chegar bebada em casa.
Amber olhou para o copo mais uma vez, nunca tinha experimentado, e aquilo era forte demais, Amber se virou quando alguém abraçou a Chloe por trás.
— Adivinha.. –
o garoto de cabelos compridos abraçou sua cintura.
— Sentir seu cheiro de longe. - Chloe se virou para o rapaz. — Mas esperei você vim até mim.
O garoto alto e forte sorrir, Amber pode ver melhor o seu rosto, seus cabelos negros e compridos iam até seus ombros, Amber reparou em seu ombro, uma tatuagem de um lobo.
— Esse aqui e o George. – disse Chloe.— e essa é a minha prima Amber.
George se virou para Amber, sorrio e estendeu sua mão para um aperto, Amber retribuiu.
— Oi Amber, tudo bem?
— Oi, tudo sim. – Amber sentiu suas mãos quentes.
Entao Amber estava certa, Chloe estava mesmo apaixonada, observou como Chloe olhava para o rapaz, então esse era o segredo que Chloe queria lhe contar. espera" ele poderia ser descendente da família Black, por isso o segredo.
— Era isso que eu queria que soubesse. – Chloe se aproximou um pouco a mais. — Lembra do dia da mansão? sobre a nossa família.
Amber balançou a cabeça, podia entender sua prima, amar alguém que não pode ficar junto, e realmente sofredor.
— Lembro, não vou contar nada.
Amber segurou na mão da sua prima.
Muito obrigada. – Chloe sussurrou quando o George se aproximou.
Alguns garotos surgiram em suas Harley, logo logo a luta iria começar, Amber se lembrou do Black ao ver um garoto parecido com ele, mas ao se virar de frente, ele era totalmente diferente, Black conseguia ser mais bonito do que qualquer outro garoto que estaria ali. Isso a Amber não poderia negar.
Não pode deixar de notar as carícias do casalzinho em sua frente, Chloe era totalmente diferente perto do George, mais carinhosa e gentil.
— Opa!
Amber se vira ao sentir uma mão em seu ombro, era a Katrina, ela sorria alegremente ao ver a Amber. Katrina retirava seus fios que estavam grudados em seu rosto, usava saia plissada, suéter e botas de salto grosso. Amber deu um longo abraço, Katrina cheirava a Chiclete e a baunilha.
— Katrina. – disse Amber.
— Você aqui, pensei que não ia vim. – Chloe se solta dos braços fortes do George, abraça a amiga. – Não sei como a Srt Campbell deixou você escapar.
George deu um aperto de mão em Katrina, lhe lançou um sorriso de cumplicidade.
— Você saberá porque ela está aqui. – disse George.
Katrina lhe deu um leve tapa em seu ombro, depois se sentou entre as suas amigas.
— Eu vim com o Tony. Eu sei que eu disse que não iria sair com ele, mas ele me ganhou. – explicou Katrina.
Katrina tampou seu rosto oval, estava vermelha, Amber e Chloe não pode deixar de sorrir.
— Eu estou tão feliz por vocês. – Exclamou Chloe. – Vamos comemorar!
Chloe bateu na mesa, pediu tres rodadas de vodca.
— Aquele ali é o Tony. – Katrina apontou com o queixo. – Ele e o George são irmãos.
Amber se virou para olhar, lembrou do garoto tatuado e de cabelos compridos, naquele dia no semáforo, ele estava com uma garota e o Black.
— Oh..
Amber ficou nervosa rapidamente, imaginou que o Black estava por ali, ou logo iria chegar, jogou seus fios ondulados para atrás, pensou se veio bonita nessa noite, não sabia, mas queria que ele avise arrumada.
Amber virou a dose rapidamente, por sorte os três não a viram quase vomitar, aquele líquido queimava sua garganta, Amber estava nervosa. Chloe, George e Katrina estavam fazendo sua aposta, a garota irlandesa lhe entregava o papel.
De longe ela pode ver, Black descia da sua Harley, cumprimentava seus amigos, deslizava seus dedos sobre seus fios castanhos. Pode notar como ele era alto e musculoso, talvez o mais forte de todos que lhe cumprimentava. Black usa uma camisa do Avenged sevenfold, sua jaqueta com spike's e calça preta com rangos nos joelhos e coturno.
Amber abaixou a cabeça, fingiu interesse em seu copo vazio, sua mão suava e ela só pensava em sair dali. Mas seus olhos tinha força de vontade.
De repente, seu corpo se eriçou, um vento morno balançou seus cabelos, risadas e falas ficaram baixas, as pessoas pareciam andar em câmara lenta.
os olhos amendoados, pele bronzeada, lábios rosados e covinha no queixo, bem ali estava ele parado, olhava em seus olhos cor de avelã, Estava metros de distância e Amber podia sentir seu cheiro, tinha fumado e cheirava a hortelã.
Não lembra quando tinha ficado com o olfato tão apurado, Amber sentiu uma tontura, seus olhos se encontrava e parecia que tinha passado minutos.
Amber teve uma leve sensação que ele estava sentindo a mesma coisa. Como uma corrente elétrica.
Seus lábios rosados se curvaram, Black lhe lançou um sorrisinho, Amber sentiu como um deboche, ele sempre a olhava assim, como se estivesse sempre rindo da sua cara, seus olhos agora estavam focados na Katrina.
Por sorte nenhum deles notou nada, Amber relaxou.
— Você tem gloss? . – perguntou rapidamente a Katrina.
— Tenho, deixa eu achar. – Katrina abriu o zíper de sua bolsa Chanel.
Procurava o gloss em sua bolsa cheia de maquiagem, sua pulseira Tiffany's fazia um barulhinho ao mexer o seu braço direito.
— Aqui! – Katrina sorriu.
— Obrigada, já devolvo.
Amber se levantou depressa, pode ouvir a Chloe lhe chamar, mas parou quando a Katrina lhe disse algo que Amber não pode ouvir.
Debaixo do plátano, Amber suspirou, depois pegou o seu celular, pode ver seu rosto refletido na tela, seus olhos ficaram em um amarelo claro. Amber piscou várias vezes, ao abrir pela segunda vez, eles estavam na cor normal.
— O que é isso?...

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