Em apuros- reflexos do futuro
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Amber suspirou fundo enquanto observava Chloe passar mais uma vez o Gloss no seus lábios carnudos.
— Pensei que iríamos à pizzaria. – Amber franziu o nariz e deu mais uma olhada na placa acima da porta, Ten bar. — Sabe que sou menor de idade.
Chloe dá de ombros.
— Relaxa, não irá acontecer nada.
Chloe fecha a porta do Jeep e joga os cabelos para trás, Amber olha fixamente para a porta de onde saem duas garotas embriagada, uma morena magricela de cabelos longos segura a amiga que está prestes a vomitar. Catarina não podia sonhar que Amber estivesse nesse bar.
Catarina iria fazer o seu papel de mãe super protetora e meio rígida, depois, quando fosse para o quarto, pensaria que talvez fosse essa cidade. Ambas partiriam no dia seguinte. E Passariam anos para Amber conquistar sua confiança outra vez.
— Sabe que não vou entrar aí. – Disse Amber. — E se a dona Catarina descobrir?
— Uau, você é certinha demais. – continuou Chloe. – Bom, você não conhece a minha mãe. Ela não me deixa vir nesses lugares super legais. Ela até que é legal, mas as vezes me dói nos nervos.
Talvez fosse de família a mãe ser tão protetora assim. Mas Amber nunca foi de dar um perdido, "mas tudo tem a primeira vez", sentiu como se Cassie tivesse sussurrado em seu ouvido.
— Não... – as palavras ficaram presas na boca da Amber, talvez não fosse tão ruim assim aprontar. – Está bem.
Amber hesitou, dando um longo suspiro, Chloe não deixaria ela fica no estado em que a garota se encontrava. Amber consegue até a imaginar bêbada, dizendo coisas sem sentindo e dançando mole como uma minhoca.
Pensando bem, Chloe não iria querer colocá-la em encrenca, afinal elas estão juntas nessa.
— Isso aí! – Chloe comemora. — Sabe que é a minha prima número um.
Amber sorriu sarcasticamente quando ela fez uma dancinha, lá dentro, o bar era cheio de luzes coloridas criando uma atmosfera vibrante, enfeitavam a parte do balcão. O ambiente exalava um misto de aromas intensos, onde o perfume da bebida se entrelaçava com a fumaça do cigarro.
Amber observou duas garotas magricelas
de cabelos longos e sorrisos maliciosos compartilhavam um cigarro aceso, dois rapazes concentrados jogavam sinuca em uma mesa de madeira desgastada, trocando risadas e provocando-se mutuamente com palpites certeiros e tacadas habilidosas.
Sem ao menos prestarem atenção nas duas que tagarelavam.
Chloe se debruçou sobre o balcão de carvalho. O barman deu uma olhada indagadora para as duas.Amber engoliu em seco. Aquela era a hora em que ele colocaria as duas para fora.
— Que foi? Somos maiores de idade. – Chloe apoiou seus cotovelos no balcão, fazendo a alça da blusa deslizar do ombro, mostrando o seu sutiã vermelho. — Me serve uma dose.
O barman dá a última olhada no sutiã, se vira até a prateleira, Amber se aproxima, soltando todo ar que prendeu. Talvez o barman tenha acreditado. Ou ficou babando nos seios dela, que talvez não tenha prestado atenção no que acabou de fazer.
— Você sabe que eu não sou maior de idade. – murmurou Amber. — o que foi aquilo? Ele ficou babando.
Chloe deu um sorriso convencido, levantando a alça da blusa. Os seios da Chloe eram muito maiores do que da Amber, perto da prima, Amber se sentia até bonitinha. Já Chloe parecia uma Barbie totalmente louca.
— Relaxa, é normal. – O barman entrega as duas dose, depois se retirou, dando um sorriso malicioso. — Sempre faço isso.
Amber não disse nada, observando Chloe virar a dose. Lembra da primeira vez que bebeu. Atrás da casa da Cassie, debaixo do carvalho, Amber estava tão nervosa de sua mãe descobrir.
— Você faz isso sempre? – perguntou Amber, se encostando no carvalho. — Não tem medo de seus pais descobrirem?
Cassie deu de ombros, colocando sobre a xícara para despistar os seus pais, sempre fazia isso. Mentindo que adorava chá. Fazendo uma vez na semana. Cassie se fazia de santa na frente dos pais, Amber não chegava nem a reconhecer.
— Eles pensam que é chá. – explicou ela, tirando a franja dos seus olhos verdes.– Agora prove.
Uma garota de cabelos loiros escuro e olhos castanhos se aproximou da Chloe. A garota usava salto agulha e um vestido rosa com mangas de renda. Seus lábios finos estão pintados de Gloss cor cereja. Em seu pescoço, um colar Tiffany.
— Ate que enfim, já estamos quase uma hora aqui. – a garota coloca as mãos na cintura. — O Alex já queria ir embora, mas eu segurei mais um pouco.
— Alex é um chato. – Chloe praticamente gritou. — Ah, quase esqueci. Essa é Amber, minha prima.
Amber sorriu timidamente quando os olhos castanhos da garota encontram os seus, ela sorriu mostrando sua covinha na bochecha esquerda. Aquilo era mais um motivo para Amber se sentir estranha, a garota poderia usar qualquer trapo velho, mesmo assim não tiraria sua beleza.
— Ah, prazer, sou Katrina. – disse ela. — Seja bem-vinda a Charlwood Hills.
— Obrigada, Katrina. – Amber sorriu.
— Espero que tenha gostado daqui. – Katrina se aproxima. – Chloe me falou que você vai estudar na nossa escola, não se preocupe vamos ajudar você com tudo que for preciso.
— Eu fico agradecida. – Amber e Katrina sorriram uma para a outra.
Amber apoiou seu cotovelo no balcão, Chloe tinha pedido dois uísque e Katrina um chopp, ela pensou em provar, mas imaginou que a polícia abriria a porta e levaria ela, não sabia, mas sempre teve pensamentos negativos.
— Aí estão vocês!
Amber se virou para encarar o rapaz alto, de cabelos pretos e lábios rosados, em formato de coração, que encarava o relógio de pulso, impaciente.
— Pensei que tinha ido embora, bobão. – Chloe disse em um tom sério.
— Não quero... – Alex trava.
Alex observou Amber de cima a baixo, fazendo-a se encolher, pensando que talvez sua roupa não tivesse lhe caindo bem. Estava mais magra, e suas roupas preferidas, como suéter, estavam frouxas.
— Essa é a prima da Chloe. – comentou Katrina. — Veio da Filadélfia.
— Ah, desculpa, não tinha lhe visto, prazer, sou Alex Clack. – disse ele, rapidamente.
Alex parecia nervoso.
— Me chamo Amber.
Amber lhe deu um aperto de mão, sentindo sua pele gelada, Por questão de segundo se viu no topo de um penhasco, suas mãos brancas como a neve estavam banhadas em sangue. Amber suspirou fundo, suas mãos tremiam, sentindo uma sensação de que iria desmaiar.
Amber fechou os olhos, sentiu um cheiro forte de sangue, aquilo embrulhou seu estômago.
— Você está bem? – Alex passou a mão no seu rosto. — É melhor maneirar na bebida.
— Você está gelada. – Katrina tocou na testa de Amber.
Alex parecia estar totalmente normal, talvez ele não tenha visto nada. Amber abriu os olhos, a sensação estranha foi passando aos poucos.
— Ela não bebeu nada. – disse Chloe. — Você está bem?
Chloe perguntou num tom preocupado, Amber já se sentia bem melhor. Suas mãos não tremiam como antes, sentiu como se tivesse perdido toda sua energia e tivesse recuperado rapidamente.
— Eu...estou bem. — Amber gaguejou. — Talvez eu não tenha me alimentado bem, hoje.
Ela sabia que tinha se alimentado muito bem naquela manhã, ela não era o tipo de garota que rejeitava comida. Ou ser alimentava mal. Mas Amber pouco se importava com isso, o que ela queria era entender por que viu aquilo.
Alex ajudou a sentar na banqueta, sentindo o seu cheiro quando se apoiou no seu braço.
— Tem certeza que você está bem? . – Alex insistiu. – Ficou pálida por alguns segundos.
Amber estava prestes a responder quando um grupo de policiais, invadiu o bar. Fazendo todos se espalharem, criando uma multidão.
— Ninguém se mexe! – exclamou o policial.
. . .
Não muito longe dali, um grupo de adolescentes gritava quando dois rapazes sarados brigavam entre uma roda. As garotas de dezesseis anos se exibiam, sentadas sóbrias sobre as Harley, tomando vodka como se fossem maiores de idade, fazem o que querem da vida, sem se preocupar com o amanhã.
Logo ali, um rapaz alto, cabelos castanhos e olhos amendoados, empinava sua Harley, descontando toda raiva que cabia em seu peito. Podia ter tudo que queria, garotas, sexo, dinheiro e bebidas, quase tudo, era só a liberdade que lhe faltava. Um único ponto final que ele não podia dar era a relação com seu pai, que o perseguia como um caçador atrás de uma presa.
— Quer dar o show na próxima rodada? – pergunta George, um rapaz musculoso, cabelos pretos e longos, olhos negros como a noite. — Sabe que a gente pode ganhar um dinheirinho a mais.
George e Dean cresceram juntos, George era mais como um admirador, era forte, não como o Black, mas se esforçava para ficar igual.
— O que vai ser hoje? – Black abre o zíper da sua jaqueta.
Black é como um atleta, alto e forte, seu corpo era bem definido, o mais forte da matilha, ganhava todas as lutas, assim como todas as garotas que queria, não era de desistir fácil, era impulsivo e explosivo.
— Hoje eles querem uma grande corrida, ninguém quer apostar mais, você ganha todas. – George tira o Marlboro do bolso da calça de couro, se vestia como um motoqueiro.
— Hoje eu não quero, sinto muito para quem fez aposta. – Black põe o cigarro na boca, segura o isqueiro e acende rapidamente, dá uma longa tragada e solta a fumaça.
A conversa com seu pai mais cedo lhe deixava irritado, não queria ter que estourar o rosto de qualquer um, a raiva que crescia dentro de si ficava cada vez pior, a última briga com seu pai lhe fez alterar a voz. Coisa que ele nunca fez antes, apesar de ser um rebelde e viver como qualquer adolescente da sua idade. Black odiava ter que seguir regras. Ainda mais quando eram as do seu pai, era de geração e não teria como escapar.
Ao se afastar da matilha e viver sozinho, Black vivia como quisesse, desde os seus 16 anos. Os dias de liberdade estavam acabando, e Dean Black sabia que não iria fugir por muito tempo.
— Tony disse que você foi chamado hoje. – George se encosta na sua Bonneville.
— Quero ficar na minha hoje. – Black observa a lua cheia, a neblina quase cobria seus pés, naquele antigo trilho abandonado.
— Quer dar uma olhada? – George joga o cigarro, esfrega uma mão na outra. – Vai ser naquela pista abandonada.
— Claro.
Black olha para o lado ao ser chamado. Makayla Barnes estava parada ao seu lado, sorria como uma garota boba e apaixonada, ajeitava seus fios negros e curtos que eram jogados com a força do vento frio daquela noite nublada.
— Tem fogo? – Em seus dedos compridos, mostrava um cigarro manchado de gloss.
Black acende seu cigarro, não deixa de olhar para a bela garota em seu lado. Costumava dormir quase todas as noites com ela, desde que os pais de Makayla não vissem. Black se dava muito bem com ela, via como sua versão feminina. Makayla era brigona e não tinha medo de nada.
Makayla não esconde seus sentimentos, mesmo que sua amiga roliça, Mika, avisasse que Black não estava apaixonado por ela. Makayla discordava porque Black sempre dormia com ela todas as noites, todos os membros rebeldes da matilha sabiam que ela era dele.
— Pensei que iria correr hoje. – dá uma tragada, sopra o ar em seguida. – Sumiu por dois dias.
Seus olhos castanhos escuros encontram os de George, que logo cedo disse que Black estava em seu matadouro dormindo, por conta da noite de bebedeira.
— Estava ocupado, coisa sobre a matilha. – Black puxa a Makayla pela sua cintura. – Quer ir comigo na pista?
— Quero. – diz sem pensar duas vezes.
Black segura seu rosto oval, a beija delicadamente, saboreando seus lábios com gosto de cigarro e gloss de morango.
Deixem seus votos, isso ajuda muito 🥺
Depois desse capítulo vai ter só mais um sobre o Dean Black, depois a história vai focar só no ponto de vista da Amber😘
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