07| Três amigos, dois dias
O meu corpo caía várias vezes seguidas no chão do refeitório, em um gif que Luke me mostrava rindo como uma hiena.
Definitivamente meu vídeo estava em todos os grupos do Snapchat.
— Achei que seu humor era ruim pela manhã — Zombei
— Vamos Mi, deixe de ser tão rabugenta — ele virou o celular para ele — Ai Deus! Isso é tão engraçado.
O garoto simplesmente ria alto às oito horas da manhã, e o pior é que seria muito engraçado se não fosse comigo.
— Idiota.
— Olhe só esse daqui! — seu celular se virou para mim, exibindo uma montagem onde eu esquiava com pinguins, puta merda! — Isso é genial.
O garoto ria cada vez mais alto a cada vídeo, e eu só pensava no quanto aquilo era vergonhoso. Ótimo jeito de começar o ano Milenna.
Agora você é conhecida por toda a escola como a menina que caiu no refeitório. O que poderia ser pior não é mesmo?
— Mi, olhe só esse!
A boca do loiro formou um perfeito círculo, choque tomando as suas expressões, e então quando ele virou o aparelho para mim eu entendi sua reação.
Eu escorregava no chão e caia com a boca direto em um pênis de borracha, a montagem ainda tinha uma legenda semelhante a um porno barato.
“Novata latina cai de boca na sua rola”
Tomei o celular da sua mão em choque, não pode ser.
— Quem fez isso? — Perguntei totalmente atônita.
— Ahn… — O sorriso do menino vacilou, não se escutavam mais risadas porque não havia mais graça, apenas o meu claro desconforto.
— Luke, isso é sério. — o nojo entalado na minha garganta — Quem. Fez. Isso?
O garoto hesitou, verificando o vídeo de novo. 45 mil visualizações…
— Eu não sei, Milenna, pode ter sido qualquer pessoa. — ele desligou o aparelho se atentando a mim, tinha receio no seu olhar. — O usuário é anônimo.
Anônimo.
— Porque você se importa tanto com um simples vídeo? — Ele perguntou.
Porque antes era só uma brincadeira sem graça, agora estavam me sexualizando sem motivo algum.
— Porque tem um pau na minha boca, Luke.
E então o idiota riu alto novamente, chegando até se inclinar para cima e eu olhei sério para ele.
— Desculpe-me — ele disse com a mão sobre o peito, recuperando seu fôlego após a gargalhada mais longa que eu já o vi dar te agora. — Deus, isso é hilário.
Continuei encarando-o com meu olhar mortal, o que caralhos esse menino tinha na cabeça?
— Tudo bem, parei. — disse ele rindo pela terceira vez. — Não é tão ruim, quem não quer colocar um pau na boca hoje em dia?!
— Eu! — exclamei.
— Porque você é uma chata!
— E você devia sair do armário — brinquei — Se gosta tanto assim de paus.
Vi o sorriso de orelha a orelha do garoto morrer muito rápido, suas feições se tornando duras quando ele acenou com a cabeça lentamente, afirmando, com o lábio apreensivamente presos nos seus dentes.
Puta Merda! ELE GOSTAVA MESMO…
— Luke… Eu… não sabia. — Disse temendo ter estragado tudo. — Eu juro!
Meu Deus!
— Tá’ tudo bem… — Estava na cara dele, escrito que não estava nada bem. — Mas não me olhe assim.
— Assim como?
— Como se me julgasse.
— O quê?! — Escutei sua respiração alta sair sem sua permissão. — Não estou julgando você.
— É claro que está…— seu olhar não chegou ao meu, encontraram o teto. — É como todo mundo reage.
— Luke, eu não vou julgar você por ser gay. — afirmei.
— Mas vai se afastar.
— Porque eu faria isso?
— Porque sempre acontece.
Seus olhos passearam pelo ônibus, eu sabia como era isso, o medo de ser deixada depois que te conhecessem a fundo.
O medo do abandono…
— Não dessa vez. — afirmei novamente, aproximando minha mão do rapaz.
Ele não respondeu de primeira, parecia digerir a situação como se tivesse um peso nos seus ombros.
Como se a muito tempo ele já estivesse escondendo-se?
— Você é realmente estranha, garota. — Era perceptível a apreensão nos olhos dele, mas vi o sorriso voltando aos seus lábios. — Obrigada, estranha.
— Por nada, idiota.
Não tinha mais o que eu dizer para ele, eu nunca sequer tive amigos para me importar.
— Os meus pais não sabem, então se um dia você chegar a conhecê-los…
Fiz um sinal de zíper com os dedos sobre a minha boca e ele acenou sorrindo.
Não tinha nada de errado gostar do mesmo sexo, e se ele quisesse esperar para contar aos pais não seria um problema meu.
Mas aquele vídeo em especial, era muito o meu problema, e estava me incomodando em um nível absurdo.
Eu sei que não vale a pena ir atrás do responsável, seria como procurar uma agulha no palheiro dentro daquela escola, mas me deixava curiosa a forma que estavam me posicionando pela minha nacionalidade, eu já havia notado que por aqui “latina” era como um xingamento. Será que eles ao menos sabiam que latino é só a derivação da minha língua colonial e não tinha nada a ver com etnia?
E pelo segundo dia, o ônibus já se estacionava na frente da escola. Eu não estava sozinha dessa vez, eu tinha a companhia de Luke, que também não queria estar sozinho e juntos nós somos melhores. De alguma forma, não podíamos dizer sermos amigos, mas nós completávamos naquela multidão de adolescentes.
Automaticamente procurei por Sarah no meio das pessoas andando despreocupadamente pela porta da escola, eu não sei se ela queria sequer ter algum tipo de contato comigo. Foi só um dia qualquer no banheiro, não queria dizer que vamos virar amigas só porque a de véu expressou simpatia por mim, levando a minha nova fama na escola também.
Hoje tudo parecia diferente, pois as pessoas me olhavam descaradamente, agora eu realmente era uma atração de circo e eu sentia um pressentimento ruim sobre o dia, mesmo tentando me convencer de que era paranoia, eu sentia nas batidas aceleradas do meu coração que seria mais difícil que ontem.
Eu não pensei que o High School fosse desse jeito, na verdade, eu esperava um sonho pré idealizado, mas como todo sonho nunca é real, dei de cara no muro da realidade nua e crua. Eu só tinha um objetivo, e eu ainda iria cumprir, pois, isso aqui ainda é melhor que voltar para minha vidinha de merda no Brasil. Eu cheguei muito longe para desistir agora por causa de alguns adolescentes burros e infantis que não passariam pela metade do que eu passei.
— Você é surda ou idiota? — O loiro perguntou para mim, me assustando com seu alto tom de voz.
— Ahn?
— Eu me recuso a repetir. — Ele disse fazendo birra, colocando sua mão ao peito falsamente e eu apenas assenti.
— Eu disse que acho que você começou com o pé esquerdo ontem. — ele disse derrotado e eu olhei-o com uma expressão de obviedade. — O que foi? Estou falando sério! Essa escola não é tão ruim assim.
— Mas eu não disse que é ruim.
— Tanto faz. — sua voz escorria desdém. — Mas você devia dar uma chance, a aula de artes, por exemplo.
— A turma já não estava lotada?
— Naã.— Sua mão gesticulou uma despensa — Bobagem, eu posso te colocar naquela turma facinho.
— Não sou boa para arte.
— Garota, para de arrumar desculpas! — Eu não estava fazendo isso! — Vou dar seu nome, então apareça.
Eu nunca tentei pintar um quadro sequer, minha arte era os desenhos, eu amava. Era o que me fazia sentir em casa mesmo sem estar em uma, eram os desenhos que me faziam voar e descansar a mente. Dom que felizmente não veio de ninguém.
— Eu não tenho escolha, né? — ele apenas acenou negativamente, óbvio.
— Você também deveria dar uma chance para os garotos. — ele disse isso assim que um menino passou ao nosso lado e ele olhou, descaradamente. — Ah sim! Tem umas belezinhas nessa escola.
— Deus Luke! — Eu disse me envergonhando com seu comentário e a olhada nada discreta. — Eu não posso.
— Porquê? Vai me dizer que quer esperar a pessoa certa?! — ele disse fazendo aspas com a mão, dando ênfase a pessoa certa.
— Eu… fiz uma lista besta no aeroporto. — confusão tomou sua cara. — A primeira regra é não se apaixonar.
— Isso soa estranho gatinha, mas eu não estava falando de se apaixonar. — Malícia brilhou nas suas falas. — Estou falando de se divertir!
— Luke, se você não reparou, se eu fizer isso vai aparecer um cartaz na porta da escola me leiloando a puta mais barata do Canadá.
— Seria engraçado, não dá para negar.
— Luke!
— Ah qual é! — ele disse se exaltando novamente. — Quando é que vai ter 17 anos de novo?
Ele não estava totalmente errado, mas só se passaram dois dias e eu não estava louca para esse tipo de coisa. Seria algo a se considerar com toda certeza.
— Vou tentar arrumar alguma festa legal para irmos essa semana. — o garoto sugeriu.
— Não sei se minha host family deixaria.
— Como se isso fosse um problema.
Estava prestes a dar uma resposta irônica, pois não quebraria uma das minhas regras, mas o sinal tocou.
Regra número 3
“Sempre respeitar a host family”
— Pensa sobre. Nós nos vemos no recreio, vê se não cai de novo. — O humor era muito presente nas suas expressões irritantes.
— ha ha, engraçadinho. — eu disse irônica, me despedindo para a aula de sociologia no terceiro andar.
O intervalo chegou rápido, eu nem vi quando as aulas de Biologia e Química passaram, acho que eu estava muito dispersa pela garota que parecia me ignorar na turma de química. Sarah.
Eu realmente não esperava que a menina quisesse alguma relação, mas ainda sim, era ruim saber que eu já estava perdendo coisas sem nem ao menos fazer alguma burrada.
Ver esses alunos cochichando toda vez que eu passava era péssimo, e eles não pareciam se importar nem um pouco com o que eu pensava, e o mais irônico é que nos corredores existiam diversos cartazes pregando a favor do amor ao próximo.
— Ei, você deixou cair. — Um menino loiro vestido com um casaco do time me chamou.
Quando eu o olhei, fiquei paralisada. Ele era extremamente lindo para os padrões brasileiros, suas bochechas coradas e o olhar açucarado eram de derreter o coração. Em suas mãos, estava o meu cronograma de aulas que deve ter caído no caminho até o refeitório.
— Obrigada… — disse totalmente perdida nos seus olhos azuis como o oceano.
— Chase, é um prazer. — ele disse com um sorriso simpático e estendendo a mão com o papel, essa voz era tão familiar.
— Milenna. — Talvez Luke esteja certo sobre se divertir.
— Aí, você é da minha turma de língua inglesa! — ele me disse e então eu me lembrei de ter me sentando na sua frente ontem.
— É verdade, eu me lembro. — Vamos Milenna, pense em alguma coisa!
— Eu não quero te assustar, mas eu te achei muito bonita. — ele disse e eu pude sentir as minhas bochechas queimarem com muita força, vergonha também era visível no seu rosto. — Talvez você não queria sair comigo, porque bom, você não me conhece.
Apenas assenti, ele era muito fofo. Seu sorriso estava explicitamente envergonhado, o que derreteu totalmente o meu cérebro. Não havia maldade nele.
— Mas, eu gostaria de te conhecer melhor e eu queria te pedir um grande favor. — Ele continuou, olhando para seus pés. — Pode me dar seu número?
— Ahn… — Porra Milenna, não banca a certinha agora! — Claro!
Após tirar meu celular do bolso e passar o meu número para ele, acompanhei ele dar de costas comemorando com um soquinho no ar, e não vou mentir, isso me tirou um sorriso bobo.
Fui até a fila do lanche e hoje optei por um Chips de batata, uma pera e suco de caixinha, faria menos bagunça caso eu caísse no chão novamente.
Não demorou muito para que Luke me encontrasse e viesse até mim, ele estava muito animado.
— Eu consegui!
— Conseguiu o que, maluco?
— Consegui uma passagem para sua diversão.
— Traduza.
— Eu não sei português. — Ele disse confuso.
— Céus Luke, me explique o que você conseguiu. — eu disse apertando o espaço entre as minhas sobrancelhas.
— Ah! Faz sentido. — Ele pausou para procurar uma mesa. — Consegui um ingresso para a maior festa de volta às aulas!
A voz do garoto estava super eufórica e chamava atenção de muita gente, não que fosse só a voz dele. Todo mundo me olhava, esperando a próxima queda engraçada que eu daria. Procurei por alguma mesa vazia dando de cara com um rosto conhecido pela multidão.
Jonathan Hamilton. A verdade…
Eu não tinha contado para Luke o que havia acontecido ontem, talvez eu devesse contar já que o loiro parecia saber de cada pequena fofoca dessa escola. O que também me lembrava de outra coisa, as líderes de torcida.
— Luke, você sabe quando começa a seleção para as líderes de torcida?
— Semana que vem, tá pensando em participar?
— Talvez. — E então o garoto simplesmente soltou um sorriso sarcástico. O que havia de errado em eu ser uma Cheerleader?
— Não faz muito a sua cara não.
E quando eu ia responder, avistei a garota de véu acenando para a gente, nós convidando para a mesa em que ela ocupava sozinha.
— Luke, ali!
— Quem é aquela?
— Uma menina que eu conheci ontem. — Luke olhou para mim com julgamento novamente. — Ela é legal, eu juro!
— Se você diz. — disse o loiro me seguindo até a Sarah.
Dessa vez, fiquei atenta ao chão.
— Oi! — a de véu disse animada quando nos aproximamos da mesa.
— Oi. — eu e Luke respondemos em uníssonos
— Você não quis conversar comigo na aula de química. — lembrei-a
— Ah, bom… — ela pareceu se arrepender disso, pelo seu olhar dava para ver ressentimento. — Alyssa me obrigou a estudar sério hoje.
— Quem é Alyssa? — Luke perguntou e eu dei espaço para que a de véu respondesse.
— Uma amiga.
E no mesmo instante que a menina falou, uma garota se sentou à mesa.
Com sua bandeja em mãos, ela nos olhou.
— Quem são esses, Sarah?
— Milenna e… — ela olhou para mim.
— Esse é o Luke.
— Oi Luke e Milenna. — ela disse em um cumprimento desleixado para nós dois. — Espera, você é a novata do vídeo?
— Em pessoa. — O loiro disse.
— E é verdade que você é do Brasil?
— Alyssa! — Sarah a repreendeu — Não leve a mal Lenna, ela é fanática por história.
— Tudo bem. Sim, eu sou.
— E como é lá? — curiosidade brilhava nos seus olhos castanhos.
— Com certeza não é como nos filmes — Eu disse com uma risada sem graça.
— É claro que não é. — ela revirou os olhos. — Quero saber como é morar lá!
— Ah, é… comum.
— Meu Deus! — Luke disse tampando o rosto com sua mão em desaprovação. — Ela é péssima nisso.
As meninas riram em uníssonos.
— Você é bonita. — A morena disse e então eu reparei nela, com a intenção de devolver o elogio.
Ela era extremamente linda, sua pele em tons amarronzados combinavam com seus olhos castanhos e contrastava com seus cabelos cacheados, suas covinhas rasas na bochecha eram muito aparentes no seu sorriso atrevido.
— Você também é muito linda. — continuei admirando-a.
— Eu sei. — a garota disse convencida, suas covinhas aparecendo novamente.
— Ninguém disse que eu era bonito quando me conheceu. — O loiro fez seu drama cruzando os braços.
— Você sabe que é bonito, seu chato.
— Sim, eu sei. — ele disse alisando suas madeixas lisas.
— Vocês são amigos? — A de véu perguntou.
Amigos? Eu e Luke somos amigos?
— Sim. Nós somos, gracinha.
Pode não ter parecido, mas isso me deixou muito feliz. Ele, Luke, havia dito sermos amigos.
Amigos…
Ninguém disse mais nada, Sarah apenas assentiu. Mas Luke não sabia ficar calado, pelo que eu reparei esse menino sempre tinha algo a dizer.
— Vocês vão à festa da Madeleine?
— Não fomos convidadas. — foi Alyssa quem disse. — Se bem que prefiro não ir.
— Posso conseguir um ingresso para vocês, se quiserem.
As duas garotas se olharam, esperando qual das duas responderia.
— Seria legal se fossemos em uma festa. — Sarah disse para a morena. — Seria minha primeira festa.
— Sarah, você sabe o que rola nessas coisas. — Alyssa respondeu.
Olhei para Luke que me olhou perdido. Acenei em negativo para que ele não interviesse.
— Eu sei, mas eu… — a garota parou para pensar. — Eu quero ir, quero aproveitar meu último ano.
— Fique à vontade para ir então. — a cacheada disse grosseiramente.
— Você não vai sozinha, eu e Milenna também iremos. — o loiro me olhou. — Não é Mi?
Apenas acenei porque não consegui dizer não para o seu sorriso insistente.
Será que Chase vai estar lá?
Essa pergunta totalmente sem sentido me lembrou de uma curiosidade que eu tive ontem.
— Gente, existe alguma possibilidade dessa escola ser dividida em grupos assim como nos filmes?
Os três se olharam cúmplices, e então responderam juntos, exalando obviedade:
— Com certeza!
Vendo que a dúvida era palpável em meu rosto, o loiro começou explicando.
— Isso aqui é uma pirâmide do poder. — ele se virou para olhar o refeitório. — Os meninos do time e suas namoradas estão no topo da cadeia. Geralmente suas namoradas são líderes de torcida, eles são os caçadores.
— Os nerds estão no meio, eles fazem a imagem da escola. — A garota de véu apontou para uma mesa de amigos. — São bajulados o tempo todo pela direção e são só os mascotes, ninguém liga para eles de verdade.
— E tem os esquisitos, eles estão na base da cadeia. Não seguem regras, mas estão sempre sendo a presa dos caçadores. — foi a morena quem completou.
— Madeleine está no topo dessa cadeia, ela namora com Daniel, o capitão do time de futebol. — O loiro comentou.
— Ela é uma pessoa fútil e horrível, todo mundo sabe que ela trai o namorado. — a morena quem explanou.
— Alyssa tá no meio da pirâmide. — Sarah disse recebendo um olhar de discórdia da menina.
— E nós estamos na base, Mi. — Luke finalizou.
— Uau! Isso é in-crí-vel! — eu disse pausadamente e os três me olharam estranho.
— Ela é estranha assim mesmo. Tadinha, não reparem. — Luke provocou.
— Madeleine namorava mesmo Jonathan Hamilton antes da tragédia? — Sarah perguntou ignorando o comentário do garoto.
— Acho que sim. — o menino respondeu com desdém.
— Que tragédia? — perguntei.
— O namorado da irmã dele surtou, dizem que a família foi o motivo. Pelo jeito eles eram melhores amigos desde a infância.
— O que aconteceu com ele? — perguntei curiosa com a história do garoto, tentando juntar com os acontecimentos de ontem.
— Eu não me lembro, todo mundo comentou na época, mas eu não consigo me recordar. — Luke disse tentando puxar na memória.
— Pobre Dayse, ela sofreu tanto. — Sarah comentou.
— Espera, Dayse é irmã dele?
— Sim? — a morena perguntou irônica.
Então, eles não eram namorados…
— Mas mesmo depois do que aconteceu, ele não deixou de ser um dos alunos mais cobiçados dessa escola. — O loiro disse beirando a malícia. — Ele é um gostoso!
— Lenna discorda disso. — Sarah disse, fazendo todos os dois me olharem.
— Qual é gente, ele não é tudo isso.
Todos na mesa me olharam estranho, mas antes que alguém respondesse o sinal tocou, dando fim a conversa.
E então o segundo dia não tinha sido tão ruim, eu tinha feito amigos. Amigos que conversavam sem me julgar, isso era incrível e eu não podia negar.
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Notas da autora
Estavam ansiosos???
Quais são suas teorias sobre a tal verdade, ein?
Ja me seguiram lá no IG?? (@autora_strawberry)
(lá tem aquele diálogo do reels, ou seja, de vez enquanto tem umas migalhas por lá)
Bom leitura e aproveitem o fim de semana gatitos ❤️
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