Capítulo 63- Despedida de solteiro
—Já sabem para onde vão viajar, filha?.—minha mãe perguntou, mexendo o café dela.
—Não sei, Logan quer ir para Maldivas. Ele quer me levar para conhecer o mundo, dá para acreditar?.—sorrir de lado.
—Claro que dá, aquele homem é louco por você!.—sorriu.—Se você pedisse algo agora, ele te daria, sem pensar duas vezes.
Eu sabia perfeitamente disso. Ele me daria o mundo, se eu pedisse.
—E... E seu pai, está bem?.—minha mãe gaguejou ao perguntar.
—Sim, muito bem. Por que pergunta?.—segurei o riso, ao ver seu rosto vermelho.
—Nada, só curiosa.—deu de ombros.
—Você gosta dele, mãe?.—a fitei e ela se engasgou com o café.
—O que? Não seja ridícula, Lottê. Tetrís é parte do meu passado!.—limpou a boca com o guardanapo.
—Um passado que retornou. Por que não admite que ainda sente algo?.—eu perguntei e ela suspirou.
—Porque não demos certo no passado. E não daremos certo no futuro.—mexeu em seu cabelo.—Tetrís me odeia agora, e isso não vai mudar.
—Acho que no fundo, ele não te odeia. Só está magoado. Mas tenho certeza que ele gosta de você. Vi a forma como ele te olhava, quando se encontraram. Aquilo não era olhar de ódio.—bebi meu chá e ela respirou fundo.
—Eu só acho que...
—Cheguei, desculpe estou atrasado...—meu pai a interrompeu, e eles se olharam.—Tá fazendo o que aqui?.
—Bom, eu vi tomar algo com minha filha. Eu não sabia que vinha.—minha mãe me olhou.
—Eu chamei vocês dois para conversar, sente pai.—apontei para a cadeira.
Ficava perto da minha mãe, e a vi ficando inquieta com a aproximação. Meu pai olhou, e vi seus olhos guiarem pelo gesto que ela fez. Colocou a mecha do seu cabelo atrás da orelha. Ela o olhou e ele desviou o olhar rapidamente, me olhando.
—O que quer conversar, docinho?—meu pai perguntou.
—Docinho?.—minha mãe franziu a testa.
—Alguma problema com isso, Stella?.—a encarou.
—Não...—revirou os olhos.—Continue falando, querida.
—Então... Quero que o senhor seja meu padrinho e você mãe, minha madrinha de casamento. Como são meus pais, quero vocês dois, como um par.—falei sorrindo, mas eles não pareciam contentes com essa ideia.
—Olha filha, eu...
—Eu aceito, filha. Afinal é seu casamento!.—meu pai a interrompeu, e minha mãe o olhou questionada.—Mas isso me impediria de entrar com você.
—Você pode entrar comigo e buscar a minha mãe depois, claro se isso não for te incomodar.—digo esperançosa.
—Não irá me incomodar, posso fazer isso.—sorriu.
—Sério?.—minha mãe perguntou.—Isso não te incomoda?.
—Para me incomodar, eu precisaria me sentir afetado por você, de alguma forma. Mas eu não sinto nada.—disse de maneira fria, e me olhou novamente.—Será um prazer, docinho.
—E você, mãe? Aceita?.—a olhei esperançosa.
—Claro.—sorriu.
Sei que era um sorriso forçado. Podia ver que estava magoada com as palavras do meu pai. Mas eu não podia me meter, era algo entre eles. Eles que tinham que resolver.
—Perfeito, obrigada!.—sorrir contente.
—Tenho um presente de casamento pra você, docinho.—meu pai pegou um envelope, que estava dentro do seu paletó.
—O que é?.—peguei em minhas mãos.
—Abra.—sorriu.
Sorrir e abri o envelope curiosa, para saber o que tinha dentro. Havia um papel, e nele havia escrito algumas coisas.
—O que é isso, pai?.—falei analisando o papel.
—Leia, querida.
Li o papel até chegar a parte que ele passou, cinco empresas para meu nome, além de cem milhões de dólares. Arregalei os olhos e olhei para ele perplexa.
—E aí, gostou do presente?.—sorriu de ponta a ponta, parecendo satisfeito.
—Isso é sério?.—falei chocada.
—O que é?.—minha mãe perguntou curiosa.
—Eu simplesmente virei dona de cinco empresas, e de cem milhões de dólares.—falei chocada, não sabendo se ria ou chorava.
—O que?.—minha mãe me olhou espantada.—Não acha isso exagero?.—olhou para meu pai.
—Não, passei anos achando que nunca teria filhos. E agora que tenho, isso é o mínimo que posso fazer por ela!.—disse e me olhou.—Isso é só uma parte que eu te dei, o resto está no meu testamento.
—Testamento?.—franzi a testa.—Por que fez um testamento agora, pai?.
—Porque eu não sei o dia do amanhã. Sou odiado por muitos. Então decidi te manter assegurada, se algo acontecer comigo. Tudo meu, passará para seu nome. Sebastian é o único que sabe sobre isso, e que pode confiar cegamente.—disse cauteloso e eu assenti.
—Nada vai acontecer com você. Tenho certeza disso.—minha mãe disse, sem olhá-lo.
—Melhor previnir.—disse sério.
Suspirei e guardei o papel de volta no envelope. Meus olhos arregalaram pela pessoa que acabará de passar pela porta. Richard, tinha entrado por ela. Seus olhos vagaram o local e pararam em mim. Seu olhar mudou, cerrando os olhos, olhando para quem estava comigo.
—Filha o que foi?.—minha mãe perguntou.
E virou na direção que eu olhava.
—Richard?.—sussurrou e meu pai virou rapidamente.
—Esse crápula está aqui?.—a voz de Tetrís saiu profunda e irritada.
—Algum tempo ele mora aqui.—falei.
Vi que ele encarou meu pai com raiva, a fúria em seus olhos.
—Devemos ir.—minha mãe pediu e segurou o braço do meu pai.—Tetrís, por favor...
Richard começou caminhar em nossa em direção, em passos firmes, com expressão de ódio. Arregalei os olhos, assim como minha mãe. Quando meu pai levantou, com cara de poucos amigos. Encarando o homem que a pouco tempo, achei ser meu pai verdadeiro.
—Olha só, o que eu encontrei aqui. O bastarda, a traidora e o amante!.—Richard disse com desprezo.
—E olha só, o corno!.—meu pai retrucou.—O que é Richard? Ainda tem dor de cotovelo, depois de todos esses anos?.
—Jamais! Até porquê, me sai muito bem, criei uma família de verdade!.—disse e olhou para minha mãe.—E você Stella? Voltou a trepar com seu antigo amante?.
—Não fala assim com ela!.—me pôs a frente.—Você não é ninguém pra dirigir a palavra a ela!.
—Quem você pensa que é, garota? Não se meta, fique na sua!.—falou de um jeito agressivo.
—Sugiro que diminua esse tom de voz, com minha filha!.—meu pai se pôs na minha frente.
—Assumiu foi? Já tava na hora, assim ela me deixava em paz!.—foi sarcástico, e meu pai cerrou os olhos.
—Ela não vai mais precisar te procurar, ou perder o tempo dela. Com você! Afinal, o pai dela sou eu, ela é minha filha, e agora ela tem alguém por ela.—se aproximou mais de Richard.—Então sugiro, que dê meia volta e nos deixe em paz! Não dirija a palavra a nenhuma das duas, e se quer resolver alguma coisa, que seja comigo!.
—Agora são uma família grande e feliz?.—Richard perguntou com desdém.
—Isso mesmo!.—meu pai envolveu a cintura da minha mãe, a trazendo para perto.
Assim como eu.
—Elas são minhas, então coloque isso em sua mente. E não tente nada! Não procure nenhuma das duas! Pois agora elas tem à mim, e eu sou bastante ciumento com as coisas que me pertencem!.
Olhei para minha mãe, que olhava para o peito de Tetrís, sem saber o que fazer. Via a confusão no seu rosto. O olhar de Richard desceu para minha mãe, e antes que ele pudesse tocá-la, meu pai foi mais rápido e segurou seu pulso.
—Se ousar tocar na minha mulher, eu arranco sua mão e dou para meus cachorros comerem!.—vi a cara de dor de Richard, com o aperto do meu pai em seu pulso.
Vi as pessoas a nossa volta olharem assustados, e um homem se aproximar.
—Peço que se retirem, estão incomodando meus clientes. Aqui é um lugar público, não um ringue de luta!.—o homem esbravejou irritado.
Meu pai soltou Richard brutalmente e encarou o homem.
—Não vamos nos retirar. Quem começou foi ele, a incomodar minha família! Saímos daqui quando terminarmos. Entendido, senhor?.—meu pai o encarou ameaçador.
O homem deu passos para trás assustado.
—S-sim senhor...peço que se retire.—disse ao Richard.
— O que? Ele que me agrediu!.—mostrou o pulso marcado.
—Saia daqui, antes que eu te machuque de verdade, Richard! Vá embora, e deixe elas em paz!.
—Vão se foder!.—gritou e me olhou.—Eu sei que foi você, sua bastarda!.
—Não faço ideia do que está falando!.—me fiz de desentendida.
Ele estava falando da casa.
—A minha casa, em chamas! Eu sei que foi você!.—gritou.
—Saia, antes que eu chame a polícia!.—o dono do estabelecimento, disse irritado.
—Prove que fui eu! Ah é, não tem provas! Então guarde suas acusações para você, Richard!.—falei e me sentei novamente.—E por favor, vá logo, você está estragando nosso dia.
Levei a xícara de chá até a boca, o olhando fixamente.
—Vou chamar a polícia...
—Já vou, inferno!.—deu um grito com o dono do local.
Saiu pisando duro, abrindo a porta com tudo, quase a quebrando.
—Por favor, sem confusões.—nos encarou.
—Não se preocupe.—minha mãe deu um sorriso doce.—Tetrís vamos nos sentar.
— O que ele disse é verdade? Você incendiou a casa dele?.—meu pai perguntou.
—Digamos que, foi o troco!.—pisquei e meu pai sorriu orgulhoso.
—Essa é minha garota!.
—Foi errado o que fez, filha. Poderia ter se prejudicado.—minha mãe me olhou com repreensão.
—Tomamos cuidado.—sorrir.
—Ah claro, eu devia saber que Logan e os garotos estavam nessa loucura!.—negou com a cabeça.
—Devo agradecer a eles depois!.—meu pai piscou.
—Pare de incentivar, Tetrís!.—minha mãe o repreendeu.
—Ele mereceu, Stella. Ou vai sentir peninha do seu amorzinho?.—provocou sério.
—Não ligo pra ele! Ligo pra minha filha, que poderia ter sido presa! Seu desnaturado!.—bufou.
—Ela está aqui! Então tenho certeza que tomou muito cuidado, não é querida?.—me encarou.
—Sim, muito cuidado. Não se preocupe.—sorrir os assegurando.
—Estou tão orgulhoso de você!.—meu pai sorriu abertamente.
Minha mãe negou com a cabeça, e tomou seu café.
Terminei de pôr minhas botas pretas e Logan entrou no quarto, se encostando na parede.
—Vim ver se está pronta.—disse Dixie entrando no quarto.—As meninas estão esperando.
—Quase, só vou pegar minha jaqueta e podemos ir.—me levantei, andando até o closet.
Peguei minha jaqueta de couro e voltei para o quarto. Pus a jaqueta, jogando meus cabelos para trás. Eles estavam mais longos, um pouco acima da minha bunda. Logan adorava meus cabelos, e lógico que eu também.
As meninas me convenceram de fazer uma despedida de solteiro. E os meninos, arrastaram Logan para uma também. As regras eram claras: Sem homens e mulheres. E assim concordamos com a despedida. Eu me casaria amanhã, e estava ansiosa por isso. Logan estava a beira de um colapso.
Minha mãe não poderia participar, ficaria com a Chloe, ela era muito nova para participar.
—Vamos, estou animada para hoje!.—Dixie sorriu animada.
—Olhe lá, o que vocês vão aprontar!.—cerrei os olhos e ela agarrou meus ombros.
—Só coisa boa, gostosa!.—beijou minha bochecha.
Sorrir e descemos as escadas. As meninas já estavam lá, incluindo Jules, que também chegou de Seattle, para o casamento. Eu não poderia deixá-la de fora.
—Agora estamos prontinha para ir.—Molly disse empolgada.—Essa será a melhor noite de todas!.
—Só me deixem inteira, até o casamento.—avisei e elas concordaram.—Para onde irão me levar?.
—Surpresa gata, mas você vai amar!.—Julea piscou.—Agora vamos antes que fique tarde.
Elas se apressaram e as acompanhei até o carro. O que essas doidas estavam aprontando?. Quando chegamos ao tal lugar, era uma lancha enorme com luzes brilhantes, luzes coloridas, com enfeites.
—Vocês vão me levar para o mar?.—as encarei incrédula.
—Claro, assim não dá para escapar.—Patty brincou.
—Vocês são loucas!.—sorrir desacreditada.
—Sabemos, agora vamos. A noite vai ser longa.—Dixie me puxou.
Entramos na lancha, e simplesmente era maravilhosa.
—Seu lindo noivo não sabe, mas pegamos emprestado dele.—Jules sorriu.
—E se algo acontecer, provavelmente vamos morrer.—Dixie deu de ombros.
—Morrer?.—Riley as encarou sem entender.
—Ela quis dizer no sentido que, Logan vai brigar com a gente. Entendeu?.—tentei reverter a situação.
—Ah, sim.—sorriu.
—Pode ir, senhor Collie!.—Dixie gritou para o piloto da lancha.
Ela se moveu e subimos para a área de cima. A música foi ligada e estouramos um champanhe, para começar. Elas coparaem enfeites, como óculos, pompons, e uma tiara com um pequeno véu de noiva para mim. Retirei minha jaqueta, dançando conforme a música.
—O melhor tá por vim.—Dixie disse maliciosa.—Tenho uma surpresinha para vocês. Meninos, subam!.
Gritou e três caras grandalhões surgiram pela escada, com calças de couro com correntes, e sem camisa. Não, não! O Logan mataria a Dixie se souber que tem caras aqui.
—Dixie você é louca? Se o Logan souber que você chamou caras, ele vai te matar!.—quase gritei.
—Relaxa, eles são só dançarinos. Não tem nada demais!.—tentou me acalmar.
—Isso não vai acabar bem.—Molly disse perto de mim.
—Relaxem garotas, só somos dançarinos. Qualquer coisa fora a parte, só pagando.—um disse, com um sorrisinho na boca.
—Relaxa, é sua despedida de solteiro.—Dixie falou.—Eles só vão dançar, nada demais.
Ela me puxou e me fez sentar numa cadeira.
—É só uma despedida, depois disso você estará amarrada com o Logan pra sempre!.
Ela se misturou entre os garotos e a música foi aumentada. Se Logan soubesse disso, eu não queria nem ver o que ele faria.
—Por via das dúvidas, sem celulares!.—Jules disse indo dançar junto com os caras.
Um deles veio dançando até mim e eu prendi o ar. Ele era grandalhão, tatuado e bem definido, da pele morena e olhos claros. Ele se aproximou e começou dançar na minha frente e olhei desesperada para Dixie, que sorriu.
Eu vou matar ela!.
Voltei olhar para o homem que se inclinou para mim, e eu arregalei os olhos.
—Calma coração, que tal tirar essa timidez toda e dançar comigo?.—sorriu galanteador.
—Eu sou noiva, dance com as meninas.—dei um fora e ele sorriu ainda mais.
—Mas o foco é você, vamos lá. Vamos nos divertir. Quem sabe a gente transa no final?.—tocou meu queixo.
—Já disse que não quero!.—empurrei sua mão.—Vá dançar, e me deixe aqui!.
Falei áspera e ele se afastou com as mãos para o alto. Suspirei e me levantei, precisava beber algo. Joguei os pompons para o lado, e fui para a mesa. Misturando vodka com suco e gelo. Bebi um gole e garanto foi a melhor coisa dessa noite, até agora.
Molly se aproximou pegando minha mão e me puxando para ela.
—Não dance com eles, e sim comigo.—sorriu e envolveu minha cintura.—É sua despedida de solteiro, irá acontecer uma vez. Então se divirta. Você não vai transar com eles.
Sorriu e mexeu os quadris contra mim. Sorrir e me mexi contra ela com o copo na mão. Com a outra mão, segurei seu ombro. As meninas se misturavam entre os caras numa dança sensual, porém eu e Molly, nós mantínhamos uma com a outra. Íamos até o chão, sempre dividindo a mesma bebida, meu corpo já estava quente.
Não sei quando tempo passou, mas eu já estava solta, dançando encima da mesa. Acho que bebi cinco copos de vodka com suco de melancia. Todos a minha volta gritavam e Dixie dançavam encima da mesa comigo, apenas de sutiã e calcinha. De relance vi Patty atacando a boca de um dos strippers.
Meu corpo todo suava, assim como meu cabelo. Me sentia tão quente e sedenta.
—Tá tão calor!.—falei me abanando.
—Tira a blusa!.—Jules falou, rodando a sua.
Todas estavam muito loucas. A bebida faz isso, te humilha e o resultados vem depois.
A música parou e o piloto do barco desceu.
—O senhor Vacchiano está a caminho, ele mandou avisar. Que é melhor vocês terem uma boa explicação para tudo isso.—disse, em tom medroso.—Olha, não quero me ferrar por conta disso, sou só o piloto dele.
—O que?.—Dixie gritou.—Como ele sabe o que estamos fazendo? Você contou, Collie, seu fofoqueiro!.
—Eu não contei nada, mas se vocês não sabem. Esse barco é repleto de micro câmeras, ele tem acesso a todas elas.—dito subiu de volta.
—Ah merda!.—falei descendo da mesa, quase caindo no chão.—Eu disse que isso não ia dá certo, Dixie!.
—Como eu ia adivinhar que tinha câmeras aqui? O maldito do Collie não disse nada!.—esbravejou.
—Ah porra, isso é ruim, muito ruim!.—Jules entrou em desespero.
—Gente calma, talvez ele não brigue tanto...—Riley falou inocentemente.
Dixie a olhou e começou gargalhar. Uma gargalhada nervosa.
—Porra, ele tá vindo! Fodeu!.—Molly disse e todos olhamos na mesma direção.
—É, esse cara ai é maluco? Eu não quero confusão, só vim a trabalho.—um dos caras se manifestou.
—Nós três só fomos contratados por você, deveria ter avisado que o noivo dela é doido!.—um cara disse para Dixie, parecendo desesperado.
—Não ia adivinhar que esse maluco, iria parar aqui!.—reclamou.
Vi a pequena lancha se aproximar, e vinha todos os garotos com ele. E já vi que a coisa iria pegar fogo. Peguei mais um copo de vodka com suco e me sentei na cadeira, esperando ele.
—Vai ficar sentada? Não tá preocupada?.—Molly me olhou incrédula.
—Eu não, comigo ele não vai fazer nada. Agora com eles aí, já não sei.—disse e dei um gole na minha bebida.
—Não tivemos culpa!.—o moreno se defendeu.
—Eu disse que era noiva, e isso não te impediu de me chamar de coração e se oferecer pra transar. Explique isso para ele.—mexi no cabelo.
Ele me olhou desesperado e a lancha parou, e ouvi passou pesados que poderiam quebrar o piso. E um tiro pro alto. Esse era o Logan.
—Ai meu Deus! Ele tem arma!.—Patty disse desesperada.
Ele subiu com a arma apontada para os caras, junto com os garotos.
—Que porra tá acontecendo aqui?.—gritou e seis olhos focaram em mim.—Me explica Charlotte?.
—Quem pode explicar é a Dixie, a ideia foi dela. Não minha! Não queria eles aqui.—me defendi.
Não levaria culpa de nada. Eu não compactuei com nada.
—Então a ideia foi sua, vadia loira!.—apontou a arma pra ela.—O que Io disse Dixie? Sem homens, cazzo!.
Atirou nos corpos de vidros atrás dela, e as meninas gritaram, se encolhendo num canto.
—Quer me matar porra!?.—gritou ela.
—Deveria fazer isso mesmo!.—gritou de volta.
—Olha cara....
Não deu tempo de um dos strippers terminar a fala. Logan atirou na testa dele, que caiu duro no chão. Arregalei os olhos, olhando a cena. Os outros strippers pareciam gatinhos assustados, com a situação toda.
—Ele vai matar a gente?.—Riley perguntou chorosa.
—Não, relaxem.—falei e me levantei.—Logan.—o chamei.
Ele me olhou em puro ódio, porém, abaixou a arma para mim, e nenhum momento a apontou para mim.
—Deixe eles irem. Eles não tem culpa, são só strippers que foram contratados.—falei pegando em seu braço.—Por favor, amor. Você já matou um, já é o suficiente.
—Eu deveria arrancar a cabeça de todos aqui!.—gritou.—E você, tá cheirando a bebida, Charlotte! Parecia bem divertido dançar encima da mesa, não é?.
Disse ríspido.
—Algum momento me viu, ir até eles? Se viu, mostre!.—exigi e ele se manteve calado.—Ótimo, agora libere eles, por favor.
Olhei para o moreno, que parecia aliviado.
—Pensando bem...acho que esse merece te pedir desculpas.—apontei para o moreno que arregalou os olhos.
—Ah é, e por que?.—o olhou para o moreno, seriamente.
—Mesmo eu negando dançar com ele, e dizendo que era noiva. Ele não se importou. E como me chamou mesmo? Ah é, coração, além de que, ofereceu transar comigo.—fingi esquecer.
—Como ousa?.—Logan chutou o moreno, que caiu de joelhos no chão.
—Eu só estava fazendo meu trabalho...
—Suo trabalho é dançar, e no dar encima da mia mulher!.—chocou a arma contra o rosto dele.
Logan segurou os cabelos do moreno e apontou a arma para seu queixo.
—É isso que acontece, quando se mexe con a mulher errada!.—disse isso, e atirou no queixo do homem.
Que caiu como um saco de batatas.
—Quero esses due corpos no fundo do mar.—disse para os meninos que acenaram.
—Enquanto a elas?.—Kai apontou para Patty e Riley.
—Claro, como Io poderia esquecer.—Logan passou o cano da arma, pelo queixo.—Vocês viram demais...
—Logan, não. Elas não!.—me meti na frente delas.—São minhas amigas, não vai fazer nada com elas.
—Por favor, não vamos falar nada. Não é?.—Riley olhou para Patty e Molly.
—Sim, eu prometo. Pela minha vida!.—Patty disse.
—Mantive minha boca calada esse tempo todo. Nada vai mudar isso.—Molly deu de ombros.
—Você sabia?.—Patty olhou para Molly incrédula.
—Sabia, isso explica o motivo que eu não esteja surpresa.
—Enquanto a mim. Estou livre? Por favor, ficarei calado.—o último stripper disse.
—Claro que ficará. No fundo do mar, sendo comida para tubarões.—e assim, Logan matou mais um.—Espero que cumpra suas promessas, porque se abrirem a boca. Io esqueço que são amigas da Charlotte, e mato vocês. Fui claro?.—apontou a arma para elas.
—Sim!.—Patty e Riley falaram em coro.
—Perfetto! Agora todos vocês sumam daqui! Menos você!.—apontou para mim.—Levem as ragazze, Io e mia noiva vamos conversar.
Agarrou minha nuca ao se aproximar de mim, e a apertou.
∆
Um capítulo meio perturbado talvez? Talvez! Mas eu gostei.
Nada melhor do que uma despedida de solteiro, com 3 mortes de brinde, né?🤭
Irei postar outro em breve, não falarei o dia, pois nem e sei o dia. Mas tentarei ser breve.
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