Capítulo 42- Correr, esconder e pegar
—Eles são tão ingênuos.—Gabriel zombou.
—Para caras de mal caráter, até que são.—Phillip disse, do banco de trás.
—O importante, é que conseguimos tirar eles do campus. Quanto afastados, melhor.—falei olhando, para a estrada.
—Espero que a Dixie esteja bem, no carro deles.—Gabriel disse visivelmente, preocupado.
—Ela está, Dixie é esperta. Quanto mais ela seduzi-los, melhor.—afirmei, e ele concordou com a cabeça.
Dois carros nos seguia pela estrada, em direção a nossa suposta casa. Iríamos a uma mas não haveria festa, apenas o pesadelo deles. Eu estava ansioso por isso, para fazê-los pagar, pelo que fizeram a Charlotte. A minha Charlotte. Como será que ela estava?.
Não a via a um dia e já estava querendo ela, novamente. Não liguei ou mandei mensagem, estava tão ocupado que nem tive tempo, para isso. Eu queria saber dela, ouvir sua voz, olhar para seu rosto, enquanto ela sorria. Ela também não me mandou mensagem ou me ligou, e isso me frustou, talvez estivesse ocupada?.
Eu queria acabar logo com isso, e voltar para Pullman e vê-la. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca fui assim, com ninguém. O tipo pegajoso com alguma garota que sente saudades. Mas com Charlotte, eu estava me sentindo assim, apegado? Eu estava me apegando a ela?.
—Você parece pensativo.—sai dos meus pensamentos, com a voz de Gabriel.
—Apenas pensando sobre o gioco.—menti.
Não falaria disso com eles, não agora. Eu e Charlotte não éramos nada, além de amigos com benefícios. Concordamos em ter uma amizade colorida, não exigimos compromisso um do outro.
Estaciono o carro, em frente a grande casa, alugada. O lugar em sí é deserto. Sem casas por pertos, sem pessoas. Apenas nós e um lugar vasto com grama e árvores. Os dois carros estacionam em seguida. Saímos do nosso, os vendo sair também, olhando envolta, seguida para a casa.
Eles não fazem ideia, no que se meteram.
—Nossa, essa casa é meio distante, né?.—Milo disse, e percebi um pouco de medo, na sua voz.
—Gostamos de privacidade.—Kai sorriu de lado.—Vamos entrar.
Kai me olhou lançando um sorriso perverso. Caminhei em direção a casa, assim como os outros. Eles poderiam correr por todo lugar, os acharíamos. O lugar era vasto, por isso, quisemos a casa. Entramos na mesma e olhei para eles, que encaravam tudo, parecendo impressionados.
—Então, onde estão as outras garotas?.—Max perguntou.
—Devem está no andar de cima, vou chamá-las.—Dixie sorriu sensual e passou por nós.
—Vamos para a sala, esperamos por elas.—Jack disse.
—Achei que iríamos para o quarto...
—Vamos jogar um pouco.—Kai disse.
—Adoramos jogar.—Joe sorriu.
—Aposto que sí.—falei.
—Você é italiano, não é?.—Max perguntou, no seguindo.
—Sí, por quê?.—perguntei, sem olhá-lo.
—Seu palavriado e sotaque, são diferentes, quanto tempo mora aqui?.—perguntou curioso.
—Apenas due anos.—menti.
—O que...?
—Due, quer dizer dois.—Gabriel respondeu por mim.
—Ah.—Max disse, e paramos na sala.—A casa de vocês é grande.
—Só vocês moram aqui?.—John perguntou.
—Sim, só nós.—Phillip respondeu, parecendo impaciente, com as perguntas.
Estávamos na sala, era hora do jogo.
—Querem giocare?.—perguntei.
—O que?.—Milo franziu a testa.
Porra, que burros do caralho!.
—Giocare, quer dizer, jogar. Querem jogar?.—falei no palavriado deles, já sem paciência.
—Não vamos esperar as meninas?.—Joe perguntou.
—Começamos sem elas.—Kai sorriu.
—Que jogo seria?.—Max perguntou, curioso.
—Ah, um jogo muito legal. De correr, se esconder, e pegar.—Jack disse, rodando, Milo por trás.
—Um gioco, onde caçamos vocês.—sorrir de lado.
—Vocês querem brincar de esconde-esconde?.—John perguntou, confuso.
E nós rimos.
—Esconde-esconde? Bom, gostei do nome.—Gabriel zombou e me olhou.—O que acha, Zac? Eles chamam de esconde-esconde.
—Prefiro, corra ou morra.—os olhei perverso, e eles arregalaram os olhos.
—Que papo é esse cara?.—Joe perguntou, assustado.
—Qual é, só estamos brincando.—Kai chegou perto de Joe, e sorriu.—Não querem brincar com a gente?.
—Acho..., Acho melhor irmos embora.—Max disse gaguejando.
—No tenham medo, só vamos brincar.—dou de ombros.—Scott e Zade, peguem os brinquedos.—olhei para Kai e Gabriel, que assentiram.
—Que brinquedos?.—John perguntou.
—Relaxem, faz parte da brincadeira.—Phillip sorriu.
—Acho que não queremos brincar.—Milo disse, nós olhando com certo medo.
—Mas irão.—eu disse, como uma ordem.—O que de pior pode acontecer?.
Eles se entre olharam e dessa vez, Jack e Gabriel voltaram, com duas bolsas pretas. E vi os olhos dos garotos se arregalarem.
—O que tem aí dentro?.—Max aprontou para uma das bolsas.
—Brinquedos.—Jack sorriu.
—Vamos começar o gioco.—eu disse e eles me olharam.
—Mas já? Nem abriram as bolsas...
—Ah, isso é para nós, não para vocês.—Gabriel riu.
—Não entendo.—Max franziu a testa.
—É simples, vocês terão que correr pelo terreno, tentar se esconder de nós.—Kai respondeu.
—Isso parece brincadeira de criança.—John zombou.
Rir com os garotos, e os outros, nos olharam sem entender.
—Gostamos de uma boa brincadeira, antes das orgias.—Kai disse.—Fazemos isso com todo mundo, que queremos.
—Isso é entranho...
—Isso somos noi.—cortei Max.
—Tem regras?.—Joe perguntou.
—Tem, às regras são, no sair das extremidades do terreno. Se bene que, é amplo e con árvores, seria difícil saírem.—falei.—E o mais importante, tentem no ser pegos.
—Se formos?.—John perguntou.
—Faremos o que quisermos com vocês.—Phillip disse.
Eles se olharam, parecendo em dúvida.
—Qual é, só é um jogo. A recompensa virá depois e está lá encima.—Gabriel disse.
—Ok, iremos participar. Mas queremos ser bem recompensados.—Max disse.
—Claro que serão.—falei com perversidade.
—Melhor correrem.—Kai disse e eles se apressaram.
—Mas...
—Uno, due, tre...—cortei Joe, e os mesmo arregalam os olhos.
E começaram a correr, para fora da sala.
—Vamos começar a brincar.—digo.
E ouço passos da Dixie, entrando na sala.
—A salinha de tortura, está prontinha.—sorriu perversa.
—Ótimo, já sabem como funciona. Sem piedade, os achem e os tragam para cá, sem piedade.—falei, e eles assentiram.
As bolsas foram abertas e cada um pegou, sua marcará de palhaço. Eram macabras, sombrias e sangrentas. Nas bolsas também tinham tacos de baseball, algumas facas. Peguei um taco, cinza encima e embaixo preto.
—Me sinto tão sombria.—Dixie disse através da máscara.
—Somos sombrios.—Gabriel disse, retirando sua jaqueta, jogando no sofá.
—Estou doido para dar alguns golpes.—Phillip disse, movimentando o taco.
—Fique a vontade.—digo e retiro minha jaqueta.
Ficando apenas de t-shirt preta. Coloquei a máscara de palhaço que tinha dois pequenos chifres, na parte da testa, uma boca grande e vermelha rasgada. Com sangue desenhado, os olhos pretos e fundos. E cortes pretos por ela.
Nos separamos e saímos da grande casa, em busca da nossa caça. Adorávamos jogar isso, brincar com as pessoas, fazê-las de nossa presa. Eu adorava adrenalina de caçar isso me deixava ansioso. Caminhei pela grama olhando para os lados, não estava com pressa. Eu era o caçador aqui, quem teria que ficar desesperados para se esconderem, seriam eles, não eu.
Eu queria o Max, queria especificamente ele. Ou o John, eles foram capaz de abusar dela, seria eu acabar com eles. Segurava firme o cabo e caminhei em direção às árvores.
—Uuuuuuh!.—ouvi Kai rugir alto.—Acharemos vocês!.—gritou alto o suficiente, para cada um de nós ouvir.
—Não tem onde se esconderem!.—Gabriel também gritou.—O que estamos fazendo pessoal!?.
—Brincando!.—gritamos, em um coro só.
—E o que fazemos quando brincamos!?.—dessa vez, eu gritei.
—Somos maus!.—gritamos em coro.
—Ouviram? Somos maus, então sugiram, que se escondam bene! Pois no somos generosos!.—gritei e bati o taco, contra o tronco de uma árvore.—Max!.
—Joe!.—Gabriel gritou.
—Milo!.—Kai gritou.
—John!.—Jack gritou.
—Pega-pega! Esconde-esconde, vamos pegar vocês!.—Dixie cantarolava num grito.
Andei entre as árvores sempre atento, a cada movimento. Eu batia o taco nos troncos de propósito. Ouvi um pequeno barulho atrás de uma árvore e sorrir perverso.
—Sabe, no deveria ter confiado em noi.—disse para qualquer um deles que fosse.
Ainda ouve o silêncio, mais eu sabia qual deles fosse. Estava me ouvindo.
—No somos do bene. Principalmente con estrupadores.—eu disse, e dessa vez, ouvi um barulho um pouco mais alto.
Fui mais rápido, antes que ele corresse. Era John. O impressionei com minha mão no tronco da árvore, e ele me olhava assustado.
—Por favor, eu não sei do que você tá falando.—disse rápido.
—Oh, no sabe?.—o encarei com raiva.
Subi minha mão até sua garganta, e ele arregalou os olhos.
—Por favor, isso era só uma brincadeira...
—Isso no era só una brincadeira, suo idiota!.—apertei sua garganta.—Sabe, Io poderia facilmente, quebrar suo pescoço aqui. Mas seria fácil demais.
Apertei mais sua garganta e ele pegou no meu pulso, tentando afastar. Mas eu era mais forte e alto. Apertei tanto sua garganta, até ele revirar os olhos e ficar roxo. Quando estava quase desfalecendo, o soltei e ele caiu no chão, desmaiado. Olhei para ele com desprezo, e o peguei pelo capuz do seu moletom, e eu o arrastei pelo chão.
Ouvi passos e olhei para o lado rapidamente, e era Gabriel, o reconheci pela máscara. Apesar de serem de palhaços, eram diferentes.
—Nossa, mas já?.—ele riu, através da máscara.
—Ele no é buono em se esconder.—zombei.—E você, pegou algum?.
—Não, mas acho que Phillip pegou, o vi correndo atrás de Milo.—disse, e eu rir.
—Continue caçando, vou levar esse.—digo, e ele assente e passa por mim.
Depois de deixar John no quarto, desci para continuar o jogo. Ouvi gritos desesperados, que foram cessados. Em seguida, Kai puxava um deles pelo braço, enquanto estava caído no chão. Era Joe.
—Socorro! Alguém por favor me ajuda!.—ouvi gritos de pânico.
E quando eu caminhava, vi um deles correndo desesperado. Era Milo, correndo de Gabriel.
—Socorro!.—gritava enquanto corria.
Parei em sua frente e ele arregalou os olhos, e parou bruscamente de correr. Me encarando, com pavor.
—Por favor...
—Por favor o que?.—perguntei.
—É, por favor o que, Milo?.—Gabriel perguntou atrás dele.
—Parem com isso!.—pediu.
—Parar? Parar con o que?.—perguntei, caminhando lentamente em sua direção.
—Parar com o que, Milo?.—Gabriel também se aproximava lentamente.
—Vocês são loucos? Parem com isso!.—alternava os olhares, entre nós dois.
—Sabe do que ele, está falando Scott?.—me referi a Gabriel.
—Faço a mínima ideia, Zac.—Gabriel zombou.
—Parem...
—Merda! Socorro!.—ouvi outro grito, e olhei para o lado.
Dixie vinha balançando o taco, enquanto Jack, arrastava Max pelos braços.
—Socorro!.—ele gritava.
—Porra, cala a boca!.—Dixie, acertou sua cara com o taco, e ele se calou.—Melhor.
—Meu Deus!.—Milo tentou recuar.
—Opa, opa, nem tenta.—Dixie apontou o taco em sua direção, enquanto andava.
—Mas quem são vocês!?.—Milo gritou.—Por que estão fazendo isso!?.
—Tantas perguntas.—eu disse.
—Quem somos nós.—Gabriel prosseguiu.
—Porque estamos fazendo isso.—Dixie continuou.—E blá blá blá, esse papo já é velho.
—Vocês são loucos, me deixem em paz!.—gritou e fez menção de correr.
Mas Gabriel o derrubou no chão, com um golpe de taco, na perna de Milo, que caiu gritando pela dor.
—Eles nunca aprendem.—Gabriel disse.
—Oh, vocês já estão com os dois.—Kai apareceu com Phillip.
—Sim e esse aqui, é o mais irritante.—Dixie reclamou.
—Soc...—taquei o taco em sua cara, e ele desmaiou.
—No aguentava mais, ouvi-lo gritando.—eu disse e deslizei a máscara, para o topo da minha cabeça.
—Você fez um favor.—Gabriel disse.
—Será que podemos ir logo? Esse cara pesa.—Jack reclamou.
—Daqui a pouco, seu peso diminuirá.—falei, com um pensamento perverso em mente.
Estávamos em um dos quartos vazios. Com os quatros sentados em cadeiras, amarrados por correntes e desacordados. O quarto era grande e vazio. Apesar da casa ser mobiliada, esse era o único quarto sem nada. Eu os encarava, sentado, numa cadeira frente a eles, só esperando eles acordarem. Levando um cigarro a boca e tragando.
—Quanto tempo para eles acordarem?.—Phillip perguntou.
—No sei.—dei de ombros.—Acho que, poderiam acordar eles.—olhei para Phillip.
O mesmo não perdeu tempo, assim como Kai e Gabriel. Foram logo dando tapas na cara dos garotos, e gritando para acordarem.
—Mantenham suas máscaras.—avisei, e abaixei a minha.
Os garotos foram acordando, atordoados e assustados.
—Finalmente!.—silibei, dando o cigarro ao Jack, que estava ao meu lado.
Levantei e os encarando.
—Nos tirem daqui!.—Max gritou.
—Vocês são loucos!.—Milo gritou.
—Esse cara só fala isso?.—Gabriel me olhou.
—Aparentemente, sì.—revirei os olhos.
—Olha, temos dinheiro, podemos pagar uma boa quantia a vocês. Se nos tirar daqui.—John disse, e começamos a rir.
—Qual é a graça?.—Joe perguntou.
—A graça são vocês. Não precisamos da porra do seu dinheiro.—Kai falou.
—Temos mais que vocês de sobra!.—Dixie gabou-se.
Brincando com uma adaga em mãos.
—Eu não quero saber, apenas me tirem daqui, porra!.—Max gritou.
—Ui, ele tá bravinho.—Jack zombou.
—Eu vou destruir todos vocês!.—Max gritou, cheio de ódio.—Vocês vão ver, seus merdas!.
—Como nos destruirá? Preso aqui?.—perguntei com deboche.—Ah Max, você realmente no nos conhece.—caminhei até ele, inclinando o corpo para minha cabeça, ficar na altura da dele.—Somos mais do que vocês, melhores do que vocês, podemos tudo, somos intocáveis.
—Não somos nós, que giramos entorno do mundo.—Gabriel disse.
—É o mundo que gira, entorno de nós.—Dixie continuou.—Pode tentar nos derrubar, mas será você, que ficará no chão embaixo dos nossos pés, sempre.
—Mas que porra são vocês?.—John perguntou.
—Somos seus piores pesadelos.—digo olhando fixamente para Max.
Sim, eu sou seu pior pesadelo, Max, John, Joe e Milo.
—Comecem a se arrepender dos seus pecados, irão precisar.—Gabriel disse.
∆
Desculpem a demora, estou andando muito ocupada, então peço paciência, caso eu demorar a postar.
Lembrem-se, fiquem ligados no quadro de avisos♥️
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