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*daryl*
Entramos em Alexandria, e vejo Rick correndo até nós.
Caralho, isso vai dar merda.
Melanie desce do carro, e observa tudo atentamente. Shane desce em seguida, e vai até ela. Essa, por sua vez sorri, segurando sua mão.
A cena me causa ódio.
Lembranças passam rapidamente, borradas. mando elas pro inferno.
-- como foi? - Rick pergunta.
-- não sei como dizer.. - Um tiro nos faz virar a cabeça, e vemos Shane atirar em um zumbi, através do portão.
Abaixo a cabeça, sem saber oque dizer, e Rick me olha, atônito. Seu corpo fica tenso, e seus olhos vermelhos, como se fosse chorar. não o faz.
Shane o olha exatamente do mesmo jeito, e passa a mão na cabeça, tirando o boné.
Melanie vem correndo até Rick, e um sorriso surpreso aparece nos lábios dele. Ela o abraça, e ele retribui, porém não tira os olhos de Shane.
Rick se solta de seus braços, ela vem pro meu lado.
Meu corpo fica tenso ao ver ele se movendo, indo até Shane.
Pego minha besta por precaução, porém nenhum deles toca em armas.
Os dois ficam frente a frente, uns dois passos de distância no máximo, pela minha visão.
Melanie diz algo e viro um segundo para olha- la, e ao voltar os olhos aos dois, me surpreendo ao ver Rick o abraçando.
Que? é a minha primeira reação. Mal posso acreditar no que estou vendo, achei que dessa vez Shane realmente morreria, mas Rick me surpreendeu.
Shane tem a mesma reação que a minha e demora alguns segundos para retribuir. Uma lágrima ameaça cair por seu olho fechado mas ele a limpa.
Os dois ficam alguns minutos abraçados, e então Rick se solta. é quando fico tenso novamente.
-- precisamos conversar. - Shane dispara.
Rick assente, e fala algo sobre eles terem que entregar as armas, que eu não presto atenção, pois meu foco mudou pra Melanie.
Alguém vem e pega sua arma, imagino que seja Rosita. Melanie entrega de imediato, e é incrível como ela continua a mesma.
A fito, e ela parece notar, se aproximando, mas viro o rosto rapidamente.
-- ei caçador..
A olho e ela está tão perto.
Antes que eu possa dizer algo, Melanie me abraça. Erguendo os pés para falar algo no meu ouvido.
Não presto atenção, nem tenho chance.
Seu toque faz com que as lembranças cheguem de uma vez só.
*flashback*
5 meses antes
Achei uma garrafa de cachaça hoje na saída. na verdade Bob achou, porém peguei pra mim.
Passo pelo bloco C e está relativamente tranquilo, mesma coisa de sempre. Vejo de relance Melanie brincando com Judy, ela pega algo no chão, e não consigo evitar olhar pra sua bunda.
Que caralho. Parece que eu nunca aprendo mesmo.
Continuo andando, e subo as escadas, indo pro meu quarto, se é que se pode chamar essa cela suja de quarto. Tudo oque tem aqui é uma beliche caindo aos pedaços e uma privada quebrada. Droga de vida.
Rick e eu temos conversado muito sobre esse lugar. Já estamos aqui já dois meses e até agora não fizemos nada pra transformar esse lugar em um lar realmente. Precisamos procurar por coisas.
Depois de um tempo pensando na vida sento no chão, e abro a garrafa, tomando um grande gole.
Já tá escuro, se não fosse pela luz da lua esse lugar seria um breu sem fim.
Algum tempo depois melanie aparece, e percebo que nem a vi subindo. A garrafa em minha mão está na metade, e me sinto um pouco tonto. Coisa que geralmente não acontece antes da quinta garrafa, normalmente. Tirando hoje, é claro.
-- ei caçador.
Adoro quando diz isso. É como se algo dentro de mim se acendesse e as memórias viessem a tona, por mais que eu tenha prometido a mim mesmo que nunca mais lembraria.
Ela pega umas coisas do chão que imagino serem brinquedos e se aproxima.
Eu e Melanie nunca tivemos um relacionamento muito próximo, a não ser na fazenda. Depois de tudo oque aconteceu, prometi pra mim mesmo que esqueceria tudo aquilo, e fingiria que nada tinha acontecido.
Depois de 10 meses, aqui estamos nós, na interação mais profunda desde então.
-- ei babá. - digo, e ela sorri.
-- na verdade estou mais pra uma ajudante da Beth.
A observo, a minha frente. Seu cabelo, em uma trança, como sempre. Olheiras cincundam seus olhos, indicando o quanto todos nós temos dormido extremamente mal. Abaixo os olhos para seu corpo, me fazendo sentir um formigamento inesperado.
De novo não.
Ela senta do meu lado, me afasto um pouco.
-- você ta bem? - se aproxima, causando um incômodo repentino em mim.
Vou mais pro lado. Meu corpo começa a dar sinais de que a quero mais do que imaginava. Pensei que depois de todo esse tempo, isso iria passar, mas pelo jeito essa droga continua. Que caralho.
-- sabe, não precisa disso - sorri.
Olho minha garrafa, e dou mais um gole. Não quero olhar em seus olhos, mas tá ficando difícil. Antes que eu pudesse dar outro gole, ela pega a garrafa da minha mão, e bebe também.
-- ta louca garota? Você nem tem idade pra isso. -- falo um pouco alto demais.
ela põe a mão em minha boca, arrepio com o toque.
-- vai acordar a Judy. - sussurra no meu ouvido.
Puxo sua mão da minha boca, e acabo aumentando o toque entre nós. Puta merda, oque eu tô fazendo?
Melanie me olha, tentando entender. Pego a garrafa de sua mão e bebo o resto em um único gole. A tensão dentro de mim fica cada vez mais insuportável.
,Daryl, pelo amor de Deus, oque você tá fazendo?
Melanie continua me olhando e não me seguro. Puxo seu pescoço, em direção a minha boca, ela vem com uma facilidade tremenda. Meu braço envolve sua cintura, tentando a manter no lugar.
Seu gosto, puta que pariu. Tinha esquecido o quanto era bom.
Aprofundo minha mão em seus cabelos, mas um barulho lá embaixo nos separa.
De novo não.
Nos separamos e meu coração continua acelerado.
Melanie se levanta, provavelmente caiu na real e quer voltar pro seu quarto. Se isso acontecer de novo, eu desisto, de verdade.
__ fica comigo. __ minha voz sai rouca, até eu estranho. Estendo a mão, e ela a segura, mesmo parecendo um pouco confusa sobre o que fazer. Entramos no meu quarto, e eu fecho a grade. Sorte que eu coloquei um pano nessa coisa, não seria muito legal alguém passar e ver isso.
Isso vai dar merda, mas até parece que eu ligo.
Dou um passo pra frente e toco seu rosto. Mesmo com as olheiras, seu rosto continua angelical.
Antes que eu peça ela retira a camiseta, me deixando muito surpreso. Esperava que fosse ficar tímida, como da última vez, mas pelo jeito mudou mais do que eu imaginava.
Caralho que perfeita. É meu primeiro pensamento ao vê-la com um sutiã vermelho. Beijo sua barriga, a sensação da pele quente em contato com os meus lábios é simplesmente incrível. Suas mãos agarram meus cabelos, me puxando pra cima em direção a sua boca.
Nossas bocas se encontram novamente, é incrível como fica cada vez melhor. Eu não faço idéia do que tô fazendo, só sei que é bom. Muito bom.
Sinto suas mãos tocando meu peito por baixo da blusa, o que causa uma corrente de arrepios instantâneos no meu corpo todo, e me faz a empurrar na parede, afundando no desejo.
Aperto sua bunda, coisa que já queria fazer a muito tempo e a coloco na cama, tirando sua calça. Uma tatuagem em sua coxa direita me chama atenção, parece ser um dragão, ou algo do tipo. Fodase.
Não esperava que fosse ter uma tatuagem, mas confesso que gostei. Gostei muito.
Por fim, tiro seu sutiã e sorrio. Eles são exatamente como no meu sonho. Na verdade é muito melhor, porque agora é real.
__ me toca.
Filha da puta. Como pode me deixar nesse estado sem nem ter feito nada ainda?
Desço a boca até seus peitos, enquanto tiro sua calcinha, sua respiração ofegante, de encontro com a minha, seus olhos, cravados nos meus quando vou até o meio de suas pernas e beijo o local. Me coloco de joelhos e finalmente tiro as calças. Meu pau já não tava aguentando ficar preso, tadinho.
Melanie levanta as costas e vem em direção a minha boca, seus olhos brilhando de desejo. Junto nossas bocas e a deito novamente, abrindo suas pernas pra que eu possa me encaixar ali no meio.
Assim que entro nela, tudo muda. Um raio corre dentro de mim, é como se todos os meus sentidos estivessem 10 vezes mais aguçados. Todo meu desejo dobrou de tamanho.
Escuto sua respiração no meu ouvido, entre gemidos baixos que saem de sua garganta. Suas mãos se movem até minhas costas, arranhando sem parar. O que deveria me causar dor só causa mais prazer ainda, ainda mais quando ela sussurra meu nome.
A beijo no exato momento em que ela goza. Suas mãos agarram minhas costas, enquanto se move rapidamente, deixando tudo melhor ainda. Beijo seu pescoço, e tento chagar até seus peitos, mas sou impedido pela sensação mais maravilhosa do mundo. Puta que pariu, como se não fosse suficiente, a desgraçada chupa meu pescoço, e agora, fudeu.
Eu tô perdido.
Nossas bocas se encontram, e ela sorri novamente. Deito ao seu lado e a abraço, sua cabeça, descansando no meu peito, o cheiro de seus cabelos roubando meus pensamentos. Dedilho sua tatuagem e quando vejo a doida já dormiu.
Espero que eu lembre disso amanhã.
Como se eu fosse esquecer né, impossível.
[...]
Acordo com Rick batendo na minha grade, que está entreaberta. Melanie não tá aqui, nem suas roupas.
Não pode ser que tenha sido um sonho de novo, puta merda.
__ preciso da sua ajuda. __ Rick fala, e logo depois se manda.
Me visto e saio do quarto. Ele me chama pra fazer algumas coisas e o sigo até a cerca infestada de zumbis. As vezes eu acabo esquecendo o quanto odeio essas coisas, mas quando lembro meu ódio aumenta duas vezes mais.
Quando volto para o pátio, a vejo. Ela segura Judith com uma mão, e com a outra dá a comida pra criança. Não sei como vai reagir ao me ver, então evito olhar pra ela. Na verdade nem sei se foi real, mas tenho quase certeza que foi. Não é possível que seja um sonho.
Meu plano não dá muito certo, já que segundo depois nossos olhares se cruzam. Sua expressão não muda, não dá um sorriso, nem nada. só assente com a cabeça.
Retribuo.
Agora eu tenho certeza que realmente aconteceu porque vi a garrafa vazia, do lado de fora da cela.
E isso só significa uma coisa. Foi só sexo.
Me sinto um idiota por achar que poderia ser mais que isso, eu sou um otário mesmo.
*flashback*
Rick a chama, e fala de levá-los a algum lugar. Sei que vai fazer a tal entrevista, pois depois que aquela Deana morreu ele assumiu a liderança e eu prefiro mil vezes assim. Meu irmão é um ótimo líder.
Pego minha besta, e sigo pra casa.
Besteira. repito pra mim mesmo.
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