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*daryl*

Depois de umas semanas morando aqui em Alexandria acabei me acostumando com o lugar. É bem agradável pra dizer a verdade, por isso me irrita tanto.

Desço as escadas e encontro Carol na cozinha, preparando o almoço talvez.

-- oi bela adormecida. - ela diz quando me vê.

-- você tá ridícula. - Típica mulher rica de antes dos bichos.

-- se quiser eu dou uma renovada no seu guarda-roupa também. - diz sorrindo e me pergunto de onde diabos ela tira esse bom humor?

-- não obrigado.

Passo pela sala e vejo Rick e Michonne com Judith no colo, ele acena e retribuo.

Hoje é dia de ronda com o Aaron. me sinto muito mais a vontade lá fora, lá é meu lugar.

Vou andando até o portão e encontro Aaron, encostado no carro, ele sorri estranhamente, chega e dar até um pouco de medo.

-- bom dia! - ele exclama e eu faço uma careta. De onde esse povo tira essa animação? Caralho.

-- dia. vamo pra onde?

Ele me mostra um mapa com uma rota traçada, não muito longe.

-- ta, vamo.

Eu vou de moto, e ele de carro, como de costume. Gosto desses momentos sozinhos para pensar na vida, apesar da minha ser um lixo.

As vezes sinto falta da prisão. era meio asqueroso, porém era nosso. Nós limpamos aquele lugar, e fez parte de nossa vida. Esses idiotas que nunca viveram lá fora podem nos expulsar a qualquer momento de Alexandria, o único motivo que me faz realmente ficar lá são as crianças, eles merecem um lar de verdade.

Aaron buzina e eu paro, aparentemente ele viu algo que eu não, o que é bem raro.

Ele desce do carro e olha pra direita, apontando um campo aberto, um pouco adiante de onde estamos. Tem uma casa com umas cercas em volta, até agora nada me chame realmente a atenção, só parece uma casa abandonada.

Porém ele não nos faria parar por nada, deve haver algo aqui. Dou a volta na casa, e na parte de trás vejo uma janela aberta.

Isso não é muito normal, ou seja, provavelmente mora alguem aqui.

Aaron vai até uma parte mais distante do campo, onde se inicia uma mata, e eu me limito em procurar pistas de que realmente alguém mora aqui. Tem algumas plantações na parte dos fundos, tomates, feijão e vários tipos de hortaliças; também tem um varal com algumas roupas penduradas, não parecem estar aqui há muito tempo, nada disso parece antigo.

__ encontrei um carro coberto com folhas, na mata.

A voz de Aaron conclui o que eu já imaginava. Tem gente morando aqui.

O olho e ele entende na hora. Abro a porta dos fundos e entro primeiro, Aaron vem atrás de mim, cobrindo a retaguarda.

Se antes eu não tinha duvidas, agora muito menos. A casa está limpa, louça na pia, tudo arrumado.

É provável que more uma mulher aqui, homens normalmente não tem paciência de arrumar coisas.

No banheiro encontro um boné molhado. O colocaram pra secar não faz muito tempo, pois a água ainda escorre, fazendo uma poça no chão. Por um segundo pareço lembrar de alguém, mas minha memória falha e resolvo deixar pra lá.

Besteira.

Aaron quer esperar até eles voltem, e é o que fazemos.

*melanie*

Após aquela confissão do shane, confesso que ficamos muito mais próximos. Se passaram duas semanas e temos saido de manhã cedinho para treinar todo dia. Hoje cedo ele comentou que preciso firmar mais os pés, mas que de resto "tô até que boa", e eu sorri, e o soquei de leve. Vindo de Shane, esse é o maior elogio possível.

Antes de sair lavei o boné dele, e admito que é bem estranho ver essa cabeça sem nada, porém aquilo tava dando vergonha.

A minha frente, está uma lojinha que encontramos. Parece não estar tão saqueada, por isso decidimos verificar.

Abro a porta e bato no batente algumas vezes, até sair uma duzia de zumbis. Nos dividimos pra mata-los, mas quando me distraio um pouquinho, um deles quase morde minha perna.

Shane grita e atira na cabeça dele, me salvando, pra dar um sorrisinho besta e convencido logo depois. Rolo os olhos e sigo meu caminho, entrando na loja, enquanto ele continua destruindo cérebros.

Estávamos certos, essa loja realmente não está tão ruim. Tem bastante coisa de farmácia, como coisas de higiene e medicamentos, ou seja, coisas necessárias. Coloco em minha mochila, aparentemente meu dia está ótimo.

Chego a um corredor aparentemente destinado a mulheres, a Melanie antiga morreria pra comprar tudo isso. Maquiagem, esmaltes, tintas de cabelo. Infelizmente esse tempo passou, mas pelo menos posso pegar tudo que eu quiser de graça, pois não estaria roubando de ninguém já que todo mundo morreu.

Assobio, e logo o policial aparece do meu lado, com duas mochilas cheias nas costas e sua típica cara de preocupação.

-- oque houve? - suas sombrancelhas formam um v, chega a dar medo.

-- eu seria muito ridícula se pintasse o cabelo? digo, no meio disso tudo?- pergunto mostrando a tinta com as mãos.

Ele demora a responder, como se duvidasse que eu estivesse falando sério, mas sorri por um brave segundo, antes de responder.

-- a, acho que ficaria bonito. - Shane passa a mão na cabeça, e sente a falta do boné, logo depois me olha com ódio e eu sorrio de sua cara.

__ relaxa policial, Jajá tá se...

Um barulho nos fundos do local me impede de continuar.

__ vamos pra casa. __ ele diz, segurando minha mão e me puxando pra saída.

[...]

Algumas horas depois abro a porta de casa, Shane insiste que temos que ir andando quando formos sair, pra não gastar gasolina, o que eu acho o cúmulo, já que temos vários galões estocados.
Assim que coloco os pés pra dentro sinto algo diferente. O cheiro de graxa e terra misturados está por todo o local, subitamente me causando uma sensação estranha. Shane vem atrás de mim me olhando com interrogação, se ele vai que é o policial não notou nada, eu devo estar meia louca.

Dou de ombros, jogo as mochilas no sofá, e vou tomar banho, o sol da tarde é péssimo.

Tudo isso me lembra tanto minha vida antiga. É uma sensação boa. pintar o cabelo, sentir o cheiro da tinta. A ideia de fazer uma coisa assim em pleno apocalipse me faz sentir a maior otária do mundo, mas fodase. Sou a ultima mulher viva nessa porra mesmo, faço oque eu quiser.

Demoro mais do que costumava para terminar o processo, talvez por falta de prática. Depois de alguns minutos tiro a roupa, e começo a me lavar primeiro, enquanto dá o tempo certo da tinta. Tomar banho de cabeça é horrível, mas não tem outra opção, é isso ou nada.

Logo percebo o quão é horrível lavar o cabelo assim. Nunca sai a merda do excesso e isso me irrita. A água, sendo da chuva por sua vez tá muito gelada, que me dá arrepios de um jeito péssimo. Após vários minutos termino tudo mas custo a me olhar no espelho. Medo de parecer uma louca.

Ando até o pequeno espelho acima da pia, e observo o reflexo sorrindo pra mim. Absolutamente amei essa cor.

Saio do banheiro e vou correndo até o quarto, na ponta dos pés. Fecho a porta atrás de mim e dou um pulo, ao vê-lo deitado na minha cama.

Porque veio dormir justo aqui, tem três quartos nessa droga de casa.

-- desculpa, eu não.... - Ele diz, ao me ver envergonhada.

-- tudo bem. Será que pode deixar eu me trocar fazendo favor? __ tudo bem nada, vai, tchau.

Shane me olha fixamente por alguns segundos, e então assente, coça a cabeça e sai do quarto.

Coloco uma camiseta e uma calça legging. Básico.
Me olho no espelho da penteadeira e começo a pentear o cabelo. Vou esperar que seque pra fazer uma trança, como de costume.

Shane abre a porta brutamente a ponto de dizer algo, mas para ao me ver.

-- o que houve? --- digo, assustada, não é normal ele fazer isso assim, do nada.

Ele passa a mão na cabeça e respira fundo, se afastando um pouco pra me ver por inteiro.

-- ficou feio?__ pergunto, fazendo uma careta. __ Por favor, diga que eu não fiquei parecida com uma palhaça.

-- obvio que não.

Seus olhos pousam em mim, e passeiam por todo o meu corpo. Meu coração acelera quando ele chega mais perto, colocando a mão em meu rosto, pela primeira vez não sinto nojo ao olhar seus músculos, pelo contrário a vontade de tocar me consome por dentro.

-- você sempre tá maravilhosa. - ele sorri, e eu sorrio também.

Minha boca, de algum jeito acaba junto com a sua, em um selinho.

Que porra eu tô fazendo? Meu Deus.

Sua mão mergulha em meu cabelo, puxando meu rosto para mais perto ainda. Sinto sua língua adentrando minha boca no momento em que segura minha cintura com força, a aproximando de seu corpo que já está encostado na parede, procurando algum tipo de apoio.

-- caralhoo... --- diz, raspando a barba contra meu pescoço.

Meu coração bate acelerado dentro do peito sem saber o que está acontecendo, eu só quero mais. Quero que me toque mais.

Toco seu peito nu, circulando uma pequena tatuagem do lado direito. Sua pele se arrepia contra meu toque, fazendo um sorriso sair de sua boca.

Shane coloca as mãos por dentro de minha camiseta no momento em que sua respiração vem de encontro com a minha. Com um movimento rápido me pega no colo, e morde meu lábio inferior, ligando uma corrente elétrica dentro de mim. Puxo seus cabelos quando ele beija meu pescoço, com sua barba crescida roçando no local, porém um barulho do lado de fora da casa nos pega de surpresa, quebrando todo o clima.

Ele muda imediatamente, sua sombrancelha forma o famoso v e nos separamos. Pego minha arma e jogo outra pra ele, e cada um vai pra uma entrada diferente da casa.

__ 1...

__2...

__3. __ falamos juntos e abro a porta, apontando a minha arma imediatamente na direção de dois homens parados na escada dos fundos.

Que porra é essa?

Um deles carrega um facão grande e me olha sorrindo, parece um maluco. O outro, carrega uma besta nas costas, e me lembra muito alguém... Espera ai.....

O observo com atenção mas e ele parece não me conhecer.

-- daryl?

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