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* daryl *

Após devolvermos a segurança pra Hilltop, todos entramos novamente na casa grande. Teríamos que falar com Gregory pra conseguir o apoio de Hilltop pra "guerra", mas eu sinceramente não acho que ele vai querer.

O cara é um merda.

As portas grandes e altas se abrem e logo entramos no escritório. Não é muito grande, deve ser do tamanho do meu quarto, lá em casa.

Só de pensar nessa palavra, sinto um aperto no peito. Eu ainda tenho casa ? O mais provável é que se toda essa coisa não acabar logo, eu nunca mais possa voltar pra Alexandria. Por mais que eu esteja tentando ser positivo e essas baboseiras todas, não consigo tirar isso da minha cabeça. Não dá.

Arrasto uma cadeira, e dou pra Maggie sentar. Afinal ela tá grávida, e eu não sou tão ogro assim. Ela agradece e se senta a minha frente, enquanto eu encosto na estante de livros as minhas costas.

Gregory está sentado em sua cadeira, e tem uma escrivaninha a sua frente. O olhar que nos dirige, me faz querer ir até ele e quebrar todos os dentes de sua boca. Principalmente quando faz um sorrisinho para as mulheres aqui dentro.

Nojento.

Rick começa tentando convencer o velho de qualquer maneira. Fala fatos, coisas que aconteceram bem aqui, e ele mesmo assim continua com esse olhar de superior balançando essa porra de cabeça.

Jesus, que apesar de morar em Hilltop está do nosso lado, também entra na conversa, mas como Rick, sem sucesso.

Cada vez que Gregory abre a boca para falar alguma coisa, meu estômago revira. To começando a ficar bem puto com esse cara. Quando ele olhou na direção de Melanie, a olhando de cima a baixo, foi a última gota.

Fecho meu pulso e vou na direção dele, o vendo se esquivar até bater na parede atrás de suas costas. Eu não vou bater nele, óbvio que não, só quero dar um susto.

Dou um soco na mesa, e seus olhos quase saem pra fora, de tanto espanto.

__ você fica sentado ai o tempo todo, e não faz nada. Comer as mulheres com os olhos não vai solucionar o problema. Se nós não estivéssemos aqui pra matar esses zumbis que OS SALVADORES jogaram bem aqui na sua cara, vocês todos já estariam mortos.

Respiro fundo, quando o desespero começa a desaparecer de sua cara, dando lugar para o deboche novamente.

__ sabe, eu não vejo como um problema. O único problema aqui é vocês. Eles mandaram esses mortos por culpa de vocês. Inclusive, nosso acordo era: vocês acabariam com eles, e teriam comida, a NOSSA comida. Como não fizeram isso, o acordo está desfeito. Aconselho que arrumem outra comunidade para fazer acordos, pois não quero ligação nenhuma com vocês. Além disso, já está na hora de ir embora e agradeceria grandemente se pudessem sair pelos fundos e sem serem reconhecidos.

Minha raiva me faz ir até Gregory novamente depois de ter dito toda essa merda, mas Rick me impede.

__ não vale a pena Daryl. __ diz, me puxando pra fora do escritório.

Tenho que reunir minhas forças pra deixar essa porra pra lá. Que hipócrita! Puta que pariu.

Sem seguir a "ordem" dele, saimos todos pela porta da frente, e demos de cara com algumas pessoas paradas no pé da escada. Elas dizem para Maggie que querem lutar, junto conosco.

São pessoas normais. Ferreiros, agricultores. Provavelmente não sabem nada sobre luta. Na verdade duvido que saibam até mesmo usar uma arma, mas vale a pena. Precisamos de todos que possamos usar.

A caminho do portão, Jesus anuncia que vai nos levar até uma outra comunidade, não muito longe. Lá talvez possamos conseguir ajuda, comida, e pessoas, e segundo o que disse, o nome do líder é Rei Ezekiel.

Já fiquei com o pé atrás só de saber o nome dele. Rei. Como assim rei? Esse cara deve ser outro lunático doente, mas é nossa única chance então vamos lá.

Jesus tem um rádio dos Salvadores, o que é muito útil, pois podemos saber quando os desgraçados vão aparecer lá em casa, antes que apareçam.

Vamos todos no mesmo carro, menos Maggie, que fica em Hilltop, pra tentar convencer aquele desgraçado a lutar pela própria comunidade.

Algumas horas depois chegamos. Realmente não era muito longe. Rick para a van a frente de um prédio que parece ser uma escola, e todos descemos.

__ ok, e agora? __ escuto Shane dizer, enquanto desce do carro.

__ tecnicamente já estamos aqui. Agora é só esperar. __ Jesus fala, com um sorriso nos lábios.

__ esperar o que? __ assim que Rosita termina de perguntar, dois homens aparecem ao longe, vindo até nós de cavalo.

__ quem ousa pisar nas terras do Rei? __ um deles diz, apontando uma lança na minha cara, já que estou na frente do grupo.

Estreito as sombrancelhas com a pergunta. Se eu tinha alguma duvida de serem lunáticos, agora tenho certeza.

__ Paul é você? __ o outro homem se dirige a Jesus.

A.... Ele chama Paul.

__ sim Nicolas. Essas pessoas querem uma audiência com o Rei.

O homem assente com a cabeça, e logo pede nossas armas. Pelo o que conversei com Rick eles têm uma boa quantidade de armas escondidas, em Alexandria, mas não podem sair com elas. Rick entrega a única arma que temos, que foi a que eu o devolvi e começamos a caminhar seguindo os cavaleiros de armadura.

Bem, não é exatamente uma armadura. É como um colete de policial, no peito, joelhos e ombros.

Assim que dou o primeiro passo, tenho que me virar pra trás, devido a um súbito barulho na direção de Melanie. Um zumbi sai de trás da árvore da qual ela estava apoiada, e vai até ela. Me movimento rapidamente, mas quando vejo, Melanie já dividiu sua cabeça com seu facão. Sorrio assim que nossos olhos se encontram e ela levanta a sombrancelha, divertida.

Essa é minha garota.

[...]

Tudo aqui é assustadoramente bonito, Jardins pra todo canto, crianças correndo, Combatentes treinando entre nós.

Chegamos até a porta de um lugar que imagino ser um teatro, e vejo Morgan sentado com um menino, a minha direita.

Assim que Rick o chama, ele vem até nós, e nos abraça, perguntando como chegamos ali.

__ a Carol está aqui? __ pergunto.

A última notícia que tive dele, foi que foi com Rick procurar a Carol, então Rick voltou pra casa, e Morgan continuou procurando. Só o fato de que ele esteja vivo, me deixa muito esperançoso em relação a minha melhor amiga.

Sinto tanta falta dela. Por mais que eu não pense nisso, eu sinto. As vezes tento reprimir esse sentimento, tentando ver se melhora, mas agora, agora há esperança.

__ não. Ela veio comigo até aqui, e os médicos cuidaram dela. Eles têm médicos muito bons. Então algum tempo depois ela foi embora sem dizer pra onde. Sinto muito.

Com as palavras de Morgan, sinto o chão sumir. Rick toca meu ombro, dando um apoio, mas não posso me permitir chorar agora. Agora não.

Peço ao Rick pra não contar nada pra Melanie. Não ainda. Vou arrumar um jeito de contar de uma forma qua ainda não sei, mas vou saber quando chegar a hora.

Todos vamos pra dentro do prédio, assim que aquele mesmo cara diz que o "Rei" está nos esperando.

Eu estava certo. É realmente um teatro.

A cena que vejo condiz muito com o lugar, por que se não estivesse ali, em carne e osso vendo aquilo, poderia dizer que era um filme. Na verdade, mesmo estando aqui ainda não acredito que realmente esteja acontecendo.

Todos nós paramos no começo da rampa que vai até o palco, completamente congelados.

O Rei está sentado em um trono, no meio do palco. Ao seu lado, há um homem vestido com roupas estranhas, e um machado vermelho nas mãos.

Do lado direito de Ezekiel, uma corrente pende de suas mãos até o pescoço de um tigre.

Sim, um tigre. Já olhei vinte vezes e continuo não acreditando.

O animal, enorme e amarelo com manchas pretas está deitado tranquilamente aos pés do "Rei", como se fosse a coisa mais normal do mundo.

__ então... Ele tem um tigre. __ Rick sussurra, tentando não falhar a voz, mas sem sucesso algum.

__ esqueci de mencionar. __ Jesus diz, também sussurrando.

__aproximem- se, forasteiros. __ grita o cara com o machado.

Rick vai na frente, devagar, e todos nós o seguimos.

__ então. Disseram- me que queriam uma audiência comigo, aqui estou. Jesus, meu amigo. Que bom vê-lo novamente. Apresente seus amigos.

Dito isso, Ezekiel sorriu para nós. Jesus nos apresentou e Rick começou com o papo. O homem no trono prestava atenção em cada palavra, assim como seu "escudeiro" e Morgan, que estava ao lado do palco, nos escutando.

Rick conta absolutamente tudo. Os ataques, as mortes, as humilhações. Nós só ficamos quietos, o escutando. Depois de alguns minutos, Rick ainda fala, e Ezekiel nem pisca direito, mas por enquanto não abriu a boca.

Depois de horas esperando sua resposta, ele diz que já está tarde, e que se quisermos podemos passar a noite ali. Eu não concordo pois acho perigoso, mas Rick fará de tudo pra conseguir convencê-lo e esse tempo pode o ajudar a pensar melhor.

__ vou dizer minha resposta pela manhã. __ diz Ezekiel, antes de se levantar e sair por uma porta nos fundos.

Morgan nos leva até os quartos onde podemos dormir, aqui realmente é um lugar muito bom, mas esse rei não ajuda. Sinto que vai nos fazer dormir aqui atoa, mas não vou dizer nada ainda. Espero que eu esteja errado.

[...]

Nem dormi direito. Minha cabeça não para.

Saio do quarto e passo direto pelo corredor estreito, até chegar a porta. Assim que a abro sinto o ar gelado da noite sobre mim, não deve ter passado muito da meia noite.

Dou o primeiro passo para fora e obrigo minhas pernas a andarem. Não vou dormir, mas também não vou ficar naquele quarto igual um idiota.

Alguns metros pra frente encontro um banco de madeira, no meio de umas trepadeiras floridas. Parece um bom lugar pra fumar, se eu tivesse um cigarro. Como não tenho, só sento ali e encosto a cabeça nos galhos, atrás de mim, fechando os olhos em seguida.

Eu preciso aliviar a mente. Por favor, mais uma crise não, por favor.

__ você deveria estar dormindo.

Abro os olhos e encontro Melanie, com os braços cruzados tentando se aquecer. Provavelmente passou algum tempo de que fechei os olhos, pois algumas luzes ja se apagaram, e esfriou um pouco.

__ digo o mesmo. Não deveria estar aqui fora, é perigoso.

Esperei que retrucasse, como sempre, mas ao invés disso, Melanie somente sorri, e senta ao meu lado, abraçando as pernas.

__ ta fazendo o que aqui? __ pergunta, me olhando com aqueles olhos profundos.

Toda vez que os observo sinto minha respiração falhar um pouco, e dessa vez não foi diferente. Volto a olhar para frente, tentando ignorar meu corpo.

__ não consegui dormir. E você?

__ minha cabeça tá cheia. __ seus olhos caem sobre mim novamente __ você não tá com frio? Meu Deus tá bem frio.

Pra falar a verdade não. Sinto que esfriou, mas não tanto quanto ela demonstra. Sua boca treme, e está mais branca que o normal.

__ você tá bem? Melanie?

Me aproximo e coloco a mão em sua testa.

__ você está queimando! Que porra?

__ Daryl você vai acordar todo mundo. __ ela sussurra, sorrindo de lado.

__ não me importo. Você tá com febre. Se machucou ou algo do tipo? Por favor me fale.

__ Daryl eu to bem. Só estou mais quente que você porque eu sai aqui fora agora, mas meu corpo já está se acostumando com a temperatura. É você quem tá gelado.

Não acredito nem por um segundo, mas seus olhos dizem que é a verdade. Se não estivesse tudo bem, porque não me falaria?

__ espero que não esteja mentindo pra mim.

Sua mão toca meu rosto e o vira, na direção do seu. Arrepio com a sensação de sua pele quente, mas logo me acostumo com o toque.

__ eu senti sua falta.

Toco sua mão por cima da minha e fecho os olhos pra sentir melhor o calor entre nós, mas também pra não ter que olhar nos seus.

Eu preciso me controlar. Preciso me afastar dela.

__ Melanie... __ começo a falar e abro os olhos. Assim que o faço perco as palavras. Ela tá chorando. Meu Deus eu não vou aguentar isso.

__ ei.... Não precisa chorar, tá tudo bem. Por favor não chore.

Passo meu braço ao redor do seu ombro, e a puxo pra junto de mim. Meu plano acaba de ir por água abaixo.

Se não fosse por seus soluços, estaríamos em silêncio completo. Só eu e ela, ali, juntos.

__ eu.... Achei que estivesse morto. __ sua última palavra quase não sai, fazendo um aperto se formar em meu peito.

__ta tudo bem.... Eu tô bem. __ sussurro.

Talvez se eu ficar repetindo isso, realmente se torne realidade. Espero.

__ promete?

Não. Não posso prometer isso, não seria justo com ela. Por isso só fico quieto, ali, a abraçando. Alguns minutos se passam, e percebo que já está mais calma, então a afasto de meus braços e levanto. Não posso ficar ali, eu já tomei minha decisão.

Abaixo os olhos até ela, que está olhando para o chão como se ele tivesse todas as respostas. Eu não gosto de despedidas, nunca gostei. Mas está na hora disso terminar.

Não posso ficar com ela.

Por mais que eu queira, por mais que meu coração esteja em pedaços. Não vou a colocar em perigo novamente, não posso. Quando eu estava preso, e fui até Alexandria, Negan soube que ela era importante para mim, por isso deixou que ela me visse. Aquilo foi um teste. Agora ele sabe que ela é meu ponto fraco, por isso preciso me afastar, pois não posso perder mais ninguém. Não aguentaria, sei que não.

Melanie merece alguém muito melhor que eu. Alguém que durma com ela em seus braços antes de dormir; alguém que a trate como se fosse a coisa mais importante da vida nessa porra de mundo. E o mais importante de tudo, alguém que seja capaz de a proteger, não que seja uma porra de motivo pra sua vida estar em perigo.

__ eu te amo.

Cada músculo do meu corpo ficou tenso com aquelas palavras. Engulo em seco e tento acalmar meu coração, enquanto ela levanta o rosto pra me olhar, e morde o lábio inferior, por estar nervosa.

__ hummm... Você disse que me amava hoje mais cedo, e eu me surpreendi muito... Na verdade eu tava tentando dizer isso pra você há um bom tempo, mas não tive oportunidade. __ Melanie se levanta e balança as mãos ao lado do corpo, pensando no que dizer a seguir. __ então quando você disse que me amava, eu fiquei sem reação, porque me...

Antes que terminasse de falar, puxo sua cintura contra mim. Sim, eu tinha dito que ia me afastar, mas isso pode ficar pra amanhã. Eu nem posso acreditar nisso. Seria um sonho?

Assim que a puxei, ela parou de falar.

Levo meu polegar até seus lábios e acaricio o lugar. Ela não está mais tão quente, então provavelmente estava certa sobre seu corpo se acostumar com a temperatura.

__ Daryl...

__ por favor, diga isso de novo. __ peço, encostando minha testa na sua. Cada vez que nos tocamos, por mais mínino que seja o toque, é incrível. Meu corpo pede por ela, eu preciso dela.

__ você disse que me am...

__ não isso Melanie. O que você disse antes disso. Repete, por favor.

A sinto respirar fundo, seu rosto contra o meu, respiração contra respiração.

__ eu te amo. __ fala, por fim.

Não, eu não tava delirando.

Sinto que vai dizer mais alguma coisa, mas antes que faça, junto nossas bocas, fazendo suas palavras se transformarem em um gemido rouco.
Sinto suas mãos agarrarem minhas costas, então a puxo para mais perto ainda, e aprofundo minha língua dentro de sua boca. Seu corpo ainda responde ao meu toque, caralho isso me deixa tão feliz.

Abaixo minha boca até seu pescoço, a fazendo arrepiar imediatamente com minha língua. Em poucos segundos suas mãos arranham minhas costas, e eu a empurro contra a parede, deixando um caminho de beijos molhados até seus peitos, ainda cobertos.

__ Daryl.... Vamos lá pra dentroo....

Sua voz soa mais arrastada que o normal, e causa um arrepio esquisito contra meu pescoço.

__ vamos.

Tomo sua boca novamente, já sentindo algo dentro das calças endurecer.

Ela deu a idéia de entramos, mas nenhum de nós dois faz qualquer coisa para mudar de lugar. Suas mãos, agora por dentro da minha camisa, me tocam com sutileza, fazendo movimentos únicos.

Caralho.

Já eu, seguro seu rosto firmemente com uma mão, enquanto com a outra aperto seu peito, por baixo da roupa.

Finalmente, nos separamos, e seguro sua mão, em direção ao meu quarto.

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