16
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*Carol*
_ eles precisam de ajuda. __ Maggie diz, ao escutar o som do alarme.
Um zumbi agarra na meu ombro e me viro, cravando uma faca em seu crânio.
_ você fica aqui. __ digo, olhando para a mulher a minha frente.
Maggie não deveria estar aqui. Ela precisa ficar aqui fora, e só eu entro. Ela não precisa passar por isso.
Um corpo saindo da floresta, por trás de Maggie, se aproxima, e aponto minha arma na cara do Salvador, que está apontando a arma pra nós. Ela se vira também, e atira no braço do homem, que cai no chão.
_ que droga Maggie, vamos. __ grito.
Ela se aproxima do homem, e mira em sua cabeça.
_ só quando terminar. __ resmunga.
_ para! __ duas mulheres aparecem do meu lado, uma delas mira minha cabeça.
_ ou ela morre. __ a mais nova delas fala.
_ armas e facas no chão agora. __ ela diz, e mais uma mulher se aproxima, por trás de Maggie.
Eu e Maggie nos olhamos, e sei o que ela pensa. Não vou deixar ela sujar as mãos de sangue. Não vou.
Primeiramente ela nem deveria estar aqui. Isso não é pra ela, essa vida sangrenta e violenta, ela está grávida.
Já é dia, e o cara atingido por Maggie fica reclamando como uma criança, enquanto as mulheres tentam estancar seu sangramento.
A líder loira olha por um binóculo, na direção de onde estaria o nosso grupo, e imagino que tenha alguém vivo do grupo deles, pois ela fica meio aflita.
_ me dê o rádio.
O homem segue sua ordem.
_ abaixa a arma, babaca. __ ela fala, pra alguém do outro lado do rádio.
_ você com a Colt Python. __ ela continua.
Eu e Maggie nos olhamos. Ela está falando com Rick. Significa que eles estão vivos, graças a Deus.
_ todos vocês, larguem as armas agora. __ ela ordena ao meu grupo.
Com certeza ninguém vai largar a arma, nenhum de nós recebe ordens de outro que não seja Rick, quem dirá de uma vagabunda qualquer.
_ apareça. Vamos conversar. __ Rick diz, e solto a respiração. Óbvio que ele vai saber como agir.
_ quantos tem lá? __ alguém pergunta.
_ dez a vista. __ outra pessoa responde.
Fecho os olhos. Todos estão vivos.
_ são muitos. __ a loira conclui.
_ damos conta deles. Já demos conta de mais. __ o homem fala.
Balanço a cabeça levemente, sorrindo por dentro. Não vocês não dão conta de nós, somos em maior número e estamos muito bem armados.
_ não vamos até aí, mas podemos conversar. __ a líder diz a Rick.
_ nomes. __ se dirige a nós.
_ sou Maggie ela é Carol. __ diz, antes que eu abra a boca.
Minha respiração falha, e respiro fundo, tentando a controlar.
A loira continua falando com Rick, mas não presto atenção. Estou tão cansada de tudo isso.
Tentei me passar de dona de casa em Alexandria, e fingir que nada tinha acontecido, e tem dado certo. Mas não consigo lidar com tanto sangue nas mãos. Toda vez que fecho os olhos, seus rostos aparecem. De todos que matei. Isso tá me matando por dentro, mas não posso fraquejar. Não posso ser fraca. Tenho pessoas pra proteger, e enquanto elas existirem não hesitarei em fazer nada para salva-los.
A loira e Rick negociaram umas coisas, mas é óbvio que ele não vai cair no papo dela.
Depois do que imagino ser uma hora, chegamos em uma fábrica. Cobriram nossas cabeças, mas consigo ver um pedacinho do chão, olhando pra baixo.
" Sala do abate- processamento bruto" é o que leio na placa abaixo dos meus pés, assim que entramos no local.
As mulheres não param de falar um segundo, e isso realmente tá começando a me irritar.
O pano é tirado do meu rosto no momento em que vejo um zumbi indo pra cima de Maggie, e a loira apunhalando sua cabeça por trás.
_ sentem no chão. __ ela ordena.
Maggie reluta um pouco, mas eu sento imediatamente.
Elas passam fitas em nossas mãos e pés, e dizem algo sobre não ter como sair dali sem elas deixarem.
Encosto na parede, e Maggie de frente pra mim, com o zumbi entre nós.
Alguém arrasta ele para fora da sala, deixando um rastro de sangue no chão empoeirado.
Olho para meus pés, e vejo um crucifixo preso ali, que era do zumbi, e de algum jeito ficou preso em minha bota.
Isso vai ser muito útil.
Ficamos sozinhas na sala, e Maggie não para quieta um segundo. Ela raspa a mão no canto da parede, tentando rasgar a fita.
Me esforço para pegar o crucifixo e guardar no bolso, para daqui a pouco.
Meu plano começa agora.
Abro a boca, e faço movimentos pra cima e pra baixo, fingindo que estou sem ar.
Maggie me olha sem entender nada. Lágrimas escorrem dos meus olhos, enquanto finjo, tem que parecer real.
As mulheres chegam carregando o homem, e eu continuo.
_ Carol! __ Maggie tenta gritar, enquanto os salvadores conversam sem parar, sem nem prestar atenção no meu "estado".
_ hey! __ ela grita, tentando fazer as mulheres perceberem como estou.
A loira parece me notar, e se aproxima.
As lágrimas escorrem cada vez mais, encharcando minha roupa.
_ ela é uma franguinha nervosa né? __ a mais velha chega até mim, e tira minha mordaça.
Uma terceira mulher morena se aproxima com uma arma apontada pra mim.
_ olha só você vadia! Como chegou até aqui? __ cospe na minha cara.
_ isso querida, respire assim, como na aula de ioga. __ a mesma que tirou minha mordaça diz.
Coloco minha mão acima do bolso onde guardei o crucifixo, e continuo, fingindo que quero o pegar.
Ela abre o bolso, e dá na minha mão, dando risada da minha cara.
Seguro ele na frente do meu rosto, e olho pra Maggie. Sua expressão indica que realmente não está entendendo nada.
A líder me olha sem acreditar.
_ você realmente está com medo de morrer? Do que tem tanto medo?
_ Façam o que quiserem comigo. Só não machuquem Maggie. Não machuquem o bebê.
A sala fica quieta, e toda a atenção se move a garota grávida.
_ não parece alguém grávida. __ o homem fala, observando Maggie de cima a baixo.
_ estou quase no segundo mês.
_ você acha inteligente embuchar no meio disso tudo? __ a lider de cabelos loiros pergunta.
_ quando foi inteligente ficar grávida? Mulheres morriam nos partos e sempre achavam que era o fim do mundo. __ Maggie completa.
_ o importante é continuar. __ a líder comenta.
_ não. Zumbis fazem isso. O importante é viver. __ a grávida diz.
Todos assentem com a cabeça.
Depois de alguns minutos, a mulher mais velha acende um cigarro, e se aproxima de Maggie.
_ o bebê. __ digo.
Ela debocha e vai saindo da sala, enquanto tosse em um pequeno pano.
_ você vai morrer com isso. __ digo, a olhando.
_ já estou. Sou uma moribunda que anda. __ diz e mostra o pano em que tossiu, encharcado de sangue.
As duas mulheres que continuaram na sala voltam sua atenção para o homem ferido, que reclama o tempo todo da dor em seu braço.
_ em 20 minutos nosso povo chega__ diz a líder.
_ o braço dele não vai aguentar isso. Ele vai perder o braço, talvez a vida. __ Maggie se intromete.
Os dois a olham.
_ não sou médica, mas meu pai perdeu a perna assim.
Hershel foi mordido na canela, logo quando chegamos na prisão, e teve que cortar a perna.
Maggie tenta os convencer de fazer o trato com Rick, mas eles não abaixam a bola. Que droga.
Parece que vou ter que matar todos eles mesmo.
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