11.5

♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎

*alguns minutos antes*

*shane*

Alguém me diz que o banheiro fica na parte de cima da casa, e eu subo. Finalmente.
Tava segurando há um tempão, uma pedra no rim nem me surpreenderia.

Sao do banheiro, e vou em direção as escadas, mas um barulho, em um dos quartos, me chama atenção.

Abro a porta devagar, e entro, xingando mentalmente, por não ter trazido minha faca.

O quarto está limpo, não tem móveis, a não ser uma cama bem no meio, e a janela, meio aberta.

Uma sombra aparece, sentada no telhado, e me aproximo pra ver, silenciosamente.

Carl.

Dou meia volta, mas o menino é um sobrevivente, e provavelmente me escutou de longe.

_shane?

Volto a me virar pra janela, e encontro o cowboy me olhando, com a cabeça um pouco virada pro lado, assim como seu pai faz as vezes.

_ hey. __ digo, passando a mão na cabeça.

Minha vontade é voltar lá pra baixo. não sei se o garoto me perdoou, e não quero acelerar as coisas. Se ele precisar de um tempo, vou entender e se nunca mais voltar a ser como antes, também vou, faz parte quando se faz besteira.

_ vem aqui.

Respiro fundo e vou até ele, me sentando ao seu lado.

_ quero que saiba que eu nunca quis te magoar. __ depois de algum tempo no silêncio, eu abro a porra da boca.

_ eu sei.... meu pai me contou.... digo, tudo.

_ que bom.

Mais um silêncio desconfortável.

_tenho muito orgulho de você, digo, eu sempre tive, mas você me surpreendeu.

Ele sorri, de lado.

_ é incrível como você é igualzinho a ele. __ abaixo a cabeça, repentinamente sentindo uma pontada.

_ como tá... a relação de vocês? __ ele pergunta, depois de um tempo com a cabeça abaixada.

_ melhor do que eu esperava...achei que quando me visse fosse ficar puto ou algo do tipo, mas tudo que ele demonstrou foi compaixão, e humildade.

Ele assente, e depois disso a noite passa como um raio.
Conversamos sobre algumas coisas e ele me conta empolgado de como escapou de um tiro, alguns dias atrás.

Carl diz que já está tarde, e se despede. Eu fico ali mais um tempinho, refletindo. Desço para a festa novamente, e quase todos já se foram, então decido ir também, afinal, foi uma grande noite.

*melanie*

Judith, normalmente não dá trabalho nenhum, e hoje foi o mesmo. Depois de uns poucos minutos ela dorme novamente e agora é até amanhã, certeza.

Daryl abre a porta, e me assusto, dando um passo para trás.

Está com uma roupa normal pra ele, calça e camisa, como sempre. Diferentemente de alguns minutos antes parece totalmente sóbrio, e me joga uma camiseta, provavelmente porque estou bem molhada ainda.

Fecho a porta do quarto, de modo que ficamos parados no corredor.

_ não precisa... meu quarto é ali, e eu já....

_ sei que não precisa, mas eu quero.

Assim, com essa frase, sinto minhas pernas bambearem.

Daryl toca meu rosto e o levanta, me beijando delicadamente, como nunca antes. Sinto sua respiração, grudada na minha, quando sou encostada na parede do quarto da Judith e agarro seus cabelos em uma tentativa falha de controlar as batidas do meu coração.

Uma porta se abre lá embaixo, nós dois nos movemos na hora exata em que Carl caminha pela sala, em direção a escada.

_ vem. __ Dixon pega minha mão, e me leva ao seu quarto, antes que Carl nos veja assim.

Me sinto uma porra de adolescente.

*daryl*

Pela janela do quarto vejo Alexandria toda, praticamente. O céu tá bem estrelado essa noite, e desejo imensamente estar na floresta. O ar fresco, o cheiro de terra molhada, e os malditos filhos da puta querendo me comer o tempo todo.

Inferno.

Melanie aparece do meu lado, vestindo minha roupa. A olho de cima a baixo, e ela sorri de lado, claramente envergonhada.

Essa cena talvez me deu um tesão absurdo.
Talvez o caralho.

Ela se joga na cama, como se fosse dela mesma, e levanta a cabeça, pra me olhar.

_ o que você fazia, antes de tudo?

Seus olhos me lembram amêndoas, mas ao mesmo tempo, há algo tão profundo neles, como se conhecesse cada pecado meu, como se tudo, na minha vida, dependesse desses olhos.

_ mecânico de moto. __sento ao seu lado. __e você?

Observo seus pés balançando, pendurados para fora da cama, e sorrio. Em alguns momentos adulta, em outros uma criança.

_ Charlottesville, tava cursando primeiro ano de artes visuais.

uau.
Faço minha cara de admiração, retirando um sorriso de seus lábios.

_ talvez algum dia você possa ver meus desenhos.

_ quero ver agora.

_ nem a pau. __ ela fala, gargalhando, e passa a mão no cabelo.

É quando uma pulseira me chama atenção. Acho que nunca a vi antes, não que eu lembre, tem umas borboletas penduradas, e um único coração, que parece ter sido de outra pulseira talvez.

_ você sempre usou isso?__ aponto para seu pulso.

Realmente é bem estranho que eu nunca tenha a notado, considerando que normalmente presto muita atenção nos detalhes.

_ sim.... meu pai me deu, dias antes de tudo começar. O coração era uma correntinha da minha mãe, ela usava no pescoço. Quando ela morreu, eu fiquei com ele, e quis colocar aqui.

Ela se emociona, ao lembrar dos pais e me xingo mentalmente, por ter entrado nessa porra de assunto.

Melanie percebe que eu notei sua tristeza e logo sorri.

_ relaxa, tá tudo bem. Acho que só preciso de uma água. Quer?

Balanço a cabeça em negação, antes de a ver saindo do quarto .

Eu sou um imbecil mesmo.

[...]

Quando ela volta, parece nem se lembrar do assunto e já abre a porta sorrindo.

E puta merda, que sorriso.

Acabei deitando, nesse meio tempo, porque ainda to meio quebrado por causa desse lance do prisioneiro. Só de lembrar me dá raiva.

Sinto sua cabeça sob meu peito, enquanto acaricio seus cabelos, admirando a sensação maravilhosa que seu corpo tem, sob o meu. Sua perna sobe em cima de mim, e circulo a tatuagem, que mesmo no escuro consigo identificar sem dificuldade.

_ porque um dragão?

_ acho que na época foi só uma rebeldia mesmo. __ ela fecha os olhos, sentindo meu toque.

_ e hoje? __ pergunto, sem tirar os olhos dos seus.

_ não sei. Eu até que gosto.

_ eu também.

Me aproximo e a beijo, e ficamos nisso. Ninguém avança o sinal, e gosto disso. É bem confortável.

Fecho os olhos e esqueço o mundo lá fora. Sem mais inimigos, sem mais mortos, sem mais fome, nem dor.

Sinto ela se inclinando, para me dar um selinho, e logo depois sorrindo dizer:

__ boa noite Dixon.

É a última coisa que escuto, antes de pegar no sono.

*melanie*

"Rick tá precisando de reforço" é oque a pessoa que passou batendo na porta diz.
Só bastou um segundo pro caçador colocar a camisa, que tinha tirado antes de dormir. Ele pega a crossbow e abre a porta, eu pego minha faca, e o sigo, fechando a porta assim que saímos.

Não troquei de roupa, estava com a camisa do Daryl, então só coloquei minha calça, não achei que fosse ser algo muito diferente.
No segundo em que botei os pés na escada vi que eu não podia estar mais errada. Todo mundo ta ali, na sala, e todo mundo olha.
Eu não ligo muito, mas Dixon com certeza ficou bem incomodado com isso.

_Entao..... __ Rick chama a atenção do pessoal, e começa a falar sobre o tal prisioneiro, que havia escapado, magicamente.

O desconhecido chama a si mesmo de Jesus, o que já é bem estranho.

Movo meus olhos até ele, que está sentado a minha frente, com as mãos amarradas.
Alto, magro, bonito, beem bonito.
Claramente oque mais chama atenção são os cabelos compridos, que batem no ombro, e os olhos, tão azuis que eu poderia dizer que são brilhantes.

Provavelmente, esse é o motivo por que o chamam de Jesus.

Jesus começa a dizer umas coisas sobre uma outra comunidade, como a gente, e Rick, como já era de se esperar fica todo esperançoso.
Depois de uma conversa com o pessoal, ele decide que vai até o tal lugar, levando uns com ele.

Tudo se resolve e subo pro meu quarto pra tomar um banho.
não demora muito, e Daryl aparece, com o jeito de sempre dele, de entrar sem nem bater na porta.

_ hey.

_ hey. __ respondo.

_ ta chateada comigo? __ ele se aproxima, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

_ claro que não. __ sorrio, tentando ignorar o jeito que meu coração se comporta, toda vez que Daryl está por perto.

_ tem certeza? __ ele põe a mão no meu rosto, e encosta a testa na minha.

_ óbvio que sim. __ sinto seus lábios me puxando até ele, e preciso levantar os pés porque sou praticamente uma anã.

_ hey.... eu não sei exatamente oque tá acontecendo entre nós, mas se você quiser a gente conversa sobre isso, depois.

Daryl faz uma pausa, como se fosse hiper trabalhoso dizer tudo isso. Eu entendo, adoro essa coisa de ser quieto e tímido.

_ okay, cuidado __ ele assente e me abraça forte, então sai do quarto.

Depois de tomar banho, fico esperando Shane aparecer pra se despedir de mim, mas ele não vem.

♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎♡︎

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top