Capítulo 47: A última viagem
Em meio o caminho tive a infelicidade de encontrar uma capanga do Hoffmann, a qual estava me procurando, isso me fez acreditar que eles já descobriram a minha fulga. Eu vou pelo lado oposto até alguém puxar o meu cabelo, era ela.
Capanga: A onde pensa que vai? Você matou o meu irmão!
Escuto um barulho dela e um afrouxamento em meus cabelos, ela caiu do meu lado foi ferida nas costas. Olhei para trás avistando o Ryota. Não pude conter a minha alegria de vê-lo.
Vou até a moça e pego seu celular.
Ryota: O que vai fazer?
Digito algumas coisas e ligo o GPS.
Larissa: Vamos, temos pouco tempo para tirar o Emanuel daqui.- colocando o celular no chão.
Ele me olhou desconfiado.
Larissa: Confia em mim.
Ryota: Certo, mas tirá-lo não será uma tarefa fácil.- limpando o sangue de sua espada com um lenço preto.
Larissa: Bela espada.
Ryota: Obrigado, é uma katana, uma herança da minha família passada de geração pra geração.
Ryota me olhou seriamente, mostrava preocupação com o que estava por vir, eu imaginava seus pensamentos só de olhar para ele.
Larissa: Eu posso lutar.
Ryota: Eu sei que pode, mas não é uma profissional ainda. Na verdade, nem os profissionais conseguem lidar com todos os oponentes, sempre tem alguém melhor.
Suspirou ainda mais incomodado.
Ryota: De qualquer forma sou o único que pode protegê-la agora, pelo menos até encontrarmos o Emanuel. Não me desobedeça, se fizer isso custará as nossas vidas.
Larissa: Tudo bem.
Percorremos o local sabendo que estávamos sendo procurados. Isso deixava o meu coração angustiado.
Larissa: (Eu poderei vê-lo novamente? Poderei abraça-lo mais uma vez? Não quero me despedir!)
Ryota: Onde ele se encontra?- irritado, interrogava um homem que aparentava ter 25 anos de idade. Mas ele parecia estar disposto a morrer pelo Callen.
Larissa: Quer mesmo perder sua vida por causa dele?
???: Acredite, eu tenho mais medo do Callen do que de vocês.
Ryota: Te garanto que posso ser pior.
???: Trabalho há um tempo com esse homem, não me faça rir, já vi muitas pessoas morrerem em suas mãos, meu irmão foi uma dessas pessoas e quer que eu tema a suas ameaças?
Larissa:(Medo... somos dominados por esse nome...)
Respirei fundo, sabendo que aceitei tudo isso exatamente por ter medo de morrer.
Larissa: Todos temos medo , e existem pessoas mais fortes do que nós, mas você ainda quer trabalhar para Hoffman mesmo após ele ter tirado a vida do seu irmão? Haverá alguém maior do que Callen que um dia irá pegá-lo e sua vida acabará. O que restou dela.
O rapaz de cabelos loiros, olhos azuis, pele clara, tinha uma cicatriz no pescoço.
Larissa: (Terá sido o Hoffmann?)
Mostrou um leve incômodo.
Larissa: Não perca sua vida, não é isso que você quer. Eu não sei como era seu relacionamento com o seu irmão, não conheço sua vida, porém você entrando em uma batalha que não é sua, mas pode ajudar a terminar ela se nos ajudar.
A mão direita começou a tremer.
???: Eu não sei onde ele se encontra, eles perderam o homem de vista.
Ryota: Esta mentindo.
???: Não estou, é a verdade.
Larissa: Como se ele estava desacordado e ferido?
???: Não sabemos se uma segunda pessoa ajudou, Callen acredita que Richard não foi pra muito longe, existe um porto próximo daqui.
Larissa:(Ele conseguiu fugir?)
Era uma teoria mas não podíamos descartar, era tudo que tínhamos. Olhei para Ryota , estávamos de acordo. Ele solta o rapaz , e guardou sua katana.
Ryota: Escuta rapaz.
Kaio: Kaio, meu nome é Kaio.
Ryota: Priorize sua vida.
Conseguimos escutar o som das sirenes da polícia. O rapaz ficou assustado, não precisei dizer para ele fugir, em sua primeira oportunidade correu como se sua vida dependesse disso e realmente dependia.
Ryota e eu nos retiramos também. Fomos até o carro, ele ligou e acelerou como se estivéssemos na fórmula 1. Nos afastamos do balcão e fomos direto para o porto pegando um atalho, avistei o mar e o porto adiante.
Ryota: Tem uma moto ali. - olhando para os tambores com uma moto encostada. Desacelerou o veículo e estacionou debaixo de uma árvore.- Deve ser de um dos dois.
Larissa: Não acho que seja do Callen, ele tem gostos caros, a prova disso é seu carro que nos trouxe problemas.
Ryota: Eu tenho certeza que isso não importa em uma caça.
Nossa conversa foi interrompida com o som de troca de tiros.
Ryota: Eu não preciso te dizer que é perigoso entrar, nem dizer que é pra se comportar.- me olhando seriamente.
Larissa: Mas se vocês demorarem... eu vou entrar.
Ele me entrega uma chave, era do seu carro.
Ryota: Se as coisas não seriem como o esperado, saia daqui imediatamente.
Dito isso ele saiu. Eu precisava cooperar, se Richard estiver lá dentro, será dois contra um, mesmo que não possa lutar, confio nas habilidades do Ryota.
•••
Callen Hoffmann
O ladrão conseguiu sair do balcão e a mulher havia desaparecido. Na minha teoria ele fugiu com ela ou ela escapou e o criminoso está tentando usar ele mesmo como isca para me atrair e me afastar da moça.
Callen:(Porém, você não é capaz de lutar, está ferido demais para isso, e sua namoradinha tem medo de usar uma arma. )- com um leve sorriso de canto.- Que bela dupla de fracasso.
Em um piscar de olhos me desviei por pouco, olho para a parede fincada por uma katana. Uma sombra surgiu num ataque, e com um chute no tórax me jogou contra uma parede. E consigo desviar mais uma vez do segundo ataque da lâmina, dou um salto para trás.
Callen:(Por pouco não tive a garganta perfurada...)- pensei olhando para o responsável. - É a primeira vez que um rival me ataca com uma espada. Eu ouvi falar de você, Hashimoto.
Ryota: Poucas coisas.
Callen: Nem mesmo Léo conseguiu muita informação, você é mais misterioso como Harris.
Ryota: Isso porque nos conhecemos desde a infância, a princípio trabalhei sozinho. Depois comecei a colaborar para te matar.
Ele ri de canto apoiando a espada em seu ombro.
Ryota: Esperava que ele te matasse , mas como não saiu como o planejado vou dar uma mãozinha.- apontando a espada para mim.
Callen: Armas de fogo são mais rápidas do que uma espada.
Ryota: Com quem você acha que está lutando? Eu sou um atirador de elite, e minha família também é descendente de samurai.- girando a katana apontou para mim. - Vamos medir nossas forças.
•••
Otávio Calisto
Aguardava no aeroporto a chamada para a Índia, eu fui até o toalete, agora era tudo por conta do Callen, o meu trabalho havia sido feito e o pagamento estava na conta.
Lavava minhas mãos, e ao términar começo a secar. Uma pessoa entrou, com vestes pretas. Me assusto ao vê-lo, me afasto da pia.
Otávio:(Paulo ... )- com as mãos trêmulas.
Seus olhos eram frios, sua presença era de dar medo.
Paulo: Já está partindo, Otávio?
Otávio: Eu preciso resolver... alguns compromissos...- pensando ao mesmo tempo se eu conseguiria alcançar a minha arma no bolso direito.
Paulo: Sou um homem sério e me comprometo com os meus compromissos, lido com as consequências, por mais sujas que seja.
Engulo em seco.
Otávio: Não sei do que está falando.
Paulo: Se prefere assim, você se precipitou demais.
O homem grudou sua mão direita no meu pescoço, apertando como se fosse quebrar os meus ossos nele. Minha cabeça bateu fortemente na pia , senti um líquido escorrer pela minha pele , era sangue, minha cabeça latejava, meu corpo foi jogado no chão e senti um metal atingir o meu peito , minha visão foi se escurecendo vendo uma arma sem som.
Continua...
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