Capítulo 45: A palavra de um homem
Richard Emanuel
Aluguei um carro para andarmos pelo Rio de Janeiro e aproveitar um dos melhores lugares para o nosso encontro, ao estacionar, recebi uma mensagem , verifiquei e respondendo guardei o celular.
Larissa: Tudo bem?
Richard: Sim.- respondi com um sorriso. Desci do carro e abri a porta para ela.
Larissa: Obrigada.- um pouco sem graça. Ao descer fechei a porta. - Onde estamos meu bom guia?
Richard: Bom guia? É, posso aceitar isso.
Larissa: Só não deixa subir a cabeça.
Richard: Acho que é tarde demais.
Ela me dá uma leve cotovelada na minha cintura me fazendo rir. Fomos andando até subir e pegar uma cabine.
Richard: Esse é o Pão de açúcar. Bonito, não acha?
Seus olhos pareciam de uma criança no Natal.
Larissa: Você realmente nunca veio para cá?
Richard: Não.
Larissa: E conhece tão bem os lugares.
Richard: Isso se chama gps e Google.
Me abraçando enquanto olhava o lugar, devolvo aproveitando esse momento tão calmo.
Richard:(Aos poucos sem perceber meus sentimentos se revelaram por essa mulher, e não fui capaz de deixá-los de lado, mas...)- a olhando. -(... estava com medo e agora posso simplesmente relaxar.)- encostando a minha cabeça na dela.
Quando nossos olhos se encontraram, me deixei levar e a beijei carinhosamente e ela devolveu. Nos afastamos, nos encarando por um momento.
Quando finalmente paramos para descer, fomos andando sem pressa alguma,
Larissa: Queria que esse dia não terminasse.
Richard: Haverá outros, não se preocupe.
Larissa: Obrigada, Richard, por tudo, eu realmente gostei de passar esse tempo com você.
Richard:(É notável que ela nunca passou por algo similar.)- penso notando desde o buquê até aqui. -(Aquele homem, será que em nenhum momento deu a devida atenção para ela? Será que a única coisa que ele queria era manter ela presa como uma prisioneira?)
A ideia me irritava.
Larissa: Richard...?
Saio dos meus pensamentos ao ouvir sua voz num tom de preocupação.
Richard: Não foi nada.
Larissa: No que estava pensando? Está preocupado com o Harris?
Richard: Um pouco, quase nada, ele não se importa com as nossas vidas, então é, eu acho que 0,01%. Mas isso não importa agora.
Larissa: Eu não acho que seja assim, não mais.
Richard: Por que ele te agradeceu? Realmente é peculiar ele fazer algo ao contrário de seu comportamento.
Larissa: Não digo por isso, digo porque ele se sacrificou por um caso que não era dele.
Richard: O que quer dizer com isso?
Larissa: Eu acredito que o Harris se importa mas nunca vai falar abertamente.
Richard: (Será?)- pensei. - Bom, isso não vai mais importar quando me retirar da gangue.
Larissa: Vai se retirar...?
Richard: Estou pensando nisso desde a morte do Adam, na verdade... era um incômodo... mas você me confrontou e me fez ver que eu não queria mais fazer parte disso.
Larissa: Da gangue ou da vida de criminoso?
Um pouco curioso a olho.
Larissa: O que foi...?
A encarei tentando ler seu olhar.
Richard: (Mas não posso fazer essa pergunta... pois nem mesmo eu sei responder...)- pensei me acalmando. - Você está muito bonita.
Rafaely corou um pouco, continuamos a andar até nos aproximar do carro, outra mensagem recebo e respondo sem dar muita atenção.
Logo paramos quando três carros nos cercou.
Larissa: O que... ta acontecendo...?
Larissa Rafaely
Um homem de cabelos pretos, olhos azuis, pele clara, com um moletom laranja, calça branca e sapato preto saiu do carro.
Larissa: Hoffmann...
•••
Callen: Estava ansioso para finalmente conhecer o homem que roubou o que era meu. - olhando para Emanuel, seus olhos pararam em mim, meu corpo congelou de medo com seu olhar frio. - A senhorita escolheu permanecer do lado dele , que tola, o que ganharia com isso?
Larissa: Não foi fácil conseguir a colaboradora dele.
Callen: Então você se tornou um cão de guarda para essa mulher?
Sua ridada foi ríspida.
Callen: Os boatos eram reais, valeu a pena alguma coisa? Realmente estou intrigado, o que um homem que deixou a melhor amiga morrer poderia fazer para te manter em segurança? Porque da maneira que estamos é um acordo inútil, sem nenhum valor , uma piada, você esta encurralada e vai me dizer que foi a melhor escolha?
Seus capangas começaram a rir.
Richard: Não posso deixar de falar que eu não faria esse acordo se não soubesse da minha capacidade, se eu fosse uma presa fácil já teria me executado na Inglaterra, mas foi o oposto, precisou até mesmo apelar para o Bruce. E perdeu seu pião como Gamall.
Callen: Homens fracos. Não foram capazes de te matar, mas você deu sorte praticamente, já que seu pescoço foi protegido por outro homem, o líder da gangue, Brandon Harris.
Surpresa fiquei, até onde sabíamos, Callen não sabia da existência de Harris e de repente ele parecia ter bastante informações.
Callen: Wellington, Melissa.
Sou afastada de Emanuel que é preso também, logo a minha visão fica escura, pois haviam colocado um saco de pano na minha cabeça.
Callen: Como escolheram me desafiar, não há motivos para ser bonzinho, morrerão juntos em breve.
Sou jogada dentro de algo que continha algumas garrafas de vidro.
Callen: Deve trazer algumas lembranças para você. Já que foi assim que começou.
Larissa: (Estou... no porta malas...)
Fechou e o carro começou a se movimentar.
Larissa:(Eu irei morrer... irei morrer de verdade... eu não quero morrer... )
•••
Jogada novamente no chão, retirou o saco, vejo uma mulher sair da dala e trancar a porta.
Larissa: ME TIREM DAQUI!- gritei. Mesmo aos berros eles me ignoraram. - (As coisas estão fora de controle.)
???: L-Larissa...
Escuto uma voz, olho para o lado pouco iluminado e vejo Richard no chão e feriado, corro até ele.
Larissa: O que fizeram com você?- limpando com a minha blusa o sangue em seu rosto. Meu coração se partiu ao vê-lo daquele jeito.
Richard: Precisa sair daqui... tem um tubo de ventilação... você consegue passar...
Larissa: Não me peça para te abandonar.
Richard: De nada valerá a pena... se nós dois morrermos... você precisa viver... estou disposto a morrer para salva-la.
Continua...
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