Capítulo 27: Um dia pra se lembrar
Na quinta-feira eu estava treinando como o de costume. O sábado se aproximava e eu via a vitória na palma da minha mão.
Lorenzo: A Emma não vem? Geralmente ela te acompanha.
Richard: Tivemos um desentendimento.
Lorenzo: E não tentaram se entender?
Richard: Não estamos em um relacionamento para me importar.
Lorenzo: Não se trata de namoro mas de amizade.
Richard: Somos só dois conhecidos.
Lorenzo: Muito bem, 15 minutos de descanso.
Assim fiz e ele saiu. Pego a minha garrafa d'água e me sento na cadeira. Logo escutei algumas pessoas comentando sobre o corpo de uma mulher encontrado nessa agora pouco.
I pessoa: Coitada, o que será que aconteceu?- perguntou a moça para sua amiga.
III pessoa : Certamente estava vendendo drogas.
I pessoa: Nem todo mundo vive assim.
III pessoa : E que outro motivo a levaria a morte?
I pessoa : Inveja?
Richard:(Larissa deve estar ainda mais brava do que antes.)
II pessoa : Por isso que eu digo para tomar cuidado.
Desde a nossa discussão ela tem me evitado, nem mesmo sua sombra consegui ver, se não estava no quarto estava andando pela capital.
I pessoa : Vamos ter que esperar a autópsia.
Olho meu celular e nada dela. Ela nem mesmo deixava o celular ligado para que eu a rastrea-se, e isso me irritava.
Richard: (Colabora, Larissa...)
•••
Chegando na casa, perguntei dela mas a resposta era mesma "não esta".
Chaya: O que aconteceu para os dois estarem brigando?
Richard: Não te interessa, Chaya.
Chaya: Ja entendi o motivo.- saindo.
Richard: Ela tem mais raiva de mim do que do Brandon? Como isso é possível?
Brandon: Não tenho nenhum vínculo com essa mulher.
Olhei para trás vendo ele.
Brandon: Você por outro lado é mais próximo dela.
Richard: Não somos próximos.
Brandon: Ela confia em você e você a decepcionou.
Richard: Você também não fez diferente.
Brandon: A diferença é que nunca agi diferente diante dela.
Suspirei.
Richard: Deve saber a onde ela está.
Brandon: Não.
Richard: Ótimo.
Brandon: Eu disse que deveria resolver o problema.
Em silêncio fiquei.
Brandon: No entanto, existe um lugar que ela pode estar.
•••
Ao chegar no local , perguntei a recepcionista se tinha visto a mulher, ela me deu a localização e eu a procurei. Demorei um pouco mas havia avistado ela.
Richard: Larissa?- chamei, ela se virou surpresa mas não demonstrou alegria. Usava um vestido preto, um salto preto e estava com os cabelos presos.
Larissa: Achei que tivesse deixado claro.
Richard: Uma parte sua sabe que estou certo.
Larissa: Eu sei, mas você é cruel, como todas as pessoas que mataram algumas dessas.- se referindo ao cemitério.- É por isso que não se importa.
Richard: Eu a salvei do Brandon, como pode dizer que não me importo?
Reflito sobre as minhas palavras.
Larissa: Sabemos o que nos levou até aqui, não foi por gentileza. Mas, se não se importar eu gostaria de ficar sozinha.
Richard: Por que você esta aqui?
Larissa: Porque minha família morreu nesse dia e não posso ver seu túmulo.
Em silêncio fiquei.
Larissa: Acho que a minha paz acabou. - saindo.
Richard: Não pode pelo menos deixar seu celular ligado? Custa?
Larissa: Custa a minha paz.
Richard: E se você for morta?
Ela parou e me olhou.
Larissa: Vou ser só mais uma.
Com isso voltou a andar.
•••
Brandon Harris
Na sala de reunião encontrei a Larissa, me sentei sem dar atenção.
Larissa: Quando seu cliente vai se manifestar?
Brandon: Isso não é da sua conta.
Larissa: Um homem perigoso e outro homem perigoso, uma gangue e tudo isso se resulta em problemas que podem custar a vida. Então isso é da minha conta.
Brandon: Então sugiro que comece a treinar mais e perca seu medo.
Larissa: Você e o Richard são iguais. E da próxima vez que ele perguntar, finja que nunca me conheceu.
Brandon: Isso aqui não é uma viagem de férias, então para de fazer graça por algo que você não pode fazer nada.
Em silêncio ficou.
Brandon: Não vou me desculpar com você, ficou porque quis, e deve se adaptar as minhas regras e não o contrário.
Antes que fizesse algo, escutamos um barulho, Larissa saiu apressadamente e eu logo a segui, ao sairmos, vimos no corredor, Adam no chão se agonizando.
A mulher não pensou duas vezes e correu até ele.
Larissa: Adam?- chamou.- O que foi? - desesperada. Logo me olhou. - Vai ficar parado também e deixá-lo morrer?
•••
Levado ao hospital, esperamos a resposta do médico, enquanto isso, estavamos no corredor as 21:56 da noite.
Larissa: Ele vai ficar bem...?
Nada respondi.
Larissa: Ele já reagiu dessa forma antes?
Brandon: Não.
Ela se levantou e foi até a cafeteira.
Brandon: Não vai conseguir dormir se ficar assim.
Larissa: Eu não vou dormir até que o Adam saia de lá e o médico me diga que ele esta bem.
Brandon: Terei que pedir para que volte.
Ela parou na cafeteria e me olhou atordoada.
Brandon: Não pode fazer mais nada, cabe ao médico.
Larissa: E quem ficará com ele?- perguntou. - Você é um homem bastante ocupado e não acho que o Léo e o Richard vão querer ficar aqui.
Colocou café no copo e me olhou.
Larissa Rafaely
Ele se levantou, veio em minha direção, achei que fosse brigar comigo, mas apenas pegou um copo e colocou café.
Logo voltou pro sofá e não disse mais nada. Voltei pro sofá e me sentei também.
Brandon: Eu não ia deixá-lo.
Larissa: Hum?- perguntei. Mas logo raciocinei.
Brandon: Acredito que você tentaria salvar a todos e ainda sim poderia não salvar nenhum e perecer junto. Tem coisas que precisa deixar quieto.
Pensei um pouco em suas palavras.
Larissa: (Ele não costuma conversar muito comigo...)- estranhando. - Como era o nome dela?
Nada respondeu.
Larissa:(Não adianta tentar dialogar com ele, isso é perda de tempo.)
Brandon: Débora.
Surpresa o olhei. E o tempo começou a mudar, indicando a chuva.
Larissa: Eu lamento pela sua perda.
Entendia sua dor porque já perdi minha família. E isso ainda doía. Meus pais e meu irmão faleceram nesse dia e se Adam não resistisse...
Larissa:(Nunca pensei que poderia me preocupar com eles... mas o Adam nunca me fez um mal sequer...)
Olhei para o café pensativa e preocupada aguardando angustiada a resposta do médico.
Continua...
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