Cinco | Olívia [Sem Revisão]

Estava tendo um dia ruim, e em algum momento, repassando as regras na minha cabeça.

Regras! Natan só podia estar louco...

Você tem de dizer, eu não vou aturar isso, pensei, cruzando os braços enquanto soprava irritada. Prefiro morrer a continuar a viver em um mundo em que meu namorado faz regras para gente ficar juntos.

Mas eu era uma covarde.

Observei meu namorado, tirando notas de dinheiro do bolso. Ele parecia bonito.

Se Natan fosse uma flor, acredito que seria uma rosa, coberta de espinhos que protegiam sua beleza.

Lembrei dos poemas que a professora de português, Elena, recitava com a alma — embora metade da sala começasse a dormir, por causa de sua voz doce. — "Os espinhos não tiram a beleza da rosa, é a beleza da rosa que torna os espinhos insignificantes".

Algumas vezes, eu entendia porque minha mãe não gostava dele. E nem meu irmão mais velho.

Natan era um completo esquisitão.

Deveria estar preocupada? Acho que sim. Mas de alguma forma, eu me sentia amada. Ele era um cara legal, que aparentava ter boas intenções e falava de um futuro ao meu lado.

Depois de nosso último ano no colégio, Natan queria assumir um relacionamento maduro. Com responsabilidades de adultos.

Pro inferno que eu entendi o que ele quis dizer com isso! Bastou Léo passar perto de nós, sua conversa mole mudou bruscamente. De pensando em morar comigo, ele ficou falando de Léo, me perguntando se Léo ainda estava dando em cima de mim. E era mais estranho as perguntas de como ele gostava de mulher.

— As maçãs do amor custavam cinco reais cada, cacete — disse Natan, voltando de um quiosque.

Era uma excursão para o zoológico da cidade, mas parecia que estava acontecendo alguma espécie de festa junina fora de época. Montaram centenas de quiosques, algumas tendas de tiro ao alvo e máquinas de algodão doce apareciam a cada esquina. Muitas crianças lotavam o parque, gritando fervorosamente por todos os lados. Eu começava a ficar com dores de cabeça.

Observei Natan, esticando a mão para pegar a maçã do amor que trouxe para mim. Às vezes eu achava que Natan queria estar namorando o Léo; aliás, me fazia tantas perguntas sobre ele... Aquela relação entre os dois fazia jus a frase "amor e ódio são os lados da mesma moeda".

Enquanto ele sentou ao meu lado, escutei a risada curta e rouca de Anna atrás de mim. Virei o rosto em direção a ela, observando que conversava alguma coisa engraçada com Léo e Daniel. Diego e Rita estavam distantes, conversando como se estivessem perto de se beijarem.

Os ossos do meu corpo tremeram sob a minha vontade de estar com eles, porém, foram os olhos de Natan olhando para mim que me fez desistir.

— Você agora ficou irritada — Natan falou, apertando os lábios. Seus olhos se tornaram outra vez brilhosos, como se estivesse em ponto de chorar. — Eu não sou realmente mais divertido para você?

Não demorou um segundo, senti minhas energias serem sugadas.

— Porra, de novo com isso? — reclamei, mordendo a minha maçã do amor com irritação.

Ele andava irritante, fazendo aquele tipo de expressão como se eu fosse cavar um buraco no chão para chegar até a China. Longe dele, de preferência.

— Preciso ir ao banheiro.

Me levantei, sentindo a mão de Natan puxar o meu pulso.

— Ah, espera.

Olhei para ele, percebendo que apertava o lábio, enquanto olhava para Anna que ria mais alto, como se estivesse fazendo aquilo para chamar minha atenção. Quando eu me transformei em um objeto em disputa?

— Tudo bem, Lívi, você, hã, está liberada para ficar com seus amigos — Natan suspirou, me soltando. — Desde que, bem, conhece as regras.

Eu ergui as sobrancelhas. Toda a minha energia estava sendo sugada novamente. Virei o rosto em direção a Anna, mas em seguida, simplesmente sacudi a cabeça.

— Posso pelo menos ir ao banheiro? — disse, começando a me sentir mal-humorada.

Ele fez um movimento leve com a cabeça, um pouco surpreso de que eu não estava brigando para passar um tempo com minha melhor amiga.

Com um suspiro, virei as costas, caminhando em direção ao banheiro mais próximo. Por sorte, o mais perto ficava longe do banco onde Natan e eu estávamos sentados para almoçar.

Entrei no banheiro feminino, me sentindo aliviada.

Natan andava me sufocando.

Era sempre as mesmas crises, o mesmo ciúme, a mesma ideia maluca de que eu devia para ele. Devia, porque me transformou em uma garota bonita.

Nunca me senti tão surtada na vida.

Semana passada, alguns acontecimentos levaram a tudo aquilo ficar pior.

Porque eu quase beijei o Léo, e meu namorado viu.

Meu namorado que algumas vezes ficava me espionando.

Ou melhor, ele me espionava todos dias.

E depois, cobrava como se namorar com ele fosse um favor que fez para mim.

Espionar, essa era uma parte ruim; e também criar aquelas regras estúpidas que mal conseguia lembrar todas elas. Eu só recordava de que não deveria estar perto de Léo. E ponto final.

Aquilo me irritava. Estava na hora de colocar um pingo no i, porque Natan me privou de fazer qualquer coisa além de estar com ele.

Saí do banheiro, sacudindo as mãos. O ruim de banheiros públicos, ou não existia papel para secar as mãos, ou simplesmente não existia para higiene. Ao pôr o pé para fora, assim como a luz do sol bateu forte em meus olhos, fui surpreendida pela presença de Léo.

Pisquei com a luz do dia, tropeçando em um desnível no chão. Léo, que saía do banheiro masculino, rapidamente me segurou.

— Cuidado aí, atrapalhada — riu ele, com um tom leve de brincadeira, sem querer me ofender.

Eu me segurei em seus ombros, encarando seu rosto. Rapidamente, senti as maçãs de meu rosto arderem. Léo estava cheirando bem.

— O-obrigada — disse, me afastando dele.

Léo parecia querer fazer uma piada sobre eu cair em cima dele. Até me preparei para rir, ouvindo dizer que todas as mulheres caiam de amores por ele; porém, o menino, somente me ajudou a ficar de pé e firme no chão. Deu uma palmada de leve em meu ombro.

— Você parece um pouco pálida — observou, erguendo a mão em direção ao meu rosto. — Comeu direito?

— Ah, sim, estava uma delícia, à propósito.

Léo se afastou, como se a sensação de uma parte de meu corpo na palma de sua mão, fosse algo que não estivesse acostumado a tocar, o que o constrangia.

— Tudo bem — deslizou um sorriso fácil em sua linda boca. — Então, acho que deve aproveitar o dia.

Parecia que ele estava de bom-humor, coisa que não estava acontecendo comigo há mais de uma semana.

Não por causa de Natan.

Quero dizer, eu gostava do meu namorado; o problema era que, ao mesmo tempo, mesmo depois de enterrar os meus sentimentos por aquele idiota do Leonardo Petri, algo voltou para a superfície de minha mente. Algo que era além do amor platônico que eu sentia por ele.

Era exatamente isso. Lembrei da professora Elena dizer sobre amores platônicos. Uma ligação amorosa entre duas pessoas onde não há qualquer tipo de interesse envolvido.

Ou estava enganada?

— Há alguma diferença entre platônico e rejeição? — eu disse em voz alta, sem perceber, absorvida em sentimentos que achei ter concentrado em meu namorado.

Léo soltou uma gargalhada curta e deliciosa.

— Que pergunta estranha tão de repente — disse, mordendo o sorriso entre os dentes. — Mas existem diferenças, sim.

Ele deu de ombros.

— No amor platônico, você ama outra pessoa mesmo sabendo que esse amor nunca pode se tornar real, mas mesmo assim, você sonha toda a noite esperando que a linha que divide o mundo dos sonhos e a realidade, se arrebente.

— Poxa, Léo, está dizendo coisas tão inteligente — eu ri, me aproximando um passo dele. — Isso é experiência própria?

Senti o peito dele subir e descer, respirando lentamente enquanto sorria para mim.

— Sim, é experiência própria — abaixou a cabeça, com um sorriso brincalhão se espalhando por seu rosto.

Eu fiquei séria, estávamos muito perto. Passou a mão lentamente pelo meu braço, pude senti-la tremer. Dominada por minhas confusas emoções e pelo cansaço mental, levei a boca em direção a dele.

Mas parei. Ri meio trêmula diante de meus esforços em esquecer que Léo era um imbecil.

— E por experiência própria — eu sussurrei, olhando para sua boca —, devo lembrar que sei o que é rejeição. É quando você confessa seu sentimento mais sincero, e aquele quem ama, ri de sua cara para que saiba que seu amor é uma piada.

O rapaz recuou, fazendo uma expressão estranha. Mordeu os dentes, então, colocou as mãos sobre a cintura.

— E você sabe o que é esperança? — ele disse, sorrindo.

— O quê? Estamos brincando de algum tipo de jogo sobre os significados de palavras? — disse com ironia. — Sabe o significado de "idiota"?

Para minha surpresa, Léo me olhou com raiva. Então, agarrou meu pulso, me puxando para trás do prédio onde estava construído os banheiros.

Lá trás, não havia olhos alheios para espionar quando Léo me encarou por um segundo, então, sem aviso prévio, puxou-me com força contra seu corpo e me beijou.

Eu sequer ofereci resistência.

Desde que havíamos colocado para fora aquelas vontades e desejos, andava sonhando com encontros proibidos. Sonhando com o Léo por quem me apaixonei me fazendo suspirar de amores.

Seu beijo era exatamente com a força que imaginava, com o desejo que esperava. Forte para forçar meus lábios a se abrirem, e sentir sua língua se mover contra a minha, experimentar o sabor de chicletes Ping Pong. Suas mãos agarraram com firmeza por minha cintura e me pressionaram contra ele, me fazendo sentir seu corpo grande ao meu redor.

Então, do mesmo modo em que nos agarramos, nos soltamos.

Léo ergueu as mãos, como se dissesse que respeitava meu espaço pessoal. Mentiroso. Respirava com certa dificuldade. Fraco.

— Esperança, Lívia, significa que o amor sempre nos dá o perdão que não merecemos.

Uma mecha de seus cabelos escuro, caiu sobre a testa e ele ajeitou para trás com uma das mãos. Então, sorriu o sorriso mais bonito que eu já havia visto em toda a minha vida.

Passou a mão por cima de meu ombro, apoiando na parede atrás de mim. Abaixou, e beijou minha bochecha, com demora. Ele cheirava tutti-frutti.

— De todas as burradas que fiz na minha vida, me arrependo dolorosamente por ter te machucado — sussurrou de leve. — Espero, mesmo que eu não mereça, Lívia, que um dia me perdoe.

Suspirou como se por dentro estivesse declamando poemas de amor, logo, virando-se em direção à frente do prédio atrás de mim.

Sem esperar qualquer resposta minha, Léo me deixou ali, pasmada, atônita, confusa e também suspirando por dentro.

*****

Leonardo Petri.

Léo Petri.

Léo...

Como uma idiota, eu ficava pensando nesse maldito nome por toda a manhã do dia seguinte.

Não pelos sentimentos que formigavam por todo o meu corpo; mas sim pelo apuro que aquele cara estava me colocando.

Eu tive sorte, era esse o meu maior pensamento. Sorte por Natan estar muito interessado em estudar o comportamento de aranhas em cativeiros e não ter me seguido até o banheiro. Normalmente, teria me seguido porque demorei. Se tivesse visto o que aconteceu entre mim e Léo, não posso imaginar o que teria acontecido.

A regra seguinte dele seria me amarrar na cama?

Avistei meu namorado entrar na sala de aula, caminhando enquanto o rosto estava colado em um livro — me perguntava como ele conseguia andar e ler ao mesmo tempo, era uma habilidade especial.

Seu rosto descolou do livro, vindo em minha direção. Ele sorriu. No geral, era sempre tão carinhoso, apesar de ser um pouco ciumento.

Na verdade, me sentia culpada. Achava que realmente merecia ouvir palavras e xingamentos da boca dele.

Para piorar, quando Léo entrou na sala, rindo e acompanhando Daniel, foi como se uma coisa estalasse dentro de minha cabeça.

Desde quando eu comecei a viver um triângulo amoroso?

Me levantei da minha cadeira, com vontade de vomitar. Eu era infiel. E pior ainda, não apenas fisicamente, mas também de coração.

Leonardo Petri.

Léo Petri.

Léo...

Era esse idiota que não queria sair do meu coração.

Passei por Natan, e depois por Léo, em direção a saída. Todos me olharam. Precisava de um pouco de ar — apesar de que esse ar, foi me esconder no Clube Juventus pelo resto do dia.

Quando Natan me encontrou, começava a escurecer.

— Olívia — disse ele, preocupado. — Você está bem?

Eu queria não ser uma idiota, mas apesar de covarde, eu temia não poder controlar meus sentimentos se não podasse aquilo antes de crescer feito erva-daninha dentro de mim.

— Me perdoa, Natan! — disse, no momento em que o avistei vir em minha direção.

Parou olhando-me fixamente por algum momento. Quando voltou a falar, tinha a voz incisiva feito uma navalha:

— O que você fez?

Não deveria dizer aquilo, mas, apesar de Léo sempre aparecer na minha mente igual a uma abelha irritante, Natan era meu namorado. Natan me salvou daqueles sentimentos que novamente colocavam as garrinhas para fora.

— Eu gosto, gosto muito de você, Natan — respondi, escolhendo as palavras que ia dizer.

O menino enrugou a testa.

— Por que tão de repente? Quer terminar comigo?

Soltei um risinho curto, ressentido.

— Não.

— Oh. Então, estou feliz que goste de mim — pensou por um momento. — Isso é motivo para você cabular aulas? Sabia que seus pais estão preocupados? Até o Petri está preocupado.

A menção de Léo me fez sentir que dizer gostar de Natan, era o mesmo que dizer que gostava de abacate. Não era meu preferido.

— Ah, droga! — eu queria socar alguma coisa. — Está bem, está bem...

Ergui as mãos.

— Me perdoe. Só me perdoe, certo?

— Pelo o quê?

— Eu... Eu... Eu fiquei com o Léo. Eu... Eu beijei ele...

Natan, por um momento, ficou duro feito pedra.

Petrificado.

Sem piscar, olhando para mim como se tivesse levado um chute.

Quando voltou a si, piscou. Então, sacudiu a cabeça, olhando para o lado.

— Eu devia ter imaginado, é claro... Quando foi isso? Ontem? Você ficou tão encolhida enquanto a gente voltava para casa... Não me olhava, estava de muito mal humor...

Passou a mão no rosto, sem esperar uma resposta.

Preferia que ele gritasse, do que aquele suspiro de resignação.

— Livrar uma drogada de uma substância, precisa-se passar pela abstinência, é claro — disse. Então, seu sorriso cruel que me assombrava se espalhou por seu rosto. — Pelo menos, eu domestiquei você ao ponto de me contar a verdade.

Comecei a tremer, contando as respirações, quase sufocando num ataque de pânico causado por seu olhar cruel vindo em minha direção. Sentia que devia mesmo a Natan, e magoá-lo, me cortava como uma faca.

— Você sabe o que precisa fazer para que eu te perdoe?

Sacudi a cabeça, sentindo sua mão se fechar contra meus ombros. Dedos fortes e doloridos como as garras de uma águia.

— Me diz, primeiro, por que ainda quer ficar comigo? — Natan perguntou. Não, exigiu.

Com medo, respondi:

— Porque você cuida de mim — saiu automático. Isso era o que ele me fazia dizer, repetir como um disco arranhado. — Porque me ensinou que devo amar caras que me querem.

Natan estava irritado, o mantra não o agradou.

— Ele a rejeitou. Imediatamente você disse seus sentimentos. E agora, porque você se tornou essa bela criatura, acha que pode roubar o que é meu? Eu a transformei no que é agora, e deve sua lealdade a mim, deve mesmo! Pelo menos, ser um pouquinho fiel, quem sabe...

Parecia que ele queria me bater, mas mordeu o lábio com força, controlando a explosão de sentimentos. Não o culpava; a errada ali era eu.

— E a coisa mais triste é que não foi a primeira vez que isso aconteceu.

Agora ele apertou meus ombros com tanta força, que quase gritei de dor.

— Há quanto tempo estão flertando às minhas costas? — perguntou, incrivelmente começando a me sacudir.

— Me solta! — bati em suas mãos. — Como se você me deixasse sequer respirar... Você está em todos os lugares, caralho!

— O que eu disse sobre falar palavrões?

— Foda-se o que disse. Foda-se, cara, está controlando o que eu devo comer, como eu devo dormir, como eu tenho que andar e vestir. Porra, me dá um tempo!

Eu o empurrei para longe de mim.

— Admito que é legal ter alguém cuidando de mim, alguém querendo que eu tenha sono suficiente. Mas estou cansada. Estou cansada de você me tratando como se eu fosse um objeto que precisa ser polido.

— Espera, está brava comigo?

— Estou!

— Você quem me traiu, sua piranha.

Abri a boca, chocada. Natan nunca tinha dito algo assim antes. E por causa disso, a culpa se espalhou por meu coração como veneno. Tentei retrucar, porém, as palavras sumiram.

— Por que você faz essa coisas comigo? Caramba, Lívi, isso é muito frustrante. É tudo culpa sua que estou assim, droga!

Ele lutou contra sua própria raiva. Respirou fundo, então, passou a mão pelos cabelos. Natan resmungou alguma coisa sobre ser compreensível.

— Tudo bem, tudo bem — ele disse. — Não vou ficar com ciúme, Lívi, porque eu sabia que você gostava de Leonardo Petri. Está tudo bem. Não tem problema. Vou ser um bom namorado, e perdoar você.

Suspirou, se controlando.

— Você deveria suplicar meu perdão, se ajoelhar. Mas não vou exigir que faça algo tão humilhante.

— E o que você quer agora? O que quer de mim?

— Você.

Eu senti meu coração bater rápido. Traí sua confiança, e o que ele queria era mais de mim?

— Você seria uma idiota por achar que eu quero que saia da minha vida, depois de tudo que fiz por você, isto não é justo. Apenas diz que você me quer, e sua traição será perdoada.

— Não posso...

— Diga!

Tremi com sua exigência gritada. Me sentia tão culpada, que não me restava forças para negar.

— Tá. Eu quero você, Natan!

Ele não pareceu satisfeito, mas sorriu.

— Muito bem.

Se aproximou, tocou meu rosto com leveza. Me deu um beijo na boca, e me abraçou.

— Está perdoada, mas não pense que não será punida.

Muito nervoso, Natan se virou, dando as costas para mim.

— Se quiser continuar a ser amada de verdade, nunca mais fale com Petri. Lembre-se como ele é, o que fez ao seu coração. Acho que deve até mesmo cortar relações com Anna, ou qualquer um de seus amigos antigos que pairam ao redor daquele cara. Eles não são apropriados para você. A partir de agora, seremos somente eu e você, Olívia.

Eu quis gritar. Aquilo era um absurdo.

Mas parecia que minhas forças para lutar também haviam sido sugadas.

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