Capítulo 37 - O Teatro da vida

Surpresaaaaaaaa!!!

Hoje vai ser uma festa, bolo e guaraná muito doce pra você, é o seu aniversário vamos festejar e os amigos receber. Mil felicidades e amor no coração que a sua vida seja sempre doce e emoção.

Xuxus, hoje é o aniversário de Violecktra (vulgo Lívia) e o presente é um capítulo INÉDITO. A Violecktra foi minha inspiração para a criação de Lívia. Então vamos comemorar em grande estilo.

Bom, meus caros leitores, como sabem o Nicholas não possui sensibilidade nas mãos, portanto não as movimenta. Contudo, achei a foto tão linda que resolvi colocá-la. Esse é um capítulo bem intimista, mas ainda não chegamos lá (juro que já está bem perto, Bia).

Vai dar tudo certo!

Já falei o quanto amo os comentários de vocês? Eu AMO os comentários de vocês e leio todos com muito carinho. Continuem comentando. Me digam, o que vocês mais querem que aconteça nessa história além do romance entre Nick e Lívia? 

Boa leitura!!!

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"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Charles Chaplin

Lívia

     Acho que o Nick só poderia pensar que eu era louca. Ele pediu que eu levantasse e fiquei o encarando enquanto ele olhava alguma coisa qualquer e, fui pega no flagra quando ele voltou a me fitar. Encaramo-nos por quase um minuto, não que eu estivesse contando, até que ele arqueou a sobrancelha e perguntou:

     − Você está bem? – Ele me questiona inclinando a cabeça de lado num gesto fofo. – Nunca recebi a resposta quando te mandei aquele bilhete então estou perguntando pessoalmente.

     A sombra de um quase sorriso passou por seu rosto, mas voltou a fechar a expressão, então desisti de dar-lhe qualquer explicação. Ele voltou a olhar para Marcela e fiquei um pouco triste por isso. Ela era uma mulher esplêndida e seu corpo outrora quase esquelético pela depressão severa, assumia formas e curvas delineadas.

     Todos estavam curiosos para saber como ela tinha recobrado tão boa forma. E não era de se admirar que ela chamasse a atenção dos homens. Ela fala com o gêmeo Gabriel, pasmem, em Libras. Como assim ela sabe e eu não? Ah, ela teria de me ensinar.

     Ele está tão próximo que posso ouvi-lo com clareza.

     − Acho que a senhorita quer falar com o meu irmão gêmeo, Rafael. – Ela se espanta quando o ouve, acho que eu também faria o mesmo. Ele continua a falar com muito bom humor. – Ele não contou que tinha uma cópia falante por aí, não é mesmo?

     Ela sorri sem graça e faz menção de sair virando-se bruscamente e trombando com o Rafael verdadeiro. Para a surpresa de todos e do próprio Rafael ela o envolve num abraço apertado e ele hesita um pouco antes de corresponder. Por ser bem mais alto apesar de ela estar com um salto, ele baixa um pouco a cabeça depositando um beijo na testa da minha professora.

     A família fica tão perplexa quanto eu, o Rafael parece ser tão reservado tal qual o Nick. Percebo que eles ficam curiosos e com um olhar interrogativo. Eles se separam e ela começa a fazer uma série de gestos dos quais não entendo nada enquanto ele devolve com igual habilidade.

     Ela sorri enquanto é girada como que para ele admirá-la, ele faz umas expressões que não entendo e a conversa gestual recomeça.

     A nossa homenagem para ela foi para o brejo já que ela apareceu repentinamente para conter o idiota do Fábio. Nick está atento aos gestos, é obvio que ele está entendendo tudo que está sendo "falado". 

     Eu estava morrendo de curiosidade e a ponto de perguntar ao Nick do que se tratava o diálogo quando a Lúcia quase arranca meu braço puxando-me.

     − Não acredito que a nossa professora está pegando o bonitão. Não é justo! Eu já estava de olho. – Aff, tinha que ser a Lúcia.

     − Amiga, meu braço! Eu já ia perguntar ao Nick o que eles estão falando, nem percebem que todos olham pra eles.

     Quando termino de falar volto meus olhos para o "casal" e vejo uma loira de cabelo curto que mais parece um violão humano se aproximando deles.

     − Oi, eu queria um autógrafo sou sua maior fã... – A voz dela morre quando a Marcela sai do campo de visão da outra e ela dá de cara com o Rafael. – O que faz aqui, Rafael?

     Mais uma série de gestos são desferidos que mais parece tentativas de agressão. Rafael parece furioso. Marcela se afasta deles aproximando-se de nós meio triste pela confusão, pois a mulher já não se lembrava do autógrafo. Acho que as coisas não saíram como ela havia planejado hoje.

     Nick chama minha atenção para falar algo e eu inclino o ouvido para próximo da sua boca. O maestro e os outros músicos ignoraram a briga silenciosa e foram conversar com outros convidados.

     − Peça para a pianista interromper a discussão de alguma forma, Rafael detesta chamar a atenção e a Andréa sempre está disposta a fazê-lo. – Ela fala preocupado com o bem-estar do irmão.

     Falo todas as instruções para a Marcela que estava amparada pela Lúcia. E minha amiga não perde tempo em falar.

     − Professora, levanta a blusa para mostrar os seios e chamar a atenção como naquele filme '10 coisas que eu odeio em você'. – Fico sem entender a sugestão de Lúcia já que a professora estava com um vestido tomara que caia.

     − Tenho uma ideia melhor! – Ela caminha triunfalmente até o homem surdo se colocando entre eles. Ele para de gesticular e a olha meio confuso e apenas sorri e dar-lhe um beijo de língua. Lúcia, eufórica como sempre, começa a aplaudir e nossos colegas da orquestra mirim acompanham achando se tratar da homenagem.

     Ela encerra o beijo sorrindo radiante e ele já parece mais calmo também abrindo um enorme sorriso semelhante aqueles raros que o Nick dá às vezes. Ele a segura pela cintura e sem notar as palmas. Marcela se afasta um pouco e se inclina em agradecimento; todos acabam de descobrir o motivo da sua melhora.

     A tal Andréa fica a ver navios quando diz que a Marcela está com o namorado dela e a minha professora faz um charme dizendo para ele e todos que ele havia dito que era solteiro e ele se põe a rir. Enquanto gesticula ela fala para a concorrente que Rafael é seu amigo com benefícios. Nada mais! A outra sai bufando. 

     Ela fala alguma coisa para ele sem emitir nenhum som e se despede de todos. Ele fala com a família e sai em seguida. Gabriel e a esposa também vão embora e meus pais se aproximam para me escoltar para casa.

     − Ela pode ir com a gente no carro? – O pai do Nick pede. – Acho que eles querem ou precisam conversar.

     Para minha surpresa o senhor Theodoro concorda. E sigo com a família para o veículo. Vejo o pai do Nick pegá-lo para pôr no banco de trás e ofereço ajuda, ambos me ignoram com sucesso.

     − Pai, você falou que não pegaria peso, foi o nosso acordo. – Nick reclama e ele encara o filho depois de afivelar seu cinto.

     − Sabe quando vou deixar de fazer algo pelo meu filho? – Nicholas o encara de volta com a cara fechada, enquanto o pai se matinha imperturbável. – Quando eu morrer!

     O príncipe não fala nada, apenas se conforma. Entro pelo outro lado e me sento no banco traseiro ao seu lado, tendo o cuidado de manter uma distância segura entre nós apesar do meu vestido parecer ocupar dois acentos. Eu o olho ocasionalmente enquanto ele olha pela janela parecendo nostálgico para as ruas noturnas do centro de nossa cidade.

     Sinto-me uma intrusa, não deveria ter concordado com essa carona. O silêncio no carro é perturbador e o único som que ouvimos além do zumbido baixo do ar-condicionado é a respiração de Nick que às vezes fica alta e parece meio forçada.

     O silêncio prossegue até que algo inusitado acontece: minha barriga ronca audivelmente reivindicando alimento e não sei onde enfiar a cara de tanta vergonha após a família real explodir em risadas, com exceção de Nicholas é claro.

     − Parece que alguém está com fome. – Meu quase príncipe ironiza sem humor, ele ficou ranzinza de hora pra outra.

     − Eu cheguei muito cedo ao teatro e não comi nada desde então, acabei esquecendo. – Me sinto na obrigação de explicar-lhe. – Ainda bem que já estamos indo pra casa.

     − Quem disse que estamos indo para casa? Vamos a um restaurante. – O doutor William fala animadamente.

     − O que?! – O filho e eu exclamamos em uníssono. Eu não podia acreditar que ele tinha me colocado nessa enrascada.

     − Já ligamos para seu pai, querida. – A rainha mãe declara. – Seus pais nos encontrarão lá.

     Era só o que me faltava! Eu queria desesperadamente a minha cama e uma e gordurosa fatia de pizza quatro queijos, não ia reclamar se tivesse a companhia do Nick para relaxarmos juntos e assistir a um bom filme, mas isso seria apenas nos meus sonhos porque o jovem de cara feia ao meu lado pode estar pensando em qualquer coisa menos em relaxar, ainda por cima comigo. 

     Quando o pai dele estaciona salto para fora imediatamente indo em direção a meu pai que já aguardava na porta.

     − Pai, tira o Nicholas do carro. O pai dele não pode fazer esforço por causa de uma cirurgia recente. Mais tenha cuidado porque o moço é muito chato. – Segredo para o meu pai enquanto vemos o Doutor William ir pegar a cadeira no porta-malas.

     − Sei disso, minha filha. - Nós rimos enquanto nos aproximávamos. Meu pai abre a porta do carro para retirar Nick e ele se nega.

     − Não há necessidade, senhor. Meu pai vem fazer isso. – Sem dar ouvidos a ele meu pai retira o cinto e o transfere para a cadeira enquanto o pai trata de fazer os ajustes para acomodá-lo.

     − Ele ficou uma fera. – Sorrio com o papai às custas do meu príncipe. Acompanhamos a família real que é guiada pelo maître ao que aparentemente é a melhor mesa do restaurante nos sentamos para escolher o pedido. E eu só queria tirar esse vestido.

     − Eu só queria tirar essa cadeira, mas você está ótima. Já essa cadeira de rodas não faz muito meu estilo. – Nick fala ao meu lado assim que formulo meu pensamento.

     − O que? – Olho para ele confusa. Ele está um pouco afastado da mesa, pois está com a perna sobre a outra e uma das mãos por cima da perna dobrada como se estivesse em cadeira ou posição qualquer. Pode ser que seja coisa da minha cabeça apaixonada mais ele estava ainda mais gato e charmoso assim.

     − Você disse que só queria tirar esse vestido, mas está muito elegante. – Ele continua com a respiração meio 'pesada'.

     − Eu disse? Acho que eu pensei alto. Por que quer tirar essa cadeira? Eu não entendi.

     – Assim como você eu quero descansar um pouco, apesar de não ter sensibilidade não é fácil passar muito tempo em uma mesma posição. Você pode se livrar do vestido, mas não existe uma maneira de eu me livrar dessa cadeira a não ser que eu não mais exista. Ela me é tão essencial quanto uma roupa. – Ele fala as palavras torturantes e sinto um pouco da sua dor misturado a minha própria ao lembrar-me do conteúdo da pasta "Dignitas" no notebook do Nick. O arrependimento de perguntar me bateu na hora. Ele continuou sério, o normal dele, como se tivesse apenas falado sobre o clima ou a bolsa de valores e não sua vida.

     Olho sem interesse para o cardápio, tudo parecia chique demais. Eu e o meu pai éramos, digamos... matutos. Quando todos, com exceção do Nick, pediram eu fiz o meu pedido olhando casualmente para o menu como a Sandra e os pais dele fizeram.

     – Vou querer Tiramisù e uma Panna cotta.

     − Deixe-me ver esse cardápio. – Ele me pede e toma a decisão por nós dois. Seguro o menu passando as folhas pacientemente. – Pode trazer alguns canapés de entrada, Penne aos quatro queijos com cubinhos de presunto para a moça e um suco de laranja para mim. 

     − Pode trazer a mesma coisa para ele. – Dois podiam jogar esse jogo. Eu nunca tinha visto o Nick tão enérgico e não desperdiçaria isso.

     − Eu não posso comer isso senhorita Lívia. – Ele me olha com desagrado e o garçom suspira impaciente.

     − Abra uma exceção somente hoje, tem dois médicos aí ao seu lado. – Aponto para seus pais.

     − Tudo bem. Fettucine ao funghi para mim, então. Obrigado. – Entrego o menu para o garçom satisfeita. E ele não perde tempo para falar. – Você é uma péssima namorada.

     Olho rapidamente para minha "sogra" que sorri e em seguida para meu pai que aparenta explodir a qualquer momento com as palavras do meu vizinho. Sandra tenta contê-lo disfarçadamente para que ele não dissesse nada antes de chegar ao apartamento.

     Eu estava frita!!!

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Até o próximo capítulo.

Abraços!!!

#gratidãosempre

Capítulo publicado e revisado dia: 19/01/20201

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