Capítulo Quatro
Dez minutos depois eles finalmente avistaram a cabana era velha, realmente velha, era surpreendente que ainda estivesse em pé.
Eles se aproximaram devagar, ao mesmo aliviados com o fim da caminhada e tensos com a possibilidade da volta do fantasma.
-Talvez a gente deva se separar.- disse Dean.
- Tem certeza? - perguntou Sam, ele estava preocupado com o irmão, Dean havia estado muito quieto durante todo o caminho.
-Sim- disse Dean - quanto antes acharmos o corpo mais rápido podemos sair daqui.
-Ok.- disse Sam -Jesse vai com você.
-Por que?- perguntaram os dois ao mesmo tempo.
- Eu procuro aqui fora e vocês lá dentro - disse Sam sem responder a pergunta.
-Lá dentro? - perguntou Jesse - estamos procurando um corpo não é ? Por que ele estaria lá dentro?
-Você ficaria surpreso. -disse Dean enquanto seguia em direção a casa.
Jesse foi logo atrás dele, a porta estava trancada e Dean a chutou a porta caiu com um baque no mesmo instante em que a dor em sua perna triplicou.
-Merda - disse ele.
-O que foi? - perguntou Jesse, ele iluminou Dean e seu olhar recaiu sobre sua perna. - Cara você está sangrando.
-Me conte uma novidade - disse Dean fechou os olhos com força para controlar a dor. - Vamos.
A casa era ainda pior por dentro móveis velhos podres mas que por algum motivo se mantinham de pé, olhando para cima eles viram que as vigas estavam meio arqueadas, Jesse engoliu seco com a visão. Eles andaram por todo o lugar a procura de alguma pista ou quem sabe do próprio corpo.
De repente Jesse tropeçou, e quase caiu. Dean olhou para ele ao ouvi-lo dizer uma série de palavrões.
-O que foi?
-Nada eu só tropecei - o garoto iluminou o lugar em que quase havia caído com a lanterna. - Ei, veja isso. -Dean olhou e viu que o garoto estava iluminando um alçapão.
- Bom trabalho, Jesse - o garoto olhou para ele surpreso, Dean havia acabado de chama-lo pelo nome?
Dean se abaixou para a abrir a porta. No momento que ele o fez um cheiro terrível tomou conta do ar, o tipo de cheiro que ele associava com caixões de defuntos muito antigos, e era assim que ele sabia que estava no lugar certo. - Vai chamar Sam. O corpo está aqui.
-Como você...- começou Jesse
-Confie em mim, eu sei - disse ele apontando para o nariz.
Jesse concordou com a cabeça e saiu. Ele procurou Sam ao redor da casa e finalmente o encontrou nos fundos.
-Dean disse que encontrou - disse ele.
Sam sorriu, no instante seguinte seu sorriso se apagou ao ouvir o som de tiros dentro da casa. Ele e o garoto entraram correndo na cabana, eles desceram pelo alçapão e encontraram Dean caído no chão respirando pesadamente. Não havia sinal do fantasma.
-Puxa - sorriu ele para o irmão. - Essa passou perto, Sam não entendeu o que ele havia dito até ver um machado cravado na parede poucos centímetros acima da cabeça do irmão. Ele empalideceu imediatamente com a idéia do que poderia ter acontecido.
-Você está pálido Sammy - disse Dean.
-Não tanto quanto você - disse Sam ajudando o irmão a se levantar - Você está bem?
-Vamos achar logo os ossos antes que volte - disse Dean dando ao irmão a certeza que a resposta para sua pergunta seria "Não"
Não foi difícil achar o corpo, ele estava perto de uma mesa no fundo do cômodo. Antes que pudessem fazer qualquer coisa no entanto, Jeremiah reapareceu. O machado da parede se desprendeu da madeira e voou na direção de sua mão. Ele o pegou no ar e avançou na direção deles.
O fantasma jogou o machado na direção de Jesse, o garoto se abaixou, foi rápido o suficiente para desviar do machado, mas ele bateu com a cabeça do lado da mesa e desmaiou.
Em seguida ele foi na direção de Sam, o rapaz tentou atirar contra ele, mas Jeremiah p
Bloqueou os tiros com o machado. Dean havia deixado sua arma no lugar onde havia corrido e apostou em sua melhor chance: queimar os ossos.
Ele encharcou os ossos com gasolina e em seguida jogou sal sobre ele. Antes que pudesse acender seu isqueiro no entanto, o fantasma percebeu sua intenção e Dean saiu voando pelo cômodo com força com que suas costas bateram contra a parede ele sentiu todo o ar deixar seus pulmões. Sam aproveitou a distração do fantasma para disparar contra ele. Dessa vez o tiro atingiu seu alvo e Jeremiah se dissipou. O machado caiu no chão inofensivo.
-Dean você está bem? - perguntou Sam se aproximando do irmão. Dean tinha certeza que o impacto havia quebrado pelo menos duas de suas costelas mas assentiu.
-O corpo - disse ele com o fôlego que conseguiu reunir ele estendeu o isqueiro para o irmão. Sam concordou com a cabeça e pegou o objeto. Assim que o corpo pegou fogo ele voltou para o irmão ajudando-o a se levantar. Com o brilho das chamas ele pode finalmente olhar bem para o irmão. Dean estava pálido e suado seu olhos pareciam meio vidrados era difícil dizer se por uma concussão ou por febre. A perna esquerda da calça de Dean estava encharcada de sangue.
-Cara - disse Sam preocupado. - O que aconteceu com você?
-Longa história - disse Dean - como está o garoto ?- antes que Sam pudesse responder a casa começou a tremer - Droga, acho que era o fantasma de Jeremiah que mantinha esse lugar em pé. Sam rápido pega o garoto, nós temos que sair daqui.
Sam obedeceu, ele jogou o corpo do rapaz sobre o ombro esquerdo, quando ele subiu os dois primeiros degraus da escada olhou para trás.
-Dean, - ele chamou
-Logo atrás de você Sammy.
Sam continuou seu caminho a casa tremia coisas se desprendiam do teto e por duas vezes ele quase foi atingido por pedaços de madeira.
Quando finalmente chegou ao lado de fora suspirou aliviado, mas o alívio foi de pouca duração pois no instante seguinte toda a casa desabou com um estrondo.
Sam olhou para trás esperando ver Dean atrás de si, mas ele não estava lá. O rapaz olhou para os escombros e sentiu seu coração parar por um momento.
-Dean - ele chamou tão alto como seus pulmões permitiram. Mas a única resposta que obteve foi o eco de sua própria voz.
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