Capítulo Cinco

Por um momento Sam ficou simplesmente parado e sem reação, em seguida apenas colocou Jesse no chão sem muita delicadeza e correu para os escombros, chamando pelo irmão. Ele mudou vigas, tábuas e telhas com a velocidade que era capaz sem se importar com as farpas e os cortes em sua mão. As lágrimas ameaçavam a cair de seus olhos mas ele as conteve. As lágrimas eram para os mortos e seu irmão estava vivo. Tinha que estar.
Ele nem se deu conta de quando Jesse se aproximou dele, passando a mão sobre o galo na parte de trás da cabeça e ainda meio tonto pela batida.
-O que aconteceu?- perguntou o garoto.
-Dean - foi tudo o que Sam disse antes de continuar a afastar os escombros. Jesse entendeu e começou a ajudá-lo ele sabia que se o rapaz estava de fato sob a casa provavelmente estaria morto mas teve o bom senso de não dizer isso a Sam.
Vinte minutos depois eles estavam exaustos, Sam já não controlava mais as lágrimas e Jesse estava quase começando a chorar também. Foi então que o garoto viu uma perna saindo debaixo de um dos armários que haviam descoberto.
Ele e Sam tiveram o móvel pesado e encontraram Dean inconsciente debaixo dele. A perna direita do rapaz. Estava dobrada em um ângulo estranho e havia um corte feio em sua testa mas diferente disso ele parecia bem, o armário era uma espécie de caixa e parecia tê-lo protegido da maior parte dos escombros. Sam abaixou ao lado do rapaz e deu leves tapas em seu rosto. Ele estava quente, uma febre, realmente ótimo.
-Ei, Dean - disse ele preocupado - acorda mano.- Dean abriu um pouco os olhos e olhou para o irmão, ele estava confuso. - Ei idiota você está bem?
-Cadela - foi tudo o que Dean disse antes de desmaiar novamente.
-Ei, Dean, não cara -disse Sam tentando acorda-lo novamente - você tem que ficar acordado. Dessa vez no entanto foi inútil. - Jesse, leve as mochilas e as ferramentas - o rapaz concordou com a cabeça e começou a reunir os equipamentos enquanto Sam carregava o irmão. Não era um trabalho facil, Dean pesava oitenta quilos, mas ele não via outra forma de tirar Dean dali.
O caminho até o Impala pareceu muito mais longo que antes, em parte porque carregar Dean tornava a caminhada mais difícil. Mas principalmente porque a respiração dele estava cada vez mais difícil, provavelmente uma das costelas quebradas havia perfurado um pulmão. Sam andava o mais rápido que podia e quando uma hora depois ele finalmente viu o Impala prometeu a si mesmo que nunca mais implicaria com o irmão pelo amor que ele dedicava ao carro.
Jesse sentou-se no banco traseiro junto com os amigos, eles estavam dormindo com a cabeça apoiada um no outro. Acordaram quando a porta se abriu.
-O que aconteceu? - perguntou Ariane.
-Eles conseguiram - respondeu Jesse com um sorriso.
Os jovens olharam para frente quando Sam abriu a porta do passageiro e colocou suavemente Dean sentado.
-O que houve com ele?- perguntou Will.
-A casa caiu - disse Jesse, normalmente ele riria da frase ambígua mas a lembrança de como eles o haviam encontrado fazia seu estômago revirar.
Após colocar o irmão no banco do passageiro, Sam deu a volta e sentou-se atrás do volante, ele sabia que os adolescentes estavam conversando no banco de trás mas não conseguia focar no que eles estavam dizendo. Tudo o que importava era levar Dean à um hospital o mais rápido possível.
-Você vai ficar bem idiota- ele disse enquanto acelerava cada vez mais sem se importar com as placas.

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