Capítulo 25 Evitando qualquer pessoa.

Elijah passou a mão sobre a mesa com euforia, derrubando todos os mapas e as estratégias no chão. Os homens eufóricos começaram a conversar distraídos, mais me parecia uma enorme festa infundada. Percebi o príncipe Dilan avançando alguns passos na minha direção, desviei o olhar e disse em alto volume, dirigindo-me ao chefe Elijah:

– Senhor! Estou aqui para fornecer uma saída ao reino e às suas tropas. – Os homens novamente se silenciaram, alguns até me olharam com ar de deboche e desprezo.

– Não acho prudente uma mulher metida nos assuntos da guarda. – retrucou Edgard, dirigindo-se diretamente a Elijah sem me olhar. – Mulheres são vis e cruéis e seriam as primeiras a trair o país.

– Por isso mesmo ela fica. – rebateu Elijah. – Além disso, gostei do estilo dela. – disse, sorrindo e piscando para mim. Então eu prossegui.

– Gostaria que o senhor analisasse esses documentos, General Elijah. – Estendi a ele os documentos de meu pai. Elijah rapidamente passou os olhos pelos documentos e me olhou chocado.

– Isso é...

– Sim, chefe! O senhor entendeu, não é mesmo? – falei, séria. Naquele segundo, Elijah mandou mais da metade dos homens saírem, restando apenas aqueles rostos conhecidos, Dilan, Edgard, Luke, Antonie e eu.

– Príncipe Dilan, preciso de uma audiência com seu pai o mais breve possível. – Elijah solicitou. – Alguém de dentro do palácio entregou o plano sobre os túneis do sr. William. Os membros da rebelião possuem outras formas de entrar, além, evidente, de a sua cabeça estar a prêmio, futuro rei. – Todos observavam com cautela, aguardando as ordens do general. – Laura...

– Sugiro... – comecei a falar quando me foi dada a oportunidade. – Sugiro, senhor general, que o príncipe Dilan seja imediatamente removido da infantaria e acompanhado por guardas em diversos turnos. – eu sabia que Dilan detestaria aquilo. Ele nunca apreciou se sentir presidiário em sua própria casa. – Além disso, exijo entrar para a guarda real e, também, quero um quarto na casa dos empregados.

– Não, Laura. – disse Dilan. – Você some por meses e chega aqui dando ordens aos meus soldados. Você chegou aqui com duas costelas quebradas, seu braço ainda não está bom e você deveria estar na ala hospitalar, o que está pensando?

Não dirigi o olhar a ele, continuei fitando o general, que estava em posse dos meus documentos.

– Muito bem, Laura, precisamos de você. – disse o general Elijah.

– Não mesmo! – bradou Dilan, sendo acompanhado por Luke em protesto.

– Isso não é uma discussão, senhores. – Falei com certa frieza, tomando, em minhas mãos, os documentos de meu pai.

– Mas seja feita a vossa vontade, oh futuro rei. – disse, ironicamente, fazendo uma longa reverência a Dilan. Então virei para o general Elijah e disse: – Volto à Ilha do Céu esta tarde. Passar bem, senhores. – retirei-me.


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