Capitulo 99
Eu? Machista? Nunca fui. Eu sou machista, Cecília?
O homem perguntou.
- Bom, meu bem... É sim. Eu sou obrigada a concordar com a Luísa.
A mulher respondeu.
- Vocês não entendem nada. Eu não sou machista, sou protetor. Isso é diferente.
O homem tentou justificar.
- Se é assim porque nunca tentou "proteger" o Henrique?
Luísa perguntou.
- O seu irmão sempre foi capaz de se proteger sozinho...
Luísa interrompeu o pai:
- Depois de tudo o que aconteceu você ainda tem coragem de dizer isso? Acha mesmo que ele é capaz de se proteger sozinho?
- O que aconteceu com ele foi uma má fase e em breve ele vai voltar a ser o que sempre foi, ouviu? Eu tenho plena certeza disso.
Pedro disse.
- Eu também. Só quero que confie em mim e no que estou tentando fazer da minha vida.
Luísa disse e os pais não disseram nada, apenas assistiram.
Na casa de Rita a mulher estava com Andrezinho no colo quando a irmã chegou:
- E então? Como foi?
- Eu estou satisfeita com o resultado. Foi dividido em cinquenta por cento das ações da empresa para cada um de nós e mais dois imóveis.
Agora só me resta seguir com a minha vida. Eduarda disse.
- Como assim seguir com a vida? Vai embora mesmo?
A irmã perguntou.
- Vou. Vou ocupar um dos imóveis e alugar o outro para tirar uma renda extra.
Eduarda disse.
- Você sabe que minha casa vai estar sempre de portas abertas para você, não sabe?
Rita perguntou.
- Eu sei. Obrigada por tudo.
Eduarda disse e abraçou a irmã.
Pedro e Cecília haviam chegado em casa:
- Que cara é essa?
A esposa perguntou.
- De preocupação.
O homem respondeu.
- Preocupação com o que? Está tudo indo tão bem. A Luísa está bem, a bebê está bem, o Henrique está recuperado. Com o que você se preocupa, a final de contas?
A mulher perguntou sem entender.
- Com a Luísa é óbvio. Você ouviu bem o que ela disse sobre cursar administração? Só pode ser para me afrontar....
Pedro disse.
- Olha só, pode parar, ouviu? Eu não quero que pense assim. Devia ficar feliz que ela voltou a ver sentido na vida depois da perda do Otávio e não ficar colocado impecílios no novo projeto dela.
Cecília respondeu.
- Você não entende. Eu tenho medo... É que eu quero que o Henrique tome conta de tudo para que eu possa me aposentar em breve... Eu já não sou mais nenhum mocinho não.
Eu quero descanso na mente e não mais trabalho.
Pedro respondeu.
- E você acha que a Luísa não é suficiente para cuidar da empresa?
A mulher perguntou.
- Ela é, mas precisa de capacitação. E isso... Ah meu Deus... Quando eu penso que vou ter paz, Luísa me arruma uma dessas...
O homem disse e saiu de perto da esposa. Henrique chegou perto da mãe:
- O que foi, mãe? Você parece preocupada...
O homem reparou.
- Ah, é que sua irmã contou para mim e para o seu pai que vai começar a estudar administração para ajudar ele na empresa e ele tá preocupado. Disse que pensava em se aposentar e agora vai ter que treinar ela.
Cecília explicou.
- Mãe, não conta para o meu pai o que vou te dizer, mas eu acho que ele não está preocupado em treinar ela não... Ele me treinou... Colocou na minha cabeça desde sempre que eu ia ocupar o lugar dele quando se aposentasse. O meu pai é machista...
Se eu disser que vou voltar para a empresa, o que espero que aconteça em breve, ele vai dar mil pulinhos de alegria, mas a Lu... A Lu pode fazer qualquer outra coisa na cabeça dele, mas administrar não... Mas não se preocupe, eu vou falar com ele.
Henrique disse e saiu de perto da mãe. Ele foi até o escritório de seu pai:
- Eu posso falar com você?
Ele perguntou.
- Claro, meu filho. Entra. O que foi? Aconteceu alguma coisa?
O pai do rapaz perguntou.
- Não... Não aconteceu nada não.. Eu queria falar uma coisa com você.
Henrique disse.
- Então fale... Eu sou todo ouvidos.
Pedro respondeu.
- Eu quero voltar a trabalhar com você... Quero voltar para a empresa.
- Espera... É sério?
Pedro perguntou sorrindo.
- Sim, mas eu quero mais uma coisa também...
Henrique disse.
Tudo o que você quiser. É só pedir que eu faço tudo o que estiver ao meu alcance para que sua volta seja triunfal do jeito que você merece....
Pedro respondeu.
- Não é nada para mim não... Eu quero que você apoie a Lu, só isso....
- Ah, meu filho, até você? Se eu não apoio ela com esse projeto eu tenho os meus motivos.
Pedro tentou explicar.
- E quais são?
Henrique perguntou.
- É, bom... Eu não quero que sua irmã passe por mais problemas do que já passou.
Você melhor do que ninguém sabe que administração é um trabalho pesado ainda mais administração de empresas.
Só de pensar nas dores de cabeça que ela vai passar já fico com pena.
O pai respondeu.
- Ela está disposta a isso e eu peço que por favor a apoie. Ela merece esse apoio.
O irmão de Luísa disse.
- Está bem. Porque é você que está pedindo eu vou pensar no caso dela. Está bom assim?
Pedro perguntou.
- Está, mas pensa com muito carinho. A Lu merece reconstruir a vida dela e está contando com você para isso, não decepciona ela.
Henrique disse e saiu de perto do pai que disse a si mesmo:
- Agora só me faltava essa... Até Henrique concordando com essa loucura.... Ou será que o louco sou eu de não estar querendo ajudar Luísa com essa história de administração ?
Conhecendo ela como conheço e sabendo o quanto ela é engenhosa, sei que não vai desistir disso. O que me resta é apoiar.
Ele disse a si mesmo. Henrique voltou para perto da mãe:
- Conseguiu falar com seu pai?
Ela perguntou.
- Falei.
O homem respondeu.
- E como foi? Ele se abriu para a possibilidade de ajudar e apoiar a Luísa?
Cecília perguntou.
- Eu espero que sim. Falei com ele e pedi que apoiasse. Também disse que quero voltar em breve para a empresa e ele ficou super feliz.
Henrique disse.
- É sério que você quer voltar para a empresa?
Cecília perguntou sorrindo.
- Quero sim. Eu pensei que nunca me recuperaria, mas isso aconteceu então agora quero voltar a ter a minha vida do jeito que sempre gostei.
O filho respondeu.
- Você não sabe o quanto me alegra ouvir isso vindo de você. Você merece tudo de mais lindo. Merece desde sempre.
Henrique sorriu e abraçou a mãe. Cecília pensava em tudo o que havia se passado nos últimos meses... O quanto sofreu por anos com a suposta do filho e como se fosse um milagre ele reapareceu para mostrar que milagres existem e que eles acontecem também na vida real.
Em contra partida, também haviam transcorrido quase um ano da morte de Otávio o que deixava Luísa sem uma parte de si e agora os dois tinham um laço eterno e a filha sofria por não poder compartilhar disso com a pessoa que mais amou nos últimos tempos:
- Ah, meu Deus... Eu tenho tanto para agradecer, mas para pedir só uma coisa:
Seja de onde for, se esse rapaz estiver vivo o traga de volta para a vida da minha filha...
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