Capitulo 83
Carmem chegou perto da mãe de Cecília:
- Aqui está o lanche que a senhora pediu.
- Muito bem. Acho bom a "bonitinha" não dar outra crise de loucuras dizendo que não vai me servir, porque se não é rua, entendeu?
Ruth perguntou.
- Quem é a senhora para me demitir? Vai morar aqui definitivamente?
Carnem perguntou.
- Não sei. Só o tempo dirá. E agora pode ir porque eu não gosto de trocar palavras com os funcionários da casa.
Carmem apenas revirou os olhos e saiu de perto de Ruth. Henrique chegou perto da avó:
- Você está aqui de novo?
Ele perguntou.
- Estou e vim para ficar.
- Ninguém merece.
Cecília chegou perto dos dois:
- Filho, a filha da Luísa nasceu.
A mulher disse sorrindo.
- Que legal. O papai me contou.
Henrique respondeu também sorrindo.
- Amanhã ela vai para o apartamento dela e você pode ir até lá.
A mãe do rapaz disse.
- Quem vai cuidar dela?
Henrique perguntou.
- Ela pediu para a Carmem ir.
- Posso ir também?
- Porque?
Cecília perguntou e o rapaz olhou de canto de olho para a avó.
- Eu não sei, meu filho. Vou perguntar para ela. Não sei se ela vai dar conta de auxiliar vocês dois.
Cecília disse.
- Tá incomodado comigo, netinho? Não se preocupe. É só ficar longe do meu caminho, que eu fico longe do seu e dá tudo certo.
Ruth disse olhando para o neto.
- Não te perguntei nada.
Henrique respondeu.
- Realmente, esse garoto não tem mais limites e você não tem mais limites e você não tem mais domínio nenhum sobre ele. Não sei se fico com pena ou com raiva.
- Que tal se preocupar com coisas que dizem respeito a você?
Faça o que você disse que era para ele fazer:
Fique longe do caminho dele e ele fica longe do seu. Pronto, acabou. É tão difícil assim?
Cecília perguntou impaciente.
- Por isso que eu quero ir para a casa da Lu. Lá é muito melhor e você sabe disso.
Henrique disse.
- Eu vou falar com a Carmem. Talvez cuidar de você, da Luísa e do bebê seja muito difícil para ela.
Cecília disse e saiu de perto do filho. Pedro chegou3:
- Me tira uma dúvida:
Essa criança é filha daquele tal namoradinho dela?
- Sim. Porque?
Pedro perguntou.
- Não tem jeito... Herdou a burrice da Cecília mesmo. Meu Deus. Ela "pariu"? Coitada. Vai perder dinheiro demais. O tal namorado deve ser bem esperto. Deu um belo jeito de segurar ela com ele...
Pedro interrompeu a sogra:
- Em primeiro lugar, a minha filha não é nenhum bicho para "parir" e em segundo lugar, o Otávio nunca foi nenhum golpista para se aproveitar dela. E eu exijo que respeite a memória dele.
- Espera aí: sua filha? Foi isso mesmo que eu ouvi? Ah, Pedro você é hilário.
Luísa não foi, não é e nunca será sua filha... Ela é filha do André Romanini. Eu mal posso esperar para que ela saiba de toda verdade.
Ruth disse.
- Vem cá, quanto tempo você vai ficar nessa casa nos atazanando?
O homem perguntou.
- O tempo que for nescessário. Eu não volto para minha casa sem uma empregada.
- Eu faço questão de procurar uma pessoalmente só para me livrar desse tormento que está sendo ter você aqui.
O marido de Cecília disse.
- Faz isso, Pedro. Faz isso que vai ser melhor para todos nós. Assim eu posso ir embora desse lugarzinho chucro.
A mulher disse e saiu de perto do marido de Cecília. Henrique chegou perto do pai:
- O que foi, pai? O que aconteceu? Que cara é essa?
- O que você acha? É a sua avó. Não suporto essa mulher e ela ainda tem coragem de olhar na minha cara e dizer que a Luísa não é minha filha. Eu estou quase expulsando essa mulher daqui e sem pensar no que Cecília vai achar ou deixar de achar.
Ela só faz atazanar. Não entendo como uma pessoa pode gostar tanto de perturbar outras e mexer na dor do outro.
Mas essa vai ser minha última tentativa... Mais uma palavrinha que ela disser eu tiro ela daqui nem que para isso tenha que chamar a polícia.
Relaxa, pai.
Henrique pediu.
- Isso só vai acontecer quando ela estiver longe daqui.
Pedro disse e o filho não disse nada. Um tempo depois, já era noite quendo Pedro e Henrique chegaram no hospital:
- Será que a Paola não está aí mesmo?
O filho de Pedro e Cecília perguntou.
- Acredito que não. Se ela pediu para contratar uma enfermeira é porque não pode ficar aqui e além do mais a mãe da faleceu, né? Com certeza está cuidando do velório se é que já não está acontendo.
Pedro disse.
- Entendi.
O filho respondeu e ao chegar no hospital foram até o quarto onde Caio estava:
- Papai Henrique! Papai Henrique!
O menino disse eufórico ao ver o irmão de Luísa.
- Oi, meu filho. Tá tudo bem?
Henrique perguntou.
- Só um pouco. Aqui é muito chato. Eu quero ir embora... Mas de verdade eu queria mesmo é ir para o céu para ficar preto da vovó.
Caio disse.
- Não fala assim, meu filho. Você ainda é uma criança. Sua avó não morreu. Ela virou uma estrelinha.
Henrique explicou.
- Estrelinha? Daquelas bem brilhantes que são lindas que ficam no céu?
Caio perguntou.
- É. E você também tem os meus pais que também são seus avós. Olha esse aqui é o meu pai. Ele é seu avô...
Pedro interrompeu o filho:
- Avô não.... Tio... Melhor ainda: primo.
- Você vai confundir a cabecinha dele.
Henrique disse baixo.
- Espera aí: você é meu avô, meu tio ou meu primo?
Caio perguntou olhando para o homem.
- Bom... Eu sou seu avô. Sou pai do seu pai.
- E qual é o seu nome?
O menino perguntou.
- Pedro.
O pai de Henrique respondeu.
- Tá bom. Você vai ser meu vovô Pedro. Tá bom?
- Tá, né?
Pedro disse por fim. Paola chegou na porta do quarto:
- Ah, mas você tinha que "dar o ar da graça", né, Henrique? Eu já devia esperar que você não demorava aparecer aqui para bancar o bom pai.
Paola disse em tom de implicância.
- Eu vim por causa do meu filho...
- Oi? Repete isso aí... Seu filho? Você é louco? Você deve ter se esquecido do que eu te disse aquele dia na clínica... Mas também é até compreensível que não se lembre. Eu fazia questão de contratar enfermeiros para te dopar. Claro que que você não se lembra.
- Você é patética.
O homem disse.
- Patético é você. Some daqui. Vai lá ser cuidado pela mamãezinha e pelo papaizinho. Faz isso que você ganha mais.
- Não manda meu papai sumir. Eu não quero que ele vá embora.
Caio disse.
- Desculpa, filho.
Paola disse, mas olhava para Henrique com um olhar perfurante, mas para sua surpresa o homem não se intimidou como costumava acontecer quando ela o via na clínica por exemplo.
- Você pode dormir aqui?
Caio perguntou olhando para Henrique que ficou sem reação:
- Eu?
O homem perguntou.
- Filho, a mamãe fica com você... Seu pai não tem condições.
Paola disse com desprezo.
- Não, mamãe. É a "noite dos meninos" você é menina. Deixa... Por favorzinho!
Paola olhou para o filho de Pedro e Cecília:
- E aí, "bebezão" ? Dá conta de tomar conta do menino uma noite?
- Dou.
Henrique respondeu.
- A enfermeira também vai ficar aqui. Não tem com o que você se preocupar.
Pedro disse.
- Acho bom, porque se fosse só ele eu não ia deixar.
- Filho, se você sentir vontade de ir para casa pede a enfermeira para ligar para mim que eu venho aqui te buscar.
Pedro disse e Paola interviu na conversa:
- Se sentir não. Você seja homem e arque com as suas responsabilidades, ouviu, "bonitinho"? Aí de você se eu souber que deixou meu bebê sozinho.
- Eu não vou embora daqui.
Henrique respondeu.
- Acho bom. Tchau, amor da mamãe. Vem cá dar um beijinho.
- Tchau mamãe.
O menino se despediu.
- Acho melhor eu ir também.
Pedro disse.
- Nossa, até que em fim. Achei que ia ficar aqui de babá.
Paola disse.
- Tchau, filho.
Pedro disse sem comentar o que Paola havia dito.
- Tchau, rapaz. Obedece o seu pai, hein?
- Tá bom.
Caio disse. Paola e Pedro saíram do quarto deixando Caio e Henrique sozinhos e pela primeira vez o filho de Pedro e Cecília pôde desfrutar do prazer de ser PAI.
Ps: eu me emocionei nesse último parágrafo.🥹🤍 Para um personagem que já sofreu tanto o Henrique Merece esse final de capítulo, né? Gostou do capitulo? Não se esqueça de comentar e deixar seus votos.🤍❤️
Obrigada por ler até aqui.😍
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