Capítulo 72

Na casa de Luísa, a moça estava sozinha e pensava no namorado:

- Que saudade do Otávio... Da vida feliz que comecei a ter do lado dele... Por que Deus permitiu que isso acontecesse?

A irmã de Henrique se perguntou.

Por mais que eu tente não consigo encontrar um motivo para ele ter ido embora tão cedo...

A família dele já estava sofrendo tanto por causa da Nicole, agora por causa dele e saber que tudo o que ele fez foi por causa de mim... Em nome do nosso amor.

A dona Rita deve estar me odiando e com razão... Não consigo nem imaginar a dor que ela está sentindo... Saber que todos os planos que ele tinha foram ceifados de uma hora para a outra....

Ah, meu Deus me dê forças para continuar por que eu juro que não vejo mais nenhuma luz a não ser o bebê que estou esperando...

Ele vai ser o único motivo, meu único pilar para sobreviver.

Se eu cair, ele será o único motivo para que eu queira levantar.

A moça disse a si mesma e olhou para o céu:

De onde você estiver, meu amor, me ajude a cuidar e a proteger o nosso filho... Se eu não puder te amar aqui na terra, me espera aí no céu, tá bom?

Ela pediu e chorou.

No hospital onde Otávio estava internado, uma junta de médicos o analisavam:

- Com base em todas as tomografias e ressonâncias que já realizamos, acho quase impossível que esse rapaz sobreviva por muito tempo...

A lesão cerebral foi grave:

Um coágulo de sangue, além de todos os edemas...

Agora é torcer para que ele reaja após a retirada dos sedativos e meus cálculos estejam errados para que um dia ele pelo menos possa voltar para a família dele.

- Temos que dar um nome para ele, até que ele acorde e possamos saber o nome real.

Outro homem disse.

- Pois é. Precisamos pensar em algo.

O médico disse olhando para Otávio e pensou:

- É rapaz, parece que vamos ter um longo caminho pela frente.

O médico disse olhando para o namorado de Luísa que permanecia inerte em cima da cama.

Enquanto isso, já era noite quando Paola chegou na cidade:

- Que cansaço!

Ela reclamou consigo mesma.

- Tomara que todo esse esforço valia a pena por que eu tenho muitos planos com o dinheiro do Henrique.

No dia seguinte, Paola acordou bem cedo e foi até a empresa de Pedro:

- Bom dia, senhora.

Rebeca cumprimentou com um sorriso.

- Bom dia. Eu gostaria de falar com o doutor Pedro. Se puder ser rápido, excelente, por que eu tenho muitas coisas para fazer.

Paola disse.

- No momento só dona Cecília está aqui. Quer falar com ela?

A mulher perguntou e Paola pensou consigo mesmo:

- Ainda melhor. Agora é só jogar uma chantagem emocional para cima dessa mulher e além de deixar o Caio ver o Henrique ainda vai pagar um advogado para o Douglas.

A mãe de Caio foi tirada de seus devaneios com a recepcionista a chamando:

- Oi.

Ela respondeu.

- Eu perguntei a quem eu anúncio.

A recepcionista repetiu.

- Paola. Paola Timóteo.

A mãe de Caio respondeu.

- Só um minuto.

A funcionária pediu..

- Alô.

Cecília cumprimentou.

- Dona Cecília tem uma moça aqui na recepção querendo falar com a senhora. Ela se identificou como Paola Timóteo.

Ao ouvir isso Cecília pensou:

- Mas essa é a tal namorada do Henrique. O que ela quer?

A mulher se perguntou.

- Mande ela subir.

- Tá certo.

A outra respondeu e se voltou para Paola:

- Ela autorizou sua subida. É a quarta sala do sétimo andar.

- Ok. Obrigada.

Paola agradeceu.

- Disponha.

A recepcionista sorriu e a namorada de Douglas foi até a sala da presidência.

- Entre.

Cecília permitiu ouvindo um bater em sua porta:

- Com licença.

A mulher pediu.

- Bom dia. Em que posso ajudar?

A mãe de Henrique perguntou.

- Acho que a senhora conhece meus motivos... Sou ex-namorada do Henrique e mãe do filho dele. Não é possível que nunca tenha falado de mim.

- Mãe do filho que você alega ser dele, né?

Cecília corrigiu.

- Ele disse que não é dele?

Paola perguntou.

- Pelo contrário, ele disse que você mesma é que foi lá na clínica e disse que esse tal filho não era dele.

Cecília respondeu.

- Entenda uma coisa de uma vez por todas:

Por mais que doa na senhora o seu filho não sabe o que faz e nem o que fala...

A senhora goste ou não essa é a verdade. Não é atoa que estava em uma clínica psiquiátrica.

A mulher disse com desprezo.

- Você dobra a sua língua antes de tocar no nome do meu filho.

Cecília respondeu com raiva.

- Não importa o que a senhora diga, por que no fundo sabe que eu estou falando a verdade.

Paola disse.

- Olha, o Henrique sente muita falta dessa criança e eu queria que você autorizasse que ele passasse um dia com o menino...

A namorada de Douglas interrompeu a ex-sogra rindo da cara dela:

- A senhora tem algum tipo de problema? Estou perguntando não julgando.

Desde quando eu vou pegar o meu filho pequeno e deixar ele na casa de não sei quem, fazendo não sei o que?

Claro que não.

Meu filho só vai ver o Henrique se eu estiver junto.

A mulher respondeu.

- Como é que é? Para que você quer ir junto? Eu garanto que nada vai acontecer com o menino. Eu me responsabilizo por ele.

A mãe de Luísa e Henrique disse.

- A sua garantia não vale nada para mim... Eu nem mesmo a conheço. A minha condição está imposta:

Meu filho só vai ver o Henrique se eu estiver junto com ele...

- Olha aqui...

Pedro surgiu na porta do escritório:

- O que essa mulher está fazendo aqui?

- Ela veio falar do filho do Henrique.

Cecília explicou.

- Do filho que ela alega ser dele, né? A palavra dela não comprova nada por si só.

Pedro respondeu.

- Olha, meu senhor, se eu fiz o esforço de me deslocar até aqui foi pelo meu filho, por que ele pediu para ver o Henrique mas isso só vai acontecer se eu estiver com ele... Eu sei lá o que aquele doente vai falar com o pobre do menino.

A mulher disse com desprezo.

- Ah, não... Agora eu enfio a mão na cara dela...

Cecília disse e avançou sobre Paola, mas Pedro a segurou:

- Você ficou louca? Não vale a pena... É isso mesmo que ela quer:

Que você perca a cabeça.

O homem disse.

- Isso. Esculta o seu marido, madame e ah, não esquece o remedinho da pressão, viu?

Daqui a pouco caí dura no chão. Não se esqueça que você não é mais nenhuma mocinha.

Bom, o que eu tinha que fazer aqui eu já fiz...

Se Henrique quiser ver o meu filho eu quero estar junto.

A mulher disse.

- Cecília, olha, infelizmente não podemos nos opor a isso, mas podemos ir com ele para ele se sentir mais seguro.

Pedro disse.

- Isso, mesmo, senhor. Ótima ideia. Se querem ir para bancar as babás, o problema é de vocês... Só acho que isso não é necessário...

Entendam uma coisa de uma vez por todas:

- O que eu queria com o Henrique eu já tive:

Durante todo o tempo que estive com ele tive uma vida de luxo... Agora a única coisa que me consta é a felicidade do meu filho.

Paola disse.

- Tá bom. Você já fez tudo o que tinha que fazer, né? Acho que sim. Tenha um bom dia.

Pedro disse dispensando a moça.

- Vocês também. E ah, antes que eu me esqueça:

Peçam para ele agir como um homem minimamente normal na frente do meu filho, porque eu não quero que o meu bebê fique traumatizado.

Tenham um bom dia.

A mulher disse e saiu de perto do casal.

- Por que você não mandou me chamarem?

Pedro perguntou.

- Ah, não. Pelo amor de Deus, Pedro. Não começa não.

A mãe de Luísa e Henrique pediu.

- Começo sim e você vai ter que me ouvir. Onde você estava com a cabeça para receber essa mulher sozinha aqui?

Quantas vezes eu vou ter que pedir para você não fazer isso? Será que vai ser preciso acontecer uma desgraça para você me ouvir?

Primeiro foi o bandido que tentou matar Henrique, depois o Mathias e agora essa mulher?

Onde isso vai parar?

O marido da mulher perguntou.

- Sabe qual o seu problema? Você é muito machista, Pedro. Você gosta de falar e " a água parar" só que comigo não é assim e você sabe muito bem disso.

Cecília respondeu.

- Ok. Quer arruinar a sua vida, o problema é seu. Eu tenho mais o que fazer.

O homem pediu e saiu de perto da esposa.

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