Capítulo 69

Eduarda chegou perto da irmã:

- O que aquela moça queria?

- Adivinha? Veio aqui só para dizer que está grávida...

Rita respondeu.

- Que maravilha.

Eduarda comemorou.

- Maravilha? Não sei Onde.

Ela não veio aqui para falar dessa gravidez atoa não.

Com certeza veio atrás de dinheiro.

A mãe de Otávio e Estevão disse.

- Dinheiro, Rita? É sério?

Aquela moça é rica. Desde quando vai precisar de dinheiro para sustentar uma criança?

A irmã perguntou.

- Esse tipo de gente, quanto mais tem, mais quer. Você bem deveria saber disso.

Afinal de contas, foi casada com um homem dessa laia.

A mãe de Otávio e Estevão disse.

- Você tinha que me lembrar disso?

A mãe de Nicole perguntou.

- Desculpa, mas você sabe que é verdade...

- Tá bom. Ok, mas nem todos são como André. Aprenda a diferenciar as pessoas.

A irmã da mulher pediu.

- É complicado, Eduarda. É muito difícil não sentir raiva dessa moça. Por causa dela, Otávio largou tudo:

Faculdade, família, emprego, tudo... E por fim acabou caminhando com as próprias pernas para a cova...

Vamos trocar de lugar por um minuto:

Imagine se Mathias tivesse sobrevivido aquele atentado... Mesmo sabendo que Nicole o amava, com certeza seria impossível não sentir remorso dele em razão dele ter feito sofrer tanto.

- Acho que você tem razão... Acho que eu nunca seria capaz de perdoar Mathias.

A mulher respondeu.

- Se não fosse por Luísa, meu filho estaria aqui do meu lado, feliz, estudando, trabalhando, dando orgulho a mim e a Mário, mas não... Ao lado envés disso ele está morto, com o corpo transformado em cinzas....

Dói, dói muito saber que não vou ter um túmulo para rezar ou levar flores no dia do aniversário dele... E tudo por quê?

Por causa dessa moça. Ela e o ex-namorado de Nicole se mereciam mesmo....

Nunca deveriam ter cruzado o caminho dos nossos filhos...

Talvez assim nada disso teria acontecido.

- Talvez, Rita, mas esse já era o destino dos dois... Não tem mais como mudar isso, por mais que queiramos.

A mãe de Nicole disse e abraçou a irmã que chorou.

Luísa ainda estava na rua em um carro de aplicativo:

- Para onde, Senhora?

- UFES.

A moça respondeu.

- É para já.

O homem disse e logo estava com a filha de Pedro e Cecília na faculdade:

- Bom dia.

A moça cumprimentou a recepcionista.

- Bom dia. É Luísa, né?

- Isso mesmo.

A filha de Pedro e Cecília respondeu.

- No que posso ajudar?

- Gostaria de falar com a dona Ivone.

Luísa disse.

- Ela está na diretoria. Pode ir até lá.

A mulher permitiu e a moça foi até a sala de Ivone. Ao chegar lá, bateu na porta:

- Pode entrar.

A mulher permitiu.

- Com licença, dona Ivone.

- Entre, Luísa. Posso ajudar?

A mulher perguntou.

- Pode sim. Eu pensei muito antes de vir aqui, mas agora já está decidido:

Eu vou trancar o curso de engenharia... Pelo menos por enquanto.

A irmã de Henrique disse.

- Que pana. Há algum motivo específico? Algo com os orientadores?

Ivone perguntou preocupada.

- Não. São problemas pessoais.

A irmã de Henrique respondeu.

- Ah, querida, eu sinto muito. Eu posso te ajudar com algo?

A diretora perguntou.

- Não, dona Ivone... É luto... Um luto só meu... Não tem como ninguém me ajudar.

Luísa disse.

- Ah, querida, eu sinto muito.

A mulher lamentou.

- Obrigada. Era meu namorado.... Ele fazia curso aqui também.

A irmã de Henrique explicou.

- Entendi. Mas você não quer pensar mais um pouco? Dar tempo ao tempo?

Talvez mude de ideia.

Ivone deduziu.

- Tenho sim. Pelo menos por enquanto. Não tenho cabeça para pensar em nada nesses últimos tempos.

Depois de sair da faculdade, Luísa voltou para casa:

- Ah, meu amor... O sonho da engenharia era nosso... Meu e seu...

Se você não está aqui para realizarmos juntos, eu não tenho direito de realizar sozinha.

Se um dia você voltar eu vou estar aqui te esperando para a gente realizar juntos, mas se isso não acontecer eu vou ter que tentar seguir a minha vida... Por mais difícil que seja.

Pelo menos agora tem um pedacinho seu aqui comigo.... Nosso bebezinho.

Ela disse e passou a mão na barriga. Na mansão, Cecília viu como o filho parecia preocupado:

- O que foi, meu amor? O que houve? Que carinha é essa?

- É... Eu tava pensando no me... Meu filho.

O rapaz respondeu.

- Que filho é esse? Conta essa história direito.

Cecília pediu e o filho contou:

- Ah, Henrique, eu sinto muito. Por que não contou nada a mim ou ao seu pai? Nós podíamos ter te ajudado.

Cecília disse.

- Eu sabia que a família da Paola era perigosa, mas ela dizia ser diferente:

Dizia coisas doces, dizia que tinha vergonha de tudo que os parentes faziam e alegava ser diferente... Eu acabei acreditando nela.

Henrique disse.

- E por que você nunca trouxe essa moça aqui para eu e seu pai conhecermos?

A mãe do rapaz perguntou.

- Ela nunca quis vir.

Ele respondeu.

- E o bebê parecia com você?

- Sim, mas um dia quando ela foi lá na clínica ela disse que tudo aquilo foi armando....

Que depois que eu registrasse o menino, ela e o amante me matariam...

Depois com certeza viriam atrás de vocês para pedir dinheiro.

Henrique disse.

- Vir ela veio, mas aí seu pai sugeriu que exumassímos o seu corpo para fazer o exame de DNA e daí ela sumiu.

Cecília explicou.

- E... Ela foi lá na cli... Clínica e me contou que tinha vindo aqui.

Pelo menos meu pai não foi burro como eu fui.

O filho da mulher disse.

- Você não é burro. Existem pessoas ruins no mundo que se aproveitam das pessoas boas que as cercam.

Olha meu amor, eu prometo que vamos dar um jeito. Vamos atrás dessa moça. Ela não pode te privar de ver o seu filho... Para isso existe a justiça.

A esposa de Pedro disse.

- A Lu também disse que ia, mas a Paola é muito perigosa. Eu não sei do que ela é capaz.

Henrique avisou.

- Vamos dar um jeito. Eu prometo.

A mulher disse, beijou a cabeça do filho e saiu de perto dele. Um tempo depois, Pedro chegou:

- Oi, filho. Onde você estava? Saiu com a sua mãe?

- Sim... A... A gente foi lá na casa da Bruxa.

Henrique respondeu.

- Bruxa? Que Bruxa? A sua avó?

O pai perguntou.

- É... Se eu soubesse que... Era lá, eu nem teria ido.

O rapaz disse.

- Por que? O que ela fez?

Pedro perguntou.

- Eu quebrei um vaso na casa dela e ela ficou muito brava.

Henrique respondeu.

- Só Isso?

O marido de Cecília perguntou.

- Sim, mas eu acho que ela brigou com a mamãe também por que ela saiu de lá um pouco estranha

O rapaz completou.

- Eu vou falar com ela... Você não tem com o que se preocupar... Vai descansar, vai...

Pedro pediu e Henrique saiu de perto dele.

Cecília estava sozinha no quarto e pensava em tudo o que Ruth dissera:

- A minha própria mãe foi capaz de tentar desgraçar a minha vida...

Eu não consigo acreditar... O que eu fiz para merecer isso?!

A mulher se perguntou e chorou.

No dia seguinte no colégio, Estevão estava cabisbaixo:

- E aí, mano. O que tá pegando?

Um amigo dele perguntou.

- É a morte do meu irmão e da minha prima. O clima lá em casa tá horrível.

O rapaz explicou.

- Lamento, velho. Quer um cigarro?

O outro ofereceu.

- Valeu, mas eu não fumo. Nem sei segurar isso direito.

Estevão respondeu.

- Você não disse que está cheio de problemas? Isso aqui é um anestésico natural.

O amigo disse.

- Ah, não... Melhor não... Eu não quero dar desgosto para os meus pais... Já basta tudo o que estamos passando.

O irmão de Otávio disse.

- Fala a verdade: Você está com medinho do papai?

O outro perguntou rindo da cara do filho de Mário e Rita.

- Claro que não... É só que... Me dá um... Acho que não vai fazer mal.

Estevão pediu e o outro deu... Um tempo depois era como se todos os seus problemas tivessem desaparecido:

- Isso aqui é bom mesmo.

Ele disse.

- Eu sei que é.

O amigo respondeu.

- Me dá mais um... Depois da aula eu fumo outro.

Estevão pediu.

- Esse sai na faixa, mas o próximo tem que comprar, heim?

O amigo avisou.

- Tá certo.

O irmão de Otávio respondeu.

Estevão respondeu e passou o dia como se estivesse anestesiado, sem se lembrar dos problemas.

Ao chegar em casa vomitou tudo o que tinha no estômago:

- O que foi, meu amor?

Rita perguntou.

- Foi nada.

O garoto disse.

- Ah, meu filho, você está esquito... Quer ir ao hospital?

A mãe perguntou.

- Nã... Não precisa. Tô bem.

O rapaz respondeu e a mãe saiu de perto dele:

- Me... Meus pais não podem nem desconfiar porque estou passando mal, se não são capazes de arrancar o meu fígado.

O rapaz se deitou e ficou esperando que o mal estar passasse.

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