Capítulo 57
Luísa e Otávio chegaram na casa de Mário e Rita:
- Chegamos ao meu palácio.
O rapaz ironizou.
- Deve ser uma casa muito feliz. Aposto que muito mais feliz do que a minha foi todos esses anos.
Luísa respondeu.
- Feliz nós somos e você também será.
Otávio disse e Luísa sorriu.
- Essa seu aqui é a minha mansão.
- Que bonitinha.
Luísa elogiou.
- A minha mãe sempre obrigou a mim e ao meu irmão a metermos a casa arrumada ou apanhavámos de vara, além de escutarmos tudo e mais um pouco.
Otávio disse.
- Eu nunca imaginei uma coisa dessas. Acho que como meus pais nunca tiveram que arrumar as nossas bagunças, eles nunca brigaram, mas o Henrique vivia dizendo que se eu bagunçasse as coisas dele ele ia contar para a Carmem e ela ia me transformar em um sapo e eu acreditava.
Luísa sorriu e Otávio propôs:
- Vamos? A gente não pode demorar, né?
O homem disse.
- Você tem razão. Vamos sim.
Luísa concordou e foi até a entrada da casa de Mário e Rita, que foi a primeira a vê -los:
- Então você é a famosa Luísa?
A mãe de Otávio perguntou.
- Sim. É um prazer conhecer a senhora.
A moça disse.
- O prazer é todo meu.
Rita respondeu.
- Mãe, cadê o papai?
Otávio perguntou.
- Foi buscar a Nicole e a Eduarda já que com o traste do seu tio não se pode contar.
- Que bom. Tomara que não demore.
Otávio desejou.
- Vou procurar o Estevão. Não podemos demorar.
Otávio disse e saiu de perto das duas mulheres. Quando já estava longe, Rita perguntou a namorada do filho:
- Podemos conversar?
- Claro. Podemos sim.
Luísa respondeu.
- Senta por favor.
Rita pediu e Luísa sentou.
- Olha, menina, eu acho que já imagina sobre o que quero falar...
A mãe de Otávio e Estevão presumiu.
- É sobre o meu namoro com o Otávio?
A filha de Pedro e Cecília perguntou.
- Exatamente.
A esposa de Mário respondeu.
- Bom, dona Rita, eu sei que não me conhece, mas eu posso te garantir que meus sentimentos por ele são verdadeiros.
Luísa disse.
- Bom, isso só o tempo dirá... Tudo que eu sei é que o que meu filho sente por você é muito maior do que qualquer outro sentimento... Desconfiança, por exemplo.
- O que a senhora quer dizer com isso?
- O que eu quero dizer é que por causa desse amor Otávio está abrindo mão de tudo que ele lutou para conquistar...
Primeiro abriu mão de um emprego que demorou meses para conseguir, logo depois teve que abrir mão da faculdade com a qual ele sempre sonhou e tudo por quê? Por causa do capricho besta do seu pai...
Luísa interrompeu a mãe do namorado:
- Mas o meu pai vai pagar os estudos dele e a senhora está enganada quando diz que se trata apenas de um capricho bobo...
É um assunto meio de tom pessoal, mas o meu pai também trabalhou para o meu avô e foi graças aos ensinamentos dele que meu pai chegou onde está hoje...
Talvez aconteça o mesmo com o Otávio... Algo bom ele vai tirar desse tempo e posteriormente, meu pai vai pagar os estudos para ele. Não tem como sair perdendo.
A moça exclareceu.
- Sabe qual é o problema de vocês ricos? Pensar que tudo se resolve com um cheque. Achar que o caráter das pessoas se mede pelo que elas tem ou não tem.
E tem mais:
Pouco me importa o que seu pai aprendeu com seu avô... Vocês nasceram em berço de ouro.
Não sabem o que é ralar para conseguir que se deseja. Mas bom, se Otávio aceitou essas condições absurdas para poder namorar com você eu não posso fazer nada.
Só acho que provar o caráter do meu filho desse jeito é muito injusto.
Rita disse.
- Eu sei, dona Rita. Eu entendo perfeitamente, mas sendo uma condição da minha família e em vista de tudo que já passamos, eu decidi aceitar.
Luísa exclareceu.
- Espero que não desperdice o esforço do meu filho, porque ele não merece sofrer por ninguém.
A mãe de Otávio disse e Luísa pensou consigo mesma:
" Parece que minha redação com dona Rita vai ser tão difícil quanto a relação de Otávio com meus pais no início do namoro. Que Deus me ajude. Amém."
Enquanto isso, Pedro e Henrique chegaram na mansão:
- De volta, meu filho. De volta a sua casa e a sua realidade.
O empresário disse ao filho que observava o lugar:
- Mi... Minha ca... Casa.
O rapaz disse.
- Isso mesmo, meu filho. Sua casa. A sua realidade. Vem.
Pedro estendeu a mão e junto com o pai foi para dentro da mansão.
Carmem observava a entrada:
- Eu não disse, Iago? Doutor Pedro só pode ter ficado doido. Deve ter rodado essa cidade inteira, cansou e agora voltou...
- (...) Meu filho...
Carmem parou de falar ao ouvir a voz de Cecília.
Misericórdia. Parece que ele trouxe alguma coisa.
Vou lá ver o que é.
Carmem disse e saiu de perto do motorista.
Chegou perto da sala de estar, mas o ambiente já estava no seu campo de visão:
- Mas é ele mesmo.
Ela disse e voltou para a cozinha:
- O que foi, dona Carmem? A senhora está mais branca do que giz de cera.
O homem falou.
- Essa história de Henrique estar vivo é verdade mesmo.
Cecília chegou perto dos dois:
- Carmem, Iago vem aqui para vocês verem o Henrique.
Cecília chamou e os dois foram:
- Oi, Bruxa.
Carmem de assustou com o cumprimrmto.
- Oi, quem?
Ela perguntou.
- Desculpa, mas era assim que eu e a Lu chamávamos você quando éramos crianças.
Cecília se afastou pensativa:
- Será que é uma boa ideia?
- O que é uma boa idéia?
Pedro perguntou.
- Acho que você não vai gostar.
Cecília falou.
- Mesmo assim eu quero saber.
O homem disse.
- Queria chamar minha mãe para almoçar com a gente. Contar que Henrique está vivo e passar um dia em família...
A mãe de Luísa e Henrique disse.
- Olha, se faz tanto sentido assim para você, chama. Eu não quero e não posso estragar a sua felicidade.
Pedro sorriu e saiu de perto da esposa pensativo:
- Como vai ser isso? Depois de tantos anos vai ser como reviver o inferno que passei com o doutor Augusto.
Mas ao mesmo tempo, não posso e não quero estragar a felicidade da Cecília.
Está decidido:
Vou suportar essa velha aqui. Não pode ser tão ruim assim.
Pedro disse a si mesmo. Enquanto Isso, Cecília ligou para casa de sua mãe e uma empregada atendeu:
- Bom dia, dona Cecília.
A mulher cumprimentou.
- Bom dia, Neide. A minha mãe está?
A esposa de Pedro perguntou.
- Está sim. Só um minuto. Voi chama-la.
A empregada disse saíndo de perto do telefone indo até o quarto de Ruth, a mãe de Cecília:
- Eu posso entrar?
A moça perguntou.
- Agora que já entrou, né? Diga logo o que quer e saia.
A mulher disse rude.
- Dona Cecília está no telefone.
A empregada comunicou.
- Cecília? Agora ela se lembra que tem uma mãe?
O que ela quer?
A mulher perguntou.
- Não disse. Apenas disse que quer falar com a senhora.
- Minha maior alegria seria se ela ligasse para noticiar a morte do emprestável do Pedro...
- Credo. A minha mãe sempre diz que o que desejamos para os outros uma hora ou outra acaba voltando para gente.
- Essas frases inúteis não me abalam, Neide... Com licença.
A mulher pediu e saiu de perto da empregada.
- Bom dia, minha filha.
Ruth cumprimentou.
- Bom dia, mãe. Tudo bem com a senhora?
Cecília perguntou.
- Até o momento sim.
- Que bom. Queria te convidar para almoçar com a gente hoje. O que acha?
Cecília perguntou.
- Seu marido vai estar presente?
- Claro que sim. Essa é a casa dele. Por favor, mãe, vem. Você não sabe o quanto estou feliz...
O Henrique... O meu Henrique está vivo.
Cecília disse feliz e Ruth suspirou:
- Está bem, minha filha. Eu vou almoçar com vocês.
- Que bom, mãe. Você não sabe como fico feliz em tê- la aqui com a gente.
A ligação foi interrompida.
- Henrique vivo? Cecília só pode estar ficando louca de vez. Só acredito nisso se ver com meus próprios olhos.
O passado vai voltar a te assombrar, minha filha, mas vai valer muito a pena. Um dia você ainda vai me agradecer.
Gostou do capítulo? Não se esqueça de voltar e comentar o que estão achando e o que vai acontecer mais para frente.🤩💖
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