Capítulo 54

Ao chegar na casa dos país de Luísa, Otávio perguntou:

- Sabia que hoje fazem sete meses que a gente se conheceu?

- Claro que me lembro. Como ia me esquecer de uns dos melhores momentos da minha vida?

Luísa perguntou.

- E você vai ter muitos outros momentos felizes ao meu lado. Eu garanto.

Otávio respondeu.

- Eu sei que terei.

A namorada confirmou e os dois seguiram para a casa de Pedro e Cecília.

Ao chegar lá Carmem os atendeu na porta:

- Bom dia, dona Luísa.

Ela cumprimentou.

- Bom dia, Carmem.

A namorada de Otávio respondeu.

- E quem é esse?

A empregada perguntou e antes que Luísa respondesse Otávio interferiu:

- Vai dizer que não lembra de mim, tia?

Não lembra que eu vim aqui e você ficou me olhando torto?

Mas como eu tenho um coração muito bom eu perdoo você, tá bom?

Otávio disse e Carmem não sabia o que dizer:

- Eu... Eu não fiquei te olhando torto... Isso foi apenas uma impressão sua.

- Tá bom, tia. Pode deixar... Agora está tudo no passado.

Carmem olhou para ele irritada:

- Tia?

Otávio não teve tempo de responder e Pedro entrou na cozinha com uma felicidade que nem Luísa reconheceu:

- Você arrumou o quarto do Henrique do jeito que eu te pedi? Do jeito que ele sempre gostou?

Pedro perguntou.

- Arrumar eu arrumei, mas se está do jeito que ele gosta só ele para responder, né?

Carmem perguntou.

- Olha, eu estou tão feliz que nem me importo com o que você diz...

Oi, genrinho.

Ele cumprimentou Otávio sorrindo.

- Oi, sogrão!

Otávio sorriu.

- Oi e tchau. Eu tenho que ir. Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Tchau, filhota.

Ele se despediu e saiu de perto dos demais. Luísa e Otávio se entreolham sem entender nada.

- Cadê a minha mãe?

A moça perguntou a empregada.

- Saiu e chegou com uma sacola cheia de materiais de arte. Deve estar lá no ateliê dela.

Carmem presumiu.

- Vamos ir até lá?

A namorada de Otávio convidou.

- Me mostra a casa antes? Eu era doido para conhecer uma casa de gente rica quando era criança.

Ele se lembrou e Luísa concordou:

- Vamos. Vou te mostrar toda a casa. Com licença, Carmem.

Luísa pediu e junto com o namorado começou a andar pela mansão dos pais.

Pedro chegou na garagem e quando ia entrar no carro Iago perguntou:

- Deseja ir a algum lugar, doutor? Posso levá-lo se o senhor quiser.

O motorista se dispôs.

- Não precisa, Iago. Aliás, pode tirar o resto do dia de folga.

O patrão liberou.

- Obrigado, doutor. Estou a disposição caso precise de mim.

O homem se dispôs. Pedro agradeceu e saiu. O motorista ia voltando para dentro de casa quando Carmem veio até ele:

- Oi, dona Carmem. Tem bolo lá na cozinha?

O homem perguntou.

- Nossa! Mas você é esfomeado heim, garoto? Meu Deus do céu!

Sim, tem, mas antes de você ir me responde uma coisa:

Carmen pediu.

- O que?

Iago perguntou.

- Você sabe onde o doutor Pedro foi?

A empregada perguntou.

- Eu não sei, dona Carmem. Eu não me meto na vida dos patrões... Eu tenho mais é que cuidar da minha vida.

O motorista respondeu.

- Sabe de uma coisa?

A mulher perguntou.

- O que?

- Eu acho que o doutor Pedro está ficando doido.

Carmem confessou.

- Por que?

Iago perguntou confuso.

- Ele me pediu para preparar o quarto do Henrique e me disse que ele vai voltar.

Carmem explicou.

- Quem é Henrique? O falecido?

Iago perguntou assustado.

- O próprio.

A empregada respondeu.

- Misericórdia. Eu vou me mandar. Eu morro de medo de assombração.

O motorista disse saíndo de perto da mulher:

- Não, Iago. Fica aqui para a gente ver o que ele vai trazer.

Sabemos que ele vai trazer o filho, só não sabemos como ele está.

A mulher disse.

- Eu não sei nem quero saber. Adeus!

O homem disse saindo de perto dela.

- Iago! Iago! Volta aqui... Iago! Garoto frouxo.

Ela disse e voltou para a cozinha. Chegando lá foi até p ateliê onde Cecília produzia algumas telas e planejava decorações:

- Posso falar com a senhora?

A empregada pediu.

- Claro, Carmem.

Cecília respondeu.

- É que assim... É verdade que o Henrique vai voltar?

A mulher perguntou.

- É sim, Carmem. Não se lembra que nós pedimos para você arrumar o quarto dele?

A patroa da mulher perguntou.

- Sim, mas...

- Então pronto. Nós pedimos para você arrumar o quatro dele porque ele vai voltar.

Ele estava longe de nós, mas agora eu e Pedro poderemos recuperar o tempo perdido.

Cecília disse.

- Se a senhora diz, tudo bem.

Carmem concordou.

- E você terminou de arrumar o quarto?

A mãe de Luísa e Henrique perguntou.

- Sim senhora.

- Ótimo. Logo ele vai chegar.

Cecília disse e saiu de perto de Carmem.

Enquanto isso, Luísa e Otávio estavam chegando na área externa da mansão:

- Aqui é o jardim, ali é a piscina e logo atrás é a garagem.

Luísa disse.

- Quando a gente se casar vou me esforçar para te dar uma vida no mínimo confortável. Prometo.

Otávio disse.

- Vai ser o melhor lugar do mundo porque você vai estar lá do meu lado.

Luísa respondeu sorrindo.

- Sabe de uma coisa que eu estava pensando?

O que você acha da gente ir lá na minha casa antes do seu pai chegar com o Henrique?

Otávio perguntou.

- Pode ser.

A namorada respondeu.

- E também acho que a Nicole vai chegar hoje com o bebê, assim você pode o conhecer.

Otávio disse.

- Vou me arrumar. Ainda tem roupas minhas aqui.

A moça disse.

- Tá bom. Eu espero.

Otávio respondeu e ficou esperando pela namorada. Luísa entrou no quarto e novamente sentiu enjoos:

- Ah, não... Se eu for para a casa do Otávio desse jeito ele vai preocupar.

Luísa disse a si mesma.

Melhor escolher uma roupa logo e ir.

Ela tomou um banho, pegou uma roupa e saiu do quarto:

- Melhor começar a pensar em um jeito de contar da grávidez para o Otávio.

Tomara que não demore muito a voltar. Assim vou preparar uma surpresa bem bonita para ele.

Ela disse e foi até o ateliê onde Cecília estava:

- Oi, mãe. Eu só vim aqui para dizer que eu vou com o Otávio lá na casa dos pais dele. Nós não vamos demorar muito.

Luísa disse.

- Tá bem.

Cecília concordou e percebeu como a filha estava amada:

- Lú, você está bem?

- Estou sim, mãe.

A moça respondeu e saiu de perto da mãe que ficou pensativa:

- Luísa com certeza está grávida. Melhor conversar com ela quando chegar.

A mãe da moça disse a si mesma e voltou a trabalhar.

Luísa chrgou perto do namorado:

- Pronto. Tô pronta.

- Vamos lá, vou chamar um Uber.

Otávio disse e junto com a namorada saiu da casa de Pedro e Cecília. Enquanto isso na casa de Mário e Rita a mãe de Estevão e Otávio disse ao cunhado:

- Você não vai buscar a Eduarda e a Nicole?

- Elas tem dois pares de pernas não tem? Pois bem. Que se virem. Não são problema meu.

André disse indiferente.

- Olha, nós podemos conversar civilizadamente? Sem trocar farpas?

Rota perguntou tentando ser paciente.

- Podemos.

O pai de Nicole respondeu.

- O que houve com você e com a Nicole? Eu me lembro muito bem que quando ela era criança ela era super apegada a você. Como puderam deixar que tudo acabasse assim?

Rita perguntou.

- Tudo acabou quando ela decidiu acabar com a vida dela com essa história de ser modelo. Desde o início eu já sabia que era uma perca de tempo e de dinheiro, mas ela como boa garota mimanda que sempre foi deu um jeito de fazer Eduarda ficar contra mim e daí eu tive que ceder á pressão das duas.

André disse.

- É uma profissão digna como qualquer outra e você como pai tinha a obrigação de apóia-la ou pelo menos respeitar.

Eu e Mário, por exemplo, não entendemos nada de engenharia, mas é o sonho do Otávio e mesmo não tendo condições financeiras, apoiamos ele.

Rita respondeu.

- Vocês são vocês e eu sou eu. É tem mais:

Por acaso seu filho já arriscou a vida por padrões de beleza?

Seu filho já ficou anoréxico por causa de diretas malucas? Alguma dessas coisas já aconteceram com seus filhos? Aposto que não.

Por tanto você não tem nada que me julgar, pois, não sabe nem da metade do que passei com Nicole.

- Sinceramente, não dá para conversar com você.

Rita disse se levantando.

- Eu já peguei tudo o que tinha que pegar. Com licença. Passar bem.

André disse e saiu da casa dos cunhados.

Ao chegar em Rio Azul, pegou o endereço que lhe foi passado e seguiu até a maternidade:

- Bom dia, senhor.

A recepcionista do lugar o cumprimentou.

- Bom dia. Eu gostaria de visitar a minha filha, Nicole Nascimento Romantini.

André disse.

- Só um minuto.

A mulher pediu e verificou alguma coisa no computador:

- Pode acompanhar a enfermeira que ela vai o deixar na porta do quarto.

André assentiu e foi até o quarto da filha. Ele abriu a porta do quarto sem que Nicole e Eduarda percebessem sua presença. Ele ouviu uma parte da conversa delas que o assustou:

- (...) Você tem certeza que é isso mesmo que você quer, mãe?

Nicole perguntou.

Eu estava descidida em relação a Mathias, me arrependi e depois o perdi para sempre. Pense bem.

Nicole pediu.

- Eu já pensei minha filha. Não tem mais o que pensar. Vou pedir separação do seu pai.

Eduarda disse e André entrou no quarto:

- Como é que é?

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7k de leituras: 16/05/2023
Muito obrigada por ler até aqui.

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