Capítulo 53

- Eu nem acredito que isso está acontecendo... Eu e você indo juntos para a casa dos meus pais e sem ninguém para nos atrapalhar ou nos atasanar.

Luísa disse.

- Agora mais nada vai dar errado, meu amor. Quando eu voltar daquela viagem vou te mostrar o meu mundo e tenho certeza que você também vai me mostrar um monte de coisas.

- Claro. Tudo o que você quiser.

Luísa disse.

Na casa de Pedro e Cecília o homem recebeu uma ligação:

- Bom dia!

Ele cumprimentou.

- Bom dia. Falo com Pedro Furado?

O funcionário da clínica perguntou.

- Ele mesmo. Quem gostaria?

O pai de Luísa e Henrique perguntou.

- Sou funcionário da clínica onde seu filho Henrique está internado...

Pedro interrompeu o homem:

- O que houve com o meu filho?

- Não houve nada com seu filho, senhor. Calma, ele está bem.

Sou da administração da clínica. O senhor e sua esposa haviam feito um pedido para que pudessem levar seu filho para casa e o doutor Maxsuel juntamente com outros psicólogos e eles autorizaram que Henrique passe um tempo com vocês.

O homem disse.

- Como?

Pedro não podia acreditar no que ouvia.

- Posso busca-lo hoje?

- Sim.

O funcionário respondeu.

- Peço que não comente nada com meu filho. Gostaria de fazer uma surpresa para ele.

Pedro disse.

- Como o senhor quiser.

O outro concordou.

- Logo estarei aí.

Pedro disse e a ligação foi interrompida.

Pedro mal podia acreditar nas palavras que escutou a poucos segundos atrás:

- Meu filho... Eu poderei buscá-lo e cuidar dele... Poderei oferecer tudo o que ele precisa.

Cecília entrou no escritório:

- Está tudo bem, meu amor? Você está passando o dia todo nesse escritório.

A mulher reparou.

- Cecília, você não vai acreditar. Acabei de receber uma ligação...

O empresário não escondia a falicidade.

- O que houve? Você me parece muito feliz. Faz tempo que não o vejo assim.

- Cecília, você não vai acreditar... Nós vamos poder buscar o Henrique hoje, meu amor. Hoje!

Pedro disse.

- Você só pode estar brincando.

A esposa da homem disse sem acreditar.

- É verdade. Eu também mal posso esperar.

Pedro respondeu.

- E o que estamos esperando? Vamos logo.

A mãe de Luísa disse.

- Cecília, apenas um de nós poderá ir.

O marido disse.

- Por que?

A mulher perguntou sem entender.

- E a Luísa e o Otávio? Alguém tem que ficar aqui para recebê-los. Melhor que seja você.

Pedro disse.

- Talvez você esteja certo. Acho que nunca troquei uma palavra com o Otávio.

A mulher percebeu.

- Então está decidido. Fique aqui. Vamos ter muito tempo com o nosso filho.

O homem disse.

- Está certo.

Cecília disse. Enquanto isso na rua, Luísa e Otávio procuravam um táxi:

- Ah, meu amor, sinceramente, se estivéssemos ligado para o Iago vir nos buscar já estaríamos na casa dos meus pais a séculos.

Luísa disse.

- Calma, Lu. Temos que aprender a nos virar... Pode ser que nem sempre o motorista dos seus pais esteja a nossa disposição. Melhor se acostumar.

O filho de Rita disse.

- Talvez você tenha razão.

A namorada do rapaz concordou.

- Ali tem um táxi.

Otávio disse.

- Que ótimo.

Luísa comemorou e junto com Otávio pegou o táxi indo em direção a casa de seus pais.

Ao chegarem na casa de Pedro e Cecília, Otávio percebeu o quanto Luísa estava pálida:

- Lu, você tem certeza que está realmente bem? Eu estou preocupado com você. Quase não conversou e está com uma feição muito abatida.

O rapaz comentou.

- É porque eu estou...

Luísa pensou em falar, mas decidiu que faria uma surpresa para Otávio assim que ele voltasse da viagem à trabalho:

- Eu estou com uma virose, Távio. Nada demais.

Ela disfarçou.

- Quando era criança a minha mãe me chamava de Tatá.

Otávio disse.

- Que bonitinho.

Luísa sorriu.

- Quando era criança só o Henrique me dava apelidos. Dos que me lembro era:

Princesinha, depois, Lu e depois de maiores ele começou a me chamar de fresquinha e sabe porquê?

Por que um dia enquanto estávamos passeando ele achou uma lagartixa e jogou ela em mim...

Nessa altura tinha uns sete anos... Henrique era um pouco mais velho, mas a gente vivia para implicar um com o outro por tudo.

Luísa disse sorrindo.

- Pelo jeito você não ficou com medo.

Otávio percebeu.

- Claro que fiquei... Hoje estou rindo, mas no dia quase desmaiei de medo daquele bicho.

Luísa confessou.

- E seus pais? O que eles fizeram?

O filho de Rita perguntou.

- A minha mãe não conseguiu fazer nada porque ela também morre de medo desse bicho.

Já o meu pai nos levou para casa na mesma hora, colocou o Henrique de castigo e depois disso passou um mês sem nos levar para nos passear.

- Só isso?

Otávio perguntou.

- Como assim só isso?

Luísa perguntou.

- Para mim foi muito. Eu fiquei com tanta raiva que joguei o carrinho favorito dele na rua.

A moça confessou.

- Se fosse com o meu pai, ele ia dar umas varadas com vara de goiaba nele. Aquela que não quebra.

Otávio soriu.

- Eu sinto tanta falta dos meus tempos de criança, sabe meu amor?

Naquele tempo eu só me preocupava em brincar e mesmo assim só vivia reclamando.

Luísa disse.

- Pois é, mas agora nós temos que olhar para frente e aproveitar o que estamos vivendo hoje.

Otávio disse.

- Hoje eu estou vivendo um sonho:

O honem que eu amo perto de mim. O meu irmão de volta em casa e os meus pais finamente te aceitando.

Luísa disse sorrindo.

- Eu quero me casar logo com você. Claro,sem pressão.

O namorado da moça disse.

- Eu também quero me casar logo com você, contruir uma família e poder dividir os meus sonhos e planos.

A namorada do rapaz disse.

- Sabia que o meu sonho é ter cinco filhos ou mais? Quero ter uma família enorme.

- Cinco filhos, Otávio?

Luísa perguntou assustada.

- No mínimo.

O homem respondeu.

- E você acha que vai ser fácil cuidar e educar esse monte de criança?

A filha de Pedro e Cecília perguntou sorrindo.

- Fácil claro que não vai ser, mas também não é impossível.

Otávio disse.

- Tá, vai. A gente pensa quantos filhos vai ter mais para frente.

Luísa disse e pensou consigo mesma:

" - Ah, meu amor. Que vontade de te contar que você já é papai e agora tem um laço eterno comigo."

Luísa disse a si mesma e sorriu:

- Por que você está sorrindo, Lu? Eu falei alguma besteira?

Otávio perguntou.

- Não. Claro que não. Só estava reparando em você... Em como você é sonhador, determinando...

Desde que Mathias me abandonou eu meio que perdi as perspectivas de ter alguém de novo. Alguém que me respeitasse, me valorizasse pelo que eu sou e não pelo que eu tenho.

Depois eu recebo essa pancada da suposta norte do Henrique...

Foram tantas coisas que eu nem sei o que seria de mim se você não tivesse chegado.

- Não fala isso, Lu. Você é muito forte. Mas não se preocupe, nada nesse mundo vai nos separar.

Otávio sorriu.

- Promete?

Luísa perguntou sorrindo.

- Prometo.

O rapaz respondeu e os dois se beijaram e foram para a casa de Pedro e Cecília.

Eu sou suspeita para falar, mas esse casal é fofo demais. Não acham?

🥰🤍
Até o próximo capítulo.🤍

Obrigada por ler até aqui.

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