Capítulo 30
No fim do expediente, Otávio descidiu voltar no condomínio onde Luísa morava novamente:
- Boa noite.
Ele cumprimentou o porteiro que não o reconheceu.
- Boa noite. Em que posso ajudar?
O homem perguntou.
- Eu vim aqui hoje de manhã para entregar algumas compras para uma moradora, a Luísa Furtado.
O rapaz lembrou o homem.
- Ah, agora sim me lembrei. Você é entregador daquele supermercado chique da Dona Estefânia Almeida, não é mesmo?
O homem perguntou.
- Sim, sou eu mesmo, eu gostaria se falar com a Luísa. Você pode dizer que estou aqui?
- Eu vou interfonar para ela e avisar que você quer subir.
O homem comunicou.
- Tudo bem! Obrigado!
Agradeceu Otávio.
- Disponha!
- Dona Luísa, aquele entregador do supermercado da dona Estefânia Almeida, o Otávio está aqui novamente. Posso autorizar a subida dele?
Perguntou o porteiro e o coração de Luísa disparou:
- Ele está aqui de novo. Ele não desistiu de mim. Não acredito nisso.
Ela disse e sorriu.
- Pode pedir para ele subir.
A filha de Pedro disse e Cecília autorizou.
- Ok. Obrigado.
O porteiro agradeceu e a ligação foi interrompida.
- Ela disse que você pode subir.
O homem comunicou ao filho de Mário e Rita
- Que bom, muito obrigado!
Agradeceu o rapaz e pegou o elevador para ir até o apartamento de Luísa.
As batidas na porta do apartamento fizeram as batidas do coração da colega de Otávio aumentarem:
Ele chegou.
Ela foi até a porta.
Pode entrar.
Luísa permitiu.
- Com licença.
Pediu Otávio entrando na casa da moça.
Oi. Fique a vontade. Aceita um café? Uma água ou algo para comer?
A moça ofereceu.
- Não. Muito obrigado. Na verdade eu vim aqui porque sei que te devo um pedido de desculpas por ter criado aquela situação horrível com seus pais hoje de manhã.
A culpa foi minha. Eu não devia ter misturado profissional com pessoal. Se a minha patroa ficar sabendo eu " danço" na hora...
Luísa interrompeu o homem:
- Calma, Otávio. Você não tem que pedir desculpas por nada. Afinal de contas nós dois queríamos isso.
A filha de Pedro e Cecília disse.
- Na verdade eu sempre quis isso desde o dia em que te conheci lá na universidade, mas o medo e a vergonha me travaram.
Sempre fui ensinado que paixões entre pessoas de classes sociais diferentes não davam certo...
Isso além do medo de tomar um fora.
- Eu sonhei muito com esse momento, sabia? Eu me encantei com você desde o dia em que fui te dar as boas-vindas qunado você chegou lá na universidade
Luísa disse.
- Naquele dia eu fui até meio grosso com você quando disse que tinha agradecido aos céus por não ter sido apresentando...
Desculpa.
O homem pediu.
- Não precisa se desculpar... Nem por isso e nem pela situação com os meus pais. A culpa foi minha por não impor um limite até onde a tal proteção deles poderia chegar.
Isso já está causando probtmmas demais.
Luísa disse.
- Você não teve culpa... Mas, eu acho melhor a gente se afastar para não causar mais situações horríveis feito essa.
Disse ele com uma tristeza no coração, pois não queria se afastar de Luísa.
- É isso que você quer? Por que eu estou disposta a enfrentar as feras e ficar com você custe o que custar. Se eles me amam de verdade, vão aceitar a minha decisão.
- Espera, você está me dizendo que quer ficar comigo mesmo seus pais sendo contra?
Otávio mal podia acreditar no que ouvia.
- Sim! O preconceito deles não tem fundamento e quero muito que nossa paixão dê certo. Você aceita?
Otávio a respondeu o mais sincero possível. Com um beijo cheio de amor.
- Eu não acredito que isso está acontecendo! A gente junto finalmente....
Sorriu Luísa.
- E agora? Como vai ser?
Perguntou Otávio.
- Vai ser como tem que ser, a gente vai ter que conversar com nossos pais, apresentar um ao outro a nossas famílias.
- Com os meus pais acho que vai ser de boa...
Disse Otávio.
- Mas com os seus... A gente vai ter que ter jeitinho.
O homem disse.
- Eu enfrento os dois, eles tem que me deixar viver a minha vida, não cabe a eles decidirem com quem eu fico ou deixo de ficar... Só cabe a eles respeitar a minha decisão.
- Mas, são os seus pais, e você nunca vai ter paz de verdade se souber que eles não apoiam a sua felicidade.
O filho de Mário e Rita disse.
- Eu tenho certeza que eles só estão resistentes assim porque é uma novidade, mas, daqui um tempo, eles te aceitam.
- E foi assim com o Mathias?
Perguntou Otávio.
- Na verdade não, eles aceitaram ele com facilidade.
Disse Luísa e Otávio se desanimou:
- Viu? Você viu como eles me trataram? Tudo isso por que eu sou pobre. Tenho certeza.
Devem estar achando que eu sou um oportunista tentando me aproveitar de você e dos seus sentimentos e só para piorar a história eu mandei seu pai ir para o quinto dos infernos...
Meu Deus eles devem estar me odiando.
Otávio disse.
- Olha, ele falou o que queria e ouviu o que não queria, nada mais justo. E não se preocupe com o que já passou.
Agora temos que olhar para frente e não se preocupe, eles são preconceituosos assim mesmo, mas, não importa o que eles acham, o que importa é o que eu e você sentimos um pelo outro.
- Me sinto mal em saber que a culpa é minha por isso tudo estar acontecendo...
- Você não tem culpa de nada, as coisas vão melhorar.
Disse Luísa e Otávio pensava:
" Será que é egoísmo da minha parte ficar com Luísa, mesmo os pais dela não apoiando?
Mas, logo deixou de pensar nisso, o que importava era o momento, um dos melhores momentos que ele estava vivendo em sua vida.
Na empresa de Pedro, ele mal conseguia se concentrar, pensava constantemente se devia ajudar Paola ou não...
Estava decidido em exumar o corpo de Henrique e fazer o teste de DNA, seria o único jeito de saber se Paola estava falando a verdade ou não e ele também precisava deixar Cecília a par de tudo o que estava acontecendo, isso precisava ser rápido...
O caixão fechado poderia ser uma luz no fim do túnel:
Henrique poderia estar vivo.
Quando saiu da empresa, Pedro mal prestava atenção no que estava fazendo no trânsito, tudo o que vinha em sua cabeça era uma única frase:
Meu filho pode estar vivo... Meu filho pode estar vivo...
Ao pensar nisso, começou a imaginar por que motivo Henrique se estivesse vivo não iria vir atrás dele ou mesmo de Cecília ou Luísa...
Será que Henrique estaria preso? Ou estaria passando por qualquer tipo de necessidade?
- A culpa é toda minha, eu não devia ter deixado Henrique ir para tão longe, apesar de ser adulto, ele poderia estar correndo qualquer perigo.
Agora é tarde!
Se arrependimento matasse eu estaria morto a anos.
Eu fui um péssimo pai para Henrique e estou sendo ainda pior para Luísa... Será que eu devo dar um voto de confiança para Luísa e aquele rapaz? Ela já é adulta e ele também... Está descido, eu vou conversar com Cecília para irmos para a casa de Luísa e pedir desculpas para ela e para o Otávio.
No caminho de volta ele não viu quando um carro em alta velocidade vinha em sua direção e o atingiu em cheio, daí já não viu mais nada.
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