Capítulo 1 - A&F 💕
Notas da Autora:
Hey babys, vamos conferir o primeiro capítulo? Já peço desculpa desde já por está curtinho, porém dessa vez quero manter todo o contexto da história. Bora lá!
Fernanda
Chegando em casa conversei rapidamente com Maria para servir o almoço um pouco mais tarde, pedi uma mesa regada de cores e variedades. Hoje Isa e Flávia viria almoçar comigo, mais tarde tentarei descansar o que não consegui essa semana.
_Senhora?_Ergui meu olhar para Maria._Não seja tão dura, elas sentem falta de carinho, atenção e amor nessa casa.
_Eu sempre faço meu papel.
_A senhora me entendeu.
_Eu não vou me casar de novo, e ainda mais com uma mulher tão jovem. E eu não tenho tempo para namoros.
_Então a senhora não se importa que seja uma mulher?
_O mundo mudou Maria, eu mudei. Não posso ficar julgando ou rotulando, pelos céus!_Ouvi seu riso enquanto saia da cozinha.
Encontrei duas bebês acanhadas e enroladas uma na outra, suspirei e me sentei de frente para as duas que estavam na minha cama.
_Podem começar!
_Mãe, ainda vamos poder falar com a Agatha?
_Primeiro quero que me contem o que está acontecendo, minhas decisões vem depois.
_Já sei que ficaremos afastadas mesmo, eu vou contar._Paloma pronunciou._Mayra e eu estávamos atravessando a rua em frente a faculdade, você estava em turnê com as tias.
_Foi muito rápido, estávamos conversando quando um carro desgovernado avançou sobre nós. Agatha estava próximo e conseguiu nos puxar contra seu corpo, colidindo com a grama._Mayra!
_Ela nos levou a emergência e constatou que tudo estava bem com nós duas, só a May estava com o cotovelo arranhado. Saindo do hospital eu, May, a Bárbara e a chefinha fomos almoçar próximo ao café._Paloma disse.
_Depois desse dia, sempre que fomos convidadas a Maria ia conosco junto ao Ciro. Depois de quatro meses e meio, passamos a ir só com o Ciro nos acompanhando._Mayra, sempre fora a mais acanhada._Não fizemos por mal, a Bárbara quer muito te conhecer. Prometo que contamos a verdade para ela, só enganamos a chefinha porque ela ligaria para você._Suspirei e passei a mão nos cabelos.
_Meninas, era só ter me contado. Era só isso, vocês são lindas moças de vinte anos. Jovens mulheres e ainda tão travessas, minhas vidas eu preciso trabalhar. Precisamos viver!
_Eu não gosto do trabalho que escolheu, ele te afasta de nós. Ele desfaz a nossa família, esse trabalho faz com que sejamos negligenciadas, sem você, sem amor, sem carinho, sem a merecida atenção da nossa mãe._Paloma disse aos berros e saiu do meu quarto. Fechei os olhos com força, suspirando tentando me acalmar.
_Porque o papai não pode nos ajudar? Assim você teria mais tempo para ficar aqui.
_Querida, eu sinto muito. Estou tentando fazer o meu melhor, eu prometo que vou melhorar ainda mais. Só não desista da mamãe, também._Recebi um grande sorriso e ela me abraçou forte.
_Eu te amo, mãe. Só quero ver você feliz!
_Obrigada, amor._Beijei seus cabelos._Ainda quer pizza?
_Podemos assistir? Sinto falta!
_Certo, pegue os cobertores enquanto tomo um banho e chame sua irmã.
Mandei mensagem para Flávia pedindo para conversar, ela rapidamente aceitou e disse que poderíamos falar pela manhã. Agradeci e travei o celular, depois de um banho rápido. Encontrei as duas na minha cama, Paloma ainda emburrada agarrada ao meu travesseiro e Mayra a mais faceira aguardando eu me colocar no meio das duas.
Agatha Montenegro
Era sexta-feira, exatamente as cinco da tarde logo eu estaria indo para casa. Liguei para Fernanda e confirmei meu jantar com ela, eu estava ansiosa. Algo nessa mulher me deixava intrigada, minha natureza primitiva clamava por ela. Porém eu estava sendo gentil e amável com aquele anjo moreno.
_Senhorita Montenegro, eu tenho Patrick Rick na linha.
_Obrigada, Amarílis.
Depois de uma conversa com meu cliente sobre a ampliação de um dos seus imóveis, encerrei meu turno indo para o meu apartamento. Hoje era o dia das meninas comparecer na mansão, e Bárbara não parou de me ligar durante todo o dia.
Assim que cheguei em casa, corri para um banho. E enquanto me arrumava, escutava a reclamação dela. Minha mãe se apegou fácil pelas garotas de Fernanda, na verdade todos nós. Inclusive eu que tenho essa casca grossa, mas, me rendi as meninas.
_Eu quero ver as meninas, as minhas netas. Agatha o que você fez?
_Nada mãe, estou saindo justamente para conversar com a Fernanda. As meninas não a contou que temos um relacionamento a seis meses, que elas são bem cuidadas por nossa família._Suspirei.
_Deixe-me ir junto, assim a convenço que é o melhor. As meninas fica tão sozinha, minha filha. Nossa família não faz mal a elas, e a Maria? Não contou a Fernanda.
_Não, mãe. Por favor, um problema de cada vez. Deixa eu conversar com ela primeiro, assim que encerrar o jantar. Eu retorno a mansão e conto o que aconteceu.
Minha mãe assentiu e saiu do meu apartamento, respirei fundo e peguei as chaves do carro. Chegando ao restaurante ela já estava lá, simples e linda por sinal.
_Boa noite, Morena.
_Boa noite, vamos entrar?
A guiei pelo caminho, chegamos a mesa e fiz a gentileza de puxar sua cadeira. Logo o bordô foi colocado em nossa mesa, e ela suspirou.
_Eu aceitei o jantar, apenas por uma simples razão. Eu gostaria que você e sua família não ficasse mais com as minhas filhas, esse é o motivo do jantar. Sem ligações, passeios, presentes, elas tem mãe, Mayra e Paloma são muito bem cuidadas.
_Fernanda, em momento nenhum eu disse ao contrário. Apenas disse que nossa família se apegou as suas meninas e elas retribuiram o carinho. Não sou ninguém para te culpar, julgar ou comentar.
_Como mãe, eu não quero essa aproximação. Espero que vocês possam respeitar minha decisão.
_Fernanda!
_Não, por favor. Se afastem das minhas filhas, por favor.
Ela saiu do restaurante da mesma forma que entrou, suspirei e decidi ir para Mansão. Tentando entender o porque dessa bela mulher se proteger tanto, suspirei uma vez mais e segui para casa dos meus pais.
Assim que cheguei, parecia uma comitiva esperando. Suspirei e joguei as chaves junto a minha carteira em cima da mesa, servindo uma dose de uísque.
_O que ela disse?
_Não nos quer falando com as gêmeas, Fernanda decretou que quer nosso afastamento.
_Isso é injusto, não fizemos nada contra elas.
_Mãe, elas não contaram a Fernanda. Durante todos esses seis meses, elas não contaram para ela. Acha que seria justo com vocês, se eu tivesse a idade delas e não contasse por onde anda? Vocês trabalhando? Viajando como viaja?
_Vamos deixar passar um tempo, e depois voltamos a conversar com as três. Incluir a Fernanda seria bom, tenho certeza que ela é uma boa mãe._Gaby disse abraçando meu avô.
_Eu só quero que essa decisão seja respeitada, depois tentaremos novamente. Essa semana, tenho trabalho fora e amanhã preciso que os Montenegro se reúna na empresa.
_Estaremos lá!_Disse meu pai.
_Só passei para dar as notícias, até amanhã._Coloquei o copo de volta no mini bar e peguei documentos, chaves do carro.
Nunca pensei em minha vida que eu ficaria, bem chateada por excluir tão doces meninas da minha vida. Trinta e dois anos e ter tais gêmeas como parte do meu dia era incrível, certo que eu mal as conheço. Mas, são tão doces, incríveis e maravilhosas. Suspirei e me contentei com o que estaria por vir, a triste solidão outra vez.
Fernanda
_É a única coisa que eu poderia fazer Flávia, seis meses. Elas esconderam isso por seis meses._Eu disse agitada.
_Querida, você poderia ter sido macia com elas. Olhe só, você vive viajando a trabalho. Mal tem tempo para elas, Fernanda!
_Quantas vezes cansei de ligar e perguntar sobre as novidades? Quantas vezes eu disse que poderiam me contar qualquer coisa? Céus! Eu embarquei nessa vida de cantar, porque era necessário.
_Eu te entendo, Fer. Eu acompanhei o crescimento das meninas.
_Se eu não fosse uma mãe ausente, elas não teria uma vida decente. Elas teriam passado fome, porque o imundo do progenitor delas não estava ligando para nenhuma das duas._Gritei! Eu estava exausta.
Essa semana que se passou foi a mais complicada, as meninas mal conversa comigo. Não dormem na minha cama, sempre estão perguntando até quando vai o castigo e se um dia elas vão voltar a ver Agatha e sua família.
_Eu entendo, Fernanda. Mas, não está sendo injusta? Elas gostam dela, qual o problema?
A campainha tocou e eu suspirei, Maria foi atender e retornou com uma morena bonita ao seu lado.
_Com licença, Senhora. Essa é a senhora Montenegro, deseja falar com a senhora.
_Obrigada, Maria. Você pode ver se as meninas estão prontas?
_Pode deixar que eu vejo._Flavia logo se foi.
_Sente-se!_Apontei o sofá._Senhora Montenegro, eu...
_Não, por favor! Eu não vim questionar sua decisão, eu apenas vim pedir um favor. Que ao menos nos deixe vê-las, no momento em que você quiser. Pode ser com sua supervisão.
_Senhora...
_Não, apenas Bárbara.
_Bárbara, é muito grave o que todos vocês fizeram. Deveriam ter me contato, pressionado as meninas para saber se elas havia me contado.
_Sim, eu compreendo. Eu também sou mãe, e você está completa de razão. Fizemos completamente errado, mas, eu adoraria voltar a vê-las.
_Tudo bem, prometo repensar minha decisão.
_Obrigada, querida. Não sabe como me deixa feliz!
_Vovó!
_Minhas princesas, eu estava morrendo de saudade.
As gêmeas a agarram com força e sorrindo, Bárbara intercalava beijos entre uma cabeleira e outra ainda com elas nos braços. Sorri observando a cena, elas não sabem o que é ter uma família. Elas não conheceram minha família, nossa família se resumia a nós três apenas. E ver as minhas pequenas monstrinhas a tratando por vó, me deixa em suspiros apaixonados.
_O Vô James veio junto?
_Estamos com saudades dele.
_Não, princesas. Eu vim sozinha, precisava conversar com a mãe de vocês. E trazer um presente para as minhas princesas favoritas!_Elas a agarraram mais.
_E o que é?
_Eu trouxe os ingressos para peça que vocês tanto queria, Agatha os enviou ontem a tarde.
_Legal!
_Nossa chefinha, lembrou!
Nunca vi jovens mais empolgadas que Paloma e Mayra. Não temos muito luxo, todo dinheiro que ganhei até hoje com meu talento fora para comprar uma casa para nós, limpar meu nome com o banco, comprar um carro confortável para nós três e nos alimentar. E pagar a faculdade das duas sem ajuda governamental.
_Se Fernanda deixar, eu levo vocês no domingo a noite.
_Que careta, Bárbara. Somos adultas e podemos ir sozinhas.
_Mas, é claro que não. Vocês nunca andaram sem companhia depois das oito da noite._Eu intervir e Bárbara riu.
_Mas, podemos ir? Vai ser incrível mãe, é arte._Mayra disse toda corada. Abri os braços e logo eles estavam cheios das minhas meninas.
_Vocês podem ir, mas, assim que terminar a peça eu quero vocês duas em casa. Combinado?
_Sim, mãe. Obrigada!_Mayra disse beijando minhas bochechas.
_Certo, estão prontas?
_Sim, mas, já que a Vó Bárbara chegou. Podemos convidá-la para ir conosco?
_Meninas, não vamos abusar da sorte. Fernanda já deixou que fossem ao recital, outro dia saímos juntas._Agradeci com o olhar._Aproveitem a mãe de vocês, obrigada Fernanda. Bom passeio!_Ela beijou cada uma e foi embora.
Mayra foi chamar Flávia enquanto eu respirava fundo, elas cresceram tanto. Sinto saudades de quando eram apenas duas cabeleiras idênticas engatinhando por toda casa.
_Mamá! Obrigada por deixar irmos ao recital e me desculpa por não contar a verdade, estávamos tão sozinhas. E sentimos muito a sua falta.
_Eu sei meu amor, prometo melhorar nosso tempo.
_Mãe? Você acha a chefinha bonita?
_Ela é muito bonita, amor da mamãe. Mas, não tive tempo para reparar muito.
_Certo, vou pegar uma bolacha salgada._Paloma saiu correndo como uma criança até a cozinha.
Chegamos ao shopping e elas correram para a loja de roupas que nos vestia a quinze anos. Flávia estava ao meu lado, observando as duas e sorrindo.
_Elas cresceram tão rápido, eu lembro de como cheguei a primeira vez no estúdio e fui questionada se daria conta do meu trabalho tendo duas bebês.
_Eu lembro, e elas sempre colaborou para você trabalhar. Dormiam todo ensaio, acordava quando você estava lanchando e começavam a rir quando precisavam serem trocadas. Meninas maravilhosas!
_Eu sinto tanto a falta das minhas meninas, Fla. Sinto que elas sentem falta de uma figura paterna em casa, Maria me perguntou porque o pai dela não ajuda. Paloma veio me perguntar se eu achava a Agatha bonita e...
_A candidata a mãe do ano está vindo para cá.
_Ah, o que?
_Agatha!_Flavia sussurrou.
_Providencie tudo e deixe na minha mesa._Ouvimos sua conversa._Olá senhoritas, tudo bem?
_Sim, tudo ótimo. Com licença, preciso ver as meninas. Jovens!_Elas trocaram um sorriso e Flávia saiu.
_Morena, está tudo bem?
_É impressão minha ou você está nos seguindo?_Agatha gargalhou. Oh céus e que gargalhada gostosa.
_É impressão sua, estava comprando algumas coisas para casa._Ela ergueu as sacolas._Comprei um presente para cada uma das meninas, se quiser entregar.
_Não, você pode entregar. E obrigada pelo recital, não precisava.
_Só um mimo, querida.
_Agatha quais são suas intenções com as meninas?
_As melhores, linda Morena._Ela riu erguendo as mãos. Eu sorri em desconfiança._Podemos começar de novo? Agatha Montenegro._Ela estendeu a mão.
_Fernanda Muniz, podemos senhorita Montenegro. Me conte um pouco mais de você, as gêmeas estavam comentando que é empresária.
_Oh sim, sou presidente das empresas Montenegro. James e Erick resolveram se aposentar ficando apenas como acionistas, Bárbara faz parte da administração está de férias a princípio. Gabrielly Denali é a especialista da família, casada com Erick.
_Interessante, como sabe eu tenho as meninas e as minhas irmãs. Tenho a Isabel e aquela ali é a Flávia, acabei de chegar de uma turnê na Espanha._Dei de ombros.
_Oh isso é incrível, baby. Quer tomar um café comigo, enquanto as meninas se diverte. Capuccino sem chantilly?
_Aceito!
Caminhamos em direção a cafeteria, Agatha a todo momento prestando atenção no que eu falava. Meu casaco em meus braços cobrindo a frente de meu corpo, e uma de suas mãos livres em seu bolso. Parece o típico filme clichê que o casal se conhece, briga, depois recomeça e acabam juntos no final. Suspirei e procurei pelas minhas filhas.
_Você deve está entediada de olhar a minha cara.
_Não, não. Só preocupada, as meninas costuma sempre voltar logo quando uma das tias vai atrás delas e não eu.
_Posso te ajudar a procurar.
_Por favor!
Chegamos até a loja onde as meninas deveria está, e a surpresa foi uma que me desestabilizou. Maria tinha uma arma apontada para cabeça enquanto Paloma pegava o dinheiro do caixa da loja. Meu coração errou uma batida e comecei a ficar sem ar, as lágrimas silenciosas em meu rosto.
_Agatha, minha filha._Bastou apenas um chamado, para ela olhar e vê a minha menina naquele estado.
_Fernanda, eu quero que fique exatamente aqui e não faça nenhum movimento. Eu vou cuidar disso, pode confiar em mim?_Apenas assenti.
Agatha saiu adentrando escondida a loja, se encaminhando por trás do homem armado. Minha filha estava paralisada de medo, apenas as lágrimas tomava conta de seu lindo rosto de anjo. Assim que Agatha conseguiu desarmar o assaltante, eu corri para a minha filha a abraçando e acalmando.
Logo os seguranças adentram a loja e conversavam com Agatha.
_Espero que não se repita, era a minha filha que estava na mira de uma arma. Essa imprudência, terá grande consequência.
_Não se repetirá, senhorita Montenegro._Ela indicou o caminho com a mão para o homem, enquanto dois deles levavam o assaltante algemado.
Agatha
Suspirei aliviada pelas meninas e demais pessoas do local estarem bem, adverti o chefe da segurança enquanto seus colegas de trabalho mantinha o indivíduo imobilizado.
_Elas estão bem?_Fernanda mantinha as duas em seus braços enquanto elas choravam copiosamente.
_Apesar do susto elas estão bem._Ela disse sussurrando palavras de conforto para as duas e beijando as cabeleiras volumosas._Já passou meu amor, já passou.
_Vamos até a emergência só para checarem._Ela assentiu.
_Meninas, vamos?_As duas apenas concordaram.
Flávia chegou correndo e me viu ajudando Fernanda a levantar do chão. Expliquei o que aconteceu e ela agarrou as três.
_Pode levar elas para o carro, Flávia? Eu vou ver se precisam de algo?
_Claro Fer._Flávia respondeu.
_Senhora...
_Fernanda, vocês precisam de algo?_Ela perguntou ao chefe da segurança
_Qualquer coisa avisaremos a senhorita Agatha, solicitamos nossas sinceras desculpas mais uma vez._Disse o homem envergonhado e saiu.
Todo caminho para a emergência o carro fora em silêncio, assim que chegamos encontrei Gaby e expliquei o incidente. Ela rapidamente tomou a confiança das meninas para si e as levou para um exame rápido.
_Quer um café?
_Não, só quero notícias das meninas.
Depois de uma hora esperando Gabrielly apareceu com exames das duas. Suspirei aliviada.
_Como elas estão?
_Ambas estão bem, apenas a Mayra Maria que só responde com gestos com a cabeça. Isso se resume ao susto, apliquei um leve sedativo e elas estarão liberadas em alguns minutos. Algo mais que eu possa ajudar?
_Não, obrigada Doutora.
_Gaby, pode me chamar de Gaby._Ambas apertaram as mãos e Gabrielly caminhando.
_Vamos ver as meninas?_Ela apenas assentiu.
Chegamos na sala de observação particular e as duas estavam encolhidas juntas. Paloma acariciava os cabelos da May, enquanto ela parecia querer se entregar ao sono.
Assim que viu a mãe, ela ergueu o olhar e esticou os braços como uma criança indefesa. Eu sorri e Fernanda deu seu colo de mãe, assim que sentou na cadeira ao lado.
_Quer contar a mamãe, o que está sentindo?_Fernanda acariciou os cabelos dela.
_Quero ir para casa._Ela sussurrou quase inaudível.
_Só precisamos terminar a medicação, meu amor._Fernanda depositou beijos em sua testa._Lembra quando a mamãe fazia isso quando era só um neném? Seus gritinhos histéricos e risos eufóricos eram espalhados por todo estúdio.
_O tio Marck sempre mordia nossos pés para tentar nos calar._Paloma disse sorridente._Mãe, eu posso dormir com você hoje?
_É claro meu amor, sabe que sempre podem dormir comigo.
_Até se "ma vie", estiver dormindo nela?
_Querida, vocês sabem que sempre estou aqui para mimar e fazer o que vocês quiserem. Mas, não posso prometer algo que não está a minha alçada._Fernanda disse acariciando o dorso da mão de Paloma.
_Ma vie, faz aquilo._Mayra sussurrou como um cachorrinho acuado. Agachei em sua frente e peguei sua mão, a abrindo e como se estivesse contando pronunciei para ela.
_"Mon enfant(Minha criança),_toquei seu polegar_mon amour(meu amor),_toquei o próximo dedo_mon toujours(meu sempre)._Ela respirou fundo e soltou novamente_Je vous aime(Eu te amo)!_Toquei o último dedinho_Vous avez mon coeur ici(Você tem meu coração, aqui)."_Toquei a palma de sua mão._Está melhor, querida?_Ela afirmou com a cabeça, Fernanda me olhou impressionada por pronunciar tais palavras em francês.
_Olá, vim da alta para essas mocinhas. Já podem ir para casa e espero vê-las em breve, mas, não aqui.
_Obrigada Gaby, elas estavam assustadas._Fernanda disse assim que elas cruzaram a porta com Flávia.
_Fernanda, se me permite dizer como médica. Gostaria de pedir para tomar um pouco de cuidado com as gêmeas, Mayra principalmente. Seria bom se a mãe tirasse uns dias de folga e pudesse conversar com elas junto a um profissional. Aqui está o encaminhamento.
_Obrigada, Gaby._Ambas trocaram um sorriso e eu apenas assenti para Gaby.
Tomamos a saída para o estacionamento e encontramos as meninas rindo de alguma coisa que Flávia disse. Fernanda sorriu com a cena e suspirou.
_Podemos ajudar se precisar de apoio, se quiser podemos comparecer a psicóloga também. Minha família, não será restrita a informações pelo bem de vocês.
_De verdade, obrigada Agatha. Eu só quero levá-las para casa, tomar um banho e colocá-las na cama e termos um momento em família. Estou a dois meses sem as minhas filhas, eu preciso dá atenção a elas.
_Certo, sem problemas. Se precisar, é só ligar. Posso?_Apontei para as meninas.
_Vá em frente.
_Ei bonecas! Cadê meus beijos e abraços._Elas fizeram.
_Pode ir conosco? Nos colocar na cama? Gostamos de lembrar como é bom ter a mamãe por perto._Suspirei e me lembrei da Fernanda.
_Princesas, é a vez da mamãe. Eu posso fazer isso na quinta, depois do recital._Elas assentiu e bico manhoso estava lá.
_Isa está nos aguardando em casa._Flávia pronunciou.
_Certo, então vamos. Agatha pode ir dirigindo?_Afirmei pegando as chaves do carro.
O caminho até a sua casa fora tranquilo e silencioso, afinal às meninas estavam sonolentas. Só precisam esquecer o péssimo dia que tiveram.
Fernanda
Quando convidei Agatha, não sabia o que estava fazendo direito. Talvez porque mante-la por perto, acalma as minhas filhas de certa forma.
Baixaria um pouco a guarda por minhas meninas e aproveitaria para conhecer um pouco mais a família Montenegro.
Ao sairmos do carro, Flávia pegou as sacolas do mercado e foi em direção a cozinha. Agatha tinha Mayra em seus braços que dormia como um bebê e Paloma estava agarrada a minha cintura.
_Consegue leva-la?
_Lidere o caminho, baby._Revirei os olhos para ela sorrindo.
Passamos pelo corredor em frente ao quarto de hóspedes, pegamos as escadas e seguimos o corredor até chegar no meu quarto. Liguei o aquecedor e puxei os lençóis para que May fosse colocada, olhei no celular e era quatro da tarde.
_Meu amor, mamãe vai descer e preparar algo para que vocês possam comer. Já venho para tomarmos banho, na banheira gigante._Apertei o nariz dela e ela riu corando._Cuida da mana, enquanto a mãe desce com a Agatha._Ela assentiu, estávamos na porta quando ela chamou por Agatha.
_Sim, meu anjo.
_Você faz aquilo?_Eu sorri e assim que ela se acomodou ao lado da irmã, Agatha se apoiou em um joelho e abriu a mão delicada da minha menina.
_Quer começar?_Ela negou com a cabeça e as bochechas em ebulição. Eu escondi o riso!_Tudo bem, faremos outra hora juntas._Ela beijou a testa da minha menina e prosseguiu com os carinhos na mão aberta._Você é forte, você é boa, nós te amamos e estamos aqui._Agatha fez carinho no dorso das mãos da minha menina._Mon enfant, mon amour, mon toujours. Je vous aime! Vous avez mon coeur ici.
_Mon cœur t'appartient(Meu coração pertence a você)?_Oh céus! Meus olhos ficaram enormes ao vê-la fazer tal pergunta para um estranho.
_Oui!_Agatha sorriu e beijou sua mão._É uma promessa, querida. Já voltamos!_Ela disse a Loh e saiu na minha frente. Eu estava confusa e ao mesmo tempo encantada.
_Espera!_Eu disse tocando seu braço._Porque as minhas filhas?
_São ótimas garotas. É por aqui?_Apenas assenti e ela tomou as escadas, suspirei e continuei o caminho para a sala.
Quando cheguei parece a comitiva da Interpol na minha sala de estar, Isabel e Flávia encostada na parede do corredor que dava acesso a cozinha e observam o que eu poderia presumir a família Montenegro. Agatha parecia tentar colocar todos para fora enquanto recebia uma pergunta atrás da outra.
_Pessoal!_Eu praticamente gritei e recebi a atenção de todos._Será que podem me explicar o que está acontecendo? Um de cada vez por favor.
_Querida, nós ficamos sabendo do que aconteceu com as meninas e viemos o mais rápido possível._Disse Bárbara.
_Como ficaram sabendo?_Perguntei sem entender.
_Recebemos a ligação do chefe de segurança do shopping. Ele queria falar com Agatha e eu perguntei do que se tratava, então acabei liderando o caminho para sua casa. Ficamos muito preocupados, me desculpe._Respirei fundo.
_Eu só tenho uma coisa a dizer, vocês vão sair por aquela porta e aguardar informações em casa. As meninas precisam de silêncio e tranquilidade, toda essa comitiva só vai fazer elas piorarem._Eu disse já ficando nervosa, Agatha ficou ao meu lado colocando a mão na minha cintura. Suas leves carícias em minha pele acalmando meus nervos.
_Fernanda tem razão, todo mundo aqui só vai piorar. A Gaby atendeu elas hoje, assim que ela estiver em casa. Vocês saberão como foi no hospital, Mayra e Paloma estão dormindo agora.
_Querida, deixe-me ao menos vê-las. Estamos todos com saudades, a presença dessas duas crianças abrilhantou nossa casa e tudo a respeito delas nos importa. Eu sou Erick Montenegro, marido da Gaby._Ele estendeu a mão e eu a peguei retribuindo.
_Erick, eu compreendo a dimensão do carinho que vocês tem por minhas filhas. Mas, nós precisamos de tempo. Eu estava fora, acabei de retornar para casa e tudo o que eu quero é poder ficar com elas. Somente eu e elas, respeitem nosso momento por favor._Flávia veio ao meu encontro e sussurrou em meu ouvido.
_Você precisa se acalmar querida, vamos ser cordiais e servir um café._Suspirei derrotada e concordei com ela._Porque não conversa um pouco mais com a gata indomável._Eu sorri e a abracei.
_Obrigada._Sussurrei acariciando suas mãos.
_Fernanda, pedimos nossas sinceras desculpas. Mas, faz uma semana que não temos contato com elas. Seria importante se ao menos, pudéssemos beija-las e...
_Vocês podem ficar para o jantar. As meninas servirá um café._Recebi sorrisos agradecidos e eles se sentaram em meu sofá. Agatha se afastou de meu corpo e eu suspirei com a falta de contato, Isa logo veio ao meu alcance e nos abraçamos.
Ao chegar na cozinha minhas lágrimas tomaram meu corpo e toda máscara de fortaleza caiu. Como sempre eu estava nos braços das minhas duas irmãs, a minha única família.
_Eu não quero perder as minhas filhas, elas já os ama. Minha pequena Maria já a chama de minha vida e a Paloma a chama de chefinha, enganada por seis meses._Suspirei limpando meu rosto._Eu não sei se eu quero continuar com a minha carreira Isabel, olha o caos que a minha vida se transformou._Ela suspirou.
_Querida, está na hora de você começar a confiar outra vez. Olha eu sei que parece muito difícil, mas, as únicas pessoas inocentes nessa história é você e a loira deliciosa._Eu ri com o apelido e olhei para seu rosto._Eu sabia de tudo e a Flávia também soube um tempo depois, porém ela disse que se manteria afastada.
_Como assim?
_Lembra as chamadas de vídeos intermináveis que eu tinha enquanto estávamos fora, e dizia estar conhecendo alguém?_Assenti._Não era no sentido de uma nova companhia amorosa, era as nossas meninas. Eu só fui relevante porque vi aqueles rostos tão felizes e vi o quanto você estava dando duro na Espanha, você estava louca para voltar para casa e passar seu aniversário com aqueles bebês crescidos e saudosos da mamãe ursa.
_Isa, deveria ter me contado.
_Você voltaria no mesmo dia que soubesse, e apesar de saber do amor que tem pelo seu trabalho. Precisávamos do dinheiro, você precisava. Acha que não sei que as contas do hospital não estava em dia, o carro, a alimentação de vocês._Meu rosto queimou de vergonha._Fernanda, acha que não sei que as últimas semanas antes da Espanha. Você deixou de comer para dá as meninas, para que elas se mantivesse de pé e continuasse felizes sem saber sobre o que está por trás da cortina. Você sempre fez isso a vida toda, deixa as pessoas cuidarem de você um pouco. É só isso que as meninas querem e o que vocês precisa é de toda essa comitiva em casa, está na hora de crescer sua família. Está na hora de formar uma família que é sua, somente sua querida._A abracei chorando como uma menina assustada.
_Eu odeio você, sabia?_Perguntei chorando, mas, nada desse sentimento é verdade. Apenas estou com medo.
_Você ainda vai me agradecer, agora venha. Vamos comer algo e agradecer por essa casa está cheia de coisas gostosas de novo, vou fazer o jantar para os meus bebês._Isa disse animada.
_Seu café, querida.
_Obrigada, onde está a Maria?
_Já passou de seu horário, querida. Deveria lembrar disso, vou servir a comitiva da Interpol e já retorno._Eu ri e ela sorriu.
Como sempre, comecei a cantar por estar me sentindo triste e vulnerável. Olhando a xícara de café, nada nunca foi fácil. Me tornei forte para passar por tudo, meu ex-marido fez questão de dizer o quão inútil, fria e horrível era estar comigo na cama ou fora dela. Ele se casou comigo por causa da gravidez e quando descobriu duas meninas, desejou que eu morresse entalada com as minhas meninas.
_Fernanda?_Suspirei ouvindo meu nome ser chamado. As vezes parece drama, mas, não é fácil ser forte sempre por ter duas crianças._Querida?_Ergui o olhar e Isa acariciava o dorso da minha mão.
_Oi?
_Agatha está te chamando a alguns minutos._Olhei para a porta e lá estava ela.
_Oi, precisa encontrar algum lugar?
_Podemos conversar, por um momento?
_Sim, claro. Isa, precisa de algo?
_Não querida, assim que a sopa estiver pronta a Flávia avisa e vocês leva para as meninas. Enquanto preparo o jantar, com estômagos sensíveis precisamos de sopa._Sorri e sai caminhando com Agatha a tira colo.
Chegamos ao meu escritório, respirei fundo e fechei a porta. Indiquei o sofá e me sentei ao seu lado, Agatha esfregou suas mãos na coxa e suspirou.
_Eu tinha quinze anos quando um câncer atingiu todo meu sistema reprodutivo. Já estava tudo perdido, não havia tratamento e nem retirar parcial. Eu sempre sonhei em ter duas garotas correndo pela casa e me chamando de mãe, porém esse sonho ficou para trás._Ela suspirou novamente._Aos vinte e um, tentei a adoção e quando consegui o veredito do juiz. Incendiaram o orfanato e todos os registros recente de autorização foram perdidos no fogo, sendo assim o casal de gêmeas que eu adotaria foi para outra família.
_Agatha?
_Me deixe terminar antes que eu perca a coragem._Assenti._Eu não costumo fazer o caminho da empresa até a cafeteria próximo a faculdade das gêmeas a pé, porém nesse dia senti necessidade de caminhar. E assim o fiz, eu estava um pouco distante das meninas. Elas estavam contentes e falantes, assim que colocaram os pés na faixa para atravessar. Um carro desgovernado estava vindo na direção delas e sem pensar corri para salvar as duas, me rendeu dores na coluna e uma semana de tratamento com medicações. Mas, valeu a pena. Ouvir aquelas duas crianças agradecendo com o rostinho corado, me fez sentir uma heroína._Sorri e acariciei suas mãos._As levei até a emergência para saber se estava tudo bem, em seguida as levei até a mansão. Depois avisamos a Maria, o motorista e a Isabel de que elas estavam bem. E depois disso, sempre que eu passava na mansão para jantar e discutir os problemas da empresa. As nossas meninas estavam lá._Vê o sorriso iluminado de Agatha falando das minhas filhas é acalentador._Não quero roubar seu lugar de mãe, não quero ocupar seu lugar na vida delas, eu só quero... Eu só quero construir minha família, eu sei que é...
_Seu ato é nobre, meu bem. Podemos fazer funcionar, só precisamos nos conhecer melhor e se quer ser mãe. Terá que aprender dizer inúmeros não, principalmente se as põe em perigo._Eu disse acariciando seu rosto._Nós também queremos uma família e se a May e Loh escolheu você, será bem-vinda.
_Obrigada baby, eu amo nossas meninas._Ela acariciou minha face e desenhou meus lábios com o polegar. Suspirei e me afastei delicadamente._Você poderia me ensinar a ser mãe?
_Já está sendo uma incrível, meu bem. A cada dez palavras, nove é você.
_Não tinha conhecimento disso.
_Pois tenha, e abra os olhos. Elas são gêmeas, quando querem conseguir algo vão longe.
_Podemos jantar depois do recital, na quinta? Tem autógrafos e elas decidiram que ficarão na fila de espera.
_Podemos, não terei muita vontade de cozinhar pelo cansaço. Acho que depois desse susto, podemos começar a nos juntar por elas. Tenho trabalho só daqui duas semanas, e pelo que vejo...
_Você poderia ir conhecer a empresa e podemos discutir mais sobre as meninas, ajustar nossos horários enquanto está aqui seria bom. Assim...
_Elas tem as duas mãe, é ótimo. Quando quiser dormir aqui com elas, marcamos.
_Isso é ótimo.
Saímos do escritório e estávamos voltando para cozinha, quando Agatha agarrou meu braço de surpresa. Meu corpo se chocando contra o seu e suas mãos posando em minha cintura, apoiei minhas mãos em seu peito.
_Obrigada, baby. Você é uma mulher incrível, obrigada por deixar essa magia acontecer._Apenas balancei a cabeça sendo afetada pelo seu toque, cheiro, carinhos e proximidade.
_Seremos mães incríveis._Sussurrei, quase gemendo. Agatha beijou o canto dos meus lábios e depois chupou.
_Obrigada.
Estava como uma adolescente, os hormônios em completa ebulição. Céus, estou em perigo! "Acalme-se Fernanda, ela é apenas a outra mãe das suas filhas". Puta madre, e que outra mãe!
Cheguei a cozinha depois de acalmar minha respiração e olhar as minhas princesas. Ambas estavam agarradinhas dormindo uma na outra, é bom está em casa para protege-las.
_Acho que em breve teremos um casamento.
_Ei pare já aí_empurrei o ombro da Flávia e nós rimos._ela só está adotando as meninas, ela é a outra mãe das gêmeas.
_Oh querida, vocês não precisam ficar só na amizade. Ela parece ser um bom partido, deveria investir.
_Cedo demais, somos apenas mães._Sorri beliscando uma uva.
_Eu dúvido muito, mas, estou feliz por você.
Agatha
A noite de quinta-feira chegou como um sopro, as meninas estava animadas. Fernanda e eu passamos a semana em vídeo chamada falando de Loh e May, estávamos programando um final de semana na casa de praia com as meninas. Porém eu estava tentando esvaziar a minha agenda o que estava sendo impossível, tentei solicitar um dos ex-presidente e meu pedido fora negado.
Hoje vou ver e poder dormir com as minhas meninas, estou completamente mal humorada porque estou atrasada para se encontrar com as minhas três garotas. Como combinado Fernanda irá conosco e no fim jantamos todo juntos. Assim que ouvi meu celular tocar, o busquei em cima da mesa toda desorganizada com papéis.
_Alô?
_Ma vie! Chefinha!_Ouvi gritos eufóricos e sorri, passei o resto dessa semana somente fazendo chamadas de vídeo e voz.
_Ei lindas, ansiosas?
_São sete horas, em ponto.
_Não deveria está aqui?_Olhei meu relógio, droga estou atrasada.
_Meninas, vocês precisam ser pacientes. Avisei que Agatha se atrasaria, meus bebês._Tenho certeza que Fernanda, testemunhou um grande bico manhoso vindo das duas.
_Fernanda está certa meninas, eu disse que precisaria de um pouco de paciência. Se querem ir ao recital e ao fim de semana na casa de praia, preciso deixar tudo em ordem para que podemos ter nosso momento família._Eu disse juntando todos os documentos em uma única pasta para empurrar no fundo da gaveta e trancar meu escritório a sete chaves._Deixe-me falar com a mamãe.
_Tudo bem!_Ouvi a May.
_Eu não queria mesmo._Disse a Loh zangada e eu ri.
_Desça e tome a vitamina as duas, mal se alimentaram hoje. Quero os copos vazios se não nada de jantar e nada de ver Agatha._Ouvi passos se afastando e ri._Olá meu bem, está atrasada.
_Oi baby, sinto muito está atrasada. Consegue ocupa-las por quanto tempo? Ainda vou sair da empresa._Ouvi um suspiro.
_Sei que está ocupada no trabalho, querida. Mas, elas estão saudosas e não consigo segura-las desde do início da semana. Apenas comeram sob nossas ameaças, eu disse que...
_Gemêas, eu sei. Dois furacões gêmeos, eu também estou saudosa das minhas três garotas._Ela riu e tenho certeza que está com o rosto todo corado.
_Nós também, estamos. Venha para casa, antes que elas destrua tudo.
_Passo para pega-las em uma hora.
_O recital é às oito e meia.
_Chego em instantes, beijos linda.
Me despedi rapidamente e acionei o motorista da família. Não gostaria de dirigir por essa noite, quero aproveitar minha família. Com a sorte ao meu favor, consegui chegar ao apartamento em tempo recorde para um banho e uma troca de roupa.
Peguei chaves, celular e carteira. Disparei pelo corredor chegando ao elevador, depois de cinco minutos presa dentro da caixa metálica. Consegui chegar a garagem e adentrar o carro novamente. No meu celular brilhava o nome de Fernanda, eram cinco mensagens e todas elas fotos das minhas meninas.
A primeira consistia em May sorrindo, a segunda Loh fazia um biquinho, a terceira as duas fazia careta, a quarta eu tive o deslumbre da costa bronzeada e curvas torneadas da minha morena. E a quinta duas gêmeas zangadas.
_Espero que esteja perto, elas já querem se trocar e irem dormir._Ouvi o áudio de Fernanda e praguejando pedi o motorista para ir mais rápido.
Assim que cheguei em frente a casa, minhas três garotas estavam lá. Duas voaram no carro e se jogaram em meu colo, beijei as cabeleiras castanhas e as abracei apertado. O motorista ajudou Fernanda, já que as meninas não desgrudaram do meu corpo.
_Boa noite, baby._Eu disse me desculpando com o olhar, ela sorriu e eu beijei suas mãos.
_Boa noite, Agatha._Ela disse sorrindo e revirando os olhos, concordamos que eu deveria evitar os termos carinhosos pela meninas. Nada de dá esperança que podemos virar um casal, eu pela empresa e a vida que levo. Ela por suas viagens e shows fora de casa, apesar de acordar. É impossível segurar a vontade que tenho de agarrar essa mulher e toma-la como minha.
_Ma vie?_Ambas me chamaram. Olhei as duas e sorri.
_O que diziam princesas?
_Podemos ir ao cinema na próxima semana? Estamos em recesso da faculdade, a mamãe só volta a trabalhar daqui quinze dias._Loh disse manhosa.
_Não sei se merecem, Fernanda me confessou que essa semana ao invés de duas jovens muito bem educadas e sensatas. Lidamos com dois nenéns manhosos, não se alimentaram direito, fizeram o exame final para o recesso depois de uma ligação minha as colocando em ordem._Os rostinhos bonitos corou.
_Chegamos!_Fernanda pronunciou._Falamos de cinema depois, se apressem ou ficarão de fora._Duas cabeleiras gêmeas, saiu correndo do carro e adentrando o teatro.
_Está tão linda, baby._Pousei minhas mãos em sua cintura e ela suspirou._Há alguma possibilidade de sairmos do flerte e passarmos para a parte onde eu te faço gozar bem gostoso?
_Hum, essa parte ficará para outro momento. Uma semana meu bem, gêmeas, ansiosas.
_Nossas filhas, eu sei. Talvez uma brecha...
_Nossa pequena Maria depois de se agarrar a você como um coala, você só sairá depois que ela acordar. E a Loh ela fará seu abdômen de travesseiro, então primeiro temos que colocar nossas meninas nos trilhos.
_Você será a minha morte._Sussurrei entre seus cabelos e pousamos para foto. Fernanda estava em um vestido longo simples, porém os cachos cheios e definidos, a marcação em seus olhos e o batom vermelho deixava muito mais do que eu gostaria.
_Podemos mandar o quadro para casa de vocês? A família de nossas queridas Mayra Maria e Paloma foram escolhidas para serem fotógrafas._Fernanda ficou um pouco atônita e eu apenas assinto._Obrigada, um ótimo recital.
_Eu não posso acreditar, elas me enganaram direitinho. Pedindo a você, elas poderiam vir, pagar a seção de fotos da família e eu não saberia de nada apenas acharia que a equipe de fotografia estava equivocada. Elas não vão viajar final de semana.
_Querida, olha porque não aproveitamos a noite. Sem mais surpresas, prometo conversar com nossas meninas. Meu bem, estamos tão bem.
_A primeira foto que for parar na mídia das nossas meninas, você tomará a responsabilidade em tirar de lá. São mais de trinta anos que me esforço para vê-las longe da mídia, são maldosos, inescrupulosos e fofoqueiros.
_Querida, é a faculdade delas. É o que elas adoram fazer, se estamos nesse recital essa noite é porque elas queriam mostrar o quanto a arte faz parte delas e as aproxima de você._Acariciei seus braços.
_Você precisa aprender dizer não, ou voltaremos a estaca zero. E estamos nos conhecendo como mães e não como casal, então tire suas mãos de mim._Ela sorriu triunfante e saiu caminhando a minha frente. Sorri indo atrás dela!
As acomodações para as famosas mães das gêmeas foram reservadas no camarote, fomos recepcionadas pela diretora da escola e os cumprimentos a Fernanda fora bajulador e sedutor. Olhei para ela e ela sorriu cordial deixando que nos acomodasse.
_Eu não gostei dela._Pronunciei irritada arrumando a gravata.
_Faz dois meses que não coloco os pés na escola, sempre resolvo por chamada ou vídeo. Não precisa ficar com ciúmes, é só bajulação.
_Mamá! Mamãe! Não acredito que está aqui._Elas disseram e eu sorri abraçando minhas meninas.
_Nós estamos meus amores, agora faça jus a arte e mostrem que vieram de berço de ouro._Elas riram._Não importa o que aconteça aqui hoje, já estamos orgulhosas de vocês duas. Agora vão lá!
O recital estava sendo incrível, abriram com Beethoven, em seguida Chopin. Estávamos no meio do recital quando as meninas subiram no palco, eu ri! Amadores, como colocaria as gêmeas para apresentar na metade do recital se a figura mais importante estava na platéia.
_É apenas uma estratégia, querida. A diretora confirmar que estávamos aqui, e as colocarem no palco agora é apenas um jogo sujo dela para manter minha presença aqui. Normalmente eu observava o recital de casa, eu apenas via a apresentação delas e ia embora.
_Oh meu bem!
_Claramente com a menção da Engenheira mais renomada do México na platéia as assistindo pela primeira vez e a mãe delas que faz parte de um grupo renomado. É claro que viria o petisco, as escolas de artes Clarkson são conceituadas.
Depois de inúmeras apresentações eu estava começando a ficar sem paciência, meus flertes com Fernanda não estava dando certo e eu estou a ponto de enfiar a mão dentro da roupa dela.
_Você está mostrando o quanto está desinteressada no recital de suas próprias filhas._Fernanda sussurrou em meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha, consertei minha postura na cadeira e me mantive atenta ao palco. Faltam duas apresentações antes das meninas, senti unhas bem cuidadas arranhando minha pele exposta que era mínimo e uma de suas mãos agarrar minha coxa. Gemi e agarrei sua mão, beijado em seguida.
_Querida, não provoque. Eu sou o tipo que adora se queimar.
_Então eu preciso atear muito fogo.
_Fernanda...
_Senti sua falta, meu bem. Não quero ficar tão sozinha, como me deixou essa semana._Fernanda sussurrou em meu ouvido e se aconchegou em meu peito._Agatha eu tenho quase o dobro da sua idade, dois furacões, uma vida bagunçada e...
_Minha morena, eu quero você e nada vai me impedir de ter minhas três lindas garotas._Acariciei sua face._Você me deixa enfeitiçada, Fernanda. Eu quero tanto você, bebê._Fernanda beijou meus lábios, chupando e lambendo como se dependesse desse beijo. Ela também me deseja.
_Você faz com que eu seja outra mulher, mas, não vou ser apenas sexo casual. Se gosta de mim de verdade e ser quer uma família, terá que me mostrar isso._Fernanda se aconchegou em meu peito e eu beijei seus cabelos.
_Eu quero ter uma família com você, anjo e terei. A menos que você não aceite minhas investidas, seremos amigas e mães nada mais que isso.
_Você terá o fim de semana para me mostrar isso, eu não quero as meninas tendo esperança que podemos ser um casal.
_Mostrarei meu bem, parece que está na vez das nossas meninas.
Depois das grandes emoções no final do recital das meninas com a participação de suas tias, Fernanda estava em lágrimas. A diretora caçadora de mulheres comprometidas veio até nós, tentando agradar a minha morena.
_Espero que nossa produção tenha sido de seu agrado, as senhoritas Muniz se empenha...
_Sim, tudo estava de acordo. Acredito que a opinião de Agatha, contará nesse momento._Fernanda disse com um sorriso.
_Mamãe! Mom! Viu como estávamos no palco?
_Sim, meu amor. Estavam lindas._Fernanda disse acariciando ambas as faces.
_Diretora Luna, essa é a Agatha Montenegro. Nossa mãe e Engenheira presidente da Montenegro._Elas disseram sorrindo.
_É uma honra recebê-la em nossa escola, espero que tenha gostado do espetáculo. Não havia reconhecido tal presença._Luna, sorriu e eu revirei os olhos.
_Quando seu olhar estiver fora de mulheres alheias, notará presenças importantes. Acredito que minha crítica quanto a escola no jornal dessa semana será enigmática._Fernanda sorriu e agarrou meu braço sutilmente, em seguida minhas mãos repousava na cintura acentuada da minha futura mulher.
_Oh senhorita Montenegro, acredito que será das melhores._Disse Luna com um sorriso nervoso, enquanto eu ouvia os risos das minhas filhas.
_Vamos família? Quero aproveitar cada segundo com todos._Disse Isabel com um grandioso sorriso.
_Claro querida, damas primeiro._Eu sorri para ela e abri caminho.
Enquanto duas gêmeas eufóricas e sorridentes saiam a nossa frente junto a duas tias prestativas e atenciosas. Senti a mão da minha morena, deslizar por meu peito me parando logo em seguida.
_Obrigada pelos momentos incríveis, elas estão felizes. Vê-las feliz, me deixa estonteante.
_Ainda não terminamos a noite, minha morena.
_Não quero que se esqueça o quanto está sendo agradável._Beijou minha bochecha e seguimos caminhando.
_Mamãe, mamãe, mamãe! Nós vamos de limousine._O olhar de Fernanda veio em minha direção e eu apenas fiz cara de paisagem.
_Eu nunca andei em uma._Disse Mayra logo após a irmã.
_Vamos, o restaurante não ficará nós aguardando muito tempo.
Elas correram para dentro do carro, e logo estávamos indo para o restaurante. Tentei equilibrar o cardápio do nosso jantar de hoje, uma vez que, Mayra adora saladas coloridas e batata fritas. Já sua gêmea é fã número um de hamburguer e suco de manga. Sobremesa, pães de queijo com brigadeiro os deliciosos da minha morena.
_Querida, o Marck te ligou?_Disse Isabel.
_Não recebi nenhuma ligação.
_Mamãe!_As meninas disseram juntas.
_Não deve ser nada, meus amores. Amanhã eu retorno o chamado dele, não será nada._Os sorrisos retornaram ao rosto idênticos.
Ao chegar no restaurante, as meninas cumprimentaram o Sommelier ao qual elas adoram. E ele sempre me atende em especial aqui.
_Elas estão animadas hoje._Ele pronunciou pegando meu casaco e o de Fernanda em seguida._Separei uma carta em especial para senhora.
_Você sempre o melhor, Jhefrey._Pisquei para o senhor de idade que nos mostrava o caminho.
_Então, a mãe número dois e suas gêmeas sempre vem aqui por minha costa?_Fernanda disse com um pingo de sarcasmo.
_Algumas vezes, elas gostam da batata-frita especial daqui e o hambúrguer._Ela me encarou e eu apenas dei de ombros.
Ao sentarmos, o vinho de trufa branca 1987 fora servido. Suspirei com o delicioso aroma, em seguida pedi que trouxesse a garrafa.
_Meninas, essa noite eu pedi para nos servir em especial. Pedi os frios italianos e os mini sanduíches de camarão que vocês adora.
_Legal!_Elas disseram juntas.
_Quero ver quando os não forem praticados._Flávia sussurrou e três mulheres lindas riram.
_Eu tenho meu poder de persuasão, sou uma Montenegro lindas._Agora as gêmeas estavam rindo.
Assim que os petiscos foram colocados a mesa, meu celular tocou e eu revirei os olhos. Eu disse explicitamente que não queria nenhuma ligação, até às oito do dia seguinte. Ao olhar o identificador, era meu advogado e eu suspirei.
_Algum problema?_Fernanda disse acariciando meus dedos.
_Nenhum querida, me dê apenas alguns minutinhos._Beijei sua mão e me retirei da mesa.
Assim que cheguei na ala privativa do restaurante. Atendi meu celular rosnando para o homem incoveniente.
_Me diga que alguém está morto, ou esse incoveniente terá sua vida tragada.
_Senhora Montenegro, Belinda moveu uma ação contra a senhora e está pronta para um escândalo.
_Ela está indenizada essa va..._Rosnei com raiva._Como você deixou isso acontecer? A sua incompetência trará o caos, as minhas meninas. A minha família, elas não precisa desse escândalo.
_Ela aceitou uma reunião com a senhora na empresa, segunda às nove._A voz do homem estava trêmula.
_Faça o impossível acontecer até lá, eu quero essa garota fora do meu caminho.
Desliguei a chamada e fui ao banheiro lavando meus pulsos e rosto. Em seguida retornei para mesa, as gêmeas estavam rindo de algo enquanto o olhar da minha morena estava sobre mim.
_Podemos ir, se tiver ocupada. Elas sabem entender._Disse acariciando meus dedos.
_Não, essa noite é das nossas meninas._Ela sorriu e continuou acariciando minha mão por baixo da mesa.
Notas da Autora:
Amores quero saber a opinião de vocês? Esse casal é muita fofura certo? Comente, compartilhe, curta e siga no grupo podemos discutir diariamente sobre o livro. Em breve teremos outros atualizados...
Beijinhos.
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