CAPÍTULO 6
Nada acontece. Nenhuma dor, nenhuma luz no fim do túnel? Isso está fácil demais.
Abro meu olho e tudo parece está em câmera lenta. Carlos está sendo contido por dois policiais, eles apontam para o chão e quando olho sinto algo se desfazer. Oliver está caído no chão, sua camiseta antes branca está manchada com sangue.
_ Oliver_ me ajoelho, rasgo meu casaco e amarro em volta de sua cintura_ Por favor não morre seu idiota! Se você morrer eu te mato!
_ Pedindo desse jeitinho carinhoso _ ele geme e o abraço sentindo um alívio por ele estar falando_ Eu estou bem.
_ Você foi baleado... Aliás por que entrou na frente? Você tem problema?
_ Kallyna, um obrigado seria suficiente_ os paramédicos chegam e o colocam na maca.
_ Eu vou matar você se fizer algo estúpido novamente, entendeu?_ sussurro em seu ouvido e ele assentem sorrindo fracamente.
_ Oliver!_ a policial do outro setor aparece e me empurra para o lado_ Nosso programa hoje já era né? Vou cuidar de você querido.
Me afasto enojada quando ele abre um sorriso cafajeste.
Saio de lá com um misto estranho de emoções no peito. Eu não costumo lidar muito bem com certas emoções e sentimentos que Oliver desperta em mim. Olho para Carlos sentado em uma cadeira algemado e me pergunto como deixei chegar a esse ponto!? Eu nunca jamais dei esperança alguma para ele, eu nunca sequer cogitei a hipótese de sair com ele e muito menos com homem nenhum.
Um nó se forma em minha garganta e sinto meu coração acelerado. Eu preciso muito de ar, as paredes parecem cada vez menor ao meu redor e meu estômago está embrulhado. Corro para a parte de trás da central e pela primeira vez, sem ser por causa do álcool, vômito tudo na calçada. Dou alguns passos para trás e me apoio na parede de tijolo vermelho sentindo uma leve brisa soprar em meu rosto.
......
Quando estaciono em frente ao meu novo lar vejo minha vó parada ali de braços cruzados e aquela expressão que é capaz de incendiar alguém. Me aproximo dela e me preparo para sua bronca.
_ O que pensa que está fazendo aqui!?_ diz e reviro os olhos.
_ Chegando em casa_ respondo e ele me dá um tapa no braço_ Vó!
_ Vamos para casa agora!
_ Não,_ falo_ olha vó, eu amo você mas já passou da hora de sair do ninho, tenho 28 anos.
_ A sua mãe quer conversar com você Kallyna, ela está desesperada e o pior está se afogando em álcool, Charles é só um garoto e está apavorado com a bebedeira dela.
_ O velho vício de bebidas, não me comoveu_ chamo o elevador e ela entra ao meu lado com uma expressão emburrada_ Charles vai sobreviver, eu estou aqui até hoje não é?
_ Mas a que preço Kally? O que você não enfrentou para se tornar essa pessoa amargurada?
Coisas que até o diabo dúvida.
_ Vó, Charles se quiser pode vir passar uns dias aqui comigo, mas eu não volto para lá._ aperto o sexto andar.
_ Kallyna por favor você tem que conversar com ela._ cerro meus punhos irritada e me viro para ela.
_ Eu não vou perdoar ela tão fácil Vó, eu não consigo olhar para ela agora sem sentir nojo._ vejo mágoa no olhar dela mas não me importo, saio do elevador._ Ela foi negligente comigo durante anos agora acha que conversar vai resolver?
_ O que vocês conversaram lá? Sua mãe está acabada desde aquele dia.
_ Você não vai querer saber_ destranco a porta do meu apartamento _ E eu não vou querer falar.
_ O que deu em você?_ diz chorosa_ Cadê a minha menina doce Kallyna?
_ Ela sempre foi ilusão da sua cabeça, eu sempre fui assim, o problema é que você só não queria enxergar, eu amo você de verdade vó mas há coisas acontecendo comigo e preciso de tempo para absorver tudo isso_ ela assente e me abraça_ Manda o pirralho para passar um tempo comigo, vou dar um jeito de colocar ele para terminar os estudos e providenciar umas coisas básicas.
_ Essa apartamento esta muito bonito, deve custar uma fortuna.
_ O aluguel está bem em conta_ minto_ os móveis as meninas me deram.
_ Elas são ótimas amigas_ sorri e se despede._ Eu preciso vigiar sua mãe para ela não fazer nenhuma loucura.
_ Toma cuidado vó.
Ela de vai e me sento no sofá tentando manter a calma. Não posso deixar minhas emoções tomarem conta, não vou me deixar afundar por causa de ninguém.
Tiro minha roupa e vou direto para o banheiro, tomo um banho e visto um pijama qualquer. Deito em minha cama e fecho os olhos, mas infelizmente um barulho ao lado me faz levantar com raiva.
Em plena onze horas da noite alguém resolveu ouvir uma música irritante e sem nexo. Caminho até a porta ao lado e bato com força, quando a pessoa abre tento não deixar meu queixo cair, não por que ele é bonito, por que ele é mesmo, mas sim por que ele é o idiota do Oliver Jersey.
_ Kallyna?_ me olha surpreso e não duvido que eu esteja do mesmo jeito_ O que veio fazer aqui a essa hora?
_ Pedir pra você abaixar esse som_ falo tentando não reparar em seus músculos definidos e muito menos na ferida de bala_ Estou tentando dormir.
_ Ah então somos vizinhos_ sorri maliciosamente e reviro os olhos_ Que maravilha não é?
_ Oliver agora não tá_ resmungo_ só não aumenta esse volume, seu gosto musical é horrível.
_ Quer entrar?_ pergunta e nego.
_ Acho melhor não._ dou um passo para trás.
_ Eu preciso de ajuda com uma coisa, geralmente eu faria sozinho mas não consigo me mexer sem ter a sensação de que os pontos vão abrir.
_ E a sua amiga? _ pergunto sem esconder a acidez e entro vendo o quão agradável apesar de masculino é o apartamento.
_ Somos amigos há muito tempo.
_ Sei._ pego uma cadeira da cozinha e coloco perto do armário que ele aponta.
_ Isso é ciúmes?
_ Nem fudendo!_ pego a tal caixa e lhe entrego.
Quando vou descer acabo me desequilibrando e quando acho que vou cair suas mãos me seguram perto de si.
_ Obrigada_ me afasto um pouco atordoada.
Ele dá um passo em minha direção, seus olhos parecem me hipnotizar e não consigo me afastar. Sua mão acaricia meu rosto e pisco confusa por gostar da sensação. Minha boca seca, engulo em seco o medo e algumas outras sensações desconhecidas.
_ Eu posso?_ pergunta passando o dedo suavemente sob meus lábios.
_ Oliver_ Sussuro com medo da minha própria resposta, ele parece ter um tipo de controle surreal sobre mim e isso me assusta.
_ Oliver sim, ou Oliver não?_ diminui ainda mais a distância.
_ Oliver eu não sei._ ele sorri e assente.
_ Vou desvendar de outro forma então!
Ele me vira de repente e me prende entre seu corpo e a parede da cozinha, sua mão agarra minha nuca e me beija, a outra mão desliza por minha cintura e por algum motivo desconhecido eu retribuo de bom grado sem medo de que ele possa me ferir. Seus lábios são macios, sua barba por fazer arranhando meu rosto trás uma sensação muito boa.
Eu confio em você Oliver.
_ Deixa eu te ajudar Kallyna?_ pergunta separando os nossos lábios me deixando completamente em choque pelo o que acabei de fazer.
_ Eu preciso ir_ me afasto dele com cuidado para não tocar no ferimento da cintura.
_ Kally?
Me viro para ele quando estou perto da porta.
_ Eu sempre estarei aqui, mesmo que você me enlouqueça com esse seu mau humor_ ele sorri e assinto ainda confusa com meu corpo e sentimentos.
Saio de cabeça baixa sem olhar para os lados. Quando entro em meu apartamento tomo um baita susto ao ver Alexa sentada no sofá mudando de canal incessantemente.
_ O que está fazendo aqui?_ pergunto fechando a porta.
_ Eu preciso da sua ajuda Kallyna_ Ela retira uma pequena caixa de papelão da bolsa e me entrega.
Abro a caixa e retiro alguns papéis que estavam em cima. De repente solto a caixa no chão devido ao susto e a olho espantada.
_ Porque diabos tem um dedo decepado dentro dessa caixa?
Oiê?
Então o que estão achando do livro? Espero que esteja gostando pois ainda vem muita coisa pela frente.
Quer conhecer um pouco mais sobre as garotas? Basta ler o primeiro e o segundo livro da série, onde explico cada coisa sobre as duas primeiras.
Charlotte e Luara contam sua história de forma atraente e engraçada.
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