Basilica de San Sebastian fuori le Mura
A basílica de San Sebastian Fora dos muros, ou também chamada: A Basílica de San Sebastian das Catacumbas, foi construída no século IV, para serem guardadas as relíquias sagradas dos apóstolos São Pedro e São Paulo, e o corpo de São Sebastião.
No século IX, antes do ataque dos Sarracenos à Basílica, as relíquias e o corpo de São Sebastião foram para a Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Hoje, na Basílica de San Sebastian, em poucas horas, começará uma reunião.
O primeiro carro a chegar no local, é uma limusine preta. Dois homens vestido em ternos escuros, descem a escada da Basílica e abrem a última porta do veículo. O luxuoso carro tem seis.
Um senhor, careca, usando o chapéu clérigo e vestindo roupas eclesiais de um Bispo, sai com um pouco de dificuldades.
O homem, é um dos curadores da Igreja de Roma.
O nome dele é Dom Sebastian III. Oitenta anos. Um metro e oitenta de altura e esguio, não magro.
Ele foi separado para ser curador e protetor das relíquias ainda existentes no local, uma delas, um pedaço de chão onde está a marca do pé de Cristo.
O Dom Sebastian III, não parece a idade que tem, ele anda com passos firmes, cruzando toda Basílica.
Ele é seguido por dois homens.
Os três descem até as catacumbas, por uma estreita escada de concreto desgastada pelo tempo.
A iluminação exercidas pelas tochas, deixa o local mais nostálgico, para não dizer sombrio.
O homem que vem, logo à frente do Dom, abre uma grade de aço pesada, com o símbolo do Vaticano, colocada ali pelo Papa Nicolau VI, na reconstrução da Basílica no século IX.
Eles passam pelas catacumbas e cruzam os umbrais arqueados.
Nos próximos corredores, a iluminação por tochas deixam de existir e passam a ter luz elétrica.
O corredor vai aumentando sua largura, parecendo um funil inverso.
Dom Sebastian III, observa há uns vinte metros, uma porta de madeira maciça, com três metros de largura, por quatro metros de altura.
A espessura da porta tem oito centímetros.
Dom Sebastian III, coloca sua palma da mão, sobre uma pedra fosca, que a escaneia.
"Cleck"
A porta destranca-se, abrindo até o canto da parede. A sala de reunião está com temperatura de dezoito graus celsius.
Dom Sebastian III, olha para os lados, e tem na parede da direita, vários quadros com homens e mulheres vestidos em togas escuras e medalhões de todos os tamanhos, distribuídos pelas lapelas.
Eles são " Os Alicerces". E tem esse nome por terem ajudado o Cartel desde o estado embrionário da organização.
No centro da sala, tem uma mesa oval, feita de madeira, com treze lugares, dispostos.
As cadeiras são também em madeira, e acolchoados com couro de antílopes selvagens.
Na parede à sua esquerda, há mais fotos nas molduras, porém, há uma que não tem nenhuma imagem. O fundo é escuro, negro, como se olhássemos para o universo sem estrelas.
Há um candelabro que cobre toda a extensão da mesa, feito de cristal, ouro, prata e seis gemas coloridas.
As posições das gemas, com os efeitos das luzes, refletido pelos cristais e metais, sobre a mesa, lembram a Estrela de Davi.
Dom Sebastian III, senta no seu lugar, que tem a porta de entrada nas suas costas, e a parede com a frase: "Killing For All" feita de ouro, esta à sua frente.
Conforme fora combinado, os trezes chegam e a reunião começa.
Nefasto, adentra o recinto, e dirigi-se até onde estão as letras de ouro.
Com altura mediana, cabelos loiros, com corte estilo militar, trinta e cinco anos, olhos verdes, dentes perfeitos, nariz afilado e boca pequena, o mundo exterior não imagina que uma pessoa, igual a Nefasto, possa existir com tantas mortes nas costas.
A voz de Nefasto é melodiosa.
– Boa noite senhores.
Os trezes abaixam a cabaça em saudação, mas não falam nada. Nefasto com a palma da mão esquerda, toca a parede onde existe a inscrição da organização KFA, e uma tela 4K aparece.
— Sei, que o acontecido com Carne Fresca, tenha nos exposto de forma brutal e imaginável, porém, nem tudo é derrota.
Os treze se olham.
— Nefasto, existimos a eras... As trevas sempre foram nossa moradia. Não acha meio forçado, presunçoso, ver alguma coisa boa nessa situação? — Fala o homem franzino, cabelos nos ombros por codinome K5.
– Além, de termos sido expostos ao mundo, os outros membros, das outras divisões, podem também está descobertos. — Dessa vez fala o K10, um homem loiro com traços nórdicos.
Dom Sebastian III acompanha tudo, observando no mais puro silêncio.
— Sim, verdade. Carne Fresca tirou-nos das Trevas. Nossa base no Brasil foi totalmente comprometida. Exposta. Nossos homens mortos.
— O que nos garante que o homem quem fez isso, vai parar por aí?
— Não temos garantias. — Nefasto está com os braços para trás do corpo.
— O Cartel, surgiu muito tempo antes de nós. — K13 fala com sua voz suave e incisa. — O mundo foi mudando, e nós também mudamos. Aliás, nós criamos os incidentes para chegarmos onde o mundo está hoje. — K13 pede água. — Nós somos o fator de mudança! Porém, o que vi há seis meses atrás, foi um único homem, desestabilizar todo nosso credo.
— Nefasto, fomos mortos iguais ovelhas no matadouro. — A mulher careca, maquiada e bem vestida conclui sua fala, causando um mal-estar ao comparar todos ali, iguais às ovelhas.
— Senhores e senhoras, nesses seis meses também me fiz as mesmas perguntas que estão fazendo agora. Nós, que somos a vanguarda da morte por encomenda, morrer abatidos de forma tão medíocre e subserviente, deixou-me com insônia.
Nefasto caminha pela sala.
— Não foram somente nossos líderes que morreram. Não foram somente nossos homens que foram decapitados, mas fomos nós, e a nossa organização além de exposta foi insultada. Ridicularizada.
Nefasto volta para onde estão os monitores.
— Desejaria mostrar algo a vocês. — A imagem que aparece na tela, esta inicialmente congelada com Henrique Verçosa apontando sua arma para porta.
— Essas imagens com áudio que estão vendo, conseguir depois de um investimento milionário em recuperação de dados. Foram meses de trabalho.
Nefasto, começa a passar o filme.
Nas imagens, estão os últimos momentos do "Sol", e sua derradeira conversa com seu algoz: Drake.
Os treze, juntos com Dom Sebastian III, presenciam admirados o assassino de Henrique Verçosa, dizer chamar-se Vlad Tepes, o Drácula... Para em seguida, o homem grudar-se ao corpo do Henrique, como se fossem um.
Depois, os presentes na sala, veem as unhas das mãos de Drake, crescerem iguais às garras de uma Arpia, e os olhos enegrecidos acham os monitores, fazendo com que suas almas gelem, parecendo que Drake está os olhando exatamente naquele instante... Como se ele estive ali, na frente deles, e não numa imagem acontecida há seis meses.
— Senhores, estamos olhando para o monstro que pensávamos existir apenas nos livros ou nos contos de terror que escutávamos quando crianças.
O Dom Sebastian III, debruça seus dois braços sobre a mesa. Ele pode fazer isso, sem o consentimento de ninguém.
– Dom Sebastian III e Os Treze, eu vos apresento Vlad Tepes.
– Nefasto, – Dom Sebastian III interrompe o silêncio causado na sala, e começa a falar com uma cara nada satisfeita: — Você quer encobrir seu fracasso, apresentando uma pseudo-historia?
Nefasto fica em silêncio.
Os treze, movimentam suas cabeças, saindo de Dom Sebastian III, e seguindo até à pessoa parada ali, no outro lado, diante deles.
— Dom Sebastian III, fico feliz que tenha perguntado isso. Por que quando vi essas imagens, não acreditei.
Nefasto adianta as imagens até as da casa "Virgin", onde ocorreram os assassinatos dos parceiros comerciais do Cartel.
As imagens ficam pausadas.
— Desejaria apresentar a você, a nossa próxima evolução, na arte de matar.
Nefasto aciona a película, e o filme começa com Pandora passando mal, vomitando, depois quatro cachorros de grande porte, dobermans, criados no local, entram e bloqueiam todas as quatro passagens.
A menina corre na direção do dono do leilão e a imagem é interrompida, ficando fora do ar.
— Nesses últimos meses, procurei acessar nos celulares encontrados pela polícia, as últimas imagens feitas pelas pessoas que estavam presentes, e que ajudassem entender o ocorrido.
Nefasto olha para o grupo e continua:
— Não foi fácil senhores, mas com o investimento certo, na pessoa idem, os celulares e materiais eletrônicos chegaram em minhas mãos. Com a posse desses presentes, podemos desbloquear todos os eletrônicos, montar o quebra-cabeça... Mas, foi graças a uma mulher europeia, que usava o Google Glass, que de fato pudemos ver o que aconteceu ali.
O filme começa e junto com Nefastos, todos presentes na sala, assistem com exclusividade, Pandora estripar, beber-lhes seus sangues, decapitar, mutilar e comer-lhes as vísceras.
— Olhem para esse animal e a menina... O cão olha para a garota, como se a escutasse. Ela em nenhum momento abre a boca, mas percebam que ele vira-se, escuta, balança o focinho e muda sua posição. A garota volta a mastigar alguma coisa e percebe nossa amiga europeia a olhando.
Na tela aparece a última imagem da mulher, que é pandora vindo em direção da mulher e com suas presas para fora a ataca de forma ensandecida e brutal.
O som da mulher sendo mastigada, enquanto grita pedindo socorro, deixa as pessoas diante da exibição com ânsia de vômito.
O óculos da Google, embora esteja banhado de sangue, ainda consegue captar a conversa entre o avô e a neta.
A transmissão é interrompida.
Dom Sebastian III está sem piscar os olhos.
— Quando comecei hoje, — Nefasto quebra o silêncio fúnebre. – Falando sobre meu fracasso, e que não havia sido totalmente perdido, foi justamente por causa dessas imagens que lhes mostrei. Eu, comecei a imaginar um exército com apenas dez iguais a essa menina, e o montante de dinheiro que seria pago.
Todos se entreolham a sala.
— E se nós, quiséssemos apenas, controlar o mundo... Senhores, já imaginaram aonde desejo chegar? Quanto o presidente americano não pagaria para não ser atacado por um exército de sanguessugas?
— Nefasto, — O Dom Sebastian III, sai do silêncio. — Sua ideia é fantástica, mas como capturar o que centenas de nossos homens não conseguiram?
Nefasto, joga um livro sobre a mesa, que tem na capa, uma imagem do que parece ser um gárgula com a boca aberta.
Todos gargalham.
Dom Sebastian III sorrindo, olha para à capa do livro e ler o título em voz alta:
— Drácula de Bram Stocker?
— Por favor senhores, estou falando sério, não riam de mim. — Nefasto está sério e com olhos gélidos. — Por favor, não riam. Vocês sabem que não estou aqui por indicação, mas por execução.
– Desculpe-nos. — Interrompeu o K12. — Mas, coloque-se em nosso lugar. Você também não sorriria, caso uma pessoa, lhe apresenta-se um romance, um livro de terror, como solução para um problema gigantesco que está em nossas mãos?
— Senhores, eu não preciso da crença de vocês. Eu necessito da permissão!
Dom Sebastian III, ainda está olhando à capa do livro. Passa os dedos pelas páginas, as movendo com velocidade e logo olha para Nefasto, dizendo:
— Você tem nossa permissão.
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