Capitúlo 7| Jorge


A melhor sensação, é estar sentado na minha secretária trabalhando de volta a minha cidade, respirar aquele ar calmo e silencioso me deixava um sentimento de paz, enquanto lia alguns papéis minha secretária me interrompeu

— Sr. Rodriguez tem alguém que deseja ver o senhor, está disponível? — disse do outro lado da linha

— Quem é? — perguntei

— Nicolle Norman —

— Era só o que me faltava, mande-a  entrar

— Sim senhor

Logo ela entrou com os cabelos ruivos presos num rabo de cavalo batom vermelho carregado saia preta acima do joelho e uma blusa preta com saltos de bico cor vermelho, estava com um blaser branco sobre os braços e uma pasta, ela fechou a porta e me encarou com um sorriso sedutor, o mesmo de sempre quando me vê

— Com o tempo ficou mais lindo, nunca vou me cansar de te ver sentado nessa secretária — disse ela se aproximando

— O que faz aqui Nicolle? — perguntei olhando para os papéis

— Visitar você, a última vez que que vim, me disseram que tinhas viajado — ela respondeu  e logo se sentou na cadeira que estava à frente de mim — Onde esteve? — perguntou

— Paris — respondi sem tirar os olhos dos papéis

— E não me convida para um passeio naquele país romântico? 

— Eu fui tratar de negócios acha que teria tempo para olhar para você — respondi de forma fria

— Não precisa ser tão frio — ela levantou e foi atrás de mim me fazendo a massagem que só Nicolle Alvarecci sabia fazer, eu respirei fundo encostando o corpo na cadeira — Teve saudades disso?

— Na verdade só disso, eu estava mesmo precisando — respondi

— O que fez na viagem? — perguntou ela massageando meus ombros me deixando relaxado

— Nada de mais, conheci duas gatas — ela franziu a testa — Mais só transei com uma — respondi sem me importar com a sua reação

— Você acha isso interessante? — perguntou

— Sim, porque foram as únicas coisas boas que fiz em Paris

— Não fez comprinhas nem nada? — perguntou

— Nicolle, eu tenho cara de quem faz "comprinhas" —perguntei, me levantei e enchi meu copo de uísque virei para ela e olhei — Isso é para você! — ela veio até mim e pousou suas mãos sobre o meu peito

— Tive saudades tuas, das coisas que fazíamos juntos

— Passado Nicolle — afirmei dando um gole no meu copo

— Mais podemos trazer para o presente meu amor. Podemos ficar juntos de novo — ela me deu um leve selinho

— Não se iluda Nicolle, isso já passou — respondi pousando o copo

— Você ainda sente atração por mim, não duvide disso

Nos beijamos por um tempo até alcançar a secretaria, passei a mão por baixo de sua saia puxando o seus cabelos ruivos beijando levemente seu pescoço perfumado, foram alguns bons minutos, foi quando sussurrei em sua orelha

—Satisfeita? — perguntei baixinho

— Muito! Seus beijos me deixam maluca — ela me deu mais um selinho

— Foi o suficiente, agora pode sair não quero lhe dar expectativas — lhe disse

— Você não me da expectativas, só prazer

— Que bom, me dê licença, tenho muito que fazer ainda — acompanhei ela até a porta, antes que ela saísse, dei um tapa em sua bunda ela olhou para mim e piscou o olho

— Talvez hoje eu passe por sua casa — ela disse

— Pensarei sobre isso

Voltei ao trabalho até a noite, enquanto estava jantando olhei meu celular e vi uma mensagem de Nicolle,aquela mulher não vai me esquecer assim tão fácil, nós tivemos um caso de 1 ano e meio, e quando eu decidi deixar ela é seguir minha vida, ela não ficou tão conformada, fez tanto drama naquele dia.

"Desapareceu? Não manda mais mensagem para mim"

Dayane, melhor do que ela, depois daquela tarde nunca mais falei com ela, estava aproveitando a pausa, já que eu já estava para voltar para Nova York

"Não me esqueceu?
"Pensei que já tinha me superado"

Lhe respondi, a resposta veio rapidamente

"Você é inesquecível"

Só com uma tarde de sexo a garota já se apaixonou. Bem espero que não. Quando os dormir minha mãe ligou e me lembrei exatamente o que era

Jorge Andrew Rodriguez prometeu me ligar lembra? Esqueceu que tem mãe? — Resmungou do outro lado da linha

— Claro que não esqueci mãe, o trabalho me fez esquecer de ligar para a senhora

Já comprou o presente de sua sobrinha? — perguntou

Não... esqueci, eu compro amanhã — prometi

Não esqueça de aparecer filho, preciso matar a saudade, depois Que comprou essa mansão já nem loga seus pais

Esta bem mãe! E não fique chateada, o pai me disse que irá planejar um passeio em família se lá aonde

Eu sei, eu que mandei, se não você esquecerá que tem família, e filho temos que falar de alguns assuntos

E esses assuntos chamam-se "Casamento" ou "mulher"? — perguntei revirando os olhos

Filho você tem que rever isso, já está solteiro a tanto tempo, olha Giovanna estará na festa, talvez vocês possam ter uma conversinha  ou...

— Mãe, mãe já disse que Giovanna e eu não vamos dar certo, esquece, boa noite nos vemos amanhã

Está bem filhinho

Aí odeio apelidos, nunca fui com a cara dessa Giovanna é a filha de um dos amigos de meu pai, ele ama Giovanna, e já a deu como nora, por favor... não tenho tempo para isso.

Dia seguinte cheguei a festa que estava cheia, os garçons estavam andando de um lado para o outro,as mulheres estavam com umas turbante de unicórnio, ou seja, turbantes do tema da festa, porque tudo era unicórnio, o bolo, os brindes, a pinhata, os doces tudo. Comum da minha sobrinha ela ama unicórnios e sempre quis ter essa festa.

Enquanto andava pelo gramado da mansão de meus pais, vi uma mulher que de costas era reconhecível, para mim, cabelos compridos castanhos claros, com calça jeans e uma blusa branca nuns tênis brancos, típico de Giovanna. Estava com umas senhoras e a mãe

— Boa tarde senhoras! —cumprimentei educadamente levando todas as atenções para mim

— Jorge! — Giovanna admirou — Como está?

— Bem obrigado! É como estão as senhoras? — perguntei

— Bem — ouvi vindo de todas, pedi licença e encontrar meus pais, recebendo logo um abraço forte de Sophia

— Tio! — coloquei ela no colo e dei um beijinho na sua bochecha

— Parabéns princesinha! Olha sua mãe caprichou na festa — disse

— Mamãe é que disse para eu escolher essa festa

— Está linda, trás um daqueles doces para o tio — coloquei ela no chão e ela foi buscar

— Você não falou que não era muito fã de crianças filho? — minha mãe perguntou e logo me deu um abraço forte

— A senhora sabe que eu Sophia nos damos bem, não são todas as crianças que não gosto — disse

— Viu Giovanna? Ela está linda não acha? — minha mãe perguntou curiosíssima e dando aquele sorriso

— Giovanna é linda, mais não faz muito o meu tipo — disse

— E desde quando você — ela apontou para mim — Tem um tipo de mulher... ou melhor preferência?

— Desde sempre mãe  — disse debochado da situação

— Jorge que bom que veio —Giovanna disse se aproximando

— Bom vou deixar você em paz, eu vou ver como seu pai está — ela se retirou do local nos deixando a sós

— Deve ter dado trabalho fazer essa festa — disse cortando o silêncio

— Deu mesmo, fiquei aqui com Daphne para ajudar na comida — ela disse — Sua mãe disse que tinha viajado. Como foi?

— A viajem foi ótima

— Nesse tom parece não ter gostado — ela disse

— Gostei, mais foi só trabalho

— Amanhã sua mãe combinou um  dia na casa de praia com os Charles e os meus pais, vai aparecer?  Ela disse "Charles"? Eles conhecem meus pais?

— Charles? Quem são? — perguntei

— Uma familia de sócios conhecidos, Fernando e Carolyna Charles — ela disse

— Deve ser mais um casal de idosos amigos de meu pai, cheio de filhos — falei e nos rimos

— Pelo que sei só têm duas, a mais velha de 26 anos e a outra de 10 ou 12 anos — ela disse

— Sabe os nomes? — perguntei

— A mais nova deve ser Julia ou Charlotte, a mais velha chama- se Lorena

Esse nome me causa arrrpios

— Lorena Charles? — perguntei admirado, ela parece não ter gostado muito da minha reação

— Conhece ela?

— Não tão bem... nos cruzamos em Paris — menti a ela, poderia dizer que nós pegamos durante a viagem mas , não é da conta dela mesmo, quando ela ia responder Sophia nos interrompeu trazendo o meu brigadeiro

— Tio aqui está! — ela me entregou o prato de unicórnio

— Obrigada minha princesinha

— Tia Giovanna a mamãe está chamando

— Está bem bonequinha já venho, Nos vemos amanhã Jorge

Ela foi e eu fiquei olhando a volta e imaginando Lorena num biquíni, ficaria gata! E seria um chance de fazer ciúmes a Giovanna, quem sabe?

A festa foi boa, não ganhei nada como doces, bolo, churrasco e outras coisas, sai mais cedo porque precisava descansar.

Ao chegar na mansão quando entrei e estava um silêncio sobre toda a casa, vi que estava muito cedo para dormir e decidi chamar Fred e Júnior, são amigos meus, estávamos na piscina conversando as mesmas coisas de sempre

— Você o diz Jorge... para você levar uma garota para a cama é fácil, já eu, levei foras demais — disse Júnior

— Jorge é um astro com mulheres como faz isso cara?

— Charme meus caros

— Parece fácil, levou Dayane tão fácil para a cama  — disse Fred

— Dayane é um alvo fácil, levar ela na cama foi fácil, gosto de mulheres difíceis — respondi

— Conhece Lorena Charles? — perguntou Júnior

— Conheci, ela sim é difícil

— Rodrigo Di'Arvecci ficou com ela uns meses, ele sempre diz que ela é bem difícil e complicada — disse Júnior

— Todos só dizem isso dela, ela já namorou tanto assim? — perguntei

— De todas as mulheres que conheço, ela é a que menos namorou na vida, ela é bem preservada — Júnior disse

— Deve ser virgem. Jorge deveria avançar

— É... ele gosta das fresquinhas— nos começamos a rir.

Foi uma conversa de longas horas. Enquanto estava no carro, me pus a pensar sobre o dia de hoje, seria bom? Será que chegaria a me deitar com Lorena? Ou Giovanna? Tomara que não seja Giovanna.

Estacionei meu Tesla e sai do carro, estava de uma bermuda creme e uma camisa azul clara, e tênis.

Quando cheguei na mansão de férias de meus pais, dei de caras com ele e uma menina baixinha de cabelos castanhos escuros e eu vestido florido, me perguntei que seria aquela menina.

Lembrei que Giovanna me falará sobre a irmã mais nova de Lorena, ela me encarou com seus olhos grandes e azuis, com um semblante confuso

— Boa tarde Senhores — cumprimentei e segurei levemente a mão da mulher de cabelo castanhos claros com fios grisalhos, vestida de uma calça jeans e uma blusa branca e dei um beijo — Senhora! —

— Que cavalheiro! — ela respondeu dando um sorriso

— Como ia dizendo esse é meu filho! Jorge Rodriguez — disse meu pai

— Muito prazer! — respondi

— O prazer é todo nosso meu querido! — ela respondeu — Eu sou Carolyna esse é meu marido Wilson e essa é minha filha Charlotte —

— Prazer senhor! — a pequena me deu a mão

— Por favor me chame de Jorge! —

— Minha outra filha está na varanda com Giovanna! —

— Filho vá lá cumprimentar elas — meu pai disse

Assenti com a cabeça e me retirei

De costas vi duas mulheres em pé, Giovanna e Lorena estavam vestidas de um vestido florido, de Lorena era um macacão curto e umas sandálias com fios longos, já Giovanna estava vestida de um vestido com as cochas a mostra, florido também, quando me aproximei só ouvi suas gargalhadas.

— Boa tarde senhoras! — a minha voz fez as duas virarem e eu encaras os lindos olhos castanhos claros de Lorena

— Jorge? Que faz aqui? — Lorena perguntou

— Eu acho que o sobrenome "Rodriguez" responde a essa pergunta — respondi

— Os pais deles convidaram os seus, e mais alguns outros que estão por vir — Giovanna disse

— Ah! Desculpe a pergunta — ela claramente estava meio envergonhada

— Não tem problema! Ficou surpresa apenas! —

Puxei uma flor do saco que tinha trago, era um presente para a mãe de Lorena, era um colar dourado, simplesmente fiquei com o saco o presente, dei uma a Giovanna que agradeceu com um sorriso surpreso

— Vocês são pretendentes? — Lorena perguntou

— Não! — neguei, e logo peguei também para ela, uma flor, era uma mais aberta, uma rosa branca, ela recebeu também e agradeceu, por essa Giovanna não esperava!

— Bom... — suspirei — antes, essa flor combina com você Lorena! — disse para enervar Giovanna

— Obrigado! — ela agradeceu com um sorriso lindo... Espera "lindo?" Foi o que acabei de pensar?

— O que acha da minha Jorge? — Giovanna perguntou

— Linda sim! — respondi

— As senhoras não vão aproveitar a praia? — perguntei

— Vamos! Eu estou esperando as visitas, para não as cumprimentar molhada — Lorena riu

— Eu também! — Giovanna respondeu.

Na minha frente estavam duas belas mulheres, mais pareceria que só uma chamava a minha atenção, o belo corpo de Lorena chamava a minha atenção, mais o que me encantava era os seus lindos lábios desenhados e seus fartos seios. Estávamos conversando naturalmente, mais Giovanna sempre se metia, até que enfim os convidados chegaram e chamaram Giovanna para ajudar na sobremesa, porque Lorena já havia ajudado na entrada e no prato principal.

— Está gostando da casa? — perguntei

— Estou amando! Sua mãe tem jeito para decorar! —

— Também acho! O que achou de Giovanna? —

— Ela é um pouco estranha, e parece ter uma caída por você — ela riu

— Ela realmente tem! Isso eu sei! Mais Giovanna não faz muito o meu tipo, e é isso que você disse! Ela é bem estranha! — nós nos rimos

— Mais é uma boa pessoa! E também pode ser uma ótima amiga — ela disse

— Lhe aconselho a não se aproximar muito dela! — avisei, para além de ser boa pessoa, Giovanna pode ter certos pensamentos e cometer certas acções que podem prejudicaras pessoas até mesmo Lorena

— Porquê? —

— Giovanna é um tipo de pessoa muito impulsiva, ela faz tudo pela emoção não pela razão —

— Normalmente esse tipo de pessoa costuma arranjar problemas demais —

— Ela arranja mesmo! Por isso eu não lido com ela, ela já me drogou para fazermos sexo! — Lorena olhou para mim surpresa — Mais sempre fomos interrompidos, ou seja, sempre fui salvo, porque não queria correr o risco de a engravidar e ter que viver com isso como um peso —

— Nossa! Isso não é amor ela está obcecada por você —

— Está mesmo! Morar, dormir, comer junto de uma pessoa que não amamos é um peso—

— Falando assim... me faz começar a pensar um pouco mal dela —

— Não pense assim! Apenas não se apegue muito a ela — ela olhou para mim e riu — Que foi?—

— Com esse vento, você fica até mais lindo com o cabelo bagunçado — ela riu — Parece que alguém fez carinho em sua cabeça — eu ri

— Primeiro elogio seu! — eu disse, ela apenas riu.

Depois do almoço, todos estavam na piscina e comendo, eu subi as escadas e para ir ao banheiro, encontrei Lorena de um vestido transparente e com um biquíni verde neon, eu estava enlouquecendo de tesão com o que estava vendo, ela olhou para mim que estava meio paralisado

— Está linda nesse biquíni — elogiei

— Primeiro elogio seu! — ela respondeu, eu logo segui em frente e a agarrei pela cintura invadido seus lábios com os meus com um beijo longo — Ei! —

— Que foi? Fui muito agressivo? — disse e a beijei

— Um pouco —fomos andando aos beijos até ao quarto que que eu costumava ficar. Entrei no quarto e tranquei a porta continuei beijando ela, desamarrei primeiro as fitas do sutiã ( do fato de banho, não me julguem que eu não sei o nome) e apertei os seios dela que eram...sei lá gostosos demais, levei ela até a cama e beijei o seu pescoço até chegar aos seus seios e chupa-los calmamente, o resto foi ótimo, questão era a minha mãe, quando ela bateu na porta eu queria tanto gritar com ela

— Jorge? Está aí? — minha mãe perguntou

— Diga que sim — Lorena disse sussurrando

— Estou —

— O que está fazendo? Venha despedir as visitas! —

— Está bem —

Ela desceu as escadas e Lorena me deu um beijo e levantou da cama apressada

— Onde vai gata? Ainda nem acabamos — perguntei, me levantei e a beijei

— Já acabamos sim meu querido, e se as visitas estão indo meus pais também! — ela disse

— Diz que estamos falando sobre negócios e que sai mais tarde —

— Seria bom se eles acreditassem —

— Ah... — me joguei na cama

— Não vai vestir? —

— Já vou

Nós vestimos e descemos rindo como se estivéssemos acabado uma conversa.

— O que estavam fazendo lá em cima? — Giovanna perguntou

— Jorge estava me dando umas dicas sobre negócios — ela mentiu — Estava precisando de uns conselhos profissionais — ela disse e riu

— Lorena é bem paciente! Eu pensei que ela fosse desistir de ouvir o que eu tinha a dizer sobre os negócios — disse

— Minha filha sempre foi paciente! Paciência para quase tudo — todos riram.

Despedimos todos, e ficamos em casa, quando estava indo embora minha mãe me chamou, chegou perto de mim e falou baixinho

— Você e Lorena não estavam conversando realmente né filho? — ela perguntou

— Mãe o que está insinuando? — perguntei

— Que vocês estavam fazendo sexo — fiquei congelado ao ouvir aquilo — Bem que se deram bem hoje —

— Mãe! Por favor! —

— Jorge me responda! Sim ou não —

— Sim —

— Eu sabia. sei que isso você não esconderia de mim por muito tempo — minha mãe disse

— Por acaso sim —

Subi no carro e quando notei já estava na cama pronto a dormir, mais só pensando nas cenas que tive com Lorena naquela cama, aquele corpo maravilhoso por cima e por baixo de mim, gemendo de prazer.

Não era intencional eu e ela termos feito aquilo, mais a tesão falou mais alto, e a vontade de a ter também. Não era comum isso acontecer, mais o que Lorena causava em mim era de loucos.

Não queria ser sincero mais, Lorena agora seria um furacão na minha vida, porque o sentimento que ela me causava.

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