Capítulo 42| Lorena


Já passavam cinco anos e Ryan agia igualmente ao pai, apesar de ele ser a minha cara os seus comportamentos eram iguais ao do pai, ele amava matemática mesmo sem ainda estudar amava números, não gostava de arrumar o cabelo, fazia manha, o andar, era nervoso igual ao pai, e cada vez que olhava para ele me lembrava de Jorge. Às vezes chorava ao lembrar dos melhores momentos que tínhamos.

Quando ele sempre me mimava e me dava um monte de beijos e ficava sempre espantado e alegre quando sentia um chute de Ryan na barriga, quando decidimos a cor do quarto dele, eu queria amarelo mas ficou todo azul, quando ele acabava por brincar com os bonequinhos dele eu achava tão lindo que acabava chorando, das vezes que ele não me deixava sair de casa sem Garry e Diana, ou dois seguranças para não me acontecer nada, e me ligava de 30 a 30 minutos.

Eu estava com tanta saudade dele que acabava chorando, eu o amava muito e perdê-lo assim me deixava mal.

Eu estava pensando uns minutos, estava na sorveteria com Ryan e ele me contava algumas coisinhas que fez com Anna e Rodrigo

— Mamãe, não está me ouvindo? — ele pergunta

— Ah desculpa meu amorzinho! A mamãe está cheia de coisas na cabeça

— A senhora já não me dá atenção — ele diz triste

— Não é que...promete que vai guardar segredo?

— Sim! — ele responde entusiasmado

— A mamãe está com saudades de alguém que ama muito, mas no passado ele cometeu algo que deixou o coraçãozinho da mamãe partido

— Mas foi no passado mamãe! A vovó diz "Passado é passado Fernando, tem que aprender a perdoar" — ele diz imitando a voz da minha mãe e eu ri

— Sabe meu bem, você tem razão

— E a senhora me ensinou a perdoar

Eu aprendia e ensinava com Ryan, era um menino muito inteligente e me lembrava muito Jorge, o meu celular tocou e era Anna

— Oi Anna! Está interrompendo o momentinho de mamãe e filho

Tem a ver com o papai...

O que ele tem? — perguntei preocupada

Está no coma — Eu fiquei sem reação naquele momento — Os médicos disseram que ele provavelmente vai acordar hoje e disseram que ele não parava de dizer o seu nome e de Ryan todas as vezes que acordava, e disse que se ele morresse para voz falar que ele ama muito vocês

— Ele não...morreu? — disse quase chorando

Não! Mas acho melhor você ir ver ele, para não ter outro treco e morrer de vez

— Não diz isso Anna! Estou indo para lá agora — desliguei — Meu amor vou te deixar na casa da vovó, a mamãe tem que resolver algo — nos levantamos

— Claro mamãe! — ele responde — A mamãe vai voltar para vermos o filme? — ele pergunta

— Sim meu amor! — depois de deixá-lo na casa da minha mãe fui ao hospital, encontrei a recepcionista

— Boa tarde eu vim visitar o Jorge Rodriguez

— Tem algum grau de parentesco com ele? — ela pergunta

— Sou a...esposa dele

— Ah, Lorena?

— Sim..mas...

— Ele não parava de citar o seu nome quando chegou — eu fui lá e entrei na sala, ele estava com varias máquinas a no corpo, no momento não aguentei e derramei algumas lágrimas, me sentei ao lado dele e segurei a sua mão

— Oi...desculpa ter desaparecido, é que eu não aguentei, mas saiba que eu ainda te amo muito e sinto a sua falta, não sei como falar sobre você para Ryan, ele me disse para te perdoar, eu perdoou mas, se prometer que que vai fazer isso novamente, eu sei das vezes que tentou me reconquistar esse tempo, mas eu sempre te amei, só quis me fazer de durona. Estava lembrando dos momentos que tivemos juntos enquanto estive grávida, são lembranças que eu nunca esqueço! — suspirei ao lembrar que ele estava no coma, nem deveria estar me ouvindo— A quem eu quero enganar você nem está me ouvindo, quem me dera que estivesse, tenho que ir prometi que ficaria com o Ryan hoje — eu me levantei e dei um beijo na testa dele e fui para casa.

Estava com Ryan pintando um livro com ele

— Mamãe onde a senhora foi?

— A mamãe foi visitar um...amigo no hospital

— Ele está doente? — ele pergunta

— Sim

Depois que coloquei ele na cama eu mesma fui dormir.

Dia seguinte me ligaram dizendo que ele acordou e que precisava falar comigo, e eu com ele óbvio.

Quando entrei na sala ele estava sentando vendo um programa na pequena tv, logo olhou para mim

— Pensei que não viria!

— Eu não vinha mesmo mas...porquê não ouvir a sua justificativa — eu digo para parecer que ainda estava com raiva dele, mas lhe ver sentado fazia meu coração se encher de alegria

— Vai mesmo fingir que não aconteceu nada? Eu ouvi o que disse — eu não esperava, eu achei que ele estivesse inconsciente

— Você...e daí? Vai mudar o que?

— Tudo Lorena! Eu também ainda te amo, e nesses últimos 5 anos nunca me envolvi com mulher alguma

— Porquê? Estava trabalhando? — digo sarcástica

— Não! Eu também sinto muito a sua falta — ele me puxou pelo braço mais próximo dele

— Até parece...

— Eu te vigiava até os 5 anos do nosso filho, Diana é testemunha que eu mal saia de casa nem para trabalhar

— Isso não me faz ter pena de você

— Eu te amo! E eu prometi que jamais desistiria de vocês, eu poderia voltar no tempo e nunca ter feito aquilo mais...é impossível, eu quero você de volta, os dias que cá estive, sempre lembrava dos momentos que tínhamos mesmo antes de você estar grávida, tudo isso me inspirava a acordar e traçar um plano para te reconquistar Lorena, e mesmo que parecia difícil para um nunca foi impossível! Você é o amor da minha vida e se pudesse gritava para todos ouvirem isso, se você me perdoar eu prometo com toda a minha vida que se eu te trair novamente eu mesmo me mato! Você é importante para mim e quando Ryan nasceu o meu amor por vocês aumentou, aquilo foi um deslize que nunca mais irei cometer. Me perdoa? Por favor? — aquela palavras eram sinceras e eu sentia isso, a saudade e o amor que tinha por ele me fez esquecer seus erros e defeitos e ver apenas qualidades que dele são varias.

— Vai depender de como vai se comportar

— Eu juro pela minha vida que vou me comportar — eu me mantive séria — Não vai nem sorrir por me ver vivo?

— Não, além disso eu tenho de ir, prometi ficar com meu filho

— Nosso.

Passaram algumas semanas, depois de contar para os meus pais eu tinha que contar para Ryan. Eu sempre fui uma mãe que não esconde nada do meu filho, algumas coisas eu não digo por ser coisa de adultos, mas o resto eu não podia.

Eu entrei no quarto dele

— Filho a gente precisa conversar...

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