Capítulo 22|Lorena


Anna tinha razão, eles realmente são iguais, não dão valor às pessoas que os amam, eu lentamente fui amando Jorge de um jeito inexplicável.

Como diz a minha mãe "Não encha demais o balão, se não rebenta"

Enchi demais o meu e rebentou e me magoou.

Todos os dias que saia do trabalho eu era obrigada a passar pela empresa dele, dava uma vontade de pôr fogo e derrubar o prédio para ele sentir na pele o que é trabalhar, mas seria impossível, com o dinheiro que ele tem era só reconstruir e já está. Tinha dias que ele estava sempre na janela do seu andar olhando para baixo com o de habitual copo de uísque, eu fingia sempre que não via mas ele estava sempre olhando para mim.

De vez em quanto passava e ele estava saindo, ele até olhava para mim só não dizia nada.

Uma vez me sentei para descansar, estava exausta de trabalhar, esperava o táxi alguns pés da empresa dele, ele desceu e sem eu notar e veio ter comigo

— Está esperando alguém? — ele pergunta

— Se a sua intenção é sexo eu não sou prostituta — eu digo de saco cheio

— E quem disse que você é? — eu olhei para cima e era ele — O que está fazendo aqui? Está um frio terrível —

— É está! Mas quando se trabalha numa empresa desconhecida é assim que se vive, com frio — respondi arrogante

— Dia mau? — ele pergunta e se senta

— A partir do momento que você sentou aqui se tornou péssimo do que já estava

— Para mim se tornou ótimo

— O que quer? Não tem casa?

— Tenho, mas vi você sozinha decidi vir te ver

— Não preciso que olhe por mim, eu já faço isso

— Eu sei! Não duvido das suas capacidades de cuidar de si mesma

— Obrigado, já pode ir! — eu digo

— Não quer jantar? Aposto que está com fome — realmente estava esfomeada, mas não queria nem um pouco me levantar daí, mas meu estômago roncava muito e eu acabaria desmaiando de fome

— Não — respondi por impulso e logo meu estômago roncou

— Tem certeza? Esse barulho já é de alguns minutos — ele pergunta — Eu sei que está tentando ser difícil, mas eu estou sendo amigo, por favor vamos? — ele estende a mão para mim, olhei para ele e me levantei sozinha

— Prefiro hambúrguer

— Você é quem manda! — ele me levou ao Burger King e comprou dois para mim.

Depois que chegamos

— Obrigado pelo lanche

— Claro! Farei isso sempre que estiver ali sentada

— Prefiro não estar — eu digo ele se aproxima para me beijar mas eu recuo, me despedi e desci rápido, eu quis lhe beijar mas isso me deixaria mal, porque de todas as formas tento não gostar dele ou lhe esquecer mas cada dia que passa se torna mais difícil.

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