Capíluto 12| Lorena
Eu não queria acreditar no que ouvia!
— Como assim Jorge é fingido? — perguntei confusa, era de noite e estava falando com Anna que estava comigo em casa tinha acabado de chegar do trabalho.
— Ontem no almoço, você nem viu, mas Jorge deu um soco na cara de Erik — Anna disse
— Como assim? Porquê o Erik não mencionou nada disso?
— Erik fez umas perguntas para ele, e parece que ele descobriu que Jorge só está com você por interesses sexuais— Anna disse — E que se você acabasse com ele ontem ele não ficar triste porque ele vai arranjar outra, sabe como é que esses homens são
— Não acredito. Mas... porque Erik fez essas perguntas a ele?
— eu levantei do sofá e passei a mão no cabelo, Jorge realmente disse aquilo?
A campainha soou e Anna foi abrir era Erik, estava com o olho roxo, ele realmente tinha batido nele
— Erik me perdoe, seu olho está horrível como você está?— eu disse
— Bem! Com o olho roxo mas bem — ele disse — Você deveria conversar bem com esse seu namorado
— Ou terminar com ele — Anna disse
— Vocês não estão ajudando. Eu... ainda estou confusa. Preciso que me expliquem direito
— Eu fui ao banheiro e fiz umas perguntas para Jorge, de homem para homem — Erik disse — E uma das perguntas ele não gostou muito, e disse que eu gostava de você e o jeito que eu olhava para você ele não gostava
— E ele reagiu desse jeito? Batendo em você? — perguntei chateada com a reação dele
— Varias vezes! No estômago e na cara, e disse que se eu tocasse em você ele irá me arrancar os olhos
Ciumes dele? Porque Erik olhava para mim de um jeito diferente, eles já não haviam se dado bem quando se viram, mas bater em um amigo meu? por ciúme?
— E quando eu perguntei sobre ele acabe com você ou você com ele, ele respondeu na naturalidade que rapidamente arranjaria outra para substituir você, ele disse que tinha varias mulheres que ele mantinha controle
— Que machista esse homem. Ele nem deveria estar com você, só está se aproveitando — Anna disse
Erik se sentou do meu lado e me abraçou
— Lorena, como amigo, você deveria deixar ele, ele olha para você de um jeito errado e diferente,um homem com ele, não presta nem para se apreciar — Erik disse
— E... eu... — as lágrimas começaram a cair, e não eram de tristeza, era de raiva, se eu pudesse rebentar os miolos de Jorge... fui tão burra e me deixei levar por ilusões, estava nos olhos dele que não gostava de mim, isso tinha que acabar hoje.
— Calma amiga, se quiser posso ficar com você — Anna disse
— Não! Vão para casa está tarde, e eu... preciso estar sozinha agora
Eles saíram eu encostei no sofá, e passei a mão nos cabelos, Como pude ser tão burra? Aí que ódio! Peguei meu celular e liguei para Jorge, não atendeu, enviei mensagem e ele respondeu na hora, não atendeu a chamada porque.
"Preciso falar com você!"
"Claro princesa! Estou a caminho"
Princesa? E me chama esses nomes porque, não sei? Desprezível esse homem
Quando ele chegou abri a porta, ele entrou e quis me dar um beijo e eu o afastei
— Que foi meu amor? — ele perguntou
— Meu amor? Você tem coragem de me chamar assim?
— Como assim Lorena? Somos namorados
— Nem deveríamos ser! — ele olhou para mim confuso
— Amor o que está dizendo?O que se passa? — ele perguntou tentando encostar em mim
— Não me encosta seu homem nojento! Como teve coragem de dizer aquelas coisas a Erik? E ainda bater nele?
— Coisas? O que disse para ele que te deixou assim? Não falei nada de errado, ele claramente distorceu tudo
— Como assim?
— O que ele disse para você? — ele perguntou
— Que você nem gosta de mim, só me quer por causa do meu corpo, e que se eu acabasse com você, nem se importaria, porque tem milhares de mulheres em suas mãos, que palavras horríveis são essas Jorge? VOCÊ PERDEU O JUÍZO?
— Calma meu amor! Me deixe explicar, ele fez isso de propósito, para você terminar comigo
— Vai acusar meu amigo? QUE VOCÊ BATEU?
— EU BATI MESMO! DROGA! E NÃO ME ARREPENDO DISSO, ESSAS MERDAS QUE ELE DISSE PARA VOCÊ É MENTIRA, e Lorena você não é burra que não vai entenderam — ele disse gritando
— Não se arrepende, então também não vai se arrepender de eu ter terminado com você? Vai?
— Lorena olha para mim! Eu nunca diria isso sobre você, eu gosto de você, e muito! O seu amigo disse é para me prejudicar
— Sério mesmo?
— Claro meu amor! Eu disse para ele que se você terminasse comigo eu procuraria uma forma de te entender, mas também se aceitasse ficaria triste, porque gosto muito de você
— E se estiver mentindo?
— Não sou tão burro assim, eu sabia que Erik levantaria da mesa para conversar comigo. Esse seu amigo gosta de você, e ele quer que eu deixe você! Mas isso não vai acontecer
— Não acredito! Anna está do lado dele, eu nunca pensei isso dele, ele mexeu mesmo com a cabeça de Anna
— Meu amor, Anna é amiga dele, claro que ela vai confiar nele, apenas diga para ela que é mentira, e que se eu me cruzar com esse rapaz aí, eu faço o estômago dele sair por traz
— Que agressivo! — coloquei as mãos a volta do pescoço dele e ele colocou na minha cintura e me beijou
— Se eu não for quem vai defender você?
— Está dizendo que sou fraca?
— Estou
— Vem que eu mostro para você quem é fraco
— Só não me mata, manhã tenho que acordar cedo — Jorge disse
— Claro amor
Fomos para o quarto, aquele ódio todo que tinha por ele parecia ter desaparecido.
No dia seguinte acordei sozinha, eu não ia trabalhar porque Charlotte viria hoje para ficar umas semanas comigo. Olhei para o lado e não vi ninguém, só uma rosa é um bilhete. "Saí mais cedo, pedi para não me matar, estou exausto, o fraco sou eu" Ouvi a campainha tocar e me levantei, vesti e fui abrir, Charlotte estava sozinha na porta.
— Veio sozinha? — perguntei quando ela entrou
— Não, Jonas me deixou aqui o porteiro me deixou aqui na porta
— Não tem escola hoje?
— Sim! Não tinha que estar vestida para me levar? faltam 7 minutos para aula — ela disse
— Você tinha que pedir a Jonas que te deixasse lá, eu ia te buscar
— Eu queria passar aqui
— Eu vou vestir já venho
Fui tomar banho, quando saí já vestida, ela estava lendo a carta que Jorge deixou
— Lorena, você esteve aqui com um homem? — ela perguntou e deu um sorriso
— Era para ficar na sala
— Loreninha tá namorando — ela disse e me deu um abraço
— Estou sim! Mas não conta para ninguém, é o nosso segredo
— Está bem. Mas quem é?
— Aquele moço que te cumprimentou naquele jantar
— Que você tinha descido as escadas com ele, ele é bem bonito
— Eu sei
— E já dormiram juntos? Ainda bem que não estava aqui — ela disse e pegou na mochila
— Ah... o minha menina, está dizendo que somos barulhentos?
— São sim! E você sabe bem porquê. Vamos to atrasada
Enquanto estávamos no carro começamos a conversar
— Lorena...eu conheci um rapaz...
— Finalmente essa conversa — ela ri — O que ele tem?
— Ele é bem bonito e quer ser meu amigo, ontem tivemos uma conversa, que me faz pensar muito
— Sobre o que?
— Ele quer...eu já disse que não
— O que ele disse Charlotte?
— Quer fazer...aquilo aí
— Quanta audácia, você não pode andar com esse tipo de rapazes é perigoso
— Eu sei só...
— Charlotte, não vou preciosas você, mas ainda é muito criança para fazer isso
— Tudo bem, eu sei disso.Você não gosta dos meus pais biológicos?
— Charlotte eu...
— Não minta para mim, por favor
— Não, não gosto, mas não posso impedir seu pai e mãe de verem você
— Eles já não vão me ver! Foram para Orlando
— Mas ele falou alguma coisa de levar você? Ou ficar?
— Não, ele disse que não tem como
— Não fique triste! Nos amamos você demais — eu disse — Mamãe sempre diz que imagina sempre você crescendo e casando com um homem bonitão
— Igual a Jorge — ela disse e nos rimos
— Parecido com isso
Chegamos a escola e ela desceu e foi, enquanto estava na estrada voltando para casa, pensei em ir a casa de Anna, mas não, voltei mesmo para casa, cozinhei e fui dormir.
Depois fui buscar Charlotte, que parecia chateada, entrou no carro e rosnou de tanta raiva
— Que foi?
— Essa professora não me deixa em paz — ela disse
— Como assim?
— Sempre a me culpar por causa de uma colega que vive implicando comigo
— Então fale sobre isso na direção — eu disse
— Já falei, ela sempre consegue uma justificativa e convence eles
Dei de ombros, e enquanto andávamos ela quebrou o silêncio
— Lorena, você já pensou que... poderia engravidar dele? — a pergunta dela me incomodou, não pensei isso em momento algum
— Você chamou a minha atenção agora mesmo. Eu não pensava nisso — eu disse
— Desculpa! Eu não queria deixar você desconfortável — ela disse
No dia que conhecemos Jorge uma tal de Giovanna estava olhando ele mas parece que ele estava olhando para você — ela disse e nos rimos
— Não reparei nisso! — eu disse
— Eu disse que esse tal de Jorge se visse você naquele macacão curtinho ia ficar babado
Ela tinha me dito isso, mas minha mãe à repreendeu, mas nem liguei
— Babado? Nossa onde aprendeu isso? — eu disse sorrindo
— Na escola! Mas Lorena ele ficou caído, eu estava sempre rindo quando olhava para ele.
Enquanto eu fazia umas tostas mistas para mim e minha irmã, ela estava fazendo as tarefas a campainha soou, quando abri era Anna
— Oi! — ela disse e me deu um abraço
— Anna que surpresa, pensei que não viria mais! — eu deixei ela entrar
— É claro que eu tinha que vir! Me encontrei com Ahmed no hotel
— Seu namorado certo?
— Lorena — ela falou sussurrou e me deu um tapa no braço
— Anna! — Charlotte desceu da cadeira e lhe deu um abraço
— Oi princesinha! Tudo bem?
— Tudo! E com você?
— Também princesinha!
Elas foram se sentar e a campainha soou de novo, quando abri era Jorge vestido de um sobretudo castanho uma camisa de lã tapando o pescoço uma calça apertada e tênis
— Oi! — ele me cumprimentou e me deu um beijo na bochecha
— Oi... pode entrar — ele entrou e deu de caras com as duas meninas que olharam para ele curiosas — Acho que já se conhecem!
O silêncio se manteve e depois elas riram
— Claro que sim! — Anna disse
— Ainda me lembro dele! — Charlotte disse
Ele se sentou enquanto conversávamos ele estava calado, estava um pouco pálido parecia ter recebido uma notícia ruim ou algo assim... deixemos a curiosidade para depois
Depois que Charlotte foi dormir Anna foi para casa, eu decidi quebrar o silêncio entre mim e Jorge que estava insuportável.
— Que foi meu amor? Está pálido desde que chegou
— Tinha recebido uma notícia ruim hoje...
— Que foi?
— Lembra lá em Paris quando você disse que eu e minha suposta amante fazíamos barulhoso quarto?
— Sim! Aquela rapariga que apareceu depois que me ajudou com as compras
— Sim ela... ela... — ele suspirou — Suicidou-se
Arregalei os olhos arrepiada, como assim suicidou-se? Ela nem parecia... sei lá... nada a ver... mas eu não sabia o que se passa na mente dela
— Como assim? Mas... como? Ela parecia estar bem — eu disse
— Também pensei isso, ela se jogou do prédio... eu não sei como... talvez seja culpa minha — ele tapou o rosto com as mãos
— Não meu amor... — abraço ele, ele envolve as mãos em minha cintura — Você não tem culpa, talvez ela já estivesse passando por algo...e não falou para você
— Mas ela estava me enviando varias mensagens, eu estava ignorando... acho que ela ficou magoada — ele disse
— Mas, ela tinha de entender que você não queria estar com ela
Ficamos abraçados por um tempo, depois larguei dando um beijo em sua bochecha fazendo ele dar um sorriso leve.
— Calma, a culpa não é sua,não foi você a empurrar ela do prédio, ela se jogou por decisão sua, e infelizmente nós não podemos fazer nada... aconteceu... não podemos lhe trazer de volta — eu disse
— Você tem razão amor... eu só acho que talvez eu a ter ignorado el... — o interrompi
— Ei Não foi isso, cada um com seus pensamentos, Esquece isso por hoje e sempre
Ele assentiu com a cabeça, eu olhei na escada e Charlotte estava parada olhando e sorrindo
— Você não estava dormindo? — eu perguntei quase rindo
— Estava... vim beber água
Jorge olhou para ela.
— Vá beber água logo menina — eu fui atrás dela dizendo
Enquanto andava por uma floresta, senti que estava sendo perseguida por alguma coisa, começou um calor infernal estava me incomodando, minha visão foi escurecendo, o sol estava se pondo rápido e a lua atingiu o centro do céu, estava escuro e a luz da lua estava iluminando um lago que estava perto, eu me aproximei e consegui ver o meu reflexo. Eu me vi , a água começou a se movimentar de um jeito rápido e assustador, enquanto olhava, foi como um flash de câmera veio sobre o meu rosto uma figura de dentes gigante como as unhas e gritou como um leão furioso, estava com os olhos vermelhos, eu corri com todas as minhas formas de olhar para atrás, quando parei de correr de longe apareceu uma figura assustadora de braços e pernas gigantes em um terno preto e gravata vermelha se rosto, com ela como se estivessem com um pano branco coberto, que horror, ele veio correndo, eu fechei os olhos e acordei em um banheiro com o um espelho gigante, Jorge apareceu por trás com uma faca nas mãos
— O que está fazendo com isso na mão?— não obtive resposta — Me responda! — gritei
Ele agarrou o meu pescoço e apertou com uma força inexplicável, eu conseguia sentir a dor e a respiração travar
— Me... Lar....gue! — eu tentei falar, mas ele continuou
— Olhe para mim inútil — ele falou, a voz estava grossa e pareciam ser duas vozes, eu fiquei arrepiada, eu senti que entrou algo em meu estômago, era a faca, a dor está horrível, quando ele me largou eu caí de joelhos.
Estava sangrando!
Ele deu uma gargalhada malvada que fez minha irá subir, olhei para cima
— Adeus querida! — ele levou a faca ao pescoço e cortou seu próprio pescoço na minha frente.
— Não! — Gritei e acordei, toda suada, minha respiração estava acelerada, olhei para os lados — Foi um sonho! — sussurro para mim, Charlotte entrou em meu quarto preocupada
— Mana que foi? — ela disse e sentou do meu lado
— Foi um pesadelo— disse
— Fique calma! Volte a dormir
Eu deitei, eu pensei que fosse morrer primeiro mas ver Jorge cometer essa atrocidade fez meu coração gelar.
Será que estava ficando com medo de perder ele? Talvez o sonho fosse a prova.
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